quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A INFLUÊNCIA DOS PAIS NO RENDIMENTO DA CRIANÇA EM COMPETIÇÕES


Daniel Leite Portella
(Língua: Português do Brasil)
Pode-se observar assim, que os pais através do modo como mantém o contacto com os filhos, marca o relacionamento social e o desenvolvimento emocional da criança posteriormente, portanto a criança sofre uma influência de primeira instância dos pais dentro de casa em relação a sua integração na sociedade (MACHADO 1997), o que poderá afectar seus relacionamentos mais tarde com companheiros na convivência social.
CRATTY (1984) diz que o pai constitui um agente facilitador das tendências biológicas à masculinidade para o menino, e a mãe um agente facilitador das tendências biológicas à feminilidade para a menina, ou seja os pais tornam-se um espelho para os filhos.
As observações de diferentes grupos de uma determinada sociedade (diferença essa que pode ter diversas origens, como por exemplo, nível sócio económico), mostra que a relação dos pais com os filhos, difere bastante, em vários aspectos, segundo POSTER (1979), em qualquer cultura o tipo de educação que cada pai confere a seu filho, acaba interferindo e se correlacionando com a personalidade da criança, sendo alguns pais autoritários, outros liberais, e assim por diante.
OLIVEIRA (1994), cita diversos estilos educativos. Esses estilos são basicamente divididos em dois eixos: o eixo amor versus hostilidade e o eixo autonomia versus controle. A partir desses eixos conjugados entre eles, pode haver a possibilidade da formação de outros estilos educativos. Outro fato citado pelo autor, é a exigência dos pais versus resposta dos filhos, o que acontece a maioria dos conflitos, pois, quando um exige um certo nível de cobrança o outro responde abaixo do esperado; podendo assim haver uma interpretação errónea da situação gerando um conflito que pode ter consequências não esperadas no que tange o relacionamento não só entre eles mas, com os demais.
O filho - atleta e sua relação com a torcida familiar
Se pararmos para observar, poderemos indagar se a criança quando nasce já não está inserida em uma competição, a competição da vida, e com o decorrer só há o acúmulo de mais competições. Segundo DE ROSE (1992), competir não é uma coisa negativa como alguns pensam, sempre que há competição, constrói - se a imagem da vitória para uns e derrota para outros e o derrotado fica, geralmente, arrasado, mas, o autor afirma que o objectivo da competição é atingir o seu melhor resultado e nem sempre esse melhor resultado significa a vitória.. Os pais podem ter uma importância muito grande na qualidade das experiências competitivas de seu filho (BARBANTI 1992), essa qualidade está ligada ao tratamento que o pai confere ao seu filho quando ele ganha ou quando ele perde. Baseado em COZAC (2001) podemos dizer que o filho, em muitos casos, é uma "extensão narcísica" dos pais e este fato pode gerar muitas desavenças dentro de casa como comparações entre um e outro, tanto no caso do sucesso como no caso do fracasso.
LA TORRE (2001) sugere que pressões impostas a crianças, seja ela por qualquer motivo, pode dar origem ao chamado "burnout", que é a desistência da vida desportiva pelo atleta-criança.
Porém, se falamos da pressão que os pais exercem sobre os filhos, podemos imaginar que esse rendimento pode ser afectado por essa possível pressão dos pais. Para analisarmos melhor esse problema da falta de incentivo e o problema da possível pressão dos pais podemos citar LATORRE (2001) que aponta algumas classificações de pais e suas características em relação a vida competitiva dos filhos:
· Os desinteressados - pais que costumam se ausentar das competições do filho ou por desinteresse ou porque tem algo "mais importante" para fazer.
· Os pais "úteis" - incentivam a participação dos filhos nas competições de forma positiva.
· Os excessivamente críticos - sempre criticam o filho nunca estando satisfeito com seu desempenho.
· Os vociferantes - ficam alterados durante as competições, gritam, gesticulam e chegam as vezes a ficar agressivos.
· Os "técnicos" - têm a impressão de serem os donos do time dão instruções aos atletas passando até por cima das instruções do técnico.
· Os superprotetores - têm medo de ver seus filhos em competições por inúmeras razões e insegurança, isso pode ser transmitido para os filhos.
Como afirmou BARBANTI (1992), para esses pais críticos, vociferantes e técnicos; as crianças são vistas como adultos em miniatura, pois, a pressão sofrida pela criança é equivalente a de um adulto. Segundo MEDINA (2000), essa cobrança de resultados nada mais é do que um reflexo da cobrança exercida na categoria principal onde os atletas já são adultos.
MACHADO (1997), afirma que segundo pesquisas feitas por ele entre pais e filhos- atletas, foi constatado que um atleta pode sentir-se incomodado com a presença dos pais na torcida. Ele ainda coloca que esse incomodo gerado, tem algumas explicações na literatura como; as atitudes exageradas dos pais na torcida; a relação entre eles, pais e filhos, ser conturbada dentro de casa por algum motivo não necessariamente ligado ao fato da criança ser atleta; algum trauma de infância que seja projectado no pai ou na mãe e o próprio silêncio dos pais durante a competição.
OLIVEIRA (1994), constata uma consequência citada anteriormente por MACHADO (1997): o silêncio dos pais. Esse silêncio pode demonstrar desinteresse dos pais sobre o filho e sua actividade.
A idade da criança também interfere quando se fala de influência dos pais. Em alguns países, a idade para iniciação de uma criança à competição chega a ser de três anos (nos Estados Unidos) dependendo da modalidade. Na maior parte dos países industrializados essa idade é entre seis e sete anos. Entretanto há estudos dizendo que a criança até doze ou treze anos é um reflexo do meio em que está inserido (PHILIPPI, 1992), e o meio de maior influência nessa idade é o meio familiar onde os alicerces são os pais. Portanto, os pais podem exercer uma influência mais forte sobre a criança e quem sabe inserir na criança o pensamento que abordamos anteriormente sobre o melhor resultado nem sempre ser a vitória ou aquela política de resultados e vitórias.
Ao pensarmos na auto-estima da criança com relação á vitória ou derrota, podemos ver o que decorre BECKER (2001) vencer um adversário demasiadamente fraco não aumenta a auto-estima do vencedor, porém, o perdedor fica humilhado e sua auto-estima é reduzida.
Um estudo realizado por SIMÕES et al (1999), faz uma correlação sobre uma outra variável nessa relação pais e filho - atleta: o sexo do filho. A mãe não exerce influência significativa sobre o filho ou a filha; em compensação o pai exerce grande influência sobre o filho e muito menos sobre a filha, mas mantém um grau de exigência de moderado para alto.
Sempre que falamos dessas relações pais e filhos-atletas, não podemos esquecer de fazermos pontes com as transformações que houveram na família, a evolução dessa relação intrafamiliar, a formação cultural dessa família e outros pontos que são influenciadores directos no rendimento e comportamento do pequeno atleta diante da pressão imposta de uma forma ou de outra pelos pais.
Conclusão
Como pudemos observar nesse estudo, a família passou por transformações que causaram mudanças em seu relacionamento intrafamiliar e consequentemente alteraram as relações dos pais com os filhos sendo essa relação pais-filhos de suma importância para o rendimento do atleta-criança.
As várias condutas nos diferentes tipos de relacionamentos entre pais e filhos vão definir se essa relação é benéfica ou maléfica para o desempenho da criança dentro de uma competição. São muitos os factores que podem exercer influência sobre a criança e no seu rendimento, mas especificamente a influência dos pais é bem significante principalmente quando o filho está iniciando-se no desporto. A ideia de que a competição tem como objectivo atingir seu melhor resultado que nem sempre é a vitória (DE ROSE, 1992), deve ser analisado como uma possível influência positiva que os pais podem passar para a criança.
Espero poder ajudar alguns pais e profissionais da área de treinamento, reflectir sobre suas atitudes no relacionamento com as crianças, no que tange à vida desportiva da mesma para que ela possa atingir o objectivo dela.
Fonte: Daniel Leite Portella, 2003. http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 8 - N° 57.

