segunda-feira, 24 de julho de 2017

FÉRIAS 2017 - ATÉ SETEMBRO...


Como é habitual, o blog THP - Treinadores de Hóquei em Patins, entra no seu habitual período de férias. Até setembro não haverá novas publicações, no entanto, convidamos todos os leitores a reverem algumas das nossas publicações. Para ajudar na pesquisa sobre o tema que pretendem consultar, podem utilizar a nossa barra "ETIQUETAS", que se encontra do lado direito do blog.
Prometemos retemperar energias e voltar em força para a nossa 12ª época consecutiva a publicar neste blog. 
Blog THP, provavelmente o blog português de hóquei em patins mais antigo a realizar publicações de forma consecutiva... Desde 2006.
Boas férias a todos... 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

FORMAÇÃO DE TREINADORES DE HÓQUEI EM PATINS - NÚMEROS QUE NÃO VALEM NADA

(Foto retirada e adaptada da FPP)

Os dados e os números que seguidamente são apresentados não têm qualquer relevo, significância ou carácter científico. O valor é atribuído por cada leitor e são passíveis de todas as críticas e risotas.
Durante 4 meses recolhemos opinião de muitos treinadores de hóquei em patins (122 no total), do norte aos arquipélagos. Tudo treinadores de renome na modalidade, pois em nosso entender, todos os treinadores de hóquei em patins são treinadores de renome, uma vez que sem a sua dedicação e carolice a modalidade não existiria da forma como existe. Muitas pessoas ainda não perceberam a importância do treinador de hóquei em patins na modalidade. Esta opinião foi recolhida pela via presencial e online.
Não podemos tirar quaisquer conclusões disto, mas podemos tirar ilações para não sermos surpreendidos com lições.
Vamos aos números que não são convertidos em percentagens, senão poderia assustar um pouco.

N = 122

- 118 treinadores não concordam com a forma como se processam as renovações dos títulos profissionais de treinadores

- 95 treinadores acham que as formações de renovação dos títulos profissionais de treinadores têm custos insuportáveis

- 43 treinadores não realizaram quaisquer unidade de crédito

- 39 treinadores pensam seriamente em abandonar a atividade de treinador já no inicio da época 2017/2018

- 58 treinadores já realizaram mais de 5 unidades de crédito até Junho de 2017

- 27 treinadores pensam em realizar as 10 unidades de crédito até 2018 e depois da renovação, cessar a atividade de treinador de hóquei em patins

- 12 treinadores perspectivam realizar várias renovações do título profissional de treinador

- 105 treinadores desejariam ter mais formações especificas da modalidade

- 97 treinadores consideram que as ações creditadas são um negócio e não uma forma de melhorar a formação dos treinadores de hóquei em patins

Aconselhamos os leitores a não realizarem as proporções para percentagem, porque os números aí obtidos poderão assustar um pouco. Relembramos novamente que estes números não têm quaisquer validade.
Adicionalmente informamos que os 122 treinadores são todos de nacionalidade portuguesa e a exercer a atividade de hóquei em patins.
A questão que será interessante analisar é se o número de treinadores de hóquei em patins a partir de 2018, em atividade, irá aumentar, diminuir ou manter-se igual, tendo em conta o número atual (nacional) de equipas e clubes…


FONTE: Blogue THP

domingo, 9 de julho de 2017

ÍNDICES DE ACTIVIDADE FÍSICA EM ALUNOS QUE PRATICAM PATINAGEM NO CONTEXTO ESCOLAR.


BREVE INTRODUÇÃO

O presente estudo mediu os Índices de Actividade Física (IAF) dos alunos praticantes de Patinagem (sobre rodas) no âmbito do Desporto Escolar.
Os objectivos deste estudo foram os seguintes: (1) Caracterizar o Índice de Actividade Física em Patinadores Escolares; (2) - Verificar a diferença dos Índices de Actividade Física dos Praticantes de Patinagem Escolar em função da prática desportiva extra-escola, do sexo, do tempo de prática, da idade e do ano e nível de escolaridade.
A amostra foi constituída por alunos praticantes de Patinagem no âmbito do Desporto Escolar, com idades compreendidas entre os 10 e os 13 anos de idade, pertencentes a escolas do Distrito do Porto, da Região Norte de Portugal.
A metodologia usada foi descritiva, obtendo-se assim valores sob a forma de como a prática de Patinagem sobre rodas no âmbito do Desporto Escolar influencia os Índices de Actividade Física (IAF).
Os procedimentos estatísticos utilizados foram a análise das medidas de tendência central e de dispersão: média e desvio padrão; as provas de diferencia entre grupos: T de Student e ANOVA; Regressão Linear. O nível de significância foi mantido em 5% e o software estatístico utilizado foi o SPSS.

ALGUMAS CONCLUSÕES

Quando se compararam os resultados obtidos relativamente ao sexo, tudo indica que o Índice de Actividade Física (IAF) não varia significativamente. No entanto poderá existir uma tendência positiva, tendo em conta a significância de p = 0,079 ser um valor próximo de p < ou = 0,05 (significativo). Embora o sexo masculino apresente valores ligeiramente superiores aos do sexo feminino, estes resultados não são estatisticamente significativos. Assim, não se verifica a nossa Hipótese 1 (H1) - Existem diferenças nos IAF segundo o sexo entre os Patinadores Escolares.

