domingo, 25 de setembro de 2016

HÓQUEI EM PATINS - TRANSMISSÃO TELEVISIVA! E OS TREINADORES?


A oportunidade que muitos ansiavam e até “reclamavam” para a nossa modalidade chegou. Estão asseguradas as transmissões televisivas do campeonato nacional da 1ª divisão para as próximas 4 épocas (para além das já habituais transmissões online). O boletim de jogo “na hora” também está aí. Parabéns a todos os que contribuíram para esta realidade.
O facto de começarmos um pouco mais tarde que outras modalidades não significa que não possamos estar mais avançados que outros.
Introduções à parte, o tema desta publicação parece que nada tem a ver com o conteúdo do blog THP, mas tem.
Sejamos inteligentes para agarrar esta oportunidade da transmissão televisiva e que se tomem todas as devidas precauções para que a mesma seja um sucesso. Falamos da introdução da figura “treinador” nos comentários que são produzidos ao longo dos variados jogos.
É importante não esquecer este ponto fulcral. É a imagem de toda uma modalidade que está em causa perante um país que irá ver hóquei em patins pela primeira vez em muitos casos. Outros irão retornar a ver e outros vêm frequentemente.
Em nossa opinião, este campeonato tem dos melhores (e não são poucos) jogadores do mundo, tem dos melhores (e não são poucos) treinadores do mundo e tem alguns dos melhores clubes do mundo. A qualidade está assegurada.
Logo, este campeonato terá de ter as melhores transmissões televisivas do mundo. A nível técnico e de imagem não podemos tecer comentários. Apenas dizer que a primeira impressão é positiva.
A outro nível, a nossa modalidade precisa de alguém e de várias pessoas que simultaneamente para além de perceberem e entenderem as regras atuais da modalidade, ajudem os telespectadores a entenderem o hóquei em patins desde o pormenor mais básico à questão mais técnico/tático.
Não chega relatar o que todos vêm pelo ecrã. Isso é a função da própria imagem.
Temos de cativar com sabedoria e prender à televisão todas as pessoas.
Temos de explicar a modalidade para que a mesma seja cativante desde um jovem que não conhece a modalidade até um adulto que a praticou dezenas de anos.
Temos de abordar o hóquei em patins para além daquilo que os olhos vêm.
Temos de tecer explicações objetivas e sucintas para as mais variadas situações do jogo de hóquei em patins.
Temos de dominar aqueles pequenos pormenores que nos ajudam a perceber grande coisas.
Temos de dominar o campo técnico, tático e do desenlace do próprio jogo.
Temos de conhecer o historial dos clubes e dos jogadores que estão em campo em cada jogo.
Temos ainda um caminho a percorrer neste âmbito.
Onde queremos chegar com isto?

Fácil. Somos da opinião que faz falta ver nas transmissões televisões grandes treinadores de hóquei em patins que andam por aí e que “vivem” esta modalidade com muita sabedoria. Grandes treinadores, profundos conhecedores da modalidade e com dom para a comunicação que certamente poderiam ajudar muito neste campo.

FONTE: Blog THP

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

HÓQUEI EM PATINS: “TREINOS UP/DOWN”


Deixamos um exemplo de uma possível distribuição semanal de treinos (sujeita a criticas e retificações). Partimos de dois pressupostos:

- Clube que tem todos os escalões de formação até seniores.
- Disponibilidade de pavilhão diária a partir das 18h.

Sabemos que a realidade de uma boa parte dos clubes de hóquei em patins não é esta, mas este exemplo serve para provar que os treinos “up/down” podem solucionar questões de espaço e de horários.
O que são treinos “up/down”? São treinos em que pelo menos uma vez por semana um determinado escalão treina com um escalão de idade inferior, que “serve para treinar” as questões mais ofensivas e uma outra vez treina com um escalão de idade superior, que “serve para treinar as questões mais defensivas. Depois do “up/down”, todos os escalões têm pelo menos um treino onde podem treinar focados no jogo do fim de semana.
Esta forma de planeamento é já aplicada em alguns clubes de hóquei em patins e os resultados têm sido satisfatórios. Noutras modalidades, este é já um “habitué” na forma de planear e organizar todos os treinos durante uma época inteira.