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sábado, 18 de dezembro de 2010

PERFIL DO GUARDA-REDES DE HÓQUEI EM PATINS - RUI AMORIM, 2008


Estudo da aptidão física em hoquistas com idades compreendidas entre os 14 e 16 anos, na posição de guarda-redes
RESUMO
O objectivo da nossa investigação tem como base, obter o perfil do guarda-redes de hóquei em patins, nas idades compreendidas entre os 14 e os 16 anos, através da análise das variáveis estatura, massa corporal, índice de massa corporal, força média, força inferior e força superior, potência anaeróbia, potência aeróbia, velocidade e aptidão desportiva e motora pelo teste de velocidade em patins.
A amostra é constituída por 30 jovens hoquistas do escalão de juvenis, pertencentes a vários clubes nacionais, ocupando a posição de guarda-redes e que no seu percurso realizaram avaliações no laboratório de Biocinética da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra.
Com os resultados obtidos neste grupo, podemos observar que os guarda-redes em valores médios apresentam uma estatura de 172,7 cm e massa corporal de 68,8 kg, apresentam uma potência anaeróbia máxima absoluta de 514,8 watts e realizam em média 68,6 percursos no PACER.
No que concerne aos testes de força, nos sit-ups realizam 36,87 repetições e na impulsão horizontal atingem em média 195,5 cm.
Concluímos com estes resultados que os guarda-redes são classificados como sendo menos aptos nas provas de força que impliquem movimentos dinâmicos (impulsões, sit-ups, lançamento da bola), e deslocamento do corpo (corrida 25 metros e Pacer), apesar de na potência anaeróbia máxima obterem os melhores resultados, através da prova Wingate.
(...)
CONCLUSÕES
O presente estudo permite-nos elaborar o seguinte quadro de conclusões:
- Com os resultados obtidos neste grupo, podemos observar que os guarda-redes em valores médios apresentam uma estatura de 172,7 cm e massa corporal de 68,8 kg, apresentam uma potência anaeróbia máxima absoluta de 514,8 watts e realizam em média 68,6 percursos no PACER. No que concerne aos testes de força, nos sit-ups realizam 36,87 repetições, na impulsão horizontal atingem em média 195,5 cm e no lançamento da bola de 2 kg alcançam 7,74 m.
- O esforço do guarda-redes de Hóquei em Patins é caracterizado como sendo predominantemente anaeróbio, quer aláctico quer láctico.
- Os guarda-redes são classificados como sendo menos aptos nas provas de força que impliquem movimentos dinâmicos (impulsões, sit-ups, lançamento da bola), e deslocamento do corpo (corrida 25 metros e Pacer), apesar de na potência anaeróbia máxima obterem os melhores resultados, através da prova Wingate.
- Referente aos valores normativos, podemos concluir que:
75% dos juvenis de nível nacional pesam mais de 64,4 kg e medem mais de 168,3 cm, 50% têm o índice de massa corporal superior a 22,8 kg/m²;
mais de 25% apresentam uma potência anaeróbia máxima absoluta superior a 578,7 watts e realizam mais de 77 percursos no PACER;
em relação à aptidão motora específica, 25% realiza menos de 4.13’’ na corrida 25 metros com patins e 4,34’’ na corrida de 25 metros com patins e bola.
Expostas que estão as conclusões, achamos pertinente referir algumas recomendações e sugestões que possam continuar a desenvolver as linhas de pesquisa do estudo:
- Repetir as linhas de pesquisa deste estudo em escalões mais baixos, nos infantis (11-12 anos de idade) e nos iniciados (13-14 anos de idade).
- Implementar as linhas deste estudo para atletas do sexo feminino.
- Efectuar o mesmo estudo com uma amostra relativamente maior, para obter resultados mais conclusivos.
Fonte: AMORIM, Rui, 2008. Perfil do Guarda-Redes de Hóquei em Patins: Estudo da Aptidão Física em Hoquistas com Idades Compreendidas entre os 14 e 16 Anos, na Posição de Guarda-Redes, FCDEF, Universidade de Coimbra

