sexta-feira, 30 de outubro de 2009

ALGUMAS CONCLUSÕES SOBRE O QUE AS NOVAS REGRAS VIERAM PROPORCIONAR AO H. PATINS

Artigo de Opinião Pessoal.
Comparando os dados que possuo de épocas anteriores, com os dados que possuo actualmente (época 09/10), posso desde já chegar a algumas conclusões, sobre algumas alterações que as novas regras proporcionaram.
Estes dados não são de carácter científico. São meramente dados meus enquanto treinador e poderão ser os mesmos passíveis de não corresponder totalmente à realidade. No entanto, decidi partilhar algumas pequenas conclusões, na esperança de mais treinadores fazerem o mesmo, para nos certificarmos se estas conclusões estão enquadradas com a realidade que as novas regras vieram proporcionar ou não.
Assim sendo passo a mostrar algumas conclusões:
- Tendo em conta os níveis de FC, os jogadores têm menos tempo para recuperar no próprio jogo. Logo, de uma forma muito leiga, conclui-se que o jogo tem menos paragens e intensidades mais altas e constantes.
- Existe menos tempo de posse de bola, pelo menos para já. Só no final da presente época é que poderei ter uma conclusão mais exacta.
- O número médio de passes errados durante um jogo aumentou ligeiramente.
- As situações de contra-ataque e ataque rápido aumentaram. Os jogos estão “mais rápidos”. A situação de ataque rápido 3*3+GR foi a que mais registei esta época como a mais frequente, ao passo que nas épocas anteriores era a situação de 2*2+GR. A situação de contra-ataque que mais registei esta época foi a situação de 3*2+GR, tal como nas épocas anteriores.
- Em relação ao número de recuperações de bola, percas de bola e más recepções por parte dos jogadores, para já não vejo existirem diferenças nos valores médios.
- O número de cartões, nomeadamente os azuis, baixou muito. Pelo menos são as conclusões que tiro para já.
- Em relação ao número de golos marcados, ao contrário dos resultados gerais que mostram que há uma tendência para se marcarem mais golos, os meus dados mostram que os valores médios andam aproximadamente iguais aos das épocas anteriores.
- Em relação ao valor médio de remates à baliza adversária, quer de curta distância, quer de meia distância e até mesmo de longa duração, não vejo alterações significativas.
- No que diz respeito à marcação de livres directos, os meus registos para já dizem que há menos sucesso por parte de quem executa.
- No que diz respeito à marcação de penáltis, os meus registos aqui dizem que há um aumento significativo por parte do executante, traduzido em golo.
- Em relação ao número de falta durante um jogo, para já concluo que há uma redução de número de faltas cometidas, mas não é uma redução muito significativa.
Para já são estes os dados que possuo e as primeiras conclusões após a introdução das novas regras na modalidade. No entanto é provável que daqui a algum tempo estas mesmas conclusões possam não corresponder à realidade, uma vez que ainda estamos numa fase de adaptação. Mas fica na mesma aqui estes registos, para que futuramente os possamos comparar.
Convido desde já todos os interessados que possuam dados deste tipo, ou outro tipo de conclusões a partilhar as mesmas aqui neste espaço. Nunca é demais partilharmos este tipo de informações. Até para sabermos se estas minhas primeiras conclusões batem totalmente certas com outras, ou só parcialmente ou ainda se há alguém que tenha dados completamente contrários a estes.
Eu e os leitores do blogue THP, ficamos a aguardar.
Helder Antunes

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Modelo de Formação por Etapas do H.C.Turquel - João Simões - 3ª Parte


