quinta-feira, 28 de julho de 2016

PERÍODO DE FÉRIAS...


O blog THP – Treinadores de Hóquei em Patins, entra agora no seu habitual período de férias.
Vamos recarregar baterias e voltar em finais de agosto, inícios de setembro, às nossas habituais publicações semanais.
É com orgulho que olhamos para o caminho percorrido pelo blog THP ao longo destes 10 ANOS de existência e é com otimismo que olhamos para o futuro.
Mais uma vez obrigado a todos os nossos seguidores de vários pontos do mundo. Sem vós o caminho era impossível.
Votos de uma boas férias a todos vós e até já.


Blog THP

quinta-feira, 21 de julho de 2016

HÓQUEI EM PATINS: FORMAÇÃO ACREDITADA DE TREINADORES - SUGESTÕES


Nesta última publicação antes de entrarmos no período de férias, abordamos um pouco o tema das formações acreditadas para os treinadores, em especifico os treinadores de hóquei em patins.
Sabemos que a lei é geral, transversal a todas as modalidades e da “responsabilidade” do IPDJ.
No entanto, nunca é demais realizarmos algumas sugestões, uma vez que é perceptível que este modelo de renovação dos títulos de treinadores não é o mais adequado, ou poderá funcionar melhor.
Nesse sentido elaboramos aqui algumas sugestões que poderão ser discutidas e levadas às entidades responsáveis na expectativa que algo possa melhorar no futuro. Estas sugestões são baseadas na opinião de alguns treinadores de hóquei em patins.
No que concerne à formação de treinadores de hóquei em patins, somos da opinião que:

- O número de créditos a realizar (10) é demasiado. Primeiro, porque as ações de formação são quase todas a pagar e dispersas da zona geográfica de uma grande maioria dos treinadores. Segundo, porque o número de ações específicas, nomeadamente de hóquei em patins, não têm sido tão abundantes quanto isso. Propõe-se que o número de ações acreditadas a realizar seja de 5 créditos. O que em média dá 1 crédito anual por cada cinco anos de renovação do título de treinadores.

- Há desigualdade de tratamento entre os treinadores que estão no ativo e os que não estão. Propomos que os treinadores que estão no ativo realizem menos ações de formação acreditadas. Em nosso entender, os treinadores no ativo estão em constante evolução e acumulação de aprendizagens. Esta diferenciação deve ser realizada e a componente prática validada. Por exemplo, pegando no que transcrevemos no ponto anterior, seria lógico os treinadores no ativo realizarem 5 créditos e os treinadores que não estão no ativo realizarem 10 créditos.

- Ligando os dois pontos anteriormente exposto, os treinadores no ativo terem de realizar 5 créditos em 5 anos e por cada ano no ativo “contar” 1 crédito. Ou seja, um treinador que num período de 5 anos esteja 3 ligado a um ou vários clubes e 2 anos inativo, teria de realizar 7 créditos. Sendo 5 obrigatórios mais 2 correspondentes a 2 anos de inatividade. Esta seria a lógica.

- Devem existir mais, ou começar a existir ações de formação acreditadas de carácter prático. Há um exagero moderado na componente teórica. Em nosso entender, não chega só apetrechar os treinadores de teoria. Há que levar as situações para a prática.

- Os custos das formações creditadas devem ser mínimos. Não existir proveito desta situação para aumentar lucros das entidades formadoras. Preço adequado às despesas das respetivas formações e sempre que possível, caso hajam os apoios para isso, as formações acreditadas serem gratuitas. Este será um estímulo para aumentar a formação dos treinadores de hóquei em patins e regra geral os treinadores de hóquei em patins em Portugal são amadores. São treinadores que trabalham como profissionais, mas que (quando recebem) são completamente amadores…


FONTE: blog THP – Treinadores de Hóquei em Patins

quinta-feira, 14 de julho de 2016

HÓQUEI EM PATINS: ESTILOS DE LIDERANÇA - TREINADOR


Existem muitas publicações e estudos que definem em liderança em pelo menos 3 estilos. Há ainda quem defina mais do que 3 estilos de liderança.
Na nossa opinião, só existe um estilo de liderança: SER LÍDER.
O treinador ou é ou não é LÍDER... Essa é a verdadeira questão. 
Quanto à forma como o treinador é líder, essa varia conforme o grupo de atletas, conforme a equipa e conforme o clube e as condições de trabalho.
O treinador pode ser sempre o mesmo, pode ser sempre LÍDER, mas executar a sua tarefa de LÍDER de formas diferentes, porque os atletas e os contextos variam de equipa para equipa e de clube para clube. Isso é com cada treinador.  
O importante é ser LÍDER.