Trabalho Completo: AQUI

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

VÍDEOS - TREINO ESPECÍFICO DE GUARDA-REDES - HÓQUEI EM PATINS

VÍDEO 1





VÍDEO 2





VÍDEO 3





VÍDEO 4





VÍDEO 5





Fonte: Vídeos retirados do Youtube

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

DEFINIR CONTRA-ATAQUE (CA), ATAQUE RÁPIDO (AR) E POSSE DE BOLA (PB) NO HÓQUEI EM PATINS - HÉLDER ANTUNES


Opinião de Hélder Antunes
No seio da classe dos treinadores de Hóquei em Patins, criou-se nos últimos anos algumas definições de Contra-Ataque (CA), Ataque Rápido (AR) e Posse de bola (PB), com as quais eu não concordo.
Muitos treinadores de Hóquei em Patins, de uma forma muito simplista definem CA como um ataque em superioridade numérica, AR como um ataque em igualdade numérica e PB como manter a posse de bola em poder de uma equipa por um determinado período de tempo.
Pessoalmente, penso que isto são definições rudimentares e baseadas em referências bibliográficas de outras modalidades que porventura não se adequam minimamente ao Hóquei em Patins.
Não percebo porque se diz que o Hóquei em Patins é muito único para umas coisas e muito diferente das outras modalidades e quanto toca a definir determinadas situações acabamos sempre por ir buscar essas definições às outras modalidades.
Até algumas das novas regras foram inspiradas claramente noutras modalidades. Porventura não somos assim tão únicos…
Penso também que todas as definições que são baseadas em autores sem estudos científicos realizados e que não são publicados em revistas de referência, não merecem atenção por parte de nós treinadores de Hóquei em Patins, ou qualquer outro agente da modalidade.
Se não temos bibliografia ou referências recentes sobre determinadas situações, só nos resta estudar a modalidade de forma objectiva, coerente e cientificamente testada ou aprovada, para que possamos criar leis “universais” para o Hóquei em Patins. Assim poderemos dizer de forma válida que A é maior que B no Hóquei em Patins…
Citar ou referenciar referências de livros, na minha opinião, não tem grande validade. Digo isto baseado na fundamentação que num livro, por muito bom que seja o autor desse livro, o mesmo não passa de um livro que qualquer um pode escrever e dizer o que lhe “apetecer”. O mesmo em relação ao que se escreve num blogue como este.
Podemos dizer e escrever o que quisermos, mas em termos de validade científica, quer livros, quer blogues, não têm muita validade ou não têm qualquer validade. Assim, não poderemos ter definições objectivas para a modalidade.
Se estivermos a basear as definições em referências bibliográficas recentes, com estudos de Hóquei em Patins realizados e comprovados cientificamente por revistas da área, a história será certamente outra. Haverá credibilidade.
Resumindo, não concordo minimamente que se queiram realizar “leis” ou definições para o Hóquei em Patins, sem que sejam bem fundamentadas do ponto de vista científico. Caso contrário não terá qualquer validade.
Assim sendo, penso que no Hóquei em Patins actual definir CA e AR em função da relação numérica é errado. Temos de ter em conta outros aspectos essenciais que vão ao encontro das especificidades do Hóquei em Patins.
Começando pela definição de PB, penso que no Hóquei em Patins actual esse é um termo que não interessa definir, uma vez que a posse de bola excessiva pode significar infracção das regras de jogo devido aos 45 segundos que cada equipa dispõe para atacar a baliza adversária. E se a olho nu qualquer pessoa diz que o Hóquei em Patins está mais rápido, logo isto é proporcional ao aumento de CA e AR. Penso que até em termos estatísticos, dada a conjectura actual, retirar dados acerca da PB não tem muito ou qualquer significado. Os dados que daí vierem em nada ou pouco poderão contribuir para o que quer que seja.
Logo, actualmente para mim enquanto treinador de Hóquei em Patins, não tenho interesse em definir PB, nem mesmo em contabilizar a mesma.
Penso que os mais importantes são os CA e os AR devido às características do jogo actual.
Para mim, CA, independentemente da relação numérica, é sempre que uma equipa recupera a posse de bola no seu meio-campo defensivo e tenta de forma rápida, aumentando a velocidade de condução de bola ou de passe, ou de desmarcação do jogador sem bola, progredir de forma objectiva no sentido da baliza adversária com o objectivo claro finalizar para golo.
Tudo esta minha definição não está relacionada com a disposição numérica e o que vem em alguns livros a mim não interessa.
Vejamos. Como podemos considerar uma situação de CA somente por atacam 2 para 1 (superioridade numérica), mas a velocidade de execução diminui e não há intuito de atacar a baliza adversária. Será isso um CA? Para mim não é CA. E se um jogador recupera a bola, progredi de forma rápida, ultrapassa dois adversários e concretiza em golo a jogada, a mesma já não é considerada CA só porque vai em inferioridade numérica? Claro que não. Pode estar em inferioridade numérica (1*2) e realizar na mesma um CA com/sem êxito de finalização.
Penso também é que esta definição rudimentar de CA ser sempre que há superioridade numérica é uma forma de simplificar as estatísticas de jogo e depois é claro, recolhemos dados que não correspondem à realidade do jogo de Hóquei em Patins e criam-se mitos que não correspondem às características reais da modalidade.
Para mim, situações de 1*2, 1*1, 2*2, 2*3, 3*3, 3*2, 3*1, 2*1, 4*3, 3*4, 4*4, 2*4, 4*2, etc., são todas situações de CA, desde que todas essas situações sejam realizadas com o intuito de atacar rapidamente a baliza adversária e o seu inicio seja no meio-campo defensivo.
Em relação ao AR, não concordo que seja definido como uma situação de igualdade numérica. Mais uma vez, e tal como o nome indica, penso que AR é sempre que uma equipa tem a posse de bola no seu meio-campo ofensivo e inicia um ataque à baliza adversária, seja ele com aumento da condução de bola, com um remate, com aumento da velocidade do jogador que progredi com ou sem a bola, etc. Ou seja, sempre que uma equipa tenta “surpreender” o adversário com o objectivo claro de concretizar a situação executada em golo.
De que me serve a relação numérica para definir AR se outros atributos não estão subjacentes a execução de AR? Não servem de nada na minha opinião.
Mais uma vez reforço a minha opinião no sentido de que se definirmos CA e AR tendo somente em conta a relação numérica, estamos muito longe da realidade e só estamos a facilitar as “coisas” em termos estatísticos.
Penso até que a relação numérica não é muito importante para definirmos CA e AR. De que nos adianta ter superioridade numérica no caso do CA ou igualdade numérica no caso de AR se em ambas as situações as jogadas forem executadas de forma lenta, sem grande progressão no terreno e sem o objectivo de atacar a baliza? Não podemos dizer que só porque vai em superioridade numérica é uma situação de CA, ou igualdade numérica um AR…
Muitas vezes ataca-se em superioridade numérica e “congela-se” a bola sem atacar a baliza. Isso não é CA na minha opinião.
Esta não passa da minha opinião e tal como disse anteriormente esta minha opinião não vale nada, pois é escrita num blogue e não tem qualquer validade. Para ter validade há que estar comprovada e devidamente publicada.
No dia em que vir um estudo deste âmbito publicado numa revista da área sobre a definição de CA e AR no Hóquei em Patins e a dizer que CA e AR estão directamente ligados à relação numérica, não terei qualquer problema em mudar de opinião e expressa-la aqui.Até lá, não posso aceitar que me “vendam” o que está nos livros… Livros esses que qualquer um pode escrever e nem sequer são referentes ao Hóquei em Patins na maior parte das vezes…
Opinião pessoal de Hélder Antunes

sábado, 4 de dezembro de 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

EXERCÍCIO FÍSICO NO FRIO


"Soa estranho, mas praticar exercício físico em épocas de frio pode ser mais saudável e apresentar menos riscos do que enfrentar as altas temperaturas de nosso clima tropical. Está certo que não existe tanto frio por aqui; porém, sempre é bom seguir orientações de especialistas para se proteger e lidar melhor com o frio. Afinal, exercitar-se a baixas temperaturas pode até melhorar seu rendimento.
Seguindo algumas orientações, será possível continuar realizando seu treinamento físico de forma saudável e equilibrada e, principalmente, respeitando as características de seu organismo e do meio ambiente de treinamento.
Os riscos mais comuns de quem se exercita em temperatura baixa são: infecções das vias aéreas superiores como gripes, resfriados, pneumonias, otites, amidalites. Essas complicações podem, muitas vezes, ser evitadas através de uma alimentação balanceada, “rica” em vitaminas e minerais (frutas, verduras e leguminosas), que ajudam na defesa do sistema imunológico.
O aquecimento é de extrema importância. Se feito de maneira inadequada, pode ocasionar lesões no sistema esquelético. Durante o aquecimento o organismo sofre transformações no funcionamento para adaptar os órgãos a essa mudança. Coração, pulmões, músculos, articulações e circulação passam por modificações que, dependendo dos antecedentes e hábitos, resultarão em maior ou menor eficácia na produção de energia. Essa fase inicial é de fundamental importância para qualquer tipo de atividade física.
Para que haja essa perfeita adaptação ao exercício, é recomendável que o início da atividade seja lento e suave. Movimentos bruscos e rápidos são contra-indicados nessa fase de ajustes. O aquecimento prepara fisiológica e até psicologicamente para um evento e pode reduzir as chances de lesão articular e muscular.
O processo de aquecimento alonga os músculos e, portanto, permite alcançar um maior comprimento quando uma força é aplicada. Fazem parte desse aquecimento: exercícios de alongamento, trotes leves e suaves e exercícios articulares de amplitude. Nesse aquecimento, os músculos específicos devem ser utilizados de forma a simular e produzir toda a amplitude dos movimentos articulares.
Não tenha pressa. Tenha em mente que o aquecimento deve ser gradual e suficiente para aumentar a temperatura muscular e central, sem causar fadiga nem reduzir as reservas de energia. É claro que isso varia de pessoa para pessoa. Um bom aquecimento para um atleta olímpico pode levar à exaustão uma pessoa que se exercita por recreação.
É bastante prudente que se proteja o corpo com roupas especiais para o inverno. O uso de moletons e calças é bem-vindo. A região de seu corpo que merece maior atenção é seu peito, por reunir vários órgãos vitais.
Mesmo no inverno, é necessária a ingestão de água antes, durante e após os exercícios. Durante todo o dia procure ingerir cerca de 3 litros de água, pois esse líquido desempenha um papel importantíssimo em nosso organismo.
As baixas temperaturas favorecem a perda de calor corporal e o vento pode exacerbar essa perda. Contudo, a produção de calor corporal durante um exercício físico de moderado a extenuante é suficientemente alta para prevenir a baixa de temperatura corporal (hipotermia).
E as distensões e contraturas musculares podem ser minimizadas com aquecimento adequado.
Cuidado: se o aquecimento não for bem executado, a possibilidade de lesões é maior e a recuperação delas é mais lenta, se permanecermos no local. “Por isso, devemos nos aquecer adequadamente, usar roupas conforme a temperatura e após o treino e/ou competição, não nos expormos a baixas temperaturas, pois esse momento é fundamental para o atleta recuperar as perdas de temperatura durante o exercício, agasalhando e ingerindo um carboidrato de fácil absorção (de preferência líquidos gelados) para recuperar suas energias mais rapidamente”, pondera Viana. As extremidades, como mãos e pés, também merecem atenção. Proteja-as com luvas e meias especiais.”
As extremidades, como mãos e pés, também merecem atenção. Proteja-as com luvas e meias especiais."
Fonte:
AQUI