Exemplo:

2ªf
3ªf
4ªf
5ªf
6ªf
Sab.
Dom.
18h-20h15

Sub-10
18h-19h

Escolas de Patinagem
18h-19h

Escolas de Patinagem
18h-19h

Sub-10
18h-19h

Sub-10
10h-12h

Escolas de Patinagem
Jogo

Sub-15
19h-20h15

Sub-10 + Sub-13
19h-20h30

Sub-17 + Sub-20
19h-20h15

Sub-13 + Sub-15
19h-20h15

Sub-13
19h-20h15

Sub-15
Jogo

Sub-13
Jogo

Sub-20
20h15-21h30

Sub-15 + Sub-17
20h30-21h30

Feminino
20h15-21h30

Sub-20
20h15-21h30

Sub-17
20h15-21h30

Feminino
Jogo

Sub-17
Jogo

Sub-10
21h30-23h

Seniores + Sub-20
21h30-23h

Seniores
21h30-23h

Seniores
21h30-23h

Seniores
21h30-23h

Sub-20
Jogo

Seniores
Jogo

Feminino


20h-21h30

“Treino Físico” (Ginásio)
Feminino
20h-21h

“Treino Físico” (Ginásio)
Sub-20




Resumo do Volume Semanal de Treino (Volume de treino de acordo com o tempo de jogo):

Escolas de Patinagem: 4h
Sub-10: 3h15min
Sub-13: 3h30min
Sub-15: 3h30min
Sub-17: 4h
Sub-20: 5h30min
Seniores: 6h
Feminino: 3h45min

FONTE: Blog THP

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

HÓQUEI EM PATINS: INÍCIO DE ÉPOCA DA FORMAÇÃO? E OS PAIS?


Nesta fase inicial da época, é importante existir pelo menos uma reunião com os pais/encarregados de educação dos jovens hoquistas.
Independentemente de existir continuidade do treinador, estas ações são importantes e poderão trazer mais vantagens do que desvantagens ao longo da época.
As informações a passar deverão ser objetivas e precisas. É óbvio que não menos importante será ouvir a opinião dos pais/encarregados de educação e tirar todas as dúvidas que possam surgir.
Assuntos de fórum mais privado ou situações pontuais que possam vir a ocorrer devem ser tratadas caso a caso e individualmente. Assuntos como quotas, pagamentos, etc., não devem ser tratados neste tipo de reuniões.
Estas reuniões, em nosso entender devem centrar-se nos seguintes pontos:

- Dar a conhecer os objetivos coletivos (objetivos reais e concretizáveis);
- Dar a conhecer em traços gerais a forma como se irá trabalhar tendo em conta os objetivos coletivos (assuntos de ordem técnica e tática não são para ser tratados ponto final);
- Expor as principais regras de conduta que serão exigidas aos jovens hoquistas;
- Mostrar o mapa de treinos a ser cumprido;
- Esclarecer regras que serão implementadas, meios e ajudas para os dias dos jogos;
- Expor possíveis atividades a realizar com os pais, como por exemplo: Natal, dia da mãe, dia do pai, etc;
- Definir muito bem como se estabelecerá a “comunicação” entre treinador e pais.


FONTE: Opinião pessoal de Hélder Antunes

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

HÓQUEI EM PATINS: SIMPÓSIO PARA TREINADORES



É já no dia 10 de setembro de 2016 (Sábado), em paralelo com a realização do Torneio Dr. Joaquim Guerra, que se realiza o "VII Simpósio HCT 2016".
Este fantástico evento de partilha e conhecimento conta com um painel de luxo e tem de novo a parceria da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, estando em processo de acreditação para treinadores de Desporto junto do IPDJ.
Faça já a sua inscrição preenchendo o formulário no seguinte link:

