segunda-feira, 30 de março de 2009

AVALIAÇÃO DA INGESTÃO NUTRICIONAL EM ATLETAS DE ELITE NA MODALIDADE DE HÓQUEI EM PATINS

RESUMO
Foram avaliadas a ingestão nutricional durante o ciclo competitivo e as características antropométricas de 10 atletas séniores de hóquei em patins do sexo masculino.
A ingestão foi avaliada através de registos alimentares de quatro dias consecutivos: dois pré-competitivos, o dia da competição e o dia posterior à mesma. A conversão em nutrimentos efectuou-se no programa Microdiet Plus versão 1.1., completada, quando necessário, com dados da Tabela de Composição de Alimentos Portugueses.
O registo antropométrico incluiu a altura e o peso, calculando-se a partir destes, o índice de massa corporal (IMC) que foi, em média, de 25,3 Kg/m2 na nossa amostra.
A ingestão nutricional dos atletas que constituíam a amostra foi de, em valores médios: 2918 Kcal; 19,3% do Valor Energético Total (VET) de proteínas; 32,8% do VET de lípidos; 45,7% do VET de hidratos de carbono. Não se observaram diferenças significativas na ingestão entre os diversos períodos do ciclo de actividade, exceptuando a ingestão de etanol que se encontrava elevada no dia da competição, nomeadamente no período após o jogo.
Concluíu-se que:
1. A distribuição energética por macronutrimentos demonstrou um padrão alimentar hiperproteico, hiperlipídico e hipoglícidico. Relativamente aos micronutrimentos (vitaminas e minerais) foram cumpridas as recomendações com a excepção das vitaminas D, E, A, ácido fólico e biotina, que se encontraram abaixo do desejado.
2. Os atletas, de uma forma geral, não demonstraram cuidados alimentares na preparação da competição e na fase que se segue à mesma, a recuperação, nomeadamente na ingestão de hidratos de carbono para reposição das reservas glicogénicas.
MÉTODO
Amostra
Do vasto universo de desportos de alto rendimento, foi escolhida a modalidade de hóquei em patins. Constituíram-se como critérios de escolha específicos, o facto de serem atletas de alta competição, envolvendo elevados níveis de exigência física, o facto de Portugal ser uma potência na modalidade e serem inexistentes, ao melhor do nosso conhecimento, os estudos feitos no âmbito desta modalidade desportiva.
Com o intuito de se avaliar e caracterizar a ingestão nutricional de desportistas, foram incluídos na nossa amostra 10 atletas de alta competição, que constituíam a totalidade de uma equipa sénior de hóquei em patins.
Os atletas eram de várias nacionalidades, havendo seis atletas Portugueses, dois Espanhóis, dois Argentinos e um Italiano. Todos os atletas eram internacionais pelos seus países, sendo alguns deles campeões da Europa e do Mundo.
No grupo, todos eram caucasianos, do sexo masculino e tinham entre 19 e 36 anos.
Metodologia
Avaliação antropométrica
Os atletas foram questionados quanto ao seu peso e estatura. Apesar de questionável, este tipo de recolha de dados não deverá acarretar grande margem de erro, pois alguns trabalhos (4) mostram que o peso referido é muito próximo do real, e, além disso, os atletas estão sujeitos a constantes avaliações antropométricas, o que leva a crer que a margem de erro seja pouco significativa.A partir destes parâmetros (peso e estatura) calculou-se o IMC (Kg/m2).
CONCLUSÕES
A alimentação, só por si, não garante a boa forma física ou a melhor prestação motora desportiva, mas se for incorrecta pode arruinar, rapidamente, estas apetências. Tendo consciência desta realidade, uma escolha alimentar adequada permite a optimização da prestação desportiva, sempre em sintonia com a metodologia de treino. O padrão alimentar que os desportistas devem seguir não é muito diferente do seguido por um indivíduo normal.
No entanto, para além das acrescidas necessidades energéticas, parece ser indicada uma maior contribuição dos hidratos de carbono. Ao atleta deve também ser estabelecido um plano de hidratação e ser encorajado o consumo de líquidos com ou sem electrólitos antes, durante e após o exercício, visto as perdas de água e minerais estarem acrescidas e terem efeitos significativos na performance.
Tentando responder à primeira questão colocada inicialmente, pensamos que os atletas que constituíram a amostra apresentaram alguns desequilíbrios no seu regime alimentar, apresentando uma dieta hiperproteica, hiperlipídica e hipoglícidica.
Relativamente aos micronutrimentos, verificou-se que os atletas em questão atingem satisfatoriamente as recomendações dos minerais e oligoelementos e da maior parte das vitaminas avaliadas, apresentando, no entanto, uma ingestão deficitária das vitaminas D, E, A, ácido fólico e biotina.
No que diz respeito à segunda questão colocada, os atletas não demonstraram cuidados nutricionais na preparação da competição e na recuperação do esforço desenvolvido na mesma, principalmente na ingestão de hidratos de carbono, para complementação e reposição das reservas glicogénicas.
Ficou demonstrada a necessidade de conhecer a ingestão alimentar dos atletas de alto rendimento, por forma a poder intervir nutricionalmente, planeando o seu regime alimentar e corrigindo possíveis desequilíbrios.
A relação da alimentação com a prática desportiva parece não deixar dúvidas quanto à sua importância e consequências na prestação desportiva, cultivando mais uma vez a ideia de que pequenos pormenores podem fazer a diferença...
NOTA: O presente trabalho pode ser descarregado na página oficial da FPP
Fonte: Camões, J.M.; Teixeira, V.H.; Valente, H.; Moutinho-Ribeiro, M. "AVALIAÇÃO DA INGESTÃO NUTRICIONAL EM ATLETAS DE ELITE NA MODALIDADE DE HÓQUEI EM PATINS". Instituto Superior da Maia. Faculdade de Ciências de Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto.

