quinta-feira, 21 de maio de 2009

"COMO VAI O HÓQUEI EM PATINS FEMININO EM PORTUGAL?"

METODOLOGIA
A metodologia utilizada procurou conhecer a opinião dos treinadores, das jogadoras e de “outros elementos” ligados ao Hóquei em Patins Feminino Nacional, sobre a sua actualidade e realidade.
OBJECTIVO
Verificar a opinião das pessoas sobre o estado actual do Hóquei em Patins Feminino em Portugal.
TÉCNICAS E INSTRUMENTOS UTILIZADOS
Aplicou-se o mesmo inquérito já aplicado em 2007, sendo o mesmo constituído por 15 questões e cujas respostas foram de carácter simples SIM ou Não. As questões e a recolha da opinião das pessoas foi realizada on-line através do blogue www.inqueritookfeminino.blogspot.com (criado para o efeito e posteriormente excluído).
TRATAMENTO DOS DADOS
Para a execução, representação gráfica e tratamento estatístico, trabalhámos numa folha de cálculo do programa Microsoft Excel 2007, utilizando para tal, um computador Portátil TOSHIBA Satellite, Processador Pentium Dual Core, em ambiente Windows Vista.
RESULTADOS OBTIDOS















CONCLUSÕES

Tendo em conta as respostas obtidos conclui-se:

Em 2007 concluímos que o actual formato das competições oficiais para o escalão de Seniores Femininos, nomeadamente Campeonato Nacional e Taça de Portugal não satisfaziam em termos competitivos quem nelas participavam. Em 2009 reforçamos as conclusões obtidas em 2007. Destacando que em 2009 foi maior o número percentual de pessoas a manifestar essa opinião.

Se em 2007 a participação de atletas com idade inferior a dezasseis anos no escalão de Seniores Femininos era benéfica para a evolução do hóquei em patins feminino, não sendo totalmente a solução ideal, em 2009 concluímos que essa mesma participação não é benéfica.

Tal como em 2007, em 2009 concluiu-se que para catapultar e fomentar as bases de formação a nível técnico/táctico é fulcral a organização de um campeonato para equipas cujas idades das atletas não ultrapassem os dezasseis anos. Salienta-se aqui o facto de 2009 ser o ano em que esse campeonato se iniciou a nível oficial.

A utilização de atletas do sexo feminino nas provas de competição dos escalões de formação masculinos (escalões inferiores) deve ser uma medida a manter. Foi esta uma conclusão obtida em 2007 e 2009.

A extinção da Segunda Divisão Nacional de Hóquei em Patins Feminino no
final da época 2005/2006, tal como em 2007, concluiu-se em 2009 que não foi e não é uma medida do agrado dos “intervenientes”.

Tal como em 2007, concluiu-se em 2009 que uma grande parte dos treinadores de equipas de Hóquei em Patins Feminino do sexo masculino não estão devidamente preparados para orientar e comandar essas mesmas equipas femininas. O aparecimento de mais pessoas do sexo feminino a assumirem as funções de treinador pode ser benéfica para a evolução do Hóquei em Patins Feminino em Portugal.

O Hóquei em Patins Feminino em Portugal continua a necessitar de mais divulgação a nível da comunicação social e/ou outros meios, apesar da opinião das pessoas ser mais favorável agora que em 2007, o que significa que existiu melhorias.

Os chamados “grandes clubes de Hóquei em Patins Masculino” de Portugal devem apostar no hóquei feminino, porque será uma aposta ganha e ajudarão a dar muito mais ênfase ao Hóquei em Patins Feminino. Esta foi uma conclusão obtida em 2007 e em 2009 apesar de se concluir o mesmo, nota-se, pelas percentagens das respostas que já não há assim tanta certeza como em 2007.

Em 2009 conclui-se de forma ainda mais esclarecedora que a entrada de jogadoras provenientes de outros países em Portugal para jogarem Hóquei em Patins foi benéfica para a evolução do Hóquei em Patins Feminino em Portugal.