Orientação / Especialização (Inf./Inic. 10-14anos)
Competências base: Relação atleta + bola + baliza + equipa + adversários
Componente Psicológica / Perfil do treinador
- Apresentar uma postura disciplinadora em termos de comportamento;
- Orientar as expectativas dos atletas de uma forma realista;
-Desenvolver atitudes saudáveis perante a vitória e a derrota.
Componente Técnica
- Corrigir individualmente lacunas técnicas;
- Consolidar a aprendizagem da patinagem hoquista (bilateralidade):
-Travagem lateral com rotação;
- Arranque de lateral e de costas com meia e uma volta;
- Consolidar a aprendizagem domínio do manejo de setique (lado natural e reverso)
- Passe / recepção; - Remates (todas as formas).
Componente Táctica (Modelo de Jogo)
- Introduzir e aperfeiçoar situações de contra – ataque 3x2 e ataque rápido e 2x2 (sistematização);
- Sistematizar as situações de Power Play ofensivo e defensivo;
- Forte incidência na tomada de decisão;
- Processo Ofensivo:
-Introduzir combinações elementares envolvendo 2 atletas (2.º poste);
-Cruzamentos / penetrações e bloqueios directos;
- Introduzir circulação táctica 2+2 (passar e cortar / cobertura ofensiva) forte incidência na manutenção da posse de bola (2.ª fase) e finalização (5.ª fase);
- Processo Defensivo:
-Consolidar conceitos inerentes à marcação (posição, postura, conquista de posse de bola e entreajuda);
- Introduzir o método de jogo HxH de ajuda flutuante com forte incidência na defesa propriamente dita (2.ª fase) e conquista da posse de bola (3.ª fase);
-Trocas e compensações.
Componente Física
- Planear e avaliar (testes físicos) de forma adequada o desenvolvimento e manutenção das capacidades físicas;
- Desenvolver a flexibilidade e viabilizar uma especialização inicial de base na resistência aeróbia, velocidade específica (reacção e deslizamento) e força veloz e de carácter geral.
Exercícios técnico-tácticos combinados (ex: passe ou finta? desmarcação e finalização ou assistência), jogos condicionados, combinações simples (2 jogadores) e situação de jogo formal.
O treinador tem de dar aos jovens praticantes aquilo que eles precisam, mas da forma de que eles gostam.
(Scott, P.)
Especialização (Juvenis, Juniores e Seniores > 15anos)
Competências base: Aplicação Modelo de Jogo
Componente Psicológica / Perfil do treinador
- Liderança emocional garantindo desenvolvimento de aspectos psicológicos relacionados com a motivação e coesão do grupo;
- Promover a superação individual.
Componente Técnica
- Integrar as capacidades físicas força e velocidade de execução e na aplicação de todos os gestos técnicos.
Componente Táctica (Modelo de Jogo)
- Introduzir e aperfeiçoar situações de contra – ataque 4x3 (sistematização);
- Análise da equipa adversária com base na optimização do ataque à defesa adversária e da adaptação ao ataque;
Processo Ofensivo:
- Desenvolver e aperfeiçoar a agressividade, reversibilidade e o equilíbrio;
- Introduzir método de jogo e circulação táctica 3+1 com forte incidência na circulação táctica (2.ª fase) e saída de pressão (4.ª fase).
- Introduzir combinações complexas e esquemas tácticos (2.º poste; aparecimento do 3.º jogador e cobertura ofensiva - criatividade do treinador);
- Processo Defensivo:
-Introduzir método de jogo HxH de pressão com forte incidência nos equilíbrios (4.ª fase)
- Aperfeiçoar e consolidar (rotinas) na marcação HxH (elasticidade, espírito de cooperação e agressividade colectiva tendo em vista a recuperação da posse de bola).
Componente Física
- Aumentar a complexidade do volume e da intensidade de treino das capacidades físicas:
- potência;
- força máxima e específica;
- resistência anaeróbia; - Manutenção do trabalho desenvolvido ao nível da resistência aeróbia (optimização de performances).
“Hoje eu não teria vez no futebol, no infantil a preocupação é conseguir dois zagueiros grandões e um atacante também grande para ganhar (...) dos 14 aos 17 anos eu era manico. O Flamengo teve paciência e eu estourei depois. Será que hoje teriam paciência?”
Zico, um dos melhores jogadores do futebol brasileiro numa entrevista ao jornal “O Globo” (in treino desportivo n.º 19)
Fonte: João Simões, "Modelo de Formação por Etapas do H.C. Turquel", in IIº Simpósio Internacional de Hóquei em Patins, Cidade de Tomar, 4 e 5 de Outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Modelo de Formação por Etapas do H.C.Turquel - João Simões - 2ª Parte