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

HÓQUEI EM PATINS: TREINOS DE PRÉ-ÉPOCA NA FORMAÇÃO


Chegada esta fase de início de época, cada vez mais se assiste no hóquei em patins de formação (modalidade que se pratica de patins), a treinos tremendamente “duros/puxados” no que concerne ao treino físico de sapatilhas.
Tudo planeado ao milímetro para os jovens praticantes de hóquei em patins por parte dos treinadores. Cargas em excesso, intensidades a “olhómetro” e volume até rebentar. Muitas vezes é esta a realidade. Nada contra, nada a favor! Cada treinador saberá certamente o que pretende e a forma como está a trabalhar.
Muitas vezes, os jovens atletas ainda não atingiram um ponto de maturação ao nível do sistema nervoso central e já estão a levar com treinos de “adulto” em cima.
A nossa modalidade é muito específica a todos os níveis. Embora seja praticada sobre patins, é possível trabalhar a componente física com os patins nos pés e com bola no stick e não somente de sapatilhas.
Dizem as crianças/jovens praticantes da modalidade, que quando andam com os patins no pés e a bola no stick que os treinos até são mais divertidos e dá mais prazer praticar a modalidade.
Tendo em conta este barómetro de medição, os próprios jovens praticantes e a sua satisfação, o treinador não deve ter dúvidas no tipo de trabalho a fazer.
Convém não “esquecer” e/ou descurar nesta fase o trabalho de patinagem e de técnica individual nos jovens praticantes. Em nosso entender é por aí que deve passar o planeamento. A questão física nem sequer deveria existir. Relembramos que estamos a falar de jovens atletas e de hóquei em patins de formação.
Chamamos a atenção dos que não concordam com esta publicação de opinião, que a optarem pelos tais chamados treinos físicos de sapatilhas, que pelo menos apliquem testes de avaliação e aptidão física antes de planearem os próximos treinos e que repitam esses testes diversas vezes.

Nestas idades jovens e nesta fase, é mais importante o jovem hoquista sorrir do que transpirar. O segredo é o jovem hoquista transpirar sorrindo!

Opinião Pessoal de Hélder Antunes

quinta-feira, 28 de julho de 2016

PERÍODO DE FÉRIAS...


O blog THP – Treinadores de Hóquei em Patins, entra agora no seu habitual período de férias.
Vamos recarregar baterias e voltar em finais de agosto, inícios de setembro, às nossas habituais publicações semanais.
É com orgulho que olhamos para o caminho percorrido pelo blog THP ao longo destes 10 ANOS de existência e é com otimismo que olhamos para o futuro.
Mais uma vez obrigado a todos os nossos seguidores de vários pontos do mundo. Sem vós o caminho era impossível.
Votos de uma boas férias a todos vós e até já.


Blog THP

quinta-feira, 21 de julho de 2016

HÓQUEI EM PATINS: FORMAÇÃO ACREDITADA DE TREINADORES - SUGESTÕES


Nesta última publicação antes de entrarmos no período de férias, abordamos um pouco o tema das formações acreditadas para os treinadores, em especifico os treinadores de hóquei em patins.
Sabemos que a lei é geral, transversal a todas as modalidades e da “responsabilidade” do IPDJ.
No entanto, nunca é demais realizarmos algumas sugestões, uma vez que é perceptível que este modelo de renovação dos títulos de treinadores não é o mais adequado, ou poderá funcionar melhor.
Nesse sentido elaboramos aqui algumas sugestões que poderão ser discutidas e levadas às entidades responsáveis na expectativa que algo possa melhorar no futuro. Estas sugestões são baseadas na opinião de alguns treinadores de hóquei em patins.
No que concerne à formação de treinadores de hóquei em patins, somos da opinião que:

- O número de créditos a realizar (10) é demasiado. Primeiro, porque as ações de formação são quase todas a pagar e dispersas da zona geográfica de uma grande maioria dos treinadores. Segundo, porque o número de ações específicas, nomeadamente de hóquei em patins, não têm sido tão abundantes quanto isso. Propõe-se que o número de ações acreditadas a realizar seja de 5 créditos. O que em média dá 1 crédito anual por cada cinco anos de renovação do título de treinadores.

- Há desigualdade de tratamento entre os treinadores que estão no ativo e os que não estão. Propomos que os treinadores que estão no ativo realizem menos ações de formação acreditadas. Em nosso entender, os treinadores no ativo estão em constante evolução e acumulação de aprendizagens. Esta diferenciação deve ser realizada e a componente prática validada. Por exemplo, pegando no que transcrevemos no ponto anterior, seria lógico os treinadores no ativo realizarem 5 créditos e os treinadores que não estão no ativo realizarem 10 créditos.

