sábado, 11 de julho de 2009

THP MARCA PRESENÇA NO CAMPEONATO DO MUNDO DE HÓQUEI EM PATINS EM VIGO



O blogue THP (Treinadores de Hóquei em Patins) marcou presença no Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins em Vigo (Espanha).

Desde já, fica aqui explanada a justificação do nosso blogue não ter sido actualizado com a frequência do costume.
Esta nossa presença em Vigo, para além de ter servido para acompanhar o respectivo campeonato do mundo, serviu também para partilharmos ideias, informações e conhecimentos com várias pessoas de vários países ligadas à modalidade.

terça-feira, 7 de julho de 2009

COMO PREPARAR UM JOGO DECISIVO/IMPORTANTE?

«Nós, treinadores sabemos muitas vezes que existe um jogo mais decisivo que outro ou até mesmo, jogos mais importantes que outros, quer se trate de um apuramento, de uma final, de um jogo a eliminar, ou de um simples dérbi.
Como tal, apresento um planeamento algo detalhado e que mostra de uma forma muito simples e resumida como foi preparado um jogo decisivo/importante, por mim enquanto treinador.
Desde já, informo que este planeamento é um resumo, uma vez que é meu princípio e dever enquanto treinador “proteger” informações, que somente dizem respeito à equipa e aos jogadores.
Esta planificação resume várias temáticas (penso que lhe posso chamar temáticas) abordadas ao longo das sessões de treino, entre as quais destaco o resumo da planificação técnica, táctica, psicológica, observação da equipa adversária e demais informação relevante.
Saliento também, que esta publicação se trata somente de contribuir para uma “nova mentalidade” que é preciso incutir sobretudo nos treinadores desta modalidade e como tal não chega falar, há que dar também o exemplo.
Convém também aqui enumerar alguns factores relevantes que influenciaram esta planificação. Entre eles destaco os seguintes:
- Planificação de uma equipa de Juvenis do clube XPTO, que iria disputar a final XX’S.
- Para preparar o jogo tivemos 12 dias.
- Como era final de época e tendo em conta todo o trabalho anteriormente desenvolvido, decidimos planear um microciclo com 7 sessões de treino, dando grande relevância ao trabalho psicológico e táctico.
- Quanto ao trabalho físico a desenvolver e tendo em conta os indicadores, resolvemos não dar grande importância, uma vez que a equipa se encontrava bem neste âmbito. Apenas treinar com o mesmo volume e intensidade de treino.
- Saliento ainda que nesta fase da época (fase terminal da época) a equipa estava treinar com baixos volumes de treino e intensidades médias e altas.
- As sessões de treino tiveram a duração mínima de 60 e máxima de 75 minutos.
1ª Sessão de Treino
- Visualização de pequenos vídeos da equipa adversária onde focamos a atenção dos atletas para os pontos fortes e mais vulneráveis da equipa adversária. Apenas 10 minutos de vídeos.
- Distribuição de uma folha a todos os atletas com pequenas informações sobre a forma da equipa adversária jogar. Esta folha tinha como objectivo frisar informações importantes e era para os atletas a colocarem na mesinha de cabeceira. O tamanho máximo era somente uma página com letra bem espaçada.
- Distribuição a todos os atletas em suporte digital de alguns vídeos da equipa adversária para que pudessem visualizar em casa e posteriormente dissipar quaisquer dúvidas com a equipa técnica.
- A nível psicológico começamos a passar a mensagem aos atletas que “já alguém disse que as finais são para ser ganhas, mas nosso caso, primeiro teríamos de ter a preocupação de querer jogar bem, para que o ganhar fosse uma consequência do jogar bem”. Ou seja, incidimos a preocupação dos jogadores para ter que jogar bem e saber o que fazer, para que depois o ganhar surgisse como consequência.