quinta-feira, 26 de março de 2009

O TREINADOR DESPORTIVO - FILOSOFIAS

Ainda no seguimento da nossa última opinião, encontramos um artigo de opinião publicado no blogue PATINSLOVER (Blogue de um grande treinador de hóquei em patins - Pedro Antunes), que de uma forma muito simples e objectiva retrata uma definição de treinador.

Todos interessados podem aceder à visualização da referida publicação em http://patinslover.blogspot.com/2008/11/jornal-audincia-edio-121-de-19112008.html.



O referido artigo de opinião também foi publicado no jornal Audiência. Pensamos que vale a pena ler e reflectir sobre o mesmo.
«Costumo dizer que “Ser treinador não é um trabalho... é uma aventura”...
A menos de ser profissional e de ter um salário tipo José Mourinho, não vale a pena “um gajo” se chatear com esta ou aquela decisão...
Porque o que para uns não presta, para outros é ouro!...
- Se és duro demais, não é bom...
- Se és bom demais, não é bom...
- Se és..., não é bom...
- Só és bom quando ganhas... Senão encontram-te logo 999 mil defeitos!
Tão depressa se passa de “Burro para Cavalo”, como de “Cavalo para Burro”...
Por vezes, com efeitos graves para a tua saúde e relações familiares. Por muito que gostes de ser treinador, isso nunca valerá mais que a tua família. Com o tempo, aprendemos a pensar primeiro naqueles que o merecem.

Pode parecer um pouco exagerado, mas mais cedo ou mais tarde, a realidade é quase sempre esta. Seja num clube grande ou num clube de rua....
Só o que é novo é que é novidade!!!... Depois... mudam-se os tempos, mudam-se as vontades!

Os tempos mudaram...
Antigamente, qualquer treinador era bom. Mesmo que não conhecesse grande coisa do desporto que ensinava... Porque os atletas respeitavam tudo o que ele dizia. Havia Respeito e Humildade da parte de todos. Havia mais treinadores “Respeitados”, do que treinadores “Diplomados”...
Hoje em dia, não é assim. Todos os treinadores têm que saber planificar a época de A a Z, sabendo exactamente o que fazer, para que a equipa esteja no Topo no 15 de Dezembro, no 22 de Fevereiro, no 17 de Maio, etc... Mas no fim só um é que acerta, hehehe!...
De há uns anos para cá, os jovens foram habituados a ter quase tudo o que querem, sem terem que se esforçar muito: "Pai, preciso disto... Mãe quero aquilo..."
Depois quando o treinador faz qualquer coisa que não lhe agrada, ficam "Chateados"...
Qualquer dia, têm que se fazer só campeonatos de 1 contra 1, em que cada jogador tem o seu treinador. Como não se pode agradar a todos, assim só um é que se "Chateia"...
Para que tudo funcione normalmente numa equipa, os dirigentes dirigem, os jogadores jogam e o treinador treina. Quando os papéis se começam a misturar, é o principio do fim de qualquer coisa.
Além disso há outro problema muito importante. Quando não há concorrência interna entre os jogadores, cada um faz o que quer. Nos treinos e nos jogos. O treinador só é bom quando eles quiserem.
Muitos estarão mais ou menos de acordo. Outros não. Porque todos somos diferentes.
Digo eu...
Que não percebo nada de filosofias!...
Grande abraço.
Pedro Antunes»

Foto : Jorge Elias & Pedro Antunes (Medalha de Bronze e Prémio Fair-PLay, no Campeonato da Europa de Juniores de 2005).