Iniciação / Orientação (Benjamins 6/7 anos)
Componente Táctica
- Introduzir situações contra – ataque de 1x0 e ataque rápido 1x1 (drible, remate e deslocamento defensivo)
Processo Ofensivo:
- Noção de passe e desmarcação para saída de aglomeração (desmarcar para receber);
- Tomada de decisão (driblar ou passar para finalizar?)
Processo Defensivo:
- Exercitar marcação HxH em toda a pista (patinagem e posição básica defensiva).
Componente Física
- Introduzir habilidades e tarefas básicas tendo em vista a formação multilateral e o desenvolvimento das capacidades coordenativas.
Circuitos de patinagem e de manejo do setique, jogos lúdicos e jogos reduzidos (2x2 e 3x3).
A formação multilateral tem reflexos a longo prazo. Pelo contrário, a especialização precoce permite uma rápida obtenção de resultados, mas limita a sua evolução posterior
(Matvéiev, L, 1986).
Orientação (Escolares 8/9 anos)
Competências base: Relação atleta + bola + baliza + colegas + adversário
Componente Psicológica / Perfil do treinador
- Valorizar o rendimento escolar;
- Promover nas crianças a necessidade de serem cuidadosos na execução técnica (pequenos pormenores) promovendo o gosto de treinar e a vontade de melhorar.
Componente Técnica
- Introduzir o conceito de bilateralidade em todos os gestos / movimentos;
- Iniciar e promover situações de combinações entre elementos de patinagem e manejo do setique (ex: Travagem lateral com rotação, gancho e remate);
- Iniciar e promover o domínio da técnica de patinagem do hoquista:
- Arranque costas e lateral com meia e uma volta;
- Iniciar e promover o domínio do manejo do setique:
- Passe batido e enrolado;
- Remate batido ou pranchado (fixar o alvo, armar o gesto e executar);
- Protecção da bola com pega do setique a uma e duas mãos.
Orientação (Escolares 8/9 anos)
Componente Táctica
- Introduzir situações de contra – ataque 2x0 (passe e dobra de passe) e 2x1 (sistematização ofensiva e defensiva – modelo de jogo);
- Desenvolver uma ocupação racional da pista
Processo Ofensivo:
- Protecção / progressão de bola;
- Aclaramentos e desmarcações (passar para desmarcar);
Processo Defensivo:
- Introduzir a marcação ao portador da bola (desarme e situações de pressão ) e ao jogador sem bola (posicionamento)
Componente Física
- Realizar uma preparação preliminar de forma a viabilizar o aumento da resistência aeróbia, flexibilidade e velocidade de reacção e deslocamento (forma lúdica).

Exercícios técnicos combinados (ex: passe travagem e remate), jogos reduzidos (3x3) e situação de jogo formal.

O trabalho que os treinadores desenvolvem com as crianças é extremamente importante, podendo influenciar as suas vidas de diferentes maneiras, de tal modo que, por vezes, essa influência consegue ser mais forte do que aquela que é conseguida pelos próprios pais
(Terry Orlick, 1999)

Fonte: João Simões, "Modelo de Formação por Etapas do H.C. Turquel", in IIº Simpósio Internacional de Hóquei em Patins, Cidade de Tomar, 4 e 5 de Outubro de 2009

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Modelo de Formação por Etapas do H.C.Turquel - João Simões - 1ª Parte

“Preparar um atleta para participar num quadro competitivo e para obter boas prestações, é um processo que deverá ser considerado numa perspectiva de longo prazo. “Queimar” os passos que devem ser dados ao longo dos anos, antecipando no tempo alguns dos conteúdos, é condenar a evolução do atleta, impedindo-o de manter as reservas de progressão que é necessário preservar.”
A. Vasconcelos Raposo in: Adelino, J. & Vieira, J. & Coelho, O (2.ª Edição)) Treino de Jovens. O que todos precisam de saber. Lisboa: Centro de Estudos e Formação Desportiva. –( pag.57)
Em Relação a este Modelo:
Não ambiciona ser “O” Modelo de Formação dos jogadores de Hóquei em Patins.