- A nível técnico, demos incidência ao trabalho de passe/recepção com finalização.
- A nível táctico, realizamos jogo treino com a equipa de iniciados, onde defensivamente trabalhamos a equipa numa marcação individual sem trocas, com pressing alto e a nível ofensivo trabalhamos o ataque organizado 2+2 a virar 1+2+1, procurando muitas situações de passe à zona da tabela e corte pelo meio defensivo.
- Nos últimos minutos de treino, realizamos um prolongamento de 5 minutos com golo de ouro. Esta final XX’S, poderia ter como cenário a decisão num prolongamento com golo de ouro, logo começamos a preparar a equipa para este possível cenário.
2ª Sessão de Treino
- Realizamos um diálogo com os atletas onde incidimos o discurso novamente sobre os pontos fortes e mais vulneráveis da equipa adversária e sobre a nossa forma de actuar.
- A nível psicológico reforçamos a ideia de “jogar bem” e treinar bem. A palavra “ganhar” não fez parte do discurso, bem como a palavra “perder”.
- A nível técnico, demos incidência ao trabalho de finalização tendo especial atenção que a equipa adversária poderia ter um guarda-redes esquerdino na equipa.
- A nível táctico, dividimos a sessão em duas partes. Na 1ª parte trabalhamos as transições ofensivas e defensivas, onde demos muita atenção às situações de 2*1+GR e de 3*2+GR. Na 2ª parte, realizamos jogo treino contra os Juniores do clube XPTO, onde defensivamente treinamos a defesa à zona 2+2 a vira 3+1 (quadrado a virar triângulo com um solto) e onde ofensivamente exploramos somente situações de contra-ataque e posse de bola 2+2.
- No final deste treino, todos os atletas realizaram uma sessão de marcação e 5 grandes penalidades. Precavendo a decisão da final XX’S através da marca de grandes penalidades, começamos a elaborar a lista dos marcadores, bem como a ordem de execução das mesmas.
3ª Sessão de Treino
- A nível psicológico, fazemos passar a mensagem que o mais difícil estava feito, que era chegar à final XX’S e que agora era somente desfrutar o jogo. Realçamos também que as equipas que melhor jogam, normalmente são as que vencem as finais.
- A nível técnico não demos especial atenção a nada.
- A nível táctico, voltamos a realizar jogo treino com os Iniciados do clube XPTO, onde demos muita importância às situações da marcação de faltas de várias zonas do campo (bolas paradas). Defensivamente treinamos a defesa à zona 2+2 a vira 3+1 (quadrado a virar triângulo com um solto) a virar a marcação individual com pressing alto e a nível ofensivo demos relevo à posse de bola 2+2 e às situações de contra-ataque (2*1+GR e 3*2+GR).
4ª Sessão de Treino
- A nível psicológico, relembramos novamente aos atletas o que tínhamos de fazer e como deveríamos encarar o jogo.
- A nível táctico, voltamos a realizar jogo treino com os Juniores do clube XPTO e colocamos em campo todas as situações treinadas até então. Dividimos o treino em duas partes mais uma vez. Na 1ª parte treinamos defensivamente a defesa à zona 2+2 a vira 3+1 (quadrado a virar triângulo com um solto) com saídas rápidas em contra-ataque e marcação de livres directos. Na 2ª parte, incidimos na marcação individual com pressing alto e posse de bola 2+2 a virar 2+1.
- No final do treino realizamos um prolongamento de 5 minutos com golo de ouro e marcação de grandes penalidades onde os jogadores executantes estiverem sujeitos a elevar os seus níveis de concentração aquando da execução, uma vez que os restantes colegas de equipa tinham como função destabilizar o jogador executante através de linguagem oral.