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A ALIMENTAÇÃO DO ATLETA...


La mejor dieta para el deportista
En el deportista una dieta equilibrada tiene que suministrar la energía suficiente para cubrir todas las necesidades, y debe proporcionar todos los nutrientes en las cantidades adecuadas, teniendo en cuenta las características y necesidades individuales, y adaptando la ingesta al tipo de deporte realizado y a los entrenamientos (intensidad, número de sesiones, horario...).
Si la rueda de alimentos indica la necesidad de tomar por lo menos un alimento de cada grupo al día, para conocer las proporciones adecuadas se ha elaborado una pirámide que presenta en su base los alimentos cuyo consumo es recomendado a diario y en mayor cantidad (productos ricos en hidratos de carbono, frutas y verduras) y en el vértice los de consumo ocasional.
La mayoría de los factores que determinan el estado de salud están ligados tanto a la alimentación como a la práctica regular de ejercicio físico. Las recomendaciones del patrón adecuado de actividad física también se pueden recoger en forma de pirámide con el fin de promocionar tanto la alimentación saludable como la práctica de actividad física y deporte con el objeto de invertir la creciente incidencia de algunas enfermedades.
Alimentación y competición


• Alimentación días antes de la competición.
Durante la semana previa a la competición los dos objetivos principales son:
- Optimizar los almacenes de hidratos de carbono en los músculos y en el hígado (en forma de glucógeno) con el fin de competir con una reserva energética máxima.
- Mantenerse bien hidratados.
La preparación estará dictada por el tipo de competición a la que se acuda y la frecuencia con que se compita.
Los días previos al evento es importante que la dieta se base en una ingesta elevada de hidratos de carbono (entre 65-75%) el resto se dividirá en 15-20 % de grasas y un 10-12% de proteínas.
• Alimentación el día de la competición.
La comida horas antes de la competición
Una comida rica en hidratos de carbono tomada en las horas previas a la competición puede terminar de completar las reservas de glucógeno del organismo. El hígado, encargado de mantener los niveles plasmáticos de glucosa, para conservar su pequeña reserva de hidratos de carbono necesita que se realicen comidas frecuentes.
Los deportistas que ayunan antes de la competición (cenan poco y no desayunan) y no consumen hidratos de carbono durante la misma, tienen más posibilidades de desarrollar hipoglucemia durante la realización del esfuerzo físico.
La ingesta antes de la competición será:
- rica en hidratos de carbono,
- pobre en grasas, proteínas y fibra,
- se evitarán comidas muy condimentadas,
- hay que evitar experimentar con alimentos o platos nuevos,
- debe realizarse 3-4 horas antes de la competición, de manera que dé tiempo para realizar una correcta digestión antes de comenzar el ejercicio. En la hora previa es muy recomendable que todo alimento sea en forma líquida, porque es más fácil y rápido de asimilar.
Alimentación durante el ejercicio
Durante la realización de deportes de larga duración (más de 60 minutos) la ingesta se basa en hidratos de carbono. El objetivo es tomarlos a un ritmo de 40-60 g/hora aproximadamente, ya que ayudan a retrasar la aparición de fatiga y mantienen el rendimiento, sobre todo, en las últimas fases del esfuerzo físico.
Las bebidas deportivas (especialmente diseñadas para las personas que realizan ejercicio) son muy adecuadas porque sirven para reemplazar las pérdidas de electrolitos y de líquidos que se producen por el sudor (previenen la deshidratación), y además aportan hidratos de carbono.
Hay deportes como el ciclismo o la vela, donde es posible tomar alimentos sólidos en forma de barritas energéticas, cereales, frutas secas, plátanos, etc.
Alimentación después del ejercicio
Nada más terminar el ejercicio se recomienda tomar bebidas especialmente diseñadas para deportistas y alimentos ricos en hidratos de carbono.
El objetivo inmediato es reponer las reservas de glucógeno (hepático y muscular) y las pérdidas de líquido. Lo importante es saber elegir bien, escogiendo alimentos con un índice glucémico moderado-alto para que el reabastecimiento sea rápido.
Se recomienda tomar aproximadamente 1g de hidratos de carbono/kg de peso corporal durante las dos horas posteriores al ejercicio.
Entre las comidas adecuadas se incluyen pasta, fideos, arroz, patata cocida o asada, evitando en lo posible los alimentos grasos (frituras, rebozados, estofados), puesto que enlentecen la reposición de hidratos de carbono y pueden producir molestias gastrointestinales.
Fonte: Dra. Nieves Palacios Gil-Antuñano, Dr. Zigor Montalvo Zenarruzabeitia e Dña. Ana María Ribas Camacho, "ALIMENTACIÓN, NUTRICIÓN E HIDRATACIÓN EN EL DEPORTE", Ministério da Educação, Política Social e Desporto, Governo de Espanha, 2009.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

BLOQUEIO E CONTINUAÇÃO... POR RUI SOUSA


INTRODUÇÃO
Sistema ofensivo mais utilizado em todos os escalões do Hóquei em Patins, com mais anos de existência noutros desportos e que agora virou “moda” no nosso desporto.
Hoje, é normal ao vermos um jogo de Hóquei em Patins que este sistema apareça em muitas situações. Diríamos mesmo que em 3 movimentos ofensivos, 2 apresentam o bloqueio e continuação.
A introdução da regra dos 45 segundos, colocou este movimento em “moda”, pela necessidade de produzir vantagens ofensivas. Geralmente o movimento do bloqueio na bola aparece no início de um movimento, no final ou no encadeamento/continuidade de um ataque (planeado/CA/AR).
O bloqueio e continuação é um movimento colectivo cujas soluções ofensivas e defensivas devem ser encontradas no âmbito dos cinco jogadores que estão em campo. Entendemos que é mais uma situação complexa de 4x4 em vez de uma situação mais simplificada de 2x2.
A evolução técnica/táctica deve ser abordada de forma gradual, iniciando o seu ensino pelos aspectos técnicos fundamentais e indo em simultâneo introduzindo e ensinando a táctica individual.
Conforme o nível de jogo for maior as soluções ofensivas e defensivas têm que passar a ser cada vez mais colectivas envolvendo mais jogadores. Em termos defensivos torna-se fundamental, pois o ataque pretende criar desequilíbrios que só podem ser solucionados por defesas muito colectivas.