Pretende ser um instrumento prático para os treinadores na definição das linhas orientadoras do trabalho de longo prazo que desenvolvemos junto dos nossos atletas nas diferentes etapas de formação.
Está organizado em seis etapas e define as prioridades técnicas, tácticas, físicas e psicológicas (perfil de treinador).
Ano após ano tem sido gradualmente melhorado e aperfeiçoado com o contributo de todos os treinadores.
Captação (Escolas > 4 anos)
Competências base: Relação atleta + bola (espaço próximo)

Componente Psicológica / Perfil do treinador
- Promover satisfação e alegria nas crianças que começam a patinar;
- Preocupação com as condições de segurança na realização dos exercícios.
Componente Técnica
- Iniciar e promover o domínio da técnica de patinagem:
- Marcar passo;
- Patinagem para a frente (slalom frontal e lateral) e para trás (rectilínea);
- Travagem com os patins em “T” e com os tacões;
- Curvar cruzando as pernas e patinando para a frente;
- Iniciar e promover o domínio do manejo do setique:
- Pega;
- Condução e transporte da bola em espaço livre.
Circuitos de patinagem com trabalho por níveis e jogos lúdicos (patinagem).
Iniciação (Bambis 5 anos)
Competências base:Relação atleta + bola + baliza
Componente Psicológica / Perfil do treinador
- Promover competições de carácter informal, convívios lúdicos e de sociabilização;
Componente Técnica
- Iniciar e promover o domínio da técnica de patinagem do hoquista:
- Curvar cruzando a perna para trás;
- Arranque frontal;
- Mudanças de sentido e direcção;
- Iniciar e promover o domínio do manejo do setique:
- Domínio, condução e transporte da bola (batendo e empurrando) em espaço livre;
- Passe varrido e remate enrolado (finalização 1x0).
Componente Táctica
- Forte incidência na progressão no sentido da baliza.
Circuitos de patinagem e de manejo de setique (trabalho por níveis) jogos lúdicos e jogos reduzidos (1x1 e 2x2 – grupos nível).
“É necessário adaptar o jogo à criança e não obrigar o jovem a adaptar-se ao jogo dos adultos” (Wein, 1995)
Iniciação / Orientação (Benjamins 6/7 anos)
Competências base:Relação atleta + bola + baliza + adversário
Componente Psicológica / Perfil do treinador
- Iniciar e promover noção de respeito por colegas e treinador;
- Premiar comportamentos saudáveis relevantes;
- Contribuir para o esclarecimento dos pais sobre o alcance formativo do trabalho que está a ser desenvolvido.
Componente Técnica
- Iniciar e promover o domínio da técnica de patinagem do hoquista:
- Travagem lateral e arranque lateral;
- Meia volta e volta completa;
- Iniciar e promover o domínio do manejo do setique:
- Domínio da bola com habilidades;
- Remate varrido;
- Valorizar o passe varrido (fixar o alvo, armar o gesto e executar) e a recepção como os gestos técnicos principais.
O “triângulo desportivo” formado pelo treinador, pelo jovem e pelos pais é uma componente natural da actividade desportiva juvenil. Deste modo, atendendo a que esta relação é inevitável, o papel do treinador no relacionamento com os pais torna-se, como tal de enorme importância para o êxito da sua função (SMOLL,F.2000)
Fonte: João Simões, "Modelo de Formação por Etapas do H.C. Turquel", in IIº Simpósio Internacional de Hóquei em Patins, Cidade de Tomar, 4 e 5 de Outubro de 2009

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

A Preparação Psicológica de uma Equipa - Helder Antunes

VAMOS IMAGINAR:
• Que somos Treinadores de um equipa “XPTO”
• Que estamos em pleno Mês de Maio (Mês de decisões no Campeonato)
• Que faltam 8 dias para um Jogo “Decisivo”
• Que temos 7 sessões de treino até ao dia do jogo
• Jogo em campo neutro
• Que temos todos os jogadores do plantel disponíveis a “100%”
• E tendo em conta os últimos jogos, a equipa está bem física, técnica e tacticamente

Como preparar a semana que antecede o jogo “decisivo”?