Os resultados obtidos relativamente à idade indicam não existir qualquer influência significativa com o Índice de Actividade Física (IAF) dos Patinadores Escolares. Assim sendo não se verifica a nossa Hipótese 2 (H2) - O aumento da idade nos Patinadores Escolares diminui o IAF.

Quanto ao nível de escolaridade e ao ano de escolaridade não foram obtidos quaisquer resultados estatisticamente significativos com o Índice de Actividade Física dos Patinadores Escolares, o que assim comprovam as nossas Hipóteses 3 e 4 (H3) - Não existem diferenças no IAF segundo o Nível de Escolaridade entre os Patinadores Escolares. (H4) - O Ano de Escolaridade não influencia os IAF entre os Patinadores Escolares.

Pelos resultados obtidos (para a variável pratica desporto extra-escola), comprova-se que as modalidades praticadas pelos participantes extra-escola não aumentam significativamente o Índice de Actividade Física dos Patinadores Escolares, o que nos leva a afirmar que não se verifica a nossa Hipótese 5 (H5) - A Prática Desportiva aumenta o IAF nos alunos praticantes de Patinagem Escolar.

O facto de ser considerado pratica de desporto extra-escola como uma actividade devidamente organizada e orientada, pode indicar uma tendência para que a actividade física não organizada apresente frequências de participação mais elevadas, podendo influenciar os Índices de Actividade Física (IAF).

O tempo de prática de patinagem escolar aumenta o Índice de Actividade Física, o que indica que quanto mais prolongada e contínua for a prática desta modalidade no âmbito do Desporto Escolar, maior é o Índice de Actividade Física dos seus praticantes. Desta forma, verifica-se a nossa Hipótese 6 (H6) - O Tempo de Prática de Patinagem Escolar aumenta o IAF dos alunos praticantes, verificando-se um maior IAF nos alunos que praticam Patinagem Escolar há mais tempo.

A verificação do tempo de prática de Patinagem Escolar efectuou-se em meses e de acordo com os resultados obtidos tudo indica que o aumento de 1 mês ao tempo de prática de Patinagem Escolar, implica o aumento de 0,081 pontos no Índice de Actividade Física, logo, vai também de encontro à bibliografia analisada e existente que aponta para as vantagens da prática de Patinagem.

Tendo em consideração os benefícios da Actividade Física no aumento da qualidade de vida e as vantagens da prática de Patinagem sobre rodas, nomeadamente a sua enorme importância para a melhoria do equilíbrio e demais importantes capacidades na formação geral da criança e do adolescente, justifica-se plenamente a inserção da prática da Patinagem sobre rodas no plano de formação das crianças e adolescentes, nomeadamente no âmbito escolar.

Um dos problemas dos modos de vida da actualidade é a inactividade das nossas crianças e jovens. Children no longer ride their bikesprograms in the country are shifting to fitness based programs. Vários estudos têm mostrado that children who participate in regular physical activity are more likely to continue que as crianças que possuem Actividade Física regular são mais propensas a continuar or resume exercise as adults. a exercer os mesmos hábitos em adultos. Muitos destes hábitos irão durar uma vida inteira. A prática da Patinagem sobre rodas poderá ser uma forma de incentivar as crianças de jovens a adquirirem esses hábitos de Actividade FísicaFor these.

Pelos resultados deste estudo em que se verificou uma influência significativamente positiva entre o tempo de prática de Patinagem e os Índices de Actividade Física de alunos entre 10 e 13 anos de idade praticantes de Patinagem sobre rodas no âmbito do desporto escolar, indica-se a prática deste desporto como um excelentecomponent of the fitness based program. componente da base do programa desportivo de crianças e jovens. Inline skating is a highly effective method of aerobic activity.A Patinagem sobre rodas, para além de ser uma modalidade atractiva e que está na moda, é um método altamente eficaz de actividade aeróbica.

Resumidamente, explanamos de seguida as principais conclusões do nosso estudo:
(1) Os Patinadores Escolares no âmbito do Desporto Escolar possuem um IAF superior aos alunos que não praticam Patinagem, quando comparados com outros estudos;
(2) Os sujeitos do sexo masculino apresentam valores ligeiramente superiores ao sexo feminino no IAF, mas estes resultados não são estatisticamente significativos no nosso estudo;
(3) A idade dos Patinadores Escolares também não tem uma influência significativa no IAF;
(4) O nível de escolaridade, o ano de escolaridade, a prática desportiva extra-escola e as horas de prática semanal de patinagem escolar não influenciam o IAF;
(5) O tempo de prática dos Patinadores Escolares influencia significativamente o IAF. O aumento de 1 mês no tempo de prática de patinagem escolar aumenta em 0,081 pontos o IAF.