5ª Sessão de Treino
- Apenas perguntamos aos atletas se tinham dúvidas sobre o que fazer no jogo. Tiramos essas dúvidas e não mais falamos do jogo da final.
- A nível psicológico pouco ou nada falamos com os jogadores de forma a fazer libertar alguma ansiedade aos atletas.
- Esta sessão de treino incidiu na 1ª parte em realizar vários jogos lúdicos e numa 2ª parte em realizar jogo formal 5*5, onde colocamos no marcador electrónico do pavilhão vários scores de jogo, onde de 10 em 10 minutos “obrigávamos” os atletas a realizar diferentes abordagens ao jogo, desde a forma de defender, à forma de atacar. Ou seja, fazer os atletas perceberem que se estivéssemos a vencer por 1 golo, teríamos de abordar o jogo de uma forma, se estivéssemos a vencer por 2 ou mais golos, teríamos de abordar de outra forma, bem como se estivéssemos a perder por 1 golo, teríamos de abordar de outra forma.
6ª e 7ª Sessão de Treino
- Estas duas sessões foram muito semelhantes. Ambas foram realizadas fora no nosso “habitat” natural, ou seja, foram realizadas num pavilhão exactamente igual ao que íamos disputar a final XX’S.
- A nível psicológico reforçamos a ideia do jogar bem e de nos divertirmos seriamente com o jogo. Nesse contexto a parte inicial do treino incidiu em aspectos lúdicos que simultaneamente estava a obrigar os atletas a atingir determinados objectivos previamente estabelecidos, tais como adaptação ao piso e às dimensões da pista de jogo.
- A nível táctico realizamos jogo treino com a equipa de Juniores do clube XPTO nestas duas sessões e consolidamos todas as situações treinadas até então.
- Demos novamente destaque à marcação de grandes penalidades e livres directos.
- No final da 7ª sessão de treino, tivemos um diálogo com os atletas (trabalhar pela última vez o aspecto psicológico), onde dissemos aos jogadores que tudo tinha sido treinado, a lição estava estudada e que agora só restava colocar em prática no jogo da final XX’S. Reforçamos também a ideia/certeza que tudo o que havia ser feito e treinado para “ganhar” (1ª e última vez que utilizamos a palavra “ganhar”) o jogo, tendo em linha de conta as informações recolhidas e observadas na equipa adversária.
Dia do Jogo – Programa que os Atletas cumpriram
10h20 – Concentração no nosso Pavilhão.
10h30 – Saída do nosso Pavilhão em direcção a YYYY.
11h40 – Chegada a YYYY.
12h30 – Almoço em YYYY.
13h20 – Lazer: Torneio de Playstation2 (PES, WRC, NHL…), Cartas, Ténis de Mesa, Damas.
14h30 – Saída de YYYY em direcção ao Local do Jogo.
14h40 – Chegada ao Pavilhão.
15h00 – Recolha aos Balneários.
16h00 – Jogo da Final
Discurso do treinador no Inicio do Jogo (durou +/- 8 minutos)
O discurso incidiu em relembrar aspectos fortes e vulneráveis da equipa adversária e o que tínhamos de fazer para contrariar a equipa adversária. O discurso foi concluído com bastantes frases de incentivo/motivação.
Discurso do treinador no Intervalo do Jogo (durou +/- 7 minutos)
Tendo em conta o resultado do jogo (perdíamos por um diferencial de 2), a parte inicial do discurso foi “ríspida”, a parte fundamental do discurso foi chamar bem a atenção dos atletas para alterações tácticas que tínhamos de fazer (relembrando situações que tínhamos treinado durante as 7 sessões de treino) e a parte final foram palavras de incentivo e coragem e tom “alto”.
Discurso do treinador no Final do Jogo
Como a equipa de Juvenis do Clube XPTO venceu a final XX’S, o discurso foi quase inexistente uma vez que era tempo de comemorações e festejos.»
Fonte: Elaborado por Helder Antunes