No entanto o domínio do 1x1 é fulcral para o êxito destas acções.
A evolução do bloqueio e continuação tem sido grande em especial em termos tácticos individuais (leitura de Jogo) e colectivos. Quanto mais elevado for o nível de jogo o Scouting é muito importante e até determinante na forma como atacamos ou defendemos.
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DEFENSIVOS
Pré-Requisitos
- Antecipar, obrigar o ataque a optar por uma solução menos ofensiva. DEFESA NÂO REAGE, AGE;
- Comunicar! Sem comunicação a vantagem é do ataque;
- Referenciar: Local em que se verifica o bloqueio e continuação;
- O timming em que ocorre - início, continuidade do ataque ou no final.
Defesa Bloqueio na Bola
- Avisar;
- Aumentar a pressão;
- Tentar passar por “cima”;
- Passar pelo meio - terceiro homem (numa área longe da baliza);
- Passar por trás - 4º homem;
- Ajudar e recuperar (alterar trajectória do portador da bola);
- 2x1- Implica rotações defensivas;
- Trocas defensivas.
Notas:
- Ajudar e recuperar e 2x1 são soluções mais elaboradas que implicam aspectos complexos da táctica defensiva;
- Existem mais formas de defender o bloqueio na bola, como por exemplo, influenciar para linha final ou ajuda interior.
OFENSIVOS
Pré-Requisitos
- Domínio dos fundamentos básicos;
- Dominar o 1x1-ser capaz de criar uma situação de golo ou assistência.
Ataque Bloqueio na Bola
- Sintonia entre o bloqueador e o jogador com bola – comunicação – “olhos nos olhos”;
- Ler a defesa (reagir aos diferentes tipos de defesa);
- Atacar a defesa;
- Bloqueador – ir rápido para os bloqueios; Procurar os melhores ângulos de bloqueio – “Fintar” surpreender a defesa;
- Jogador com bola – colocar o defensor no bloqueio para penetrar ou rematar – finta que vai para o bloqueio e penetra – mudar de velocidade/direcção;
- Decidir – passe, penetração, remate.
Tipo de finalização no remate
- O jogador com bola deve colocar o seu defensor no bloqueio, não permitindo que este passe por cima;
- O defensor quando procura passar pelo meio.
Soluções fortes
- Tiro exterior e/ou penetração;
- Bloqueador muda o ângulo do bloqueio, selando o defensor do jogador com bola;
- Defesa ajuda e recupera;
- Assistir o bloqueador;
- Penetrar pelo meio dos defensores;
- Mudar o ângulo do bloqueio;
- Atacar o lado fraco do bloqueio;
- Drible de contenção, penetrar/assistir.
Soluções ofensivas mais utilizadas no Hóquei em Patins actual
- Aproveitar o bloqueio para penetrar;
- Fintar o bloqueio directo e ir para a baliza;
- Bloqueio directo para criar lançamento;
- Bloqueio e continuação -passe e continuação;
- Finta de bloqueio e o bloqueador vai rápido para a baliza;
- Bloqueio e rebloqueio e lançamento;
- Bloqueios encadeados;
- Dois bloqueios na cabeça da área restritiva defensiva;
- Bloqueio directo, atrair a defesa e corte do 3º jogador;
- Passar pelo meio dos defensores.
Resumo
Esta forma de organização ofensiva é a mais utilizada no Hóquei em Patins de hoje.
O bloqueio na bola ensina os jogadores a ler as reacções defensivas e adoptar a decisão adequada aproveitando ao máximo uma pequena vantagem inicial.
Em minha opinião o bloqueio na bola apresenta hoje em dia três momentos de execução, com objectivos diferenciados:
1º - Bloqueio na bola inicial; início do ataque de posição para gerar um desequilíbrio defensivo e uma vantagem ofensiva.
2º - Bloqueio na bola sistemático; movimento intermédio e predeterminado num sistema ofensivo, em que procuramos uma situação de espaço - temporal ideal.
3º - Últimos segundos de posse de bola, porque é um movimento simples de realizar e que requer pouco tempo para “montar”.
Publicação Enviada por Rui Sousa, treinador da APDG Penafiel

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

NOVAS REGRAS! ASPECTOS QUE O TREINADOR DEVE TER EM CONTA...