FONTE: Hélder Antunes, 2011, in Mestrado de Investigação em Atividade Física, Desporto e Saúde 

NOTA: Texto da publicação não respeita o novo acordo ortográfico

domingo, 25 de junho de 2017

FORMAÇÃO GERAL PARA TREINADORES DE HÓQUEI EM PATINS


Deixamos aqui no blog THP, algumas formações gerais que se irão realizar nos próximos tempos e que poderão ser do interesse dos treinadores de hóquei em patins. Cliquem na imagem para aumentar a visualização.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

DE VOLTA À FORMAÇÃO DO JOVEM PRATICANTE DE HÓQUEI EM PATINS

Foto retirada de http://sticadas.blogspot.pt/

Estamos carentes de estudos na nossa modalidade. Quando procuramos ou quando comparamos o que existe de estudos do hóquei em patins e de outras modalidades as diferenças são abismais. Este é um caminho que devemos começar a trilhar e a dar relevo. Neste âmbito, penso que podemos fazer muito e temos a vantagem de sermos uma modalidade praticada sobre rodas e onde o manuseamento da bola é realizada com um objeto.
Deixando este aparte, focamo-nos na formação do jovem praticante. Faz-me confusão os atletas que passam diretamente da aprendizagem da patinagem para a competição de hóquei em patins.
Pergunto-me pela iniciação ao hóquei em patins? É parte fundamental em todo este processo, penso eu. Relembramos que a Patinagem é a “mãe” de várias modalidades, depois os que seguem o hóquei em patins, deverão ter igualmente treinos de iniciação ao hóquei em patins. Todos sabemos que patinar sem stick é uma coisa e com stick e bola é outra.
É altura de darmos um passo em frente e ver este caminho. Alguns clubes já o fazem, mas são muitos mais os que não o fazem.
Neste âmbito é necessário “arranjar” espaço físico e planeamento de treino para a iniciação ao hóquei em patins. Ficam agora algumas sugestões sobre a forma como alguns conteúdos devem estar planeados ou serem abordados neste tipo de treino:

- Deixar os jovens praticantes realizarem várias experiências que realizam nos treinos de patinagem mas com stick e bola;

- Trabalhar a condução de bola, passe/receção e manuseamento do stick com e sem bola é importante. Mais importante é não esquecer que temos um lado direito e um lado esquerdo;

- Não realizar treinos tácticos coletivos. Está fora de questão. Optar por treinos técnicos e treinos onde já se poderá inserir a tática individual mediante a evolução do jovem praticante;

- Deixar os atletas experimentarem várias posições, sem definir posições. Não é fácil, mas é possível. E sim, todos devem experimentar ser guarda redes;

- Utilizar situações simplificadas. Ou seja, o jovem praticante ver primeiro como ele se insere no jogo e não inserir o jogo no jovem praticante;

- Situações de superioridade e igualdade numérica não são para aqui chamadas. Treino individualizado e direcionado para…;

- Exercícios com colegas, só em situações estáticas ou dinâmicas de trabalho de passe/receção, por exemplo;

- Exercícios que potencializam as capacidades coordenativas do jovem praticante, bem como o crescente gosto pela modalidade são muito importantes;

- Definir claramente quais são as competências que o jovem praticante deve ter claramente assimiladas antes de integrar uma equipa de “pré competição”. Demorem o tempo que demorar, deixar que o jovem atleta diga que está pronto. É fulcral ter isto bem explicando junto dos pais;

- Não criar exercícios com respostas já dadas. Criar as dificuldades e deixar que sejam os jovens praticantes a darem as respostas ou solucionarem os problemas que lhes criamos ao nível dos exercícios do treino;

- Ter a noção que os projetos deste âmbito não podem ser iguais em todos os clubes. Não nos podemos limitar a “copiar”. O que resulta no clube A, pode não resultar no clube B;

- Sempre que possível, ter referências como por exemplo jogadores da equipa sénior do clube a participar nesses treinos;

- Não sei se já referi, mas nunca é demais relembrar, deixar os atletas darem respostas e tomarem decisões;

- Para finalizar, não esquecer que é neste tipo de treinos que se começa a realizar o trabalho mental com os jovens praticantes.


FONTE: Opinião de Hélder Antunes

sexta-feira, 26 de maio de 2017

HÓQUEI EM PATINS - COMO FILMAR UM JOGO – DICAS E RECOMENDAÇÕES

Texto retirado de Video Observer Blog - AQUI

Especificações da câmara
Em primeiro lugar, recomendamos vivamente uma câmara HD. Porquê? Porque permite ter uma resolução (o tamanho do vídeo, digamos) de 720p ou 1080p. Esta resolução vai permitir ter uma melhor qualidade de imagem e desta forma,  uma melhor compreensão das acções no campo. É fundamental ter um vídeo de qualidade, e estas questões têm de ser pensadas e tratadas a priori, dado que depois de filmar não é possível aumentar a resolução, apenas diminuí-la. Assim, uma definição HD (720p ou 1080p) é a mais indicada para obter um vídeo de qualidade, e praticamente todos os monitores transmitem em HD. Filmar em HD permite-lhe levar a análise de jogo um passo à frente. 

