sábado, 1 de novembro de 2008

TRABALHO DE FORÇA - EXERCÍCIOS - PARTE 3 (ÚLTIMA)

FASES DE DESENVOLVIMENTO DA MUSCULAÇÃO
ESQUEMA - TIPO
Utilizando todos os cuidados enunciados atrás, de forma a conseguir uma grande melhoria sobre o arranque do atleta sobre os patins, perspectivando-se depois, uma grande capacidade de domínio de todo o corpo, a alta velocidade.

Este esquema promove um trabalho dos grandes grupos musculares e aquele atleta interessado na sua duração como hoquista, pode trabalhar num dia os grupos musculares do tronco e noutro dia braços e pernas. Só que, os abdominais e os antagónicos respectivos, terão que ser trabalhados todos os dias, muito a sério.

INDICAÇÕES IMPORTANTES SOBRE OS ESQUEMAS DE TRABALHO FÍSICO
Estes esquemas podem ser utilizados em muitas ocasiões, mas será o preparador físico ou quem o represente, que fará as combinações que achar mais oportunas.
No entanto, as experiências já feitas demonstram que se for seguido o que apresentamos, eles poderão ser utilizados na pré-época com sapatilhas e depois com patins, com as necessárias adaptações metodológicas.
Todos os dias pode ser feito um esquema diferente, ou então durante uma semana ou duas a três semanas trabalhar um esquema, para que os estímulos produzam um efeito mais prolongado.
Alguns conselhos que tornam importante este tipo de trabalho:
- Cumprir sempre os "rituais" ensinados, de forma a evitar lesões arreliadoras e demoradas;
- Pequena corrida inicial de 2/3 minutos;
- Alongamentos de preparação para a corrida longa;
- Sempre que acabarem a corrida fazer uma pausa, dentro do conceito - até quase o coração repousar - isso significa 3/5 minutos de recuperação;
- Sempre que se muda de exercício fazer uma pausa ou (T/R) e também, entre cada série;
- Depois do trabalho realizado, obrigatoriamente os alongamentos devem fazer parte do processo de recuperação;
- Banho retemperador e uma boa massagem com a toalha, são também elementos do treino.
Respiração/oxigenação - Do estudo de todas as fontes energéticas que possibilitam a realização de qualquer exercício, tem que se dar uma grande importância à presença do oxigénio (O2) em todos os processos ou vias de obtenção de energia para um trabalho de longa duração.

Assim, o ensino da "arte de saber respirar" para utilizar em pleno treino e, sobretudo, durante o jogo, permite que o nosso organismo possa metabolizar a quantidade máxima de O2 e que resultará, como factor determinante, em relação à maior ou menor quantidade da resistência geral de um jogador em jogo (VO2 máximo). Para que o quadro em baixo seja compreendido, este parágrafo tem que ser bem aprendido.

Quadro - Fontes energéticas utilizadas pelo nosso organismo em relação à intensidade e duração do exercício.


Fonte: Prof. Fernando Luís, in "Os árduos caminhos para a vitória".

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