Opinião Pessoal de Hélder Antunes

Não vou aqui "perder" uma palavra sequer em torno do “estar ou não de acordo” com as novas regras.
Para mim, na presente actualidade e de depois das Novas Regras estarem introduzidas, o mais importante é saber como potencializar os jogadores e a equipa que oriento, tendo em conta essas mesmas regras.
Pessoalmente, não tenho qualquer dúvida que do ponto de vista Físico o trabalho que até então se realizava nas equipas não poderá ser igual ao que presentemente se realiza.
Não realizei nenhum estudo cientificamente validado, mas não tenho dúvidas sobre o que afirmo. Se o jogo está mais rápido, se há menos paragens, se há menos faltas e se há 45 segundos para atacar a baliza adversária, logo o trabalho físico tem de ser adaptado e ajustado, não podendo ser o mesmo tipo de trabalho que se realizava quando o jogo era mais lento, mais faltoso, com mais paragens e sem tempo para atacar a baliza adversária.
Não se pode trabalhar hoje uma equipa do ponto de vista físico como se trabalhava à 4/5 anos atrás. Como também não se pode trabalhar da mesma forma várias equipas. Cada equipa é uma equipa e cada jogador é um jogador. Temos de ter a perfeita noção disso, pois a realidade de cada clube e da cada equipa é diferente e isso estabelece uma correlação directa com o trabalho que se realiza por parte de uma equipa técnica.
Do ponto de vista técnico, está criado o mito que o jogo actual “é para os tecnicistas”. Chega-se mesmo a afirmar que os “tecnicistas” estão mais protegidos. Quero relembrar que para o jogo ser dos “tecnicistas”, é preciso haver jogadores evoluídos tecnicamente. Todavia temos de nos lembrar que cada vez menos existem jogadores evoluídos tecnicamente e porquê? Porque uma das lacunas do Hóquei em Patins actual está na formação base dos seus praticantes, na minha opinião. E aqui poderíamos entrar num tema “enorme” de contra-senso que é a modalidade ter evoluído as suas regras para proteger os “tecnicistas” e cada vez mais os “tecnicistas” serem menos, ou seja, evoluímos as regras para proteger uma minoria. Será? (Não me alongo mais aqui).
Basta ir ao Inter-Regiões e a “olhómetro” qualquer treinador vê que de ano para ano existem menos jogadores evoluídos tecnicamente a surgirem.
Para mim, a grande evolução e o grande trabalho que terá de existir doravante nas equipas é do ponto de vista PSICOLÒGICO. Se até agora poucos davam importância aos aspectos psicológicos do treino, penso ser fulcral trabalhar-se muito bem nesta área.
Eu não tenho dúvidas que uma equipa Psicologicamente bem preparada e trabalhada, poderá tirar vantagens com estas novas regras, sob todos os pontos de vistas. Desde a situação mais simples, por exemplo “a falta de igualdade de critérios na aplicabilidade das regras de jogo por parte da equipa de arbitragem, que leva muitas vezes a que as equipas se descontrolem”, até a uma situação mais complexa de “ficar reduzida a jogar com menos 1 jogador de campo”.
Caberá a cada equipa técnica privilegiar ou não o trabalho psicológico nos seus jogadores.
Do meu ponto de vista, ao realizar uma planificação de uma sessão de treino há que colocar a componente psicológica em todos os exercícios e em tudo o que se diz e faz num treino.
Penso também ser muito mais importante o treinador ao longo da semana de treinos provocar situações reais que possam ocorrer no jogo ou nos jogos, para que se essas mesmas situações ocorrerem no jogo a sério, eles (jogadores) possam estar prontos as “dar uma resposta positiva”, do que por exemplo gastar infinitos minutos de treino na cobrança de livres directos e grandes penalidades.
Já que abordo as grandes penalidades e livres directos, sou da opinião que não se deve exagerar no tempo dispendido ao longo das sessões de treino para estas duas situações. Penso que se deve é elevar os níveis de confiança e de motivação (lá está a psicologia de novo) de um jogador que “bata” bem livres directos de remate com balanço (para mim os que mais resultam em golo) e de um outro jogador que “finte” bem, para que possamos ter 2 opções e seleccionar a melhor mediante o GR adversário.
Quanto à grande penalidade, a mesma coisa, ter sempre os níveis de confiança e de motivação (psicologia de novo) de um jogador que seja exímio a rematar à baliza sem balanço é fulcral. Somente isto no que respeita a grandes penalidades e a livres directos.
Para terminar e talvez fruto de ser um ex-guarda-redes da modalidade, faço aqui a minha ressalva ao facto de eu pensar que as novas regras da modalidade foram testadas, pensadas e introduzidas sem se pensar no guarda-redes. E mais uma vez, o guarda-redes é mais penalizado que beneficiado. Isto causa-me “estranheza cerebral”, uma vez que tanto se fala na importância do guarda-redes numa equipa de Hóquei em Patins. Será então que ele é assim tão importante?
Sob o ponto de vista do treino, penso ser importante, para além do trabalho específico de guarda-redes, realizar-se treino específico ao nível da sua velocidade de reacção, nomeadamente para as situações de defender uma grande penalidade ou livre directo.
Os guarda-redes de Hóquei em Patins (na situação da grande penalidade e do livre directo) são os únicos no mundo que têm de estar em posição estática para não dizer estátua, contraídos e há espera que o adversário execute a respectiva falta sem existir um sinal sonoro.Para finalizar, volto afirmar que o que atrás foi descrito é meramente a minha opinião e que será por aqui que devemos ir quando falamos das Novas Regras. A sabedoria popular diz que “não vale a pena chover no molhado”…

sábado, 13 de novembro de 2010

EXERCÍCIOS DE TREINO - HÓQUEI EM PATINS - VÁRIOS EXERCÍCIOS - RUI SOUSA

EXERCÍCIO 1
Jogos reduzidos: Consolidar situações de posse de bola e de defesa pressionante.
Nota: Dividindo o meio-campo em 4 zonas e colocando 2 atletas em cada zona, um com colete verde e outro com colete laranja e uma bola a circular pelas zonas em que cada jogador tem que marcar o seu e o detentor da bola tem que conseguir colocar a bola no seu parceiro de uma das outras 3 zonas, obrigando-o a desmarcar-se.
EXERCÍCIO 2
Execução de remate de meia-distância, com rotação central e remate à esquerda e à direita.
EXERCÍCIO 3

Igual ao exercício anterior só que com rotação central, outra rotação à esquerda ou à direita e remate na zona central.

EXERCÍCIO 4

Jogada de 2x0.
Objectivos: Passe e recepção; travagem ao lado do GR; enganar GR. Bola no jogador A, passe para B com deslocamento até à linha de B. Passe para A, com deslocamento até próximo da baliza. Passe de A para B (para a frente) com deslocamento até à entrada da área. B devolve a A que decide conforme o GR.
Exercícios de Treino enviados por Rui Sousa - Treinador da APDG Penafiel

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

TREINO PARA AS FÉRIAS - PROGRAMA DE TREINO PARA AS FÉRIAS - RUI SOUSA

Rui Sousa - Treinador da APDG Penafiel

Caminhar, correr ou nadar? Caminhar, com certeza, é a actividade mais fácil para a maioria das pessoas. Além de fácil é muito prazerosa, ainda mais se vocês caminharem a olhar uma bela paisagem e a respirar ar puro e livre da poluição da cidade.

Nas férias, ninguém quer passar horas a treinar, por isso montamos um programa para vocês manterem a forma. Bastam de 30 a 40 minutos, 6 vezes por semana.

Dicas Importantes:

- Façam sempre um aquecimento antes dos exercícios, alongando os grupos musculares e não esqueçam de alongar também depois das actividades;
- Caminhem e corram de ténis (sapatilhas);
- Não corram depois das refeições, nem com o sol muito forte;
- Usem protector solar;
- Bebam água ou isotônico antes, durante e depois dos exercícios.

Quanto à natação:

- Nadem com um companheiro, ou peçam a alguém para olhar por vocês enquanto vocês treinam;
- De preferência usem uma touca que facilite a vossa identificação;
- Observem o tempo, evitando ventos fortes, tempestades e correntezas;
- Nadem sempre ao longo da praia e nunca em direcção ao alto mar;
- Não consumam bebidas alcoólicas antes de nadar;
- Procurem uma zona segura onde vão treinar;
- Usem óculos e protector solar;
- Aqueçam antes, alongando os músculos, não esquecendo de alonga-los depois do treino;
- Só nadem no mar se tiverem muita segurança, caso contrário, usem piscina.

Treino A

Caminhem por 40 minutos em ritmo moderado a forte no “calçadão” ou em areia dura. Se não estiverem na praia, caminhem na rua, parque da cidade, etc.

Treino B

Na praia
Caminhem 5 minutos na areia dura, 10 minutos na areia fofa, 10 minutos com água na altura da canela, 10 minutos com água na altura das coxas e corra 5 minutos com água na altura do peito (corrida estacionária, com elevação dos joelhos e movimentos dos braços)

Noutro lugar que não tenha praia
Caminhar 10 minutos em ritmo moderado no plano; Caminhar 15 minutos subindo e descendo ruas; Caminhar 15 minutos alternando a intensidade do exercício, ex: 2 minutos em ritmo moderado, 3 minutos em ritmo acelerado ou trotando até completar 15 minutos

Treino C

Para quem quer correr

Corrida de resistência de 30 a 40 minutos em ritmo moderado (F.C. de 120 à 150 bpm) na areia dura, no “calçadão”, na rua ou parque (cuidado com ruas de terra por causa dos buracos evitando entorses).

Corrida intervalada
Corrida rápida de 30 segundos a 1 minuto e corrida fraca a moderada de 2 minutos, até completar 30 minutos. Se não aguentarem correr 30 minutos seguidos podem caminhar 2 minutos e correr 3 minutos, até completar os 30 minutos.