- Ligando os dois pontos anteriormente exposto, os treinadores no ativo terem de realizar 5 créditos em 5 anos e por cada ano no ativo “contar” 1 crédito. Ou seja, um treinador que num período de 5 anos esteja 3 ligado a um ou vários clubes e 2 anos inativo, teria de realizar 7 créditos. Sendo 5 obrigatórios mais 2 correspondentes a 2 anos de inatividade. Esta seria a lógica.

- Devem existir mais, ou começar a existir ações de formação acreditadas de carácter prático. Há um exagero moderado na componente teórica. Em nosso entender, não chega só apetrechar os treinadores de teoria. Há que levar as situações para a prática.

- Os custos das formações creditadas devem ser mínimos. Não existir proveito desta situação para aumentar lucros das entidades formadoras. Preço adequado às despesas das respetivas formações e sempre que possível, caso hajam os apoios para isso, as formações acreditadas serem gratuitas. Este será um estímulo para aumentar a formação dos treinadores de hóquei em patins e regra geral os treinadores de hóquei em patins em Portugal são amadores. São treinadores que trabalham como profissionais, mas que (quando recebem) são completamente amadores…


FONTE: blog THP – Treinadores de Hóquei em Patins

quinta-feira, 14 de julho de 2016

HÓQUEI EM PATINS: ESTILOS DE LIDERANÇA - TREINADOR


Existem muitas publicações e estudos que definem em liderança em pelo menos 3 estilos. Há ainda quem defina mais do que 3 estilos de liderança.
Na nossa opinião, só existe um estilo de liderança: SER LÍDER.
O treinador ou é ou não é LÍDER... Essa é a verdadeira questão. 
Quanto à forma como o treinador é líder, essa varia conforme o grupo de atletas, conforme a equipa e conforme o clube e as condições de trabalho.
O treinador pode ser sempre o mesmo, pode ser sempre LÍDER, mas executar a sua tarefa de LÍDER de formas diferentes, porque os atletas e os contextos variam de equipa para equipa e de clube para clube. Isso é com cada treinador.  
O importante é ser LÍDER.

FONTE: Opinião pessoal, Hélder Antunes

quarta-feira, 6 de julho de 2016

HÓQUEI EM PATINS: 8 EXERCÍCIOS DE INICIAÇÃO À PATINAGEM - PARTE 2/2

EXERCÍCIO N.º 5 


EXERCÍCIO N.º 6 


EXERCÍCIO N.º 7 



EXERCÍCIO N.º 8 


Fonte: VILA, Antonio Sariol e BECERRA, Silvia Nohales, "La iniciación del patinaje escolar", 2009

quarta-feira, 29 de junho de 2016

HÓQUEI EM PATINS: 8 EXERCÍCIOS DE INICIAÇÃO À PATINAGEM - PARTE 1/2

EXERCÍCIO N.º 1
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EXERCÍCIO N.º 2

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EXERCÍCIO N.º 3
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EXERCÍCIO N.º 4

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Fonte: VILA, Antonio Sariol e BECERRA, Silvia Nohales, "La iniciación del patinaje escolar", 2009

terça-feira, 31 de maio de 2016

HÓQUEI EM PATINS: TREINO DO ENTUSIASMO - DICAS E EXEMPLO


Voltamos a relembrar que na nossa opinião motivação e entusiasmo são “coisas” distintas. Cada vez mais existem estudos nesse sentido.
Um exemplo básico dessa distinção é termos um atleta motivado para o treino de hóquei em patins, mas não estar entusiasmado com o facto de ter de treinar de manhã cedo.
Nesse sentido, deixamos aqui 5 dicas para o treinador “treinar” o entusiasmo nos atletas de hóquei em patins.

- Nunca mandar executar/realizar exercícios que os atletas não gostem. Por mais importantes que os exercícios possam ser importantes para os objectivos individuais ou colectivos, nada é mais importante que ter os atletas a treinarem com vontade e com entusiasmo. Aquilo que o treinador pode pensar que é mais importante do ponto de vista físico, técnico ou táctico, poderá não o ser do ponto de vista mental.

- Mudar as rotinas de treino sempre que possível e quando os atletas/equipa menos o esperam. Os objectivos poderão e deverão manter-se, mas a forma como se chega a eles é que muda. Isto é trabalhar o entusiasmo e não a motivação. A motivação vem por acréscimo.

- Não ser um “treinador triste”, mas sim um “treinador contagiante”. Contagiante a nível de treino, de jogo, pós e pré treino e pós e pré jogo.