O Blogue THP agradece ao Pedro Antunes toda a sua disponibilidade com que prontamente acede sempre aos nossos convites. Felicitamos ainda o Pedro Antunes, pelos seus muitos artigos de opinião, bem como pelo excelente trabalho que desenvolve no seu blogue PATINSLOVER (http://patinslover.blogspot.com) em prol do hóquei em patins, sendo este uma referência e um ponto de encontro mundial da família do hóquei em patins.

Bem-Haja a quem tem esta disponibilidade, humildade e dedicação.

segunda-feira, 23 de março de 2009

O TREINADOR DESPORTIVO - PERFIL E COMPETÊNCIAS

Muito do êxito desportivo de uma equipa, seja esta de futebol ou de outro desporto qualquer, depende em muito do seu treinador. Depende da forma entusiasta ou não como este organiza, gere e idealiza todos os treinos e competições.
Um treinador tem de ser sobretudo um bom líder, transmintindo aos seus atletas os seus conhecimentos, fazendo estes aprofeiçoarem-se de modo a conseguirem corresponder às exigências da competição. Sobretudo, um treinador tem que ser um gestor de recursos humanos. Tem de saber como lídar com os seus atletas de forma a obter deles o seu máximo.
Para mim o melhor treinador é aquele treinador da tal “nova geração” ou lá o que queiram chamar-lhe. Tem de ser um treinador que se actualiza constantemente, que procura a todo o instante melhorar-se a si próprio de forma a puder-se autovalorizar desportivamente, pudendo melhorar por consequência o rendimento da sua equipa. Para mim o melhor exemplo português é o tão conhecido José Mourinho.
O treinador tem de ser a cara do grupo.
Tem de deter um estatuto de autoridade. Sendo que cada treinador tem a sua forma de liderar.
Temos treinadores que vivem na base da disciplina e da ordem. Neste caso o treinador caracteriza-se por ser aquele treinador rijido e fechado que não dá confianças aos jogadores, pouco se importando com as suas opiniões. Para estes treinadores só a opinião deles importa!
Temos outros treinadores que lideram de uma forma liberal. Este lídera o grupo de uma forma pouco adequada pois prefere não assumir a responsabilidade das decisões com “medo” de ser considerado autoritário . É caracterizado pela falta de organização e preparação de treinos. Faz a sua equipa perder espirito de grupo e a sua coesão pois não a consegue orientar de forma adequada pois não consegue sequer ser um líder. Este treinador na minha opinião nunca pode ser treinador pois não se faz sentir presente, não tem ideias, e mesmo que as tenha não as leva avante. Para mim nunca pode ser chamado verdadeiramente de treinador.
Ainda temos aqueles treinadores que usam uma liderança na base da participação, isto é, este treinador conta muito com a opinião dos seus atletas, fazendo deles seus ajudantes na busca de êxito desportivo. Este treinador é aquele que sabe falar, e sobretudo ouvir o que os jogadores também acham. Nunca se acha sempre o senhor da razão, e reconhece que também os jogadores podem ter a sua razão, aceitando criticas construtivas por parte destes, de forma a melhorar a performance da equipa.
· Pelo enquadramento pedagógico da sua acção;
· Pela sua dinâmica pessoal;
· Pelo estabelecimento das relações interindividuais assente na igualdade e justa repartição de responsabilidades;
· Pela criação de um clima de confiança, credibilidade e aceitação;
· Pelos exemplos que transmite aos praticantes/jogadores;
· Pelas convicções que exprime.
Um treinador deverá ter a capacidade de conseguir criar um grupo forte e unido de forma a criar um projecto coeso conseguindo mais facilmente atingir os objectivos propostos. Com um bom espirito de grupo, por vezes consegue-se ultrapassar barreiras quase impossiveis de ultrapassar. Dou o exemplo do Porto de José Mourinho. Este conseguiu construir uma equipa de jogadores que nunca tinham ganho nada, e com espiritio de sacrificio e com uma grande união conseguiram conquistar a Taça Uefa e a tão desejada Liga dos Campeões.
Um treinador deverá ter uma capacidade de imaginação muito grande, ter mente forte, ser ambicioso, ter um espirito combativo, ser firme, ser equilibrado emocionalmente (ter sentido de humor), ser sereno, saber tomar decisões, ser corajoso, saber reagir conforme as situações, ser um bom comunicador, ter a capacidade de moralizar os atletas (servir como um “pscicólogo”), saber falar e principalmente saber ouvir, ser uma pessoa atenta, saber reconhecer os seus erros.
Concluindo, um treinador além da sua capacidade como ser humano, tem de ser um bom gestor sendo também uma pessoa organizada. Tem de saber reagir conforme as mais diversas situações.
Um bom treinador é aquele que nunca beneficia um certo jogador, mas sim aquele que beneficia o grupo no seu todo.
Um bom treinador é um líder nato que sabe o que tem em mente e sabe transmitir as suas ideias a equipa.
Fonte: Artigo publicado no Sintrasport da autoria de João Silva (Simão) - Atleta Sénior do Mem Martins. http://mmsc.blogs.sapo.pt/29423.html