• Colocar vários objectivos à equipa.
• Intensidades de treino elevadas à “Mensagem que o jogo é importante”.
• Não alterar hábitos ou rotinas de treino.
• Treinar situações reais que possam acontecer no jogo “decisivo” tais como por exemplo: grandes penalidades e livres directos com “música” e com “pressão”; prolongamento com golo de ouro.
• Ter cuidado com as “promessas externas” de algumas pessoas.
• “Blindar” o balneário é fundamental.
• Preparar muito bem o jogo do ponto de vista técnico-táctico: Visualizar vídeos (?); Apontamentos da equipa adversária (?); Em campo, nos treinos (?); Tirar eventuais dúvidas (?) -ELEVA OS ÍNDICES DE AUTO-CONFIANÇA, ETC.
• Colocar “cartazes”, jornais, notícias (sites), frases, etc. na porta do balneário.

Dia do Jogo: O que dizer antes do Jogo?

• Discurso muito sucinto com duração máxima de 8 minutos.
• Relembrar os “pontos fortes” e os “pontos vulneráveis” da equipa adversária.
• Relembrar “o que temos de fazer”.
• Terminar o discurso com palavras encorajadoras e de incentivo/motivação.
• “GRITO DE EQUIPA”.

Dia do Jogo: O que dizer durante o Jogo?

• Decurso do Jogo: Incentivar/corrigir os atletas quando algo não está a sair bem.
• Decurso do Jogo: Gesticular com os atletas.
• Descontos de Tempo: elevar o tom de voz, quer seja para efectuar correcções, quer seja para motivar, quer seja para indicar uma ou outra situação a explorar.
• Intervalo do Jogo: Depende do resultado e da postura da equipa?
- Discurso inicial mais “ríspido”
- Fazer eventuais correcções tácticas, tendo em conta o que se treinou
- Discurso final com frases motivadores e encorajadoras
• Quando um Jogador “Influente” não está ao seu nível?
- Tirar uns minutos de campo
- Sentar à parte dos restantes ou mais isolado
- Deixar o jogador “resfriar” (ele sabe que as coisas não lhe estão a sair)
- Passados uns minutos, chamá-lo junto do treinador e lembrar o jogador do que ele é capaz de fazer.
- Pronto a regressar ao jogo

Dia do Jogo: O que dizer no final do Jogo?

• Discurso sempre condicionado pelo resultado final.
• Felicitar sempre os jogadores pelo seu desempenho.
• Festejar se for caso disso.
• Se não existirem motivos para festejos, saber “erguer” a cabeça e começar imediatamente a pensar no “amanhã”.

Como preparar psicologicamente o jogo “decisivo”?

AO LONGO DAS SESSÕES DE TREINO (7):
- 1ª Sessão de Treino: Começar a passar a mensagem que jogar bem e saber o que fazer em campo levará à vitória.
- 2ª Sessão de Treino: Reforçar a ideia do ter que jogar. A palavra GANHAR e a palavra PERDER não fazem parte do discurso.
- 3ª Sessão de Treino: Passar a mensagem que o mais difícil já tinha sido alcançado. Apenas há que ACREDITAR nas nossas potencialidades.
- 4ª Sessão de Treino: Focar a atenção para “o que temos que fazer em campo”.
- 5ª Sessão de Treino: Pouco ou nada a dizer sobre o jogo.
- 6ª e 7ª Sessão de Treino: Reforçar a ideia de “lição estudada”, ACREDITAR e “jogar”. à Exercícios Lúdicos (para os mesmos fins/objectivos).
Final do Treino: Dar a certeza que tudo havia sido preparado à GANHAR (1ª vez)

Como preparar psicologicamente o jogo “decisivo”?