quinta-feira, 2 de julho de 2009

“NOVAS REGRAS DO HÓQUEI EM PATINS. QUE IMPLICAÇÕES A NÍVEL DO TREINO?”

«Muito se tem falado das alterações das regras de jogo do hóquei em patins e porventura poucos reflectiram ainda sobre o que estas poderão trazer a nível de treino, uma vez que a nível de jogo já muitas pessoas se aperceberam do que essas alterações vêm produzir.
Normalmente, penso que quando há alterações importantes nas regras de jogo de uma modalidade, concordando ou não com as mesmas, é mais fácil visualizar o que vai acontecer em situação de jogo, aliás é o que todos nós (treinadores, jogadores, dirigentes, amantes, etc.) fazemos, mas nós treinadores, temos que ter uma visão mais alargada e começar por saber o que essas alterações podem trazer ou implicam a nível de treino. Penso que é neste ponto que nós treinadores nos devemos focar.
Enquanto treinador, estou bem mais preocupado em tentar perceber as implicâncias que as novas regras poderão trazer a nível de treino do que a nível de jogo. Assim sendo e depois de analisar bem as alterações que irão entrar em vigor, uma vez que já conheço estas alterações desde que elas eram simples propostas em 2007 e depois de assistir ao vivo e em suporte vídeo a jogos testes destas novas regras, não tenho qualquer dúvida que esta será uma fase importante para todos os treinadores que queiram evoluir com a modalidade.
Quer queiramos ou não, quer se concorde ou não, existirá uma evolução na modalidade com estas novas regras. Resta apenas é saber se as mesmas catapultarão a modalidade ou não.
Não vou aqui enumerar as principais alterações, mas sim, partilhar publicamente a minha visão enquanto treinador e perspectivando como deverá ser conduzido o processo de treino.
Porém, antes quero fazer aqui uma ressalva no sentido de que se os treinadores, ou grande parte dos treinadores não partilhar opiniões, não construir criticas e não fizer sugestões será muito difícil para todos, inclusive para a modalidade, evoluirmos de forma positiva. Pessoalmente não me custa nada partilhar o pouco que sei e de cada vez que tenho oportunidade de falar com vários treinadores de hóquei em patins, independentemente do clube onde estão e das funções que desempenham, mais certeza tenho que percebo pouco da “modalidade” e acabo a questionar-me a mim mesmo sobre o não perceber porque temos tantas pessoas competentes e apetrechadas de diversas sabedorias e somos uma classe (treinadores) dentro da modalidade muda, com poucas publicações e onde uma grande parte tem dificuldades em partilhar conhecimentos.
Posto isto, entro agora no tema desta publicação.
Penso que se ainda havia treinadores que planeavam muitos treinos somente na cabeça e do género aquecimento, bola ao meio e jogo 5*5, esses treinadores serão certamente os que terão maiores dificuldades.
O planeamento de uma sessão de treino ou de uma época é cada vez mais importante e necessário. Pode-se realizar treinos do género como referi anteriormente, aquecimento, bola ao meio e jogo 5*5, só que não nos esqueçamos que a partir de agora o jogo de hóquei em patins poderá não ser só 5*5…
Convém treinar situações até então nunca treinadas ou pouco treinadas, tipo 5*4, 5*3, 4*3, 5*5 onde 5 poderão ser todos jogadores de campo, 4*2, 4*4 e por aí fora…
A possibilidade de podermos jogar em inferioridade ou superioridade numérica assim me leva a ter que preparar a equipa. Seria mau, para não lhe dar outro nome, se por exemplo uma equipa fica em inferioridade numérica e não sabe como se dispor defensivamente em campo ou o contrário. A não ser que haja treinadores que partilhem da premissa que é durante o jogo, pedindo um desconto de tempo que irão resolver a situação que lhes apareça.
Eu não partilho dessa premissa, eu sou um fiel convicto que os jogos se ganham nos treinos e como tal vou ter de desenhar, planear e pôr em prática nos jogadores todas estas situações, para que em situação real de jogo, a equipa por mim orientada saiba imediatamente como se organizar em termos defensivos ou ofensivos e como fazer as suas transições (defesa – ataque e vice-versa) para que se possa discutir sempre o resultado do jogo em causa.
Outra situação que devemos ter em conta é quando começamos a pensar construir um plantel para uma nova época. Um pequeno grande aspecto que penso que temos de começar a ter em conta é o curriculum disciplinar de um jogador. É que agora, com o desaparecimento do cartão amarelo, um treinador, durante o jogo, não tem tempo para tirar um jogador seu que esteja iminente a sua suspensão e fazer entrar outro para o seu lugar. É que a partir de agora o jogador vê logo azul e coloca a sua equipa em inferioridade numérica.