FONTE: Opinião pessoal, Hélder Antunes

quarta-feira, 6 de julho de 2016

HÓQUEI EM PATINS: 8 EXERCÍCIOS DE INICIAÇÃO À PATINAGEM - PARTE 2/2

EXERCÍCIO N.º 5 


EXERCÍCIO N.º 6 


EXERCÍCIO N.º 7 



EXERCÍCIO N.º 8 


Fonte: VILA, Antonio Sariol e BECERRA, Silvia Nohales, "La iniciación del patinaje escolar", 2009

quarta-feira, 29 de junho de 2016

HÓQUEI EM PATINS: 8 EXERCÍCIOS DE INICIAÇÃO À PATINAGEM - PARTE 1/2

EXERCÍCIO N.º 1
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EXERCÍCIO N.º 2

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EXERCÍCIO N.º 3
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EXERCÍCIO N.º 4

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Fonte: VILA, Antonio Sariol e BECERRA, Silvia Nohales, "La iniciación del patinaje escolar", 2009

terça-feira, 31 de maio de 2016

HÓQUEI EM PATINS: TREINO DO ENTUSIASMO - DICAS E EXEMPLO


Voltamos a relembrar que na nossa opinião motivação e entusiasmo são “coisas” distintas. Cada vez mais existem estudos nesse sentido.
Um exemplo básico dessa distinção é termos um atleta motivado para o treino de hóquei em patins, mas não estar entusiasmado com o facto de ter de treinar de manhã cedo.
Nesse sentido, deixamos aqui 5 dicas para o treinador “treinar” o entusiasmo nos atletas de hóquei em patins.

- Nunca mandar executar/realizar exercícios que os atletas não gostem. Por mais importantes que os exercícios possam ser importantes para os objectivos individuais ou colectivos, nada é mais importante que ter os atletas a treinarem com vontade e com entusiasmo. Aquilo que o treinador pode pensar que é mais importante do ponto de vista físico, técnico ou táctico, poderá não o ser do ponto de vista mental.

- Mudar as rotinas de treino sempre que possível e quando os atletas/equipa menos o esperam. Os objectivos poderão e deverão manter-se, mas a forma como se chega a eles é que muda. Isto é trabalhar o entusiasmo e não a motivação. A motivação vem por acréscimo.

- Não ser um “treinador triste”, mas sim um “treinador contagiante”. Contagiante a nível de treino, de jogo, pós e pré treino e pós e pré jogo.

- Aplicar descritores de entusiasmo como: brincadeiras, sorrir, variedade de atividades, gestos, participação dos praticantes, inflexões de voz, elogios, encorajamento, participação, humor, inovação, demonstração, interesse pelo praticante, interesse pela equipa e vontade de triunfar.

- Criar exercícios de treino que promovam a competição interna sem “ferir” os objectivos colectivos e individuais e onde se registem os valores de modo a que os grupos de trabalho ou a própria individualidade se entusiasme em melhorar semana após semana.
Exemplo para um exercício de treino específico de GR de hóquei em patins:

Disposição/Material:
3 GR’s, 3 cestos de basquetebol com base de apoio no chão a uma altura de 80 cm a 1m e uma bola de mini basquetebol ou de ténis. Os cestos ficam dispostos pela zona delimitada pelo treinador.

Operacionalização:
Os Gr’s realizam os exercícios devidamente equipados e patinando somente em 8 rodas. Cada GR defende o seu cesto e poderá atacar dois, podendo sempre recorrer a ajuda de um 2º GR. Podem utilizar stick, caneleiras, luvas e capacete.

Descrição 1: o GR_A passa ao GR_B e o B devolve ao A. Logo A e B atacam o cesto do GR_C. Em caso de cesto, pontuam o GR_A e B.
Se o cesto forem concretizado com a luva dá 1 ponto, com o stick 2 pontos, com o capacete 3 pontos e com a caneleira 4 pontos.

Descrição 2: o GR_A passa ao GR_B e o B devolve ao C. Logo C e B atacam o cesto do GR_A. Em caso de cesto, pontuam o GR_C e B.
Se o cesto forem concretizado com a luva dá 1 ponto, com o stick 2 pontos, com o capacete 3 pontos e com a caneleira 4 pontos.

Todas as semanas atualizasse o ranking deste exercício.