DIA DO JOGO:
11h40 – Chegada a XX.
12h30 – Almoço em XX.
13h15 – Jogos/Torneio de Playstation (PES, NHL) Cartas, Ténis de Mesa, Damas.
14h30 – Saída de XX em direcção ao Local do Jogo.
14h35 – Chegada ao Pavilhão.
14h45 – Recolha aos Balneários.
16h00 – Jogo da Final


E AINDA:
• Nunca estipular como objectivo máximo do jogo “decisivo” o “GANHAR” – “Dar tudo em Campo”; “Realizar um grande jogo”.
• Saber ouvir os atletas. É importante tentarmos saber o que eles sentem.
• Referenciar muitas vezes palavras como: confiança na equipa, ACREDITAR, lutar, atitude, disciplina, serenidade, humildade, etc.

Conclusão
“Se eu acreditar que os consigo fazer acreditar, então saberei que estou mais perto da vitória”
(Hélder Antunes)
Fonte: Trabalho apresentado por Helder Antunes no IIº Simpósio Internacional de Hóquei em Patins, Cidade de Tomar, nos dias 4 e 5 de Outubro de 2009.
Nota: Quem desejar receber o presente trabalho em suporte pdf, por favor que faça o seu pedido chegar via treinadoreshp@gmail.com

terça-feira, 13 de outubro de 2009

VÍDEOS: BLOQUEIOS LATERAIS E DIAGONAIS

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Vídeo 1: Exercício de Bloqueios Laterais

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Vídeo 2: Exercício de Bloqueios na Diagonal

Fonte: Exercícios de Nuno Carrão (treinador da HC Paço de Rei), in 1ª Jornadas de Treino de Hóquei em Patins, H.C. Paço de Rei, 5 de Setembro de 2009.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Entrevista a Hugo Gaidão - Novas Regras H. Patins


Hugo Filipe Caetano Lopes Gaidão
Treinador de Nível 2
Clube Actual: Dramático de Cascais
Escalão que orienta: Séniores
THP - Qual a sua opinião acerca das Novas Regras em Geral? (O que não deveria ter sido alterado? O que foi bom alterar? Foi boa esta mudança? Etc.)
HG - Bem, penso que a minha opinião sobre esta questão é pública. No entanto e respondendo á sua questão, penso que a nível geral são positivas e benéficas as novas regras, todavia, e repito é publico, há coisas com o qual não concordo, como por exemplo as faltas de equipa acumuláveis de uma parte para a outra, o jogo passivo, as duplas penalizações no que respeita ao cartão azul – L directo/ Penalti mais P Play,; o facto de uma acção disciplinar de cartão azul ser sempre castigo máximo mesmo que não haja perigo eminente na jogada. Há ainda um aspecto que penso que contribui para este facto e que a meu ver não deveria ter sido alterado, que é a amostragem do cartão amarelo. Penso que aqui nestes casos as regras deveriam ser repensadas.
Óptimas alterações a abolição da linha de anti jogo, a marcação de faltas rápidas sem ser preciso apitos do árbitro quando na nossa grande área e sem duvida a permissão dos bloqueios e das cortinas, que penso enriquece o jogo tacticamente.
Se a mudança foi boa ou não acho que essa resposta a dirá o tempo, de qualquer forma penso que o Hóquei em Patins precisava de um abanão, mas também não era necessário ser tão grande e com tudo ao mesmo tempo.
THP - Que mudanças trouxeram as Novas Regras a nível de treino? (Se é que trouxeram algumas, o que mudou no treino?)
HG - Muitas mesmo. Aliás penso que a metodologia do treino não poderá ser a mesma do antigamente. Se olharmos bem e contarmos as mudanças no jogo são muitas…. Inferioridades e superioridades numéricas ( P. Plays); Bloqueios e cortinas que antes eram proibidas, contactos defensivos mais rigorosos, mais espaço para atacar, mais vezes as equipas a terem livres directos e penaltis contra e a favor, sistemas zonais que começam a renascer das cinzas e que não tenho qualquer duvida irão ser novamente muito utilizadas.
Tudo isto obrigou os treinadores a pensarem o que fazer perante os jogadores que têm nestas situações, como actuarem em tal situação que antes não era permitida e isso levou a que obrigatoriamente o Treino fosse ou melhor seja hoje em dia bem diferente. Acho mesmo que essa mudança na forma de pensar do treinador perante as novas leis foi já usada em muitos casos na escolha dos planteis.