Ângulo e posição da câmara
Quando filma o jogo precisa de estar preparado para o fazer de diferentes maneiras de acordo com as suas necessidades. Se quiser uma análise táctica de uma equipa ou uma análise individual para scouting é necessariamente diferente – se estiver a fazer uma análise táctica precisa de estar numa posição mais alta (ângulo aberto) comparando com uma análise individual em que precisa de estar numa posição mais baixa no campo  (ângulo fechado).  

Ângulo aberto
Maior área coberta no campo; Menor necessidade de bascular a câmara para seguir a jogada; Visão mais alargada da jogada; Zoom requer menos ajuste; Melhor percepção táctica; Melhor percepção da decisão colectiva.

Ângulo fechado
Foco numa área do campo menor; Maior necessidade de bascular a câmara para seguir a jogada; Maior foco no centro da jogada; Zoom requer mais ajuste; Melhor percepção da técnica; Melhor percepção da decisão do jogador.

De acordo com a posição que escolhe para gravar o jogo – central, lateral ou atrás da baliza – é importante perceber que cada uma tem os seus prós e contras.  

Posição central
Percepção igual de ambas as metades do campo; Mais fácil bascular a câmara para seguir a jogada; Melhor controlo do zoom.

Posição lateral
Um dos lados tem a filmagem de lado, o lado contrário vê-se o jogo mais de costas; Uma das metades do campo tem melhor visão, a outra metade precisa de mais Zoom; Precisa de maior controlo do zoom quando a bola está no lado contrário.

Posição atrás da baliza
Melhor percepção da largura; Profundidade mais difícil de perceber; Precisa de maior controlo do zoom quando a bola está no lado contrário.

Análise táctica (ângulo aberto) 
- Precisa de estar numa posição mais alta e central para poder filmar o maior número de jogadores possível – isto permite perceber melhor o comportamento colectivo;
- Permite uma basculação mais reduzida, o que melhora a qualidade da filmagem;
- Como a câmara está tão afastada é mais difícil perceber os detalhes técnicos do jogador;
- Zoom in/out – é importante fazer zoom quando a bola está no lado contrário da câmara, mas mantendo a noção de que o ângulo tem de ser aberto e não fechado.

Análise individual (ângulo fechado) 
- Uma posição mais baixa permite uma melhor percepção do detalhe técnico do jogador para melhor entender a sua interacção com o que o rodeia;
- Esta posição não permite uma perspectiva colectiva, também importante para perceber o comportamento do jogador;
- A basculação e o zoom in/out é mais difícil de controlar e manter fluído.

 

Dicas


Tripé
Para fazer uma boa basculação é importante ter um bom tripé, com peso suficiente para suportar as condições de filmagem. Pode adicionar algum peso ao tripé numa das pernas ou na coluna central para dar mais equilíbrio e amortecer as vibrações. Uma boa pega com um bom sistema para apertar ajuda a controlar a tensão. Deve ser criada alguma tensão para que não se mova demasiado a câmara, mas deve ser uma tensão suave o suficiente para ser fácil perceber a continuidade da jogada.

Controlo da filmagem 
Para dar um salto qualitativo na sua filmagem deve em primeiro lugar acompanhar o jogo pelo monitor LCD. É difícil manter o foco, especialmente quando há emoções envolvidas. É importante ser o mais profissional possível para que a análise pós jogo seja a mais acertada possível.

Espaço morto
Outro aspecto a ter em atenção é o “espaço morto”, que significa excesso de campo sem jogadores. Para evitar o espaço morto deve orientar a câmara na direcção do ataque para captar mais jogadores e mais aspectos para analisar.
  
Prever as acções seguintes e a direcção do ataque
Para fazer um acompanhamento suave da jogada, quem filma o jogo deve prever o próximo passo de acordo com o que está a acontecer. Isto vai permitir o controlo da filmagem.  

Bola no meio
Tente também evitar filmar demasiado para lá da linha lateral e mantenha a câmara a filmar o campo, o máximo possível.
Lembre-se também, a bola é o centro a maior parte das vezes. 

Como na maioria das coisas, a prática leva à perfeição. Tenha isso em mente e não se preocupe com os erros. Tente apenas continuar em frente e procurar sempre melhorar. 

FONTE: Video Observer Blog in http://blog.videobserver.com/como-filmar-um-jogo-especificacoes-da-camara-angulo-e-posicao/?lang=pt-pt