FONTE: Opinião de Hélder Antunes

terça-feira, 17 de maio de 2016

DA SOBERANIA DOS TREINADORES À SOBERANIA DOS OUTROS NO HÓQUEI EM PATINS


Longe começam a ir os tempos em que o treinador de hóquei em patins era um soberano totalitário e totalista. Esta tendência contrapõe com o aumento do nível de formação e de conhecimentos dos treinadores. Ou seja, quando e cada vez mais os treinadores de hóquei em patins têm mais e melhores conhecimentos/competências, menos soberanos vão sendo no seu papel de treinador e no seu campo de acção (no treino/jogo).
Ao longo dos últimos tempos os treinadores têm sido ultrapassados por muitos em questões fulcrais para o desenvolvimento da modalidade. Todos se acham soberanos e todos opinam sobre as mais variadas questões que deveriam ser apenas da exclusiva opção do treinador.
Também é certo que há muitos treinadores de hóquei em patins que querem ser soberanos em matérias que não lhes dizem respeito e gostam de acumular as mais variadas funções.
A César o que é de César. A Roma o que é de Roma.
Se todos formos soberanos apenas e somente dentro do nosso “campo” de trabalho/decisão e ninguém se submeter a interferências no campo de trabalho do “vizinho do lado” a probabilidade de êxito aumenta.
Os mais variados exemplos que assistimos na nossa modalidade, diz-nos que há mais sucesso e êxito onde os treinadores são soberanos no que são bons a fazer. Os treinadores são bons no processo de treino e jogo.
O êxito aqui não está directamente correlacionado com os resultados desportivos. Muitos são os treinadores que executam trabalhos repletos de êxito e sem obter resultados na prática.
Outra prática comum que assistimos na nossa modalidade é a estruturação orgânica dos clubes. É muito normal hoje em dia (e bem) os clubes estarem organizados. No entanto, vê-se muitas vezes cargos quase similares dentro da estrutura e da estrutura técnica e vários tipos de coordenadores, onde quase todos eles repetem os nomes dos treinadores. Excesso de funções e de delegações retiram soberania aos treinadores. Parece que há uma tendência para que os treinadores de hóquei em patins não possam ser somente treinadores de hóquei patins.
Para terminar, voltamos a frisar que há mais sucesso e mais êxito nos clubes onde os treinadores estão mais focados somente no processo de treino e de jogo, onde os treinadores são mais soberanos naquilo que melhor estão preparados para fazer, treinar.


FONTE: Opinião pessoal Hélder Antunes

quinta-feira, 5 de maio de 2016

HÓQUEI EM PATINS - “Motivação? Sim, uma dose por favor e duas doses de ENTUSIASMO”


No que concerne ao plano mental de “trabalho” de uma equipa ou de um jogador de hóquei em patins, uma das palavras que mais falamos e abordamos é a Motivação.
Está mais que provado a importância da “Motivação” e várias estratégias sobre como se poderá trabalhar a mesma em grupo ou individualmente. No entanto, ao pesquisar sobre este tema, surgem-me várias outras “componentes” para além da motivação que se devem “trabalhar” (PPP – Perfil Psicológico de Prestação), como concentração, visualização, autoconfiança, pensamentos negativos, atenção, positivismo, atitude, etc.
Concordo, trabalho neste sentido. Penso que a chave do sucesso do trabalho de um treinador de hóquei em patins passa também por aqui.
Mas…
Há sempre um mas… O meu “Mas” prende-se com o "entusiasmo". Para mim, é importante uma equipa motivada ou jogadores motivados, mas uma equipa com entusiasmo ou jogadores entusiasmados é mais importante ainda.
Há quem diga que "motivação" é sinónimo de "entusiasmo" e vice versa. Posso concordar, mas (lá está novamente o “mas”) o entusiasmo vai mais além que a motivação na minha opinião. Para mim, a "motivação" e o "entusiasmo" partem juntos, mas a dada altura o "entusiasmo" vai mais longe que a motivação.
Com alguns anos de experiência de treinador (18 anos), consigo diferenciar "entusiasmo" de "motivação" e ambos se trabalham por parte do treinador. 
Uma grande diferença que encontro entre "motivação" e "entusiasmo" é que a motivação pode ser intrínseca e extrínseca e o "entusiasmo" é só intrínseco. A dada altura, os jogadores e as equipas deixam de estar motivadas e passam a estar entusiasmadas. Veja-se o exemplo que nos chega do futebol com o Leicester a ser campeão de Inglaterra. terá sido só motivação extra? Ou terá ultrapassado a última barreira da motivação e passou a "entusiasmo"? Para mim é na segunda questão que se encontra a resposta.
Tenho dificuldades em encontrar estudos sobre o entusiasmo do atleta, o entusiasmo da equipa e como trabalhar o entusiasmo. Talvez as referências bibliográficas atuais não estejam de acordo com esta minha visão, ou eu esteja errado, mas (novamente um “mas”) um dos caminhos que seguirei como treinador neste âmbito será por aqui, pelo entusiasmo.
Se formos ao um dicionário de língua portuguesa (um livro base), encontramos na definição de motivação e de entusiasmo algo que os diferencia e porventura diste estes dois supostos sinónimos, que afinal poderão não ser assim tão próximos. Vejamos:
Motivação  – ato de motivar; ato de despertar o interesse para algo; conjunto de fatores que determinam a conduta de alguém; processo que desencadeia uma atividade consciente.
Entusiasmo  – forte interesse por determinada causa, coisa ou pessoa, que se traduz em dedicação ou adesão; vontade de ação, espírito de iniciativa; demonstração expansiva de alegria; inspiração.
Ao ler e interpretar estas duas definições no dicionário, mais a minha experiência (amadora? dependendo do ponto de vista) como treinador, vejo que não necessito de procurar grandes e profundos estudos científicos para sustentar esta minha opinião.
Vou resumir o que interpreto da definição de entusiasmo: forte interesse com dedicação, vontade, alegria e inspiração… Eis os “ingredientes” que procuro e desejo ver nos jogadores e nas equipas sob minha orientação… Isto para mim, enquanto treinador é mais que "motivação".
Motivação sim ponto final, mas (novamente o “mas) entusiasmo em dose dupla se faz favor.
É possível trabalhar o “entusiasmo”? Sim é…
Ao trabalhar o “entusiasmo”, não se trabalha a “motivação”? Não. Entusiasmo é dissociável da motivação, embora também se possa trabalhar entusiasmo e motivação simultaneamente.
Como trabalhar o “entusiasmo”? Numa próxima publicação de opinião pessoal abordarei isso.