quinta-feira, 19 de março de 2009

ANTONIO SARIOL VILA - 10 MEDIDAS PARA O HÓQUEI EM PATINS E A SUA ESCOLA DE FORMAÇÃO

Antonio SARIOL Vila, ex-jogador de hóquei em patins da primeira liga espanhola e director técnico de um projecto de formação, trabalhou nos últimos 12 anos na investigação e na projecção de um programa para a formação de treinadores e para o conhecimento do hóquei em patins, em clubes e em escolas diferentes de Barcelona-Espanha.
Tal como já é hábito, sempre que entrámos em contacto com Antonio SARIOL Vila (conceituado técnico de hóquei em patins espanhol), o mesmo mostra sempre uma disponibilidade fantástica que deveria servir de exemplo para muitos outros treinadores (sobretudo portugueses) . Uma mente aberta, que gosta de partilhar informação e ideias sobre a modalidade. Neste seguimento, o treinador Antonio SARIOL Vila, fez-nos chegar 10 medidas que deveriam ser implantadas no hóquei em patins, com o objectivo de catapultar a nossa modalidade e tirá-la um pouco do esquecimento onde a mesma mergulhou nos últimos anos (a nível mundial também).
Estas 10 medidas que se seguem são expressas segundo a opinião de Antonio SARIOL Vila.
  1. NECESITAMOS MAS Y MEHOR FORMACIÓN DE TÉCNICOS, EN TODO EL MUNDO. (Necessitamos de mais e melhores técnicos formados em todo o mundo).
  2. NECESITAMOS MAS PUBLICACIONES TECNICAS REALIZADAS POR BUENOS PORFESIONALES. (Necessitamos de mais publicações técnicas realizadas pelos bons profissionais).
  3. NECESITAMOS MAS Y MEJOR INVESTIGACIÓN DE NUETRAS REGLAS DE JUEGO. (Necessitamos de mais investigação nas regras de jogo).
  4. NECESITAMOS MAS PROMOCIONES EN LAS ESCUELAS - INTRODUCIR EL PATINAJE COMO ASIGNATURA. AL IGUAL QUE LO ES LA NATACIÓN, EL PATINAJE ES MUY BENEFICIOSO PARA EL CRECIMITO DE LOS NIÑOS Y SU ASPECTO MOTRIZ. (Necessitamos de mais promoções da modalidade junto das escolas - Introduzir a patinagem como uma modalidade. Tal como a natação, a patinagem é muito benéfica para o crescimento dos alunos, nomeadamente no seu aspecto motor).
  5. IMPRESCINDIBLE INTRODUCIR EL PATINAJE EN LOS INSTITUTOS NACIONALES DE EDUCACION FISICA. (Imprescindivel introduzir a patinagem nas escolas e institutos superiores, bem como faculdades).
  6. IMPRESCINDIBLE SER DEPORTE OLIMPICO. (Imprescindivel ser modalidade olímpica).
  7. IMPRESCINDIBLE QUE LAS FEDERACIONES TENGAN VOLUNTAD DE CRECER Y CONTRATAR SOLO A PROFESIONALES (NO A SUS AMIGOS) PARA DESARROLLAR LOS PROYECTOS. (Fudamental as Federações terem contade de crescer e contratar apenas profissionais (e não os amigos) para desenrolar projectos).
  8. IMPRESCINDIBLE QUE LOS CLUBS TENGAN TAMBIEN A ESTOS PROFESIONALES EN TODAS SUS AREAS. FUERA TODOS LOS MERCENARIOS! (Fundamental que os clubes tenham também estes profissionais em todas as suas áreas. Fora com todos os "mercenários").
  9. IMPRESCINDILE QUE TODOS LOS CLUBS TENGAN ESCUELAS DE INICIACION DIRIGIDAS POR RESPONSABLES CUALIFICADOS. (Fundamental que os clubes tenham escolas de formação orientadas por responsáveis qualificados).
  10. IMPRESCINDIBLE TENER LA ILUSIÓN Y EL AMOR POR NUESTRO QUERIDO DEPORTE. (Fundamental ter-se ilusão e "amor" pela nossa modalidade).