quarta-feira, 17 de maio de 2017

OS MELHORES EXERCÍCIOS PARA OS JOVENS ATLETAS DE HÓQUEI EM PATINS


Ao longo dos últimos tempos temos acesso a um interminável número de exercícios para os treinos do jovem praticante de hóquei em patins. Exercícios de vários quadrantes e com vários objetivos.
Temos exercícios padronizados, exercícios adaptados à realidade de cada jovem praticante e exercícios que visam um melhoramento coletivo da equipa onde está inserido o jovem praticante de hóquei em patins.
Independentemente de tudo isso, em nosso entender há uma lacuna em muitos desses exercícios. Chamamos-lhe lacuna, mas não temos a certeza se esse é o termo correto a aplicar. Lacuna que em nosso entender, independentemente do objetivo do exercício ou dos exercícios, está diretamente relacionada com o facto desses mesmos exercícios aplicados darem sempre uma resposta prévia ao jovem atleta e limitarem aquilo que o atleta nos “pode dar”.
Ou seja, aplicam-se os exercícios, mas antes mesmo do jovem praticante o executar, já se está a dar a resposta desse mesmo exercício ao atleta. Não se deixa o jovem atleta quase pensar e decidir perante os obstáculos que se lhe colocam.
Pensamos que os melhores exercícios são aqueles que colocam “obstáculos” aos jovens atletas e que os “obrigam” a dar uma resposta ou solução ao treinador. A partir dessa resposta do jovem atleta, o treinador “molda” o exercício em conformidade com os objetivos que pretende atingir, sem nunca “bloquear” a “resposta” do jovem atleta. Normalmente a resposta do atleta é um medidor da sua própria evolução.
Em nosso entender, esses são os melhores exercícios que podemos dar aos jovens praticantes de hóquei em patins. O treinador coloca o exercício, explica sucintamente o que pretende e antes de dar respostas aos atletas e padronizar essas mesmas respostas, aguarda pelas respostas dos próprios atletas.
Esta forma de planear e atuar no treino por parte do treinador, será sempre a melhor forma de fazer os seus atletas evoluírem na modalidade. À medida que os atletas vão dando essas respostas, cabe ao treinador colocar novas dificuldades e voltar à aguardar pelas novas respostas dos atletas.
Para quem estava à espera que dispuséssemos uma panóplia de exercícios de hóquei em patins para os jovens atletas de hóquei em patins (gratuitamente), fizemos mais, dispomos a melhor forma de conseguirem os melhores exercícios para os vossos atletas, em nossa opinião.


Opinião pessoal de Hélder Antunes

quinta-feira, 11 de maio de 2017

FORMAÇÃO CREDITADA PARA TREINADORES DE HÓQUEI EM PATINS

Clicar sobre a imagem para inscrições

A Treinadores de Portugal promove nos dias 3 e 4 de Junho de 2017 em Gondomar o 6º Congresso Treinadores de Língua Portuguesa com o lema Treinadores no mundo.
Pretenderemos que este Congresso vá ao encontro dos Treinadores de todas as modalidades e, nesse sentido, optámos por um modelo misto: por um lado, conferências plenárias com temáticas generalistas e por outro, workshops por modalidade com componentes teóricas e práticas.
As conferências plenárias terão lugar nos dias 3 e 4 de Junho de manhã no Pavilhão Multiusos de Gondomar.


O 6º Congresso de Treinadores será creditado com 2,2 UC (unidades de crédito) para efeitos da formação contínua de treinadores para a obtenção de créditos para a TPTD sendo 1,2UC na componente geral (6h) e 1UC na componente específica.

MAIS INFORMAÇÕES AQUI


ARTICULAÇÃO DESPORTIVA ENTRE ESCOLAS E CLUBES

Integrado na Semana do Desporto realiza-se no dia 20 de maio, das 9h30 às 17h30, no Pavilhão Multiusos de Odivelas, o Fórum "Articulação Desportiva entre Escolas e Clubes". Um encontro destinados, entre outro aspetos, a debater a relação entre desporto escolar e movimento associativo, perceber o contributo de clubes e escolas para a formação desportiva dos jovens e promover a prática desportiva no contexto familiar.

Este Fórum é uma ação creditada pelo IPDJ com 1.2 UC's - componente geral e pelo CENFORES para efeitos de Formação Contínua de Professores - 6 horas.
Em caso de dupla creditação IPDJ/Formação Contínua de Professores, após preencher o formulário com uma das opções, contacte para o email formacao@edugep.pt Inscreva-se aqui: http://goo.gl/JzBHWv

quarta-feira, 3 de maio de 2017

PELA DEFESA DO TREINADOR DE HÓQUEI EM PATINS - FORMAÇÕES CREDITADAS


Pela defesa do treinador de hóquei em patins, no que concerne às formações creditadas, publicamos um texto que nos chegou, onde todos os treinadores podem copiar e fazer chegar ao Provedor de Justiça, através de uma queixa online (basta clicar na imagem acima e seguir os passos). Os interessados devem colocar os seus dados, podendo ou não pedir sigilo sobre os mesmos e transcrever o texto abaixo na descrição da queixa. A entidade sobre a qual recai a queixa é o IPDJ.