FONTE: Opinião de Hélder Antunes

quinta-feira, 28 de abril de 2016

O QUE FAZ UM TREINADOR CAMPEÃO


O que faz um treinador vencer mais do que os outros é um tema que cativa quem gosta de futebol ou de outro qualquer desporto.

Passamos horas a fio, se necessário, a justificar as razões que levam alguns treinadores a conseguir retirar dos seus atletas e equipas melhores rendimentos do que outros. E nem sempre aqueles que o conseguem são os campeões.

Primeiro, porque apenas pode existir um campeão por competição e depois, talvez ainda mais importante, porque há treinadores que fazem trabalhos espetaculares e que potenciam e superam em muito o rendimento habitual dos seus atletas, mas mesmo assim, isso não chega para levá-los a atingir objetivos.

De regresso à questão, há duas formas de responder a esta pergunta. Uma muito simples e outra bem mais complexa, se é que terá mesmo uma resposta estilo-receita.
É campeão quem vence mais, quem supera os adversários em pontos.

A segunda forma de responder é bem mais complexa. Quais são concretamente as ações e crenças de um treinador campeão? Será que são muito diferentes de quem nunca vence e tem as mesmas condições de trabalho e recursos para sê-lo? O que fará a diferença num treinador para que, em determinados momentos, vença mais?

Pontos comuns e de divergência

Retiramos os fatores sorte ou azar. Existem, porque o jogo em si tem esses fatores inerentes, mas existem para todos. Passamos à frente e entramos nas áreas das ações, liderança e relações de um treinador. O que faz e e o que pensa?
Para se chegar a uma conclusão, entrevistaram-se doze treinadores de desportos coletivos que se sagraram campeões nacionais em seniores. E o que se constatou foi:

· Em áreas como a comunicação, motivação, relação consigo próprio ou com os atletas, regras coletivas, retórica do treinador e métodos de treino e organização existem semelhanças. Ou seja, existe claramente um denominador comum que, não invalidando o facto de cada treinador ser naturalmente diferente de um outro, mantém aspetos iguais nas áreas fundamentais da função de orientar uma equipa;

· Contudo, também existem diferenças evidentes nestas mesmas áreas. Menos e não sabemos se têm maior ou menor impacto na obtenção dos resultados. Mais interessante do que olhar para as diferenças é ver que algumas ideias são precisamente opostas, o que pode levantar a certeza de que não existem caminhos únicos para se chegar ao mesmo objetivo;

·  As competências comportamentais mais referenciadas pelos treinadores são a capacidade de se ser flexível perante as condições que encontram, e a adaptabilidade. A relação com os jogadores e maneira de lidar com as especificidades de cada atleta, a interação com os dirigentes, a diferente abordagem que merecem os vários contextos competitivos e até a forma de estar e ser perante o grupo são fundamentais. Quem não conseguir ser flexível e ter capacidade de adaptar-se não consegue o compromisso, a entrega, a união e a inteligência coletiva tão necessárias para poder-se atingir elevados desempenhos;

· Não há receitas e os treinadores confessam em unanimidade que um dos denominadores comuns que gera o sucesso é a capacidade de o treinador conseguir duas coisas: perceber qual o perfil de liderança mais eficiente para o contexto que está inserido; e a capacidade de ser aquilo que o contexto necessita, sendo que aumenta a capacidade de sucesso se o seu perfil intencionalmente genuíno estiver próximo deste;

· Um terço dos treinadores que participou neste estudo foi campeão com equipas femininas, sendo que houve respostas específicas por parte dos mesmos. O que poderá levantar possíveis pistas para perceber se a liderança em contextos femininos, na opinião de um treinador, terá de ser diferente ou não da do contexto masculino;

·  Há quase uma bipolaridade das ações de liderança de todos os treinadores, que passa por equilibrar a sua intenção de liderar e controlar tudo, ao mesmo tempo que verbalizam que as ações dos jogadores são aquelas que menos podem controlar.