Em 2009, continuasse a concluir que se os actuais padrões de competições se mantiverem, o Hóquei em Patins Feminino em Portugal poderá extinguir-se dentro de alguns anos. O desaparecimento de equipas de hóquei feminino como se tem verificado, tender-se-á a manter se a actual conjuntura de factores ou medidas não forem alteradas, ou devidamente enquadradas com a realidade do Hóquei em Patins Feminino.

Infelizmente, em 2007 concluímos que se corria o risco de se extinguirem alguns clubes e certo é que acertamos nessa conclusão. Esperamos agora, apesar dos resultados obtidos em 2009 não serem os mais animadores, que nos possamos equivocar nesta temática e que ao invés reapareçam mais clubes.

Desta feita, em 2009 e ao contrário do que se concluiu em 2007, conclui-se que o Hóquei em Patins Feminino é menos aliciante que o Hóquei em Patins Masculino, independentemente das diferenças que possam existir.
Apesar de muitas coisas terem sido feitas desde 2007 para cá ao nível do hóquei em patins feminino, conclui-se agora, tal como em 2007, que ainda urge fazer-se algo, bem como reformular outras situações pelo Hóquei em Patins Feminino em Portugal.
DEIXE-NOS O SEU COMENTÁRIO/OPINIÃO

Trabalho Elaborado por: Helder Antunes
Breve Curriculum de Helder Antunes
Professor de Educação Física
Treinador de Hóquei em Patins Nível III
Vencedor 5 Torneios de Infantis Feminino entre 96/97 e 99/00 pela A.C.D.C.P.V.B. Bispo;
Campeão Distrital Infantis Feminino 97/98 pela A.C.D.C.P.V.B. Bispo;
Medalha de Mérito Desportivo – Marco de Canaveses – 1998.
Vice-Campeão Distrital de Iniciados Masculinos 00/01, pelo HC Marco;
Vencedor do Torneio de Abertura em Seniores Feminino 02/03, pelo HC Marco;
Vice-Campeão Distrital em Seniores Feminino 01/02 e 03/04, pelo HC Marco;
Subida à 1ª Divisão Nacional em 03/04, em Seniores Feminino pelo HC Marco;
Presença na Fase Final do Campeonato Nacional Feminino 04/05 e 05/06, pelo HC Marco;
Presença na Fase Final do Campeonato Nacional Feminino 06/07 e 07/08, pelo CH Carvalhos;
Actualmente treinador dos Juvenis e Juniores do CH Carvalhos e treinador-adjunto dos Seniores do CH Carvalhos.
Se desejar receber este trabalho em formato pdf, envie-nos um e-mail para treinadoreshp@gmail.com

1 comentário:

Nelson Alves disse...

Caro Hélder e visitantes deste blogue treinadoresHP: há sim, muita coisa a fazer pelo hóquei em patins feminino. Uma delas é deixar de ser-se pessimista: apesar de na "pirâmide" da modalidade não haverem grandes exemplos de desportivismo, fair-play, sentido de competitividade e profissionalismo (não no aspecto financeiro, mas no da dedicação a uma causa), há que relembrar o "capítulo" Sub-18.
Creio que seria útil o reaparecimento de uma 2ª Divisão, mas só se não servisse para repetir os erros da época 2005/06. Para que aparecesse um escalão secundário, seria necessario que a 1ª Divisão tivesse entre 8 a 10 equipas com capacidade financeira, humana e organizativa para que o nivel competitivo fosse o mais elevado possivel, dando uma boa imagem da modalidade junto dos OCS e público em geral.
O nivel de alguns treinadores é muito baixo, tanto ao nivel técnico-táctico, como ao nivel da gestão dos grupos de trabalho.
Há muita qualidade por aí, mas há muito a fazer para que essa qualidade seja potenciada.
Relativamente a este trabalho, parabéns e obrigado pelo esforço para que algo mude nesta vertente do hóquei em patins nacional.