TEXTO

O quadro legal atual para revalidação do Título Profissional de Treinador de Desporto (TPTD), Lei n.º 40/2012 de 28 de agosto e portaria n.º 326/2013 de 1 de novembro, estipula que a revalidação do TPTD tem uma validade de cinco anos e que para renovar o referido título são necessários a realização de 10 créditos em formação creditada pelo IPDJ (Instituto Português da Juventude e Desporto).
No caso concreto da modalidade de hóquei em patins, a qual possuo TPTD, as dificuldades são enormes para a realização e concretização das referidas formações creditadas, pelos seguintes motivos:
- Escassez de formações específicas da modalidade;
- Custos das formações;
- Disposição geográfica das formações que surgem.
O hóquei em patins (e outras modalidades similares) é uma modalidade que tem um elevado número de treinadores não profissionais. Muitos treinadores deixarão de revalidar o seu TPTD devido aos custos e despesas inerentes para realizar as formações creditadas. A médio prazo, a modalidade poderá sofrer sérias consequências, fruto da legislação em vigor.
Penso que a atual legislação poderá violar princípios de igualdade, tendo em conta os seguintes motivos:
- A formação ao ser creditada e obrigatória pela lei em vigor e pelo IPDJ, deveria ser gratuita. Há entidades a praticar preços exorbitantes, fazendo com que muitos treinadores não possam suportar as referidas despesas. Entendo que possa existir um valor mínimo a ser pago para despesas de realização das referidas formações, mas nunca preços exorbitantes que mais parecem ser uma forma de negócio para algumas entidades;
- Os treinadores ao pagarem e ao realizarem os seus cursos de treinadores validados pelas respetivas federações já realizam um enorme esforço financeiro e logístico, que muitas vezes não tem qualquer retorno. Logo, sendo do interesse de todos a formação ativa de treinadores (a qual concordo), os moldes em que a mesma está legislada não salvaguarda os treinadores não profissionais e que no caso do hóquei em patins são uma grande “fatia” dos treinadores;
- Outro motivo onde há desigualdade de aplicação é que a lei em vigor não diferencia treinadores no ativo de treinadores em inatividade. Ou seja, um treinador que esteja cinco anos a trabalhar no “terreno” tem de realizar exatamente o mesmo número de créditos que um treinador que não exerça durante cinco anos. Penso que não faz sentido. A experiência e o trabalho de campo devem também ser eles reconhecidos como forma de formação ativa. Faria todo o sentido, um treinador no ativo ter de realizar menos créditos que um treinador inativo, onde por cada época desportiva de atividade fossem contabilizados por exemplo um ou dois créditos. Perante a lei todos os treinadores estão no mesmo pé de igualdade, quer sejam ativos ou inativos na sua modalidade. Esta situação cria uma desigualdade. Veja-se o exemplo dos professores, onde os professores que não estão no ativo vão perdendo prioridades para efeitos de concurso;
- Por último, é o facto das formações creditadas (nomeadamente as formações especificas da modalidade) quando são realizadas, não são distribuídas de forma equitativa pelo país, obrigando por vezes os treinadores a realizarem centenas de quilómetros e a suportarem os custos das deslocações. Penso que deveria existir uma obrigatoriedade mínima de formações creditadas por distrito e por ano civil.
Após o exposto, penso existir motivos para que haja uma reformulação do enquadramento legal que sustenta a atual lei em vigor para a revalidação do TPTD.
Grato desde já pela atenção dada,

FONTE: Leitor do blog THP

quinta-feira, 27 de abril de 2017

11 ANOS BLOG THP – Treinadores de Hóquei em Patins



É com orgulho que chegámos ao décimo primeiro ano de blog THP com publicações contínuas e sem interrupções. Jamais pensamos que sobreviveríamos tantos anos. Na nossa modalidade são poucos os blogs do género que estão ativos há tanto tempo. Não viemos para ficar, mas ainda cá andamos.
O blog THP é meramente um projeto pessoal sem quaisquer contrapartidas. É uma carolice. Tentamos ajudar numa área que, pensámos nós, ainda há muito que fazer.
Sabemos que estamos mais perto do fim. Todos os projetos pessoais deste género tendem a desaparecer (frase de Pedro Jorge Cabral num simpósio que partilhamos em Turquel, salvo erro em 2010).
Actualmente existem sites e projetos do género do nosso. Aliás, melhor que o blog THP. Não conseguimos fazer mais, mas fazemos o que podemos. O blog THP continuará a partilhar publicações que sejam do interesse dos treinadores, em especial dos treinadores de hóquei em patins. Essa partilha será sempre gratuita, defendendo os direitos de autor a quem de direito.
Pensamos que o hóquei em patins é um mundo pequeno. Para o tornarmos maior devemos realizar partilhas e passagem de conhecimentos de forma espontânea, livre e gratuita.
Dentro das nossas possibilidades, tentaremos realizar publicações até 31 de Dezembro próximo. Depois logo se verá. As forças começam a ser menos, a disponibilidade profissional exige mais tempos e o tempo familiar não pode ser descurado.
Congratulamo-nos com a existência de outros espaços e tal como dizemos há 11 anos (ainda em 2010 foi dito no simpósio de Turquel), o nosso objetivo é ter zero visitantes. Quando assim for, teremos a certeza que há mais e melhores espaços que o THP e que a nossa missão foi cumprida.
A única tristeza com que nos deparamos nestes 11 anos de existência é a ausência de uma maior participação dos treinadores de hóquei em patins para com o blog. Obrigado aqueles que partilharam, obrigado aos que não partilharam e obrigado aos que vão passando por aqui. Há mais de 3 anos que não recebemos por exemplo uma opinião voluntária ou exercícios da modalidade para publicação no blog. Dá que pensar.
Temos também de referir e dar uma palavra de apreço a todos aqueles que nos seguem fora de Portugal e que neste momento representam mais de 50% dos nossos visitantes.
Estamos de email aberto para receber exercícios ou artigos vossos em treinadoreshp@gmail.com.
Obrigado a todos.