Ainda no seguimento do e-mail que nos fez chegar Antonio SARIOL Vila, publicamos de seguida fotos da sua escola de formação de hóquei em patins. Realço para o facto do "pequenos" jogadores de hóquei realizarem demonstrações das suas capacidades durante os intervalos dos jogos dos seniores, bem como estarem em constante contacto com os "craques" como forma de motivação.

"Esta es parte de mi escuela de iniciacion de hockey patines p.h.c.sant cugat (www/phcsantcugat.com) con mas de 50 niños y niñas los cuales ayer participarón en una peqeuña exhibición en la media parte del partido BARÇA-BALDAGNO con toda su ILUSIÓN como lo demuestran estas fotos."

O blogue THP agradece ao Antonio SARIOL Vila, a partilha de toda esta informação e disponibilidade demonstrada, bem como a partilha da sua opinião acerca das 10 medidas atrás mencionadas. Só com partilha de ideias, informações e sabedorias é que podemos caminhar juntos num mesmo sentido. No sentido de melhorar o hóquei em patins.

Juntos por uma causa, juntos pelo hóquei em patins.

O blogue THP deseja ainda muitas felicidades e muitos êxitos ao Antonio SARIOL Vila.

SAIBA MAIS SOBRE O PROJECTO DE ANTONIO SARIOL VILA EM http://www.diverpati.blogspot.com/