O treinador tem impacto brutal no jogador

Sabe-se que ninguém é campeão copiando o que um outro campeão faz.
Não faz sentido pensar-se de modo igual apenas por intenção, porque o cruzamento das ações, crenças e sentimentos altera o produto que um treinador fabrica. Nem copiar porque os recetores – os atletas – da liderança, mensagem e ação são diferentes, e isso condiciona em muito a eficiência de um técnico.

Por outro lado, sabemos que a mensagem tem de ser captada pelo atleta. Que o treinador tem um impacto brutal no desempenho e entrega do jogador. Que as regras coletivas têm de aportar a competência individual e coletiva. E que, não havendo receitas, há comportamentos que geram quase sempre insucesso e incapacidade do jogador e da equipa em querer estar com o treinador onde quer que seja.

 
*Este artigo é baseado num estudo composto por entrevistas a doze treinadores de desportos coletivos, que foram campeões por clubes no escalão de seniores e na principal competição do país onde treinaram.” 

FONTE: RUI LANÇA, in http://coachdocoach.blogspot.pt/

terça-feira, 19 de abril de 2016

HÓQUEI EM PATINS - 10 ANOS DE THP


10 anos de blog THP. 
10 anos pelos treinadores.
10 anos sem interrupções.
10 anos de publicações.
10 anos de dedicação.
10 anos de carolice.
10 anos de crença.
10 anos do melhor de nós!

"Todos os projetos pessoais têm tendência a terminar" - Pedro Jorge Cabral, in Turquel. Um dia será a vez do blog THP. Obrigado a todos.



segunda-feira, 11 de abril de 2016

HÓQUEI EM PATINS: MARCAS/MODELOS AUTOMÓVEIS E TREINADORES DE HÓQUEI EM PATINS – PSICOLOGIA DO DESPORTO


Hoje regressamos às publicações no âmbito do trabalho mental a realizar-se nas equipas de hóquei em patins especificamente e onde os treinadores devem e podem incidir o seu trabalho neste campo.
Publicamos algo paradoxal e fora do contexto do que é habitual quando se abordam temáticas como esta. Fazemos uma “correlação”, se é que esta é possível, entre marcas e modelos de automóveis e “dicas” para os treinadores de hóquei em patins.
A publicação deverá ser lida e refletida parágrafo a parágrafo. Não se trata de uma publicação de texto contínuo. Caberá a cada um refletir sobre as mesmas…

“Fiat” na virgem e não desenvolvas um trabalho mental planeado e direcionado para a equipa, que as probabilidades de êxito diminuem.

“Focus” 101% em todos os objetivos traçados. Os objetivos devem ser individuais e coletivos. Sem objetivos não há sucesso.

“Jaguar” na atitude competitiva. Uma forte atitude ajudará a equipa nos momentos mais difíceis e fortalecerá os índices de confiança intra equipa.

“Mini” distrações. Se o treinador perder tempo com muitas justificações internas e externas para variadas situações, começará a distrair-se daquilo em que realmente deverá estar concentrado e será uma questão de tempo o “barco” não seguir o rumo traçado.

“Saab” bem ganhar. Mas é nos momentos de derrota que se fortalecem equipas para vencer. Não há derrotas morais, mas há derrotas que nos lançam para ciclos ganhadores.

“Passat” ao lado de tudo o que é secundário e terciário. O treinador deve estar amplamente focalizado no aperfeiçoamento do trabalho mental da equipa. Tudo o resto não interessa e o trabalho mental nunca tem pausas, nunca está finalizado e nunca é fácil.

“Fiesta” só depois dos objetivos traçados terem sido alcançados e/ou ultrapassados.

“Toledo” acreditar que é fácil realizar um trabalho mental para a equipa. Toledo ainda maior pensar que não é preciso sequer trabalho mental. Toledo enorme pensar-se que o trabalho mental se resume a colocar frases motivadoras na parede do balneário.

“Honda” vencedora cria campeões. “Honda” perdedora cria derrotados. “Honda” lutadora cria campeões. Sem “Honda” não há resultados.