Hélder Antunes

Administrador do Blog THP

quinta-feira, 20 de abril de 2017

NUNCA DEIXEM UM ATLETA DESORIENTADO EM CAMPO


Qualquer atleta de desportos coletivos tem várias características que o diferem dos seus colegas e adversários. A diferença entre a capacidade física, técnica, tática e psicológica de cada um atleta coloca-o em vantagem ou desvantagem com os colegas de profissão. Entretanto, mesmo que um atleta seja muito bom em todas essas características, quando é mal orientado pelo seu treinador, não rende o seu potencial máximo e acaba em muitos casos por render menos do que jogadores com características piores, mas bem orientados. Como foi visto na importância da antecipação nos jogadores de futebol, a decisão correta e rápida leva o jogador a fazer um bom resultado, o que acabará por influenciar toda a equipa.

(…)

 Dicas para que um jogador nunca seja surpreendido

Quando um jogador é surpreendido, é obrigado a tomar uma decisão muito rapidamente sem sequer ter tempo para avaliar a situação momentânea. E se adversário tomou uma decisão primeiro e já está em movimento, dificilmente o jogador alcançará o adversário a tempo de o impedir de realizar a ação que deseja. Isto quer dizer que um jogador que fica surpreso é um jogador que está com sarilhos. O treinador deve evitar isso nos jogadores:

- Ensinando-os taticamente:  qualquer jogador necessita de reconhecer o que se passa no jogo e saber tomar decisões corretas. Mesmo que o jogador não seja muito criativo, deve pelo menos cumprir a sua função com honra, assim como reconhecer qual é o seu papel no meio da equipa e o que pode falhar na forma de jogar dos seus colegas caso ele falhe também.

- Treinando-os taticamente:  a forma física de um jogador nunca o levará a tomar decisões que possam realmente ser importantes para a equipa. Afinal de contas, os músculos obedecem às ordens que a mente lhes envia. Neste sentido,  é necessário que o jogador seja bem treinado e seja sempre o primeiro a tomar uma decisão e a agir. O hábito de pensar bem e pensar rápido eleva a forma competitiva individual.

- Evoluindo-os taticamente:  não existe nenhum jogador que não possa continuar a evoluir, pelo menos enquanto o seu organismo o permitir jogar futebol. Sempre que o seu potencial máximo for atingido, o treinador deve procurar um novo limite para o atleta. Sem esquecer,  um atleta deve sempre treinar 110% daquilo que é capaz de fazer.

A diferença entre um jogador que procura uma solução e um jogador que toma decisões rapidamente

Precisamos simplificar a forma como funciona a nossa mente para fazer esta distinção. Podemos dividir em duas fases: quando a nossa mente aprende a realizar tarefas e quando a nossa mente pratica as tarefas que aprendeu. Inicialmente, quando estamos a aprender alguma coisa, levamos sempre um pouco de tempo para dar conta dos vários detalhes que essa tarefa compõe, e muitas vezes não conseguimos pensar em mais do que uma coisa de uma só vez. Por outro lado, quando já sabemos fazer essa tarefa, vamos praticá-la com mais eficiência, e é nesse momento que sentimos que estamos a aprender mais depressa. Acontece que em vez de uma decisão, tomamos várias decisões ao mesmo tempo, pois já temos bases fortes e já sabemos o que fazer. Para os jogadores, será muito importante ensinar-lhes a realizar cada uma das ações técnico-táticas, para depois atribuir objetivos às ações técnico-táticas.


Desta forma, compreendemos o quanto a tática do jogo é importante, mais importante que a forma física, embora precise desta para se manifestar. Ao mesmo tempo, necessita também da técnica e do fator psicológico para se manifestar com qualidade, uma vez que a forma física, a qualidade técnica e o fator psicológico são as características individuais que permitem o individual elevar o rendimento de todo o coletivo.

FONTE: Valter Correira, AQUI

segunda-feira, 3 de abril de 2017

COMO SER MAIS RESPEITADO ENQUANTO TREINADOR?



«Uma das dicas da moda refere que o treinador não pode ser amigo dos jogadores. Mas, porque não pode ser amigo, se é o líder do grupo, é o líder desses jogadores? Um líder não é amigo dos seus comandados, ou apenas os usa a seu belo favor? Ou, já que não é amigo, é inimigo do jogador? Alguma coisa não bate certo aqui, e precisamos perceber o quê, para melhorar a qualidade do nosso grupo. Tudo depende da forma como vemos a palavra amigo, e como tecemos as relações com os nossos comandados. 