segunda-feira, 16 de março de 2009

FADIGA, RECUPERAÇÃO E ADAPTAÇÃO

FADIGA
É incapacidade de manter determinada intensidade do exercício, impondo a diminuição da capacidade de rendimento.
A fadiga é um potente factor de mobilização das reservas funcionais e neste sentido um potente factor de adaptação. Contudo é limitadora do volume de trabalho no treino e da frequência de participação nas actividade de competição.
Fadiga Evidente: manifesta-se pela redução da capacidade de trabalho e pela incapacidade de suportar o regime de treino num determinado nível.
Fadiga Latente: corresponde à manutenção da capacidade de trabalho por apelo cada vez mais forte das reservas dos sistemas funcionais solicitados.
Causas da fadiga muscular:
. Causas Periféricas: (originadas no tecido muscular):
- perda da homeostase celular;
- falência da actividade da actomiosina ATPase;
- excesso de lactato.
. Causas Centrais: (originadas no tecido nervoso):
- diminuição da acetil-colina libertada na placa motora;
- diminuição da excitabilidade dos motoneurónios.
Factores condicionantes do aparecimento da fadiga:
- Intensidade do exercício;
- Temperatura elevada;
- Grau de humidade;
- Pressão parcial de oxigénio atmosférico (rarefacção);
- Nível de treino;
- Tipo de alimentação (hipoglicémica);
- Ingestão de medicamentos;
- Condições psicológicas (estado de depressão, ansiedade…).
Indicadores de manifestação da fadiga:
- Declínio da velocidade máxima;
- Redução dos valores máximos de força;
- Aparecimento de tremores musculares;
- Abaixamento da eficácia de regulação das funções.
- Aumento do nº de erros por perturbações na coordenação motora;
- Incapacidade de criar e assimilar novos automatismos;
RECUPERAÇÃO
Após uma carga, o organismo reage em 4 etapas:
1) Diminuição das capacidades;
2) Restauração das capacidades;
3) Supercompensação;
4) Estabilização num nível próximo do inicial.
As reacções dos sistemas funcionais a uma carga processam-se em 2 fases:
1) Fase de retorno à homeostasia (repouso e alimentação);
2) Fase construtiva (organizam-se alterações funcionais e estruturais ao nível dos tecidos e dos sistemas funcionais solicitados).
O período de recuperação pode ser:
- Passivo: repouso absoluto.
- Activo: actividades de baixa intensidade (ex: corrida contínua).
Meios auxiliares da recuperação:
- Meios médico-biológicos: recorre-se sobretudo a fármacos (creatina, cafeína, antioxidantes… Existem ainda outros meios nomeadamente sauna, crioterapia, oxigenoterapia, massagens, raios ultravioleta…
- Meios de ordem mental: técnicas de relaxação para a tensão psíquica e muscular…
- Meios de ordem organizacional: tem a ver com a planificação do trabalho e organização dos treinos e dos exercícios (horários, alternância de conteúdos, repouso activo…).
- Repouso.
- Nutrição: dietas ricas em hidratos de carbono e hidratação.
Cada sistema funcional possui uma velocidade de recuperação própria (heterocronismo da recuperação). A recuperação processa-se de forma temporalmente distinta.
ADAPTAÇÃO
A adaptação é a reacção natural do organismo quando as cargas de treino são aplicadas regular, metódica e sistematicamente.Cria-se um novo estado de equilíbrio qualitativamente superior, com as condições favoráveis ao aumento do rendimento desportivo dos praticantes e das equipas.
Adaptação Rápida (Aguda)
É a adaptação que se gera no organismo imediatamente após a aplicação de umacarga. As reacções são do tipo:
- Aumento da FC;
- Aumento do débito ventilatório;
- Aumento do lactato no plasma sanguíneo.
Adaptação a Longo Termo (Crónica)
Caracteriza-se pelas modificações estruturais dos orgãos e sistemas, como também pelo aumento da eficácia dos sistemas funcionais e pela sua coordenação.
Resulta de sucessivos momentos de adaptação aguda (efeito acumulado das cargas) e é condição para a elevação da capacidade de rendimento.
As reacções são do tipo:
- Diminuição da FC e débito ventilatório em repouso;
- Aumento das reservas de glicogénio e do nº de mitocôndrias;
- Hipertrofia muscular;
- Prolongamento do stedy-state.
As reacções de Adaptação Rápida dependem:
- da duração e intensidade da carga;
- das características do indivíduo;
- do grau de treino do indivíduo.
Fases da Adaptação Rápida:
1) Activação dos sistemas funcionais (aumento da FC, do débito ventilatório, consumo de O2, da concentração de lactato…);
2) Estabilidade na actividade dos sistemas funcionais, mantendo-se a níveis constantes;
3) Desaparecimento progressivo do equilíbrio entre as necessidades ligadas à actividade e a capacidade do organismo em satisfaze-las (fadiga do SNC, esgotamento das reservas energéticas…).
Fases da Adaptação a Longo Termo:
1) Repetição das cargas, que se destinam a solicitar continuamente os mecanismos de adaptação aguda;
2) Repetição planificada das cargas e seu aumento progressivo, determina a adaptação dos orgãos e sistemas às novas condições de funcionamento;
3) Estabilização, o que implica uma boa coordenação entre os sistemas de execução e os orgãos funcionais que lhes servem de suporte, assegurando o aumento das reservas funcionais;
4) Surge quando o treino é demasiado forte e conduzido de forma não racional, desrespeitando os períodos de recuperação (Estado Sobretreino).
A manutenção da capacidade de trabalho requer determinada quantidade de estímulos (carga). O doseamento dessa carga é fundamental na dinâmica da adaptação:
- o abaixamento da carga abaixo de certos limites conduz à diminuição da cap. funcional ->Processo de Desadaptação
- o incremento racional da carga conduz a aumento progressivos da cap. funcional ->Processo de Adaptação Positiva
- o incremento exagerado da carga conduz a situações de insuficiência funcional relativa -> Processo de Transadaptação
A dinâmica da adaptação também depende das reservas funcionais. Estas quantificam-se através da relação entre o nível de actividade mensurada em repouso e o seu nível maximal em determinado momento.
Fonte: Mestre Luís Miguel Oliveira, in Curso de Educação Física, Saúde e Desporto "TEORIA DO TREINO DESPORTIVO", Instituto Superior de Ciências da Saúde do NORTE, 2005/2006.