- Aplicar descritores de entusiasmo como: brincadeiras, sorrir, variedade de atividades, gestos, participação dos praticantes, inflexões de voz, elogios, encorajamento, participação, humor, inovação, demonstração, interesse pelo praticante, interesse pela equipa e vontade de triunfar.

- Criar exercícios de treino que promovam a competição interna sem “ferir” os objectivos colectivos e individuais e onde se registem os valores de modo a que os grupos de trabalho ou a própria individualidade se entusiasme em melhorar semana após semana.
Exemplo para um exercício de treino específico de GR de hóquei em patins:

Disposição/Material:
3 GR’s, 3 cestos de basquetebol com base de apoio no chão a uma altura de 80 cm a 1m e uma bola de mini basquetebol ou de ténis. Os cestos ficam dispostos pela zona delimitada pelo treinador.

Operacionalização:
Os Gr’s realizam os exercícios devidamente equipados e patinando somente em 8 rodas. Cada GR defende o seu cesto e poderá atacar dois, podendo sempre recorrer a ajuda de um 2º GR. Podem utilizar stick, caneleiras, luvas e capacete.

Descrição 1: o GR_A passa ao GR_B e o B devolve ao A. Logo A e B atacam o cesto do GR_C. Em caso de cesto, pontuam o GR_A e B.
Se o cesto forem concretizado com a luva dá 1 ponto, com o stick 2 pontos, com o capacete 3 pontos e com a caneleira 4 pontos.

Descrição 2: o GR_A passa ao GR_B e o B devolve ao C. Logo C e B atacam o cesto do GR_A. Em caso de cesto, pontuam o GR_C e B.
Se o cesto forem concretizado com a luva dá 1 ponto, com o stick 2 pontos, com o capacete 3 pontos e com a caneleira 4 pontos.

Todas as semanas atualizasse o ranking deste exercício.


FONTE: Opinião de Hélder Antunes

terça-feira, 17 de maio de 2016

DA SOBERANIA DOS TREINADORES À SOBERANIA DOS OUTROS NO HÓQUEI EM PATINS


Longe começam a ir os tempos em que o treinador de hóquei em patins era um soberano totalitário e totalista. Esta tendência contrapõe com o aumento do nível de formação e de conhecimentos dos treinadores. Ou seja, quando e cada vez mais os treinadores de hóquei em patins têm mais e melhores conhecimentos/competências, menos soberanos vão sendo no seu papel de treinador e no seu campo de acção (no treino/jogo).
Ao longo dos últimos tempos os treinadores têm sido ultrapassados por muitos em questões fulcrais para o desenvolvimento da modalidade. Todos se acham soberanos e todos opinam sobre as mais variadas questões que deveriam ser apenas da exclusiva opção do treinador.
Também é certo que há muitos treinadores de hóquei em patins que querem ser soberanos em matérias que não lhes dizem respeito e gostam de acumular as mais variadas funções.
A César o que é de César. A Roma o que é de Roma.
Se todos formos soberanos apenas e somente dentro do nosso “campo” de trabalho/decisão e ninguém se submeter a interferências no campo de trabalho do “vizinho do lado” a probabilidade de êxito aumenta.
Os mais variados exemplos que assistimos na nossa modalidade, diz-nos que há mais sucesso e êxito onde os treinadores são soberanos no que são bons a fazer. Os treinadores são bons no processo de treino e jogo.
O êxito aqui não está directamente correlacionado com os resultados desportivos. Muitos são os treinadores que executam trabalhos repletos de êxito e sem obter resultados na prática.
Outra prática comum que assistimos na nossa modalidade é a estruturação orgânica dos clubes. É muito normal hoje em dia (e bem) os clubes estarem organizados. No entanto, vê-se muitas vezes cargos quase similares dentro da estrutura e da estrutura técnica e vários tipos de coordenadores, onde quase todos eles repetem os nomes dos treinadores. Excesso de funções e de delegações retiram soberania aos treinadores. Parece que há uma tendência para que os treinadores de hóquei em patins não possam ser somente treinadores de hóquei patins.
Para terminar, voltamos a frisar que há mais sucesso e mais êxito nos clubes onde os treinadores estão mais focados somente no processo de treino e de jogo, onde os treinadores são mais soberanos naquilo que melhor estão preparados para fazer, treinar.