Treino D

Natação
Marquem uma zona de 100 metros para que saibam a distância percorrida. Aqueçam, alongando os grupos musculares. Nadem de 800 metros a 1000 metros no vosso ritmo, descansando de 30 segundos a 1 minuto a cada 100 ou 200 metros.

Treino E

5 minutos de aquecimento em ritmo suave. 800 metros alternando o ritmo a cada 100 metros de suave a rápido (de 80% à 90% da sua capacidade), com descanso de 1 minuto a cada 200 metros.

Vocês podem alternar os treinos de acordo com seu condicionamento. Se vocês correrem e nadarem, poderão praticar todos os treinos acima, fazendo um a cada dia, treinando 6 vezes por semana, repetindo o treino A entre o treino D e o treino E (ambos de natação) ou como preferirem, pois se vocês tem condicionamento para fazer todos os treinos acima com certeza tem conhecimento para variá-los.

Treino F

Para quem quer treino mais intenso.

3 x´s por semana – Mês de Julho e Agosto

- Corrida ligeira de 12 minutos;
- 3 x 20 abdominais (baixos);
- 3 x 20 abdominais (altos);
- 3 x 10 flexões de braços;
- 3 x 15 dorsais;
- 3 x 20 elevações de pernas;
- Corrida ligeira de 12 minutos;
- Alongamentos.

Para melhorar e testar a condição física de 3 em 3 treinos façam um com 30 minutos de corrida ligeira ao iniciar.

Alongamento para antes e depois das actividades físicas:

- Em pé, segurem um dos pés de encontro ao “bumbum”, alongando a parte anterior da coxa. Troquem o lado.
- Em pé, pernas estendidas, levem o tronco à frente, como se fossem encostar as mãos no chão, alongando a parte posterior das coxas, pernas e coluna.
- Subam um degrau, apoiem a metade dos pés e forcem os calcanhares para baixo, alongando a parte posterior das pernas.
- Em pé, estendam os braços à frente entrelaçando os dedos e curvando as costas. Vocês irão alongar os braços e as costas.
- Passem os braços para trás do corpo, cruzando os dedos e alongando o peito.
- Puxem o pescoço para o lado, alongando-o. Troquem o lado.
- Girem a cabeça para um lado e depois para o outro lado.
- Elevem o braço para cima e para a lateral, alongando a lateral do corpo.

* Segurem cada posição por 20 segundos.

Muitas vezes ouvimos isto "Férias são férias", no entanto nem sempre o devemos levar á letra e quem faz desporto sabe isto melhor que muita gente.
Por isso nas férias os atletas nunca devem deixar de fazer exercícios, embora com cargas baixas e onde prevaleça a descontracção e divertimento, como por exemplo, piscinas, jogar voleibol, ténis ou outros na praia, rugby etc.
Como nem sempre isso sucede deixo aqui, a todos os interessados, um plano para quem quiser utilizar durante as férias e um para última semana de férias desportivas, para que depois no inicio da pré-época seja mais fácil a adaptação aos treinos. São 30 a 40 minutos no máximo de tempo dispensado das vossas férias.Lembrem-se que a época será longa e dura, e quanto melhor preparados estivermos, menos dificuldades certamente teremos.
Fonte: Publicação gentilmente enviada por Rui Sousa - Treinador de Hóquei em Patins da APDG Penafiel

sábado, 6 de novembro de 2010

OPINIÃO DE HUGO MENESES - NOVAS REGRAS


HUGO MENESES - TREINADOR DO C.H. CARVALHOS (SENIORES MASCULINOS)


1 - Na sua opinião, quais as principais vantagens e desvantagens das novas regras do Hóquei em Patins?
Vantagens:
Diminuição da componente "defensiva", do jogo.
Menos faltas.
Menos paragens de jogo.
Jogo mais aberto e mais"ofensivo".
Mais protagonismo para os jogadores criativos
Desvantagens
Protagonismo e capacidade de decisão dos resultados desportivos, por parte dos agentes desportivos que julgam o "Jogo". (ÁRBITROS), pois muitos deles têm um desconhecimento total das regras do jogo e os que as conhecem, não as aplicam, convenientemente. principalmente nas divisões inferiores.
Algumas leis de jogo demasiado dúbias, e de interpretação pouco clara.
2 - Na sua opinião, o que ainda é necessário modificar nas novas regras do Hóquei em Patins?
Sim, é necessário ainda um ajuste e maior clareza, na determinação das faltas de equipa.
Anti-jogo - Deve ser efectuado com cronómetro electrónico, ou na falta deste cronómetro manual, à semelhança do basquetebol.
Situação de jogo onde ambas as equipas estão a jogar com 3 jogadores em simultâneo. Possibilidade de fazer entrar um jogador de campo para cada equipa.
3 - Qual a sua opinião acerca do blogue THP e da sua importância?
Este é um dos sítios de eleição, onde se pode ver artigos, opiniões de assuntos de relevado interesse, para a modalidade e inovador, no sentido de existir um blog para treinadores, facto inédito no hóquei em patins Nacional.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