quinta-feira, 12 de março de 2009

BASES DE EFICÁCIA DOS EXERCÍCIOS DE TREINO

A selecção do exercício de treino
Os exercícios de treino devem responder adequadamente às exigências de uma determinada situação, seja ela de aprendizagem, de desenvolvimento ou aperfeiçoamento.
A incorrecta selecção dos exercícios de treino e sua repetição sistemática:
- nos atletas em formação, irá condicionar de forma inequívoca toda a sua capacidade de resposta no futuro;
- nos atletas de alto rendimento, irá condicionar a capacidade de desenvolvimento, na estagnação e até retrocesso dos resultados conseguidos.
A correcta selecção do exercício depende:
- correlação da lógica interna da modalidade e o exercício de treino;
- ajustamento da complexidade e dificuldade do exercício às capacidades do atleta (desmotivação ou estagnação do rendimento).
A repetição sistemática do exercício de treino.
- Um exercício só é capaz de desencadear, organizar e orientar a actividade do praticante em direcção a um objectivo válido, se for sistemática e racionalmente repetido, de forma a aperfeiçoar e a desenvolver os elementos tácticos, técnicos e físicos nele incluídos.
- A repetição é indispensável para a atingir a estabilidade e segurança à sua aplicação tanto no treino como na competição.
- A repetição sistemática não é selectiva, consolida-se e estabiliza-se os elementos críticos, mas também os erros de execução.
A correcção do exercício de treino.
- Para além da selecção e repetição sistemática do exercício, este só terá utilidade se for explicado, corrigido e apreendido convenientemente no sentido de cumprir os objectivos pré-estabelecidos.
- Para além da correcta apresentação do exercício, a sua eficácia passa necessariamente pela qualidade de intervenção do treinador ao nível da correcção.
Aspectos chave para a correcção do exercício de treino:
- conhecer a natureza da modalidade (lógica interna), a personalidade dos praticantes e a forma como melhor aprendem e evoluem;
- deverá intervir sem demoras, e conscientemente na correcção do exercício sempre que este esteja a ser defraudado nos seus objectivos fundamentais;
- conhecer profundamente os objectivos a atingir com o exercício seleccionado, os conteúdos para os atingir, bem como as formas de manipulação das suas componentes;
- deverá despertar nos atletas a importância e as vantagens a curto e longo prazo de uma execução correcta, consciente e criativa, evitando-se a consolidação de erros;
- uma vez assimilados os aspectos inerentes à correcção do exercício há a possibilidade dos atletas, cria-se o espaço e o tempo para que estes possam exprimir a sua criatividade e improvisação;
- a correcção/intervenção do treinador é um factor decisivo na relação com os atletas.
A motivação para o exercício de treino.
- O alcance de elevados rendimentos desportivos exige renúncias e restrições na vida pessoal dos atletas, influenciando de forma decisiva a personalidade destes.
- As grandes cargas de treino, o elevado número de repetições dos exercícios…, conduzem gradualmente à diminuição dos níveis de motivação para o treino, com reflexos na eficácia do exercício.
Aspectos chave para a motivação no exercício de treino:
- ajustar a dificuldade e complexidade do exercício às capacidades dos praticantes;
- os exercícios seleccionados devem transmitir aos praticantes que são importantes para a melhoria do seu nível de capacidades;
- evitar longos períodos de inactividade (filas de espera);
- evitar interrupções constantes do exercício de treino com explicações;
- o divertimento e a competição são os melhores argumentos para que os praticantes se mantenham empenhados no exercício de treino;
- solicitar aos atletas que sejam eles a estabelecer determinadas condicionantes nos exercícios, o que permite:
. maior empenhamento dos praticantes, pois foram eles que ajudaram a conceptualizar o exercício;
. ajuda o treinador a perceber até que ponto os atletas perceberam a lógica do exercício proposto;
. aumentar o tempo de prática, através da possibilidade de fora do período de treino, os atletas utilizarem o exercício como diversão.
Fonte: Mestre Luís Miguel Oliveira, in Curso de Educação Física, Saúde e Desporto "TEORIA DO TREINO DESPORTIVO", Instituto Superior de Ciências da Saúde do NORTE, 2005/2006.

segunda-feira, 9 de março de 2009

"O ESTADO DE ANSIEDADE PRÉ-COMPETITIVA E AUTOCONFIANÇA"