FONTE: Opinião pessoal Hélder Antunes

quinta-feira, 5 de maio de 2016

HÓQUEI EM PATINS - “Motivação? Sim, uma dose por favor e duas doses de ENTUSIASMO”


No que concerne ao plano mental de “trabalho” de uma equipa ou de um jogador de hóquei em patins, uma das palavras que mais falamos e abordamos é a Motivação.
Está mais que provado a importância da “Motivação” e várias estratégias sobre como se poderá trabalhar a mesma em grupo ou individualmente. No entanto, ao pesquisar sobre este tema, surgem-me várias outras “componentes” para além da motivação que se devem “trabalhar” (PPP – Perfil Psicológico de Prestação), como concentração, visualização, autoconfiança, pensamentos negativos, atenção, positivismo, atitude, etc.
Concordo, trabalho neste sentido. Penso que a chave do sucesso do trabalho de um treinador de hóquei em patins passa também por aqui.
Mas…
Há sempre um mas… O meu “Mas” prende-se com o "entusiasmo". Para mim, é importante uma equipa motivada ou jogadores motivados, mas uma equipa com entusiasmo ou jogadores entusiasmados é mais importante ainda.
Há quem diga que "motivação" é sinónimo de "entusiasmo" e vice versa. Posso concordar, mas (lá está novamente o “mas”) o entusiasmo vai mais além que a motivação na minha opinião. Para mim, a "motivação" e o "entusiasmo" partem juntos, mas a dada altura o "entusiasmo" vai mais longe que a motivação.
Com alguns anos de experiência de treinador (18 anos), consigo diferenciar "entusiasmo" de "motivação" e ambos se trabalham por parte do treinador. 
Uma grande diferença que encontro entre "motivação" e "entusiasmo" é que a motivação pode ser intrínseca e extrínseca e o "entusiasmo" é só intrínseco. A dada altura, os jogadores e as equipas deixam de estar motivadas e passam a estar entusiasmadas. Veja-se o exemplo que nos chega do futebol com o Leicester a ser campeão de Inglaterra. terá sido só motivação extra? Ou terá ultrapassado a última barreira da motivação e passou a "entusiasmo"? Para mim é na segunda questão que se encontra a resposta.
Tenho dificuldades em encontrar estudos sobre o entusiasmo do atleta, o entusiasmo da equipa e como trabalhar o entusiasmo. Talvez as referências bibliográficas atuais não estejam de acordo com esta minha visão, ou eu esteja errado, mas (novamente um “mas”) um dos caminhos que seguirei como treinador neste âmbito será por aqui, pelo entusiasmo.
Se formos ao um dicionário de língua portuguesa (um livro base), encontramos na definição de motivação e de entusiasmo algo que os diferencia e porventura diste estes dois supostos sinónimos, que afinal poderão não ser assim tão próximos. Vejamos:
Motivação  – ato de motivar; ato de despertar o interesse para algo; conjunto de fatores que determinam a conduta de alguém; processo que desencadeia uma atividade consciente.
Entusiasmo  – forte interesse por determinada causa, coisa ou pessoa, que se traduz em dedicação ou adesão; vontade de ação, espírito de iniciativa; demonstração expansiva de alegria; inspiração.
Ao ler e interpretar estas duas definições no dicionário, mais a minha experiência (amadora? dependendo do ponto de vista) como treinador, vejo que não necessito de procurar grandes e profundos estudos científicos para sustentar esta minha opinião.
Vou resumir o que interpreto da definição de entusiasmo: forte interesse com dedicação, vontade, alegria e inspiração… Eis os “ingredientes” que procuro e desejo ver nos jogadores e nas equipas sob minha orientação… Isto para mim, enquanto treinador é mais que "motivação".
Motivação sim ponto final, mas (novamente o “mas) entusiasmo em dose dupla se faz favor.
É possível trabalhar o “entusiasmo”? Sim é…
Ao trabalhar o “entusiasmo”, não se trabalha a “motivação”? Não. Entusiasmo é dissociável da motivação, embora também se possa trabalhar entusiasmo e motivação simultaneamente.
Como trabalhar o “entusiasmo”? Numa próxima publicação de opinião pessoal abordarei isso.

FONTE: Opinião de Hélder Antunes