“Smart” a competir, mas muito mais “smart” a treinar.

“Renault 5 – R5”: Responsabilidade (no trabalho visível e invisível); Respeito (por todos os que pertencem à equipa); Reorganizar (tudo o que tiver de ser reorganizado se sentimos que algo não está a correr como o previsto); Recorrer (a trabalho extra ou a ajuda externa se necessário); Relembrar (sempre os objetivos e para onde caminha a equipa).


FONTE: Opinião de Hélder Antunes

quinta-feira, 31 de março de 2016

O TREINADOR QUE NÃO SABE COMUNICAR...NÃO PODE TREINAR - II


«Em tempos escrevi para o jornal Record um artigo que tinha como temática principal da comunicação e da sua enorme importância para quem era treinador. A questão a limpar já é: todos nós comunicamos. É um processo bastante natural e por isso, para lá da comunicação intrapessoal, acabamos sempre por comunicar com os outros à nossa volta, seja voluntária ou involuntariamente. 

Costumo afirmar que o treinador não joga, mas participa (e muito) diretamente! E a sua comunicação tem um peso preponderante na acção dos seus atletas. Participa activamente durante os treinos e nas conferências, lidera os atletas, gesticula, fala com os atletas individual ou colectivamente, aponta, dá o exemplo, mas não pode ser ele a executar os movimentos técnicos ou tácticos durante a competição. Logo exige-se que consiga transmitir o que quer de forma muito eficiente. 

Alguns estudos afirmam mesmo que a relação e a comunicação que o treinador constrói com os seus atletas tem um peso enorme no desempenho dos atletas e das equipas. 

Porque os atletas, de forma consciente ou inconsciente, também podem estar sempre a observar e a tirar as suas conclusões. E isto passa pela gestão do próprio treinador do seu impacto comunicacional e pela importância que o mesmo assume.

A comunicação é o que as pessoas realizam para trocarem informação entre si, utilizando sistemas simbólicos e processos para alcançarem esse objetivo. O treinador que até possa saber muito de tática, se não conseguir transmitir essa informação que recolhe para os seus atletas ou adjuntos, de nada vale, porque essa informação só será útil para uma pessoa, que não joga, o treinador. Necessita de transformar essa informação em acções e, para isso, tem de explicar aos outros o que é necessário que se faça. Não como ele entenderia mas como os atletas entenderão! 

Não é fácil alterar os nossos hábitos comunicacionais, nem comportamentais. Mas não querer arrasa qualquer possível alteração. É interessante verificar que alguns treinadores não mudam a sua forma de comunicar e ainda obrigam que sejam todos os outros a adaptar-se a ele. 

Acrescenta-se que numa equipa e num jogo é importante ter presente que todo e qualquer comportamento é comunicação. Qualquer comportamento ou ausência de comportamento irá proporcionar um outro comportamento que bem interpretados são ferramentas muito importantes para quem lidera e também para os próprios atletas no seio das equipas. 

É também verdade que o treinador autoritário foi prevalecendo, até porque interessava apenas dizer aos atletas quais eram as tarefas a executar e com isto a comunicação utilizada era outra. Com isto resultaram jogadores com pouca capacidade de decisão, dependentes do treinador e das suas soluções. Actualmente a ênfase da aprendizagem é colocada na necessidade de proporcionar momentos de problematização ao atleta e de favorecer a autonomia decisional. E o treinador passou a ser visto como um facilitador do processo de aprendizagem, com estratégias de instrução, como o questionamento para desenvolver a consciência táctica e a compreensão do jogo, o desenvolvimento de afectividade e a responsabilização dos atletas no cumprimento das tarefas, para fomentar no atleta o comportamento prospectivo em detrimento do meramente reactivo. E aqui a comunicação necessária é muito, mas mesmo, muito diferente.»

FONTE: Rui Lança, in 
http://coachdocoach.blogspot.pt/2015/11/o-treinador-que-nao-sabe-comunicarnao.html

quinta-feira, 24 de março de 2016

HÓQUEI EM PATINS - O PAPEL DA OBSERVAÇÃO DE ADVERSÁRIOS NO TREINO


Actualmente muito se tem falado no scouting de adversários.  

Qual a finalidade do conhecimento da própria equipa e da equipa adversária? Será este conhecimento suficiente para ultrapassar o adversário? Será que informar os jogadores dos pontos fortes e fracos é suficiente para ganhar ao adversário? Existem treinadores que defendem que se deve jogar sempre da mesma forma seja qual for o adversário, outros mantêm o seu modelo de jogo alterando apenas alguns movimentos de forma a superar os pontos fracos e a minimizar os pontos fortes do adversário. Por fim existem treinadores que alteram constantemente a sua forma de jogar consoante o adversário.