Ainda sobre este mesmo item, a de construção de um plantel, é bom termos pelo menos um finalizador exímio em livres directos, sobretudo, bem como treinar bem esta situação. É que a partir da 10ª falta de equipa somos sancionados com um livre directo e depois é de 5 em 5, ou seja à 15ª falta, à 20ª e assim sucessivamente e ao intervalo do jogo esta contagem não volta a zero. Tendo em conta muitas estatísticas de jogos, facilmente concluo que um jogo de hóquei tem bem mais que 10 faltas por jogo para uma equipa, logo concluo também que o livre directo será uma falta sancionada praticamente em todos os jogos.
A nível táctico defensivo, quero crer que as defesas à zona poderão ser uma boa solução, quer se jogue 5*5 ou em inferioridade numérica. Penso que quando estivermos em inferioridade numérica, por exemplo com menos um jogador, o mais sensato será uma aplicar uma defesa à zona 2+1 ou 1+2. Se ficarmos em inferioridade numérica, por exemplo menos dois jogadores de campo, penso que o mais sensato será aplicar uma defesa à zona em linha vertical ou em linha horizontal e porque não provocar um auto-golo ou deixar a equipa adversária marcar um golo, uma vez que isso permite repor a igualdade numérica. Penso que algumas pessoas ficam incrédulas com esta possibilidade de se fazer um auto-golo ou de deixar a equipa adversária finalizar, mas é viável e provável, senão vejamos por exemplo as situações caricatas que tivemos na nossa modalidade ao longo destes últimos anos para se forçar um 3 azul de modo a cumprir um jogo de suspensão quando mais interessava.
Em caso de se estar a jogar 5*5 (normal) também vejo com bons olhos a possibilidade de se apostar em defesas à zona, tipo 2*2, ou 1+2+1, ou defesas mistas, uma vez que podem por exemplo provocar menos faltas de equipa. Temos de ter atenção para não sermos sancionados com uma falta de jogo passivo, uma vez que terá de existir sempre intenção de conquistar a posse de bola.
Ainda a nível táctico defensivo, penso que sempre que estivermos em situação de superioridade numérica faz todo o sentido colocarmos a nossa equipa a jogar com uma marcação individual com pressing alto e porque não sempre com dois jogadores a pressionar o jogador adversário que transporta ou possui a bola.
A nível táctico ofensivo, penso que, independentemente a forma de se jogar ou de se abordar o jogo (2+2, 1+3, 3+1, 1+2+1 etc.), a clareza que estas novas regras colocam sobre as tão famosas cortinas/bloqueios, permitirão um jogo com mais rupturas, mais aclaramentos e consequentemente com mais situações de perigo junto à baliza adversária e quiçá mais oportunidades de golo.
Independentemente de tudo isto, a forma como defendemos ou atacamos, tenho a certeza que o jogo será mais dinâmico, mais evolutivo a todos os níveis e onde a técnica é “privilegiada”.
Penso também que com estas alterações o treinador terá um papel muito mais importante e fulcral neste processo, uma vez que caberá a si ou a nós precaver e planear tudo isto, bem como realizar o chamado “jogo do gato e do rato” para com a equipa adversária de modo a atingirmos os nossos objectivos. Todos nós treinadores teremos mais margem ainda para dar largas “à nossa imaginação táctica” sobretudo de forma a estarmos preparados para tudo e de forma também a podermos surpreender a equipa adversária.
È necessário também de uma vez por todas, abrirmos mais algumas mentalidades nos treinadores de hóquei em patins e de não termos medo de “colocarmos cá fora” o que sabemos. É pena muitos treinadores saberem tanto sobre a modalidade e “morrerem” com o que sabem.
Todos ficamos a ganhar se existir mais partilha e mais ainda, podemos colocar a modalidade a evoluir mais rapidamente…
Esta minha publicação apenas expressa o meu ponto de vista sobre o que teremos nós treinadores que evoluir ao nível do processo de treino, tendo em conta estas novas alterações às regras de hóquei em patins.
Tenho pena de não ser um daqueles que muito percebe de hóquei em patins, para que pudesse publicar mais textos deste género ou sobre outros assuntos pertinentes.
Humildemente expressei o pouco que sei, na perspectiva de contribuir para algo...»


Opinião pessoal de Helder Antunes