THP - O “espectáculo” irá melhorar? Irão ser benéficas para a modalidade estas alterações?
HG - Penso que tem tudo para melhorar o espectáculo e para beneficiar a modalidade. Aliás na minha opinião ainda seria mais benéfico repensar as tais regras das quais não concordo mas que respeito e sou obrigado a reger - me por elas.
Mais rapidez , mais espaço obrigatoriamente traz mais espectáculo.
THP - Se tivesse “puder” para tal, o que mudava ainda nas regras da modalidade e o que não mudava?
HG - Acho que já respondi a esta questão em cima na 1ª pergunta. Mas incluo mais uma situação onde no meu ponto de vista a modalidade poderia sair beneficiada.
Mudaria a regra do penalti – Permissão de remate ou finta.
THP - Quem irá sentir mais dificuldades de adaptação? Árbitros? Treinadores? Jogadores? Público? Porquê?
HG - Acho que todos mesmo e cada uns á sua maneira. Por uma razão muito simples… foi muita mudança em tão pouco tempo sem qualquer experimentação.
THP - Algo mais que queira acrescentar:
HG - Queria apenas agradecer o seu convite e faço votos para que este blog continue com toda esta vontade de ajudar a fazer crescer a nossa modalidade, independentemente de sermos jogadores, treinadores, directores, árbitros, público em geral. Acima de tudo estamos cá todos por uma razão – Gostamos de Hóquei em Patins-
A todos um abraço
HG
O blogue THP agradece a disponibilidade do Treinador Hugo Gaidão.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Formación en Psicología para entrenadores... - Olmedilla, A. et alter

¿Qué puedo hacer en los entrenamientos para fortalecer en mis jugadores las variables psicológicas más influyentes en el rendimiento deportivo?
Tabla 5. Estrategias señaladas por los entrenadores para los entrenamientos. Clique sobre a imagem para ampliar.
Como podemos observar, se proponen numerosos ejercicios prácticos que se pueden integrar en los entrenamientos y que el entrenador puede usar para conseguir otro tipo de objetivos, además de los específicamente psicológicos, tales como objetivos técnicos, tácticos y físicos. Así, si se emplean de forma adecuada, dentro de una planificación coherente, pueden servir de instrumento para realizar un trabajo integral para el entrenamiento de sus jugadores, tal y como sugiere Buceta (1998).
En la Tabla 6 se pueden observar las estrategias propuestas por los entrenadores para fortalecer, en los entrenamientos, la cooperación, el control del estrés, la activación, el compromiso, el autocontrol y la toma de decisiones; variables que han sido señaladas en menor medida, aunque no por ello son menos importantes.

¿Qué puedo hacer en los entrenamientos para fortalecer en mis jugadores las variables psicológicas más influyentes en el rendimiento deportivo?

Tabla 6. Estrategias señaladas por los entrenadores para los entrenamiento (Clique sobre a imagem para ampliar).

En la Tabla 7 se pueden ver las aportaciones realizadas por los entrenadores respecto a las estrategias a utilizar para fortalecer las variables psicológicas más influyentes en el rendimiento de sus jugadores durante los partidos. Debemos destacar que estos recursos para que aumenten su efectividad y repercutan en el beneficio psicológico de los jugadores y equipo deben formar parte de los objetivos que el entrenador persigue.

¿Qué puedo hacer en los partidos para fortalecer en mis jugadores las variables
psicológicas más influyentes en el rendimiento deportivo?


Tabla 7. Estrategias señaladas por los entrenadores para los entrenamientos. Clique sobre a imagem para ampliar.
Fonte: Olmedilla, A. et alter. Revista de Psicología del Deporte. 2004. Vol. 13, núm. 2, pp. 247-262

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

VÍDEOS: EXERCÍCIOS AQUECIMENTO - BLOQUEIOS

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Vídeo 1: Exercício de aquecimento para os Bloqueios

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Vídeo 2: Exercício de aquecimento para os Boqueios

Fonte: Exercícios de Nuno Carrão (treinador da HC Paço de Rei), in 1ª Jornadas de Treino de Hóquei em Patins, H.C. Paço de Rei, 5 de Setembro de 2009.