Por opinião, não depende de ser amigo ou não dos jogadores, mas a quão próxima é a relação e como esta foi construída com o tempo. Existem relações que são muito próximas entre os treinadores e jogadores, onde ambos se respeitam mutualmente, e tudo o que fazem, é para servir o outro lado da relação. Existem outras relações mais afastadas, em que nem sempre podemos contar com os atletas, ou eles não podem contar com os treinadores, que resulta em tempo perdido para ambas as partes. Se ser amigo do jogador, corresponde a ensiná-lo, trabalhá-lo, protegê-lo e encaixá-lo na equipa, então, a palavra amigo adquire o significado correto no mundo do desporto. Por outro lado, se ser amigo é sair à noite, tratar as coisas da vida pessoal em conjunto, e fazer o que bem entender apenas por lucro próprio, o jogador e o treinador não só não estão a ser amigos dos seus colegas de equipa, como não estão a ser amigos de si mesmo.

(…)
Tenha consideração pelos jogadores
O sucesso pessoal do treinador nunca poderá estar acima dos jogadores, porque é através dos jogadores que o treinador ganhará títulos. Se a equipa está em baixo de forma, faça-os correr. Se a equipa está desmoralizada, dê-lhes forças, moralize-os. Se a equipa está desorganizada, organize-os, treine-os, mostre-lhes o que quer ver deles em campo e seja paciente com eles. Nunca diga "eu tenho uma reputação a defender", mas diga "nós temos uma reputação a defender".

Cumprimente todos os jogadores
Quando chega ao treino, não precisa ficar na conversa com os jogadores, para que estes não sejam demasiado próximos a si. Em vez disso, cumprimento-os um a um, com aperto de mão firme e olhe-os nos olhos, de forma franca e direta. Não aperte a mão da pessoa por mais de dois ou três segundos. Isso fica mal na postura de um líder. Há mais a fazer do que ficar ali especado a apertar a mão de uma pessoa. Depois, vá preparar o treino.

Use as palavras certas
A comunicação é a única forma de fazer uma equipa. Um líder que não comunica corretamente, não consegue fazer passar a mensagem daquilo que quer ver na equipa. Sempre que for falar aos jogadores, faça-o quando eles o ouvirem. Se estiverem a conversar enquanto alongam por exemplo, peça a atenção deles para o próximo exercício. Fale para os jogadores com voz ativa e cabeça levantada. Nunca diga "Preciso da vossa atenção se faz favor". Em vez disso, experimente "Atenção rapazes, atenção".

Aceite os jogadores
Nenhum jogador é 100% estúpido ou 100% inteligente, nem é 100% valioso nem 100% imprestável. Todos tem um papel no grupo e todos fazem falta. Aprenda o que cada um tem para oferecer ao grupo e o que é preciso proteger em cada jogador. Desenhe um modelo de jogo que esconda os pontos fracos dos jogadores e que mostre os pontos fortes deles. Eles não se aperceberão que o treinador fez isso, mas para eles, perceberá de futebol, e terá o respeito deles.

Aprenda com eles
O treinador, comanda o grupo, organiza as ideias do grupo, mas não é dono da verdade absoluta. Há coisas que não sabe e que pode aprender muito com eles. Nunca defenda a sua ideia, se sabe que você está errado e os jogadores estão certos. Isso pode acontecer em apenas uma situação, mas que é suficiente para que os jogadores nunca mais o respeitem como o respeitaram até ao momento.

Ninguém é diferente dos demais
Se puder aproximar-se o suficiente de um jogador para saber da sua vida pessoal, perceberá que ele tem objetivos, que lá no fundo, lhe quer agradar a si e aos colegas e desfrutar da vida. Você também.

Seja tolerante
Há por ai muitas pessoas vistas como más, possessivas, egocêntricas e/ou agressivas. Talvez não tenham quem os proteja ou os apoie, levando-os a agir dessa forma. Pode acontecer que um membro que acabou de entrar no grupo, que até agora era visto como grande jogador, esteja a fazer tudo mal. Talvez preciso de mais tempo para se adaptar, talvez tenha medo de falhar ou tenha problemas pessoais. Não faça caso disso. Apoie o jogador, seja tolerante e tenha paciência. Ele precisa de si.

Faça o trabalho de casa
Alguém me pode explicar como se resolvem as coisas à última da hora? A preparação, é fundamental. Organizar a equipa e evoluí-la segundo os conceitos em que acredita, só pode trazer bons resultados no campo. Não fazer nada ou fazer pouco no treino, e exigir alto rendimento aos jogadores no campo, não só não é uma atitude de um líder como equivale a fechar as portas ao sucesso no futebol.

Imponha limites desde cedo
Logo que um jogador lhe falte ao respeito, imponha-lhe um limite. Assim que um jogador lhe faltar ao respeito várias vezes, mais lhe seguirão. Não deixe que isso aconteça, para seu bem e para bem do grupo. Deixar que um jogador o desrespeite à primeira vez, é o único passo que precisa ser dado para que o treinador nunca seja respeitado.»

FONTE: Valter Correia, in http://www.teoriadofutebol.com/apps/blog/show/41973111-como-ser-mais-respeitado-enquanto-treinador-