Sabe-se, entretanto, que um modelo de jogo de uma equipa é muito difícil de cimentar uma vez que é preciso tempo para trabalhar todos os movimentos, todas as coordenações entre uma equipa.

Sendo assim, depois de um modelo de jogo estar mais ou menos bem adquirido (um modelo de jogo nunca está acabado) existe uma melhor coordenação por parte da equipa, que pode desaparecer quando se altera o sistema ou o próprio modelo de jogo.

A observação do adversário tem como objectivo conhecê-lo, de forma anular os pontos fortes deste e tirar proveito dos pontos fracos e assim alcançar o objectivo principal, ganhar.

Como se percebe, é impensável alterar um modelo de jogo constantemente uma vez que se perde todas as coordenações e ligações entre os jogadores que tanto tempo levam para se consolidarem. Neste sentido, parece evidente que ao defrontar um adversário não se deve aniquilar os processos da equipa já previamente trabalhados, mas sim alterar alguns movimentos da mesma.

Nesta lógica, assume total importância o treino. É no treino que devem ser produzidos exercícios para conseguir o objectivo de ultrapassar o adversário. O treino deverá traduzir uma simplificação da realidade do jogo que se quer para defrontar o adversário, ou seja, os exercícios devem ter em conta a estratégia e os movimentos que a equipa deve fazer para tirar partido dos pontos fracos e anular os pontos fortes do adversário. Acrescentando ainda que se potencialize as características dos nossos jogadores consoante o modelo de jogo da equipa.
Assim, uma vez que os exercícios melhoram a relação interpessoal, as coordenações entre os jogadores e aquilo que se pretende para o jogo, é impensável querer que a equipa jogue um futebol mais vertical e em profundidade se durante o treino o treinador realiza exercícios para trabalhar a circulação lateralizada.

É preponderante que o observador e o treinador consigam coordenar bem o seu trabalho, para que possam relacionar da melhor forma as observações efectuadas pelo observador e os exercícios que são realizados pelo treinador durante a preparação do jogo. A verdade é que um observador pode ser o melhor do mundo mas se o treinador não conseguir aplicar o que obteve da observação do adversário durante o treino não vai retirar nenhuma vantagem.

FONTE: Tiago Patita, in http://www.wicoach.net/?st=articles&id=89


terça-feira, 15 de março de 2016

PORQUE UM TREINADOR NÃO DEVE GRITAR COM OS JOGADORES!


¿Aprende algo un niño o una niña cuando su equipo machaca al rival por 10-0? ¿Sirve para su educación que cada fin de semana le rodeen los chillidos, insultos y pitidos que a veces acompañan a los partidos de fútbol? ¿Qué puede aportarle el deporte a un chaval que luego le sirva para el resto de su vida?

Vicente del Bosque, Toni Nadal, Edurne Pasaban, Theresa Zabell, Carlos Sainz, Enhamed Enhamed, Almudena Cid, Pepu Hernández, Nina Zhivanevskaya y Joan Lino Martínez contestan a esas preguntas en Prohibido Gritar (Turpial), un libro escrito junto a Juan José Mateo en el que también recuerdan sus triunfos y derrotas, además de las anécdotas que les hicieron reír y llorar mientras competían. A partir de sus testimonios, recopilamos estas cinco razones por las que un entrenador haría mejor en no gritar durante los entrenamientos y los partidos:

1. Porque todo se pega. Los niños aprenden muchas cosas por imitación. Eso se aplica a los buenos ejemplos, pero también a los malos. “A mí me preocupa que mis hijas cojan lo que más puedan de todo el baloncesto, de todo el deporte, y que no se les pegue nada malo”, asegura José Vicente Pepu Hernández, el seleccionador que llevó a España a ser campeona del mundo. “Que no se les pegue un exceso de egoísmo, que no se les peguen malos gestos, tanto técnicos como de mala educación”, enumera.
El técnico extiende su advertencia a los padres. Corren el peligro de ser “tóxicos” para sus propios hijos si les presionan en exceso. Y recita: “Están los padres que gritan mucho, los que expresan su frustración de no haberlo conseguido [jugar al baloncesto] y los que no ven que su hijo no tiene por qué ser como su hijo mayor. Eso no lleva más que a muchísimos fracasos. Eso es insoportable”. “No hay nada peor para eliminar a un deportista que tenerlo malcriado o maltratado”, asegura Joan Lino Martínez, bronce olímpico en Atenas 2004. “Malcriado no, porque al final el deportista se crece, se aploma y se queda en el mismo sitio. Y maltratado tampoco, porque no está a gusto”.