CONCLUSÕES DE UM ESTUDO
Descarregue AQUI o trabalho
Em geral, este estudo, efectuado junto de hoquistas amadores e profissionais sugere, de forma mais ou menos evidente, a existência de uma relação entre os estados de ansiedade e autoconfiança e os factores de localização dos jogos, em provas de diferentes níveis de importância e dificuldade.
Através da comparação dos valores médios de ansiedade cognitiva, somática e da autoconfiança da equipa amadora (em “casa” e “fora de casa”) em relação a cada jogo isoladamente e na sua totalidade concluímos que:
− A equipa amadora percepciona níveis médios superiores de autoconfiança quando os jogos são realizados em “casa” em comparação com os jogos realizados “fora de casa”, perante um jogo de “baixo” nível de dificuldade.
− O aumento da sensação de autoconfiança pré-competitiva pode estar relacionado com a percepção que a equipa amadora possui acerca do seu adversário, o histórico de vitórias anteriores e também com o público afecto à equipa.
− Apesar de não se terem encontrado diferenças estatisticamente significativas através da comparação dos valores médios de ansiedade cognitiva, somática e da autoconfiança da equipa amadora (em “casa” e “fora de casa”) em relação à totalidade dos jogos, a equipa amadora apresenta um estado de ansiedade somática e cognitiva superior quando joga em “casa”.
Através da comparação dos valores médios de ansiedade cognitiva, somática e da autoconfiança da equipa profissional (em “casa” e “fora de casa”) em relação a cada jogo isoladamente e na sua totalidade concluímos que:
− Apesar de não se terem encontrado diferenças estatisticamente significativas através da comparação dos valores médios de ansiedade cognitiva, somática e da autoconfiança da equipa profissional (em “casa” e “fora de casa”) em relação a cada jogo isoladamente, a equipa profissional apresenta valores médios de autoconfiança superiores à ansiedade somática e cognitiva, independentemente do nível de dificuldade do jogo e dos factores de localização dos jogos.
− Os valores médios de ansiedade somática são inferiores quando os atletas profissionais jogam em “casa” perante um jogo de “baixo” nível de dificuldade.
− Os valores médios de ansiedade cognitiva são inferiores quando os atletas profissionais jogam “fora de casa” perante um jogo de “baixo” nível de dificuldade.
− Apesar de não se terem encontrado diferenças significativas através da comparação dos valores médios de ansiedade cognitiva, somática e da autoconfiança da equipa profissional (em “casa” e “fora de casa”) em relação à totalidade dos jogos, a equipa profissional apresenta valores médios de autoconfiança e de ansiedade cognitiva quando jogam “em casa”.
− A repetição das experiências vivenciadas pelos atletas profissionais e a sua profissionalização permitiu possuírem melhores competências de regulação e de controlo do estado de ansiedade pré-competitiva.
Relativamente aos resultados relativos à diferenciação existente entre os dois grupos de rendimento em relação a cada jogo isoladamente e na sua totalidade podemos retirar as seguintes conclusões:
− A equipa profissional percepciona níveis médios superiores deansiedade somática quando os jogos são realizados “fora casa” perante um jogo de “alto” nível de dificuldade, em comparação com a equipa amadora.
− O facto do estado de ansiedade somática nos atletas profissionais mediante um jogo disputado em campo adversário e de “alto” nível de dificuldade ser superior ao da equipa amadora, pode estar relacionado com a situação actual das equipas no campeonato, onde existem claras diferenças de exigência e rendimento desportivo.
− A equipa profissional percepciona níveis médios superiores de ansiedade somática quando os jogos são realizados “fora casa” em comparação com a equipa amadora.
− O facto do estado de ansiedade somática nos atletas profissionais mediante um jogo disputado em campo adversário ser superior ao da equipa amadora pode estar relacionado com a falta de apoio social e de familiaridade com o local de jogo, aliada às diferentes exigências e aos diferentes contextos desportivos a que ambos os grupos de rendimento estão inseridos.
Da realização do nosso estudo, podemos ainda retirar seguintes conclusões relativas a esta temática:
− Pesquisas em ansiedade competitiva mostram que os atletas exibem tanto manifestações cognitivas como somáticas de ansiedade e que ambas influenciam o desempenho de forma diferente. Então, é importante avaliar as respostas de cada atleta à competição para se poder implementar um programa de treino das habilidades motoras, que tem que ser específico às necessidades individuais de cada um.
− O modo como as variáveis ambientais e pessoais podem interferir no estado de ansiedade do atleta, quando estes participam em competições na sua “casa” e em “casa” do adversário devem ser equacionadas.
− A dinâmica competitiva de um desporto, e mesmo os treinos, devem levar todos os constituintes da equipa a procurar informações sobre os seus adversários e a estarem atentos aos pormenores do factor “casa”, transformando-os em todas as circunstâncias treináveis possíveis. Esta eficiência deve ser procurada, insistentemente, por técnicos e atletas.
− Sugerimos que em estudos futuros se empreguem medidas objectivas e detalhadas de desempenho de atletas, além de escalas específicas da área desportiva, para que possam ser estabelecidos o tipo e o grau de correlação entre as variáveis ansiedade e desempenho, em diferentes situações.
− Podemos afirmar que há enormes vantagens, principalmente ao nível da alta competição, para a implementação de programas de treino de competências do controlo do stress e da ansiedade, paralelamente e inter-relacionado com o treino físico, técnico e táctico.
Fonte: FERREIRA, Eduarda "O estado de ansiedade pré-competitiva e autoconfiança", Estudo realizado com jogadores seniores de hóquei em patins, FCDEF-Porto, 2006

quinta-feira, 5 de março de 2009

ESQUEMA EM PROGRESSÃO PARA TRABALHO FÍSICO - 2ª PARTE (ÚLTIMA)

NÚMERO 5
NÚMERO 6
NÚMERO 7

NÚMERO 8
Clique nas imagens para as aumentar e visualizar melhor
Fonte: Prof.: Fernando Luís, in "Os árduos caminhos para a vitória", 2004

segunda-feira, 2 de março de 2009

ESQUEMA EM PROGRESSÃO PARA TRABALHO FÍSICO - 1ª PARTE

Número 1
Número 2
Número 3
Número 4

Clique nas imagens para as aumentar e visualizar melhor
Fonte: Prof.: Fernando Luís, in "Os árduos caminhos para a vitória", 2004