2. Porque Vicente Del Bosque no lo haría. “Ya no hay el tío que sube a la tarima y desde ahí parece que es superior a los demás. No es así. El liderazgo compartido debe existir en todos lados”, cuenta en el libro Vicente Del Bosque.
“Un entrenador necesita de la inspiración de los que están con él. Las relaciones son una cosa vital para obtener el éxito. Es muy difícil que un equipo funcione sin que haya unas relaciones cordiales”, asegura. Y enseguida, con una sonrisa de medio lado, sentencia: “Soy refractario a todo tipo de manifestaciones exageradas. Yo no soy quién para decirle a un entrenador lo que tiene que hacer, pero ese entrenador que está en el área técnica todo el rato corriendo parriba y pabajo, pues tío, no me gusta”.
El consejo no lo da cualquiera. De las 10 personas más valoradas de España, cinco son deportistas. De estas cinco, una es Del Bosque. Este es parte de su amplio palmarés como entrenador: una Eurocopa y un Mundial con España; dos Copas de Europa y dos Ligas con el Real Madrid…

3. Porque impide que el niño se exprese tal y como es. ¿Serías capaz de dar lo mejor de ti mismo si te están gritando todo el rato? ¿Te mostrarías como realmente eres, o te protegerías? Pues eso: los chillidos a veces silencian a quien los recibe.
“Creo que el error está en decirle a un hijo que tenga que ser como otro”, cuenta Almudena Cid, la mejor gimnasta de la historia de España. “No, sé tú mismo”, receta. “¿Qué tienes tú que no tienen los demás? Seguramente ese niño sea muy tímido en su vida privada. Y luego sale ahí y se transforma, como los artistas, como la gente del teatro. Hay muchos casos en los que dices ‘ostras, le veo tímido y luego [compitiendo o entrenando] es otra persona’. Pues déjale. Es su vía de escape, es su manera de sacar lo que tiene”.
Hernández, exseleccionador de baloncesto, está de acuerdo: “He visto muchos chavales que son tímidos, que son gorditos, que no están acostumbrados a relacionarse en un grupo, y que cuando entran en un deporte de equipo tienen una evolución asombrosa, en lo físico y en lo emocional”.

4. Porque para ganar primero hay que saber perder. Esto dice Theresa Zabell, doble campeona olímpica en vela. “Todos aprendemos a perder, porque para llegar a ganar hemos perdido muchas veces. El camino hacia la victoria está plagado de derrotas”, razona.
Gritar a alguien por una derrota pone el acento en el lugar equivocado: solo resalta el resultado negativo. Tanto grito impide aprovechar el marcador para identificar los fallos a corregir para conseguir más adelante una victoria. Esas derrotas, además, ayudan también en otros ámbitos de la vida, como los estudios: “Te ayuda para los exámenes en el colegio, porque aprendes a controlar los nervios y aprendes a centrarte más”, comenta Nina Zhivanevskaya, campeona mundial y medallista olímpica en natación. “Los niños se concentran más en los exámenes y son más fuertes a la hora de fracasos. Saben aguantar mejor un fracaso”.
Edurne Pasaban, la primera mujer en escalar las 14 montañas de más de 8.000 metros que hay en el mundo, coincide: “Para mí la gran equivocación es que nos inculcan que el objetivo es tener éxito en una cosa… Y el objetivo es ser feliz en el camino que tú vas a recorrer”. Y remata Enhamed Enhamed, campeón paralímpico en natación: “Las medallas son la excusa para llegar a un punto. Lo importante siempre es la persona en la que te conviertes”.

5. Porque hay que aprender a ponerse en el lugar del otro. “Cuando metes un gol es porque alguien está sufriéndolo, y creo que se debe ser considerado”, dice Vicente Del Bosque sobre las celebraciones excesivas que se ven en los campos de fútbol.
¿Qué mejor manera de practicar la empatía que compitiendo contra un rival? ¿O con tus compañeros de equipo? La empatía es clave para entender las necesidades de los que tienes a tu alrededor y ser mejor líder, mejor jefe, mejor pareja. Para saber lo que buscan tus clientes, y saber proporcionárselo. Y el deporte permite ejercitar la empatía como cualquier otro músculo del cuerpo. Sin embargo, los gritos del entrenador, de los padres, o del público rival, son lo contrario. En lugar de ponerse en el lugar del otro, se centran en sus necesidades.

“Yo tengo dos hijos que juegan al fútbol, y les tengo prohibido las celebraciones en los goles”, resume Toni Nadal, que ha visto desde el banquillo cómo su pupilo y sobrino Rafa ganaba 14 títulos del Grand Slam. “No me gusta que se crean ya profesionales con 10 años. Curiosamente ellos lo entienden mal y lo que hacen es no marcar goles”, bromea.