OPINIÃO DE FRANCISCO VELASCO - NOVAS REGRAS


Ainda sobre a temática das Novas Regras, nomeadamente em relação às 3 questões que colocamos a vários treinadores, obtivemos recentemente a participação de Francisco Velasco. Porém a sua opinião não se remete concretamente às 3 questões por nós colocadas, mas sim por realizar uma breve descrição sobre o que algumas pessoas partilharam com o blogue THP acerca das 3 questões colocadas. Assim sendo, relembramos aqui os autores de algumas respostas e à azul e a itálico opinião de Francisco Velasco.
Às questões:
1 - Na sua opinião, quais as principais vantagens e desvantagens das novas regras do Hóquei em Patins?
2 - Na sua opinião, o que ainda é necessário modificar nas novas regras do Hóquei em Patins?
3 - Qual a sua opinião acerca do blogue THP e da sua importância?
Obtivemos as seguintes opiniões:
Francisco Velasco - (Sempre em itálico e em cor azul)
3 – O THP é mais uma contribuição valiosa para o aumento dos conhecimentos das pessoas interessadas não só pelo hóquei, como pelo desporto em geral. Artigos sobre alimentação, futsal, basquetebol, gráficos de exercícios de preparação física, bem como vídeos de soluções a aplicar na prática do hóquei, nunca serão demais e contribuirão seguramente para o enriquecimento cultural de todos nós. Desejo boa fortuna ao seu mentor.
Carlos Figueroa
1 - Ventajas:
- El juego está ahora mas abierto, antes cuando un partido se ganaba por dos goles, prácticamente estaba sentenciado… A média de golos por partida das classificações dos campeonatos dos principais países, em todos os tempos, não demonstra esta afirmação. ahora la acumulación de las faltas puede hacer que el partido se vuelva a equilibrar… será que devemos resolver os problemas que os hoquistas enfrentam por meio de faltas (decreto) ?
Los finales de los partidos tienen una connotación mas parecida la basket… basket é basket, deixemo-lo em paz…, que hasta los últimos segundos se puede resolver un partido, con lo que la emoción es hasta el último segundo… todos os desportos, inclusivamente o hóquei, têm de ser jogados até aos últimos segundos, pois existem registos de imensas partidas em que o desfecho se verificou nos últimos minutos e até segundos.
- Las grandes faltas es tan mejor castigadas con la superioridad numérica… isto é uma cópia do hóquei em gelo, o célebre power play. Pelos vistos vamos copiar tudo e adulterar, como já escrevi algures, a essência do hóquei em patins, uma modalidade sui generis !
1ª - Desventajas:
2 - Como decía suprimir las faltas de patín… Outra cópia do hóquei em gelo, parar ou ajeitar o disco com a lâmina ! Será que queremos Hóquei em Gelo sobre Patins ou jogar futebol um dia destes ?
Otra cosa que cambiaría es la portería de hockey, la haría del tamaño de las de hockey hielo… Cá estamos nós, agora de uma forma directa a pretender descaracterizar completamente a nossa modalidade, ya se han probado y cambian la participación de los porteros, que en la actualidad es decisiva… Não está provado, antes pelo contrário, os golos no hóquei em gelo têm diminuído nos últimos anos o que está a preocupar os seus responsáveis.
El portero en el hockey es un elemento que por si solo puede ganar un partido, es demasiado decisivo en el marcador de un encuentro… Parece-me que este mito se mantém. Sozinho, nenhum guarda-redes ganha jogos, e o meu tal registo mental recorda que os melhores guarda-redes do mundo sempre tiveram à sua frente os melhores jogadores do mundo! Ele é 1/5 da formação no terreno, e valem tanto as suas defesas, como os golos marcados pelos companheiros !
3 - Siempre he defendido la creación de un comité técnico de hockey patines, formado por entrenadores… Um simples aditamento: Estando de acordo neste ponto, queria deixar registado que uma proposta minha, da criação dum Comité Técnico de Hóquei em Patins inserido no CIRH, foi aprovada num Congresso em Roma, em 1983, patrocinado pelo então Presidente do Comité Olimpico, D. Juan Samaranch. Esse comité foi constituído dois anos depois, que me lembre, por jogadores espanhóis. Seria de publicar o trabalho que produziram para benefício da modalidade.
Pedro Antunes
- Desvantagens:
- Diferenças de critérios na avaliação das faltas e na mostragem dos cartões por vezes num mesmo jogo... De acordo, é um problema que a Arbitragem tem de resolver.
- Cartões azuis aos treinadores se o arbitro não sabe quem falou (mesmo que seja por vezes algum espectador que esteja perto do banco...), - não lembra ao diabo !
- Não permitir avançar com a bola para driblar o GR, na marcação dos penaltis… Acho bem que não se permita. A grande penalidade é um acto em que se põe à prova os nervos, a perícia e a precisão da seticada dum atleta e deverá ser sempre batida da respectiva marca. Vem-me à memória a situação do penalti no futebol, e imagino o marcador levar a bola para driblar o guarda-redes, ou o homem do basquete sair da marca de lançamento e ir dar um pulinho por baixo do cesto, ou o especialista do rugby levar a bola até aos postes. Não faria sentido.
- Não apitar para que os penaltis ou livres directos sejam marcados… é o cinema mudo !
- Demasiadas mudanças, que metem confusão não só ao Publico, mas também aos treinadores, árbitros e jogadores… De acordo, é o Código Penal já por mim referido algures, que os próprios legisladores se vêm à rasca para descodificar, daí as permanentes mudanças.
2 - Autorizar os Capacetes com mascara en Plexiglass, para quem se quiser proteger de alguma bolada ou sticada na cara / cabeça por acidente (proibir as mascaras com grelhas metálicas). Em todos os países e em todas as competições nacionais ou internacionais! Sei que esta opinião é muito polémica... ;-)… E é polémica. Para já, deveria ser uma proposta baseada numa estatística de traumatismos compilada ao longo dos anos, em todos os escalões etários, dos danos provocados por boladas e seticadas, que não existe. Por outro lado, temos de considerar as condições climáticas dos países de várias regiões, mesmo os temperados, como em Portugal, onde as viseiras se enevoariam, obscurecendo a visão dos atletas…
- a meu ver, deveria ser obrigatório, (decreto ?!), para todos até aos 13-14 anos de idade… (porquê nesta idade? estatísticas de incidências ? e porque encarecer mais os custos com a modalidade que afastarão os pais que os têm de suportar ? ) e depois ser facultativa mas autorizada para quem quiser. Com as regras actuais, duvido que algum jogador utilize a mascara como "arma"... Olhe que não sei, como estamos entretidos a copiar o que se passa no hóquei em gelo, lá vem o meu registo mental lembrar as cenas de pancadaria nesta modalidade, em que, às molhadas, se socam e não se magoam, tais as protecções que vestem. Cenas, essas, algumas delas orquestradas de propósito, para fazerem delirar os espectadores que também começam a rarear nessa modalidade. Mas isso é na América dos guerreiros, temos deixar os portugueses trabalhar a terra com o cajado, digo, trabalhar a bolinha com o setique e de cabeça ao sol, que nisso ele é bom !
Miguel Cristophe da Silva Moreia
Seleccionador e Treinador da Equipa de Hóquei em Patins da Universidade do Porto
1- Vantagens: Melhor organização e/ou preparação das equipas;… Será que as novas regras vão conseguir tudo isso, nos Clubes ? Nova vaga de propaganda para a modalidade… Repito, será que as novas regras vão conseguir propagandear a Modalidade ? Duvido… o que sei é que, quem não é visto na Televisão, simplesmente não existe. Se pretendermos propagandear o hóquei em patins, temos de socorrermo-nos do Boaventura Rodrigues, que através da Wall Street, fez uma cobertura magnífica do último Campeonato realizado em Wuppertal, com a pouca sorte de reflectir uma final em que, infelizmente, fomos humilhados. Mas será a persistência em apoiar esta organização, a nossa única esperança de propaganda da modalidade, porque esta não resultará da invenção de novas regras !
António Castilho
Treinador Nível 2 e Seleccionador/Treinador das selecções de HP da Associação de Patinagem do Alentejo e da equipa de iniciados do CP Beja.
2 - O problema modalidade não são as novas regras...pelo contrário, apesar de muitos quererem fazer passar essa mensagem. O problema está na pouca divulgação da modalidade a nível da comunicação social, do modalidade não aparecer nas escolas quer a nível curricular quer através do desporto escolar, das Instituições que formam profissionais ligados à área do desporto e da educação física, salvo raras excepções, incluírem nos seus currículos a patinagem ou o hóquei em patins. Mas tudo isto tem de partir da Federação e saber se quer divulgar e fazer crescer a modalidade ou se quer continuar como está… De acordo, a tristeza é que a modalidade, 20 anos atrás, era considerada curricular no desporto escolar e a Federação deixou fugir essa oportunidade, virada que estava para o “céu olímpico” ! Essa obsessão, destruiu a hipótese do desenvolvimento da patinagem pelo país inteiro, ao custo mínimo de umas placas cimentadas, nos espaços das escolas. Na altura, a Federação foi várias vezes alertada para isso. Mas não, com todo o "bréeu-béuu", foram aos Jogos Olímpicos em Espanha conquistar… nem sequer o 3º lugar ! Malapata do nosso hóquei…
Lobato Inácio
1 - De acordo
2 - O aspecto mais negativo, quanto a mim, está apenas em que o sistema de contagem de tempo seja efectuado pelo árbitro de campo… de acordo, quando deveria ser de forma automática controlado pela mesa de jogo que sinalizaria como qualquer outra situação de jogo e se possível essa contagem de tempo deveria ser mostrada no painel de controlo de tempo (marcador electrónico) do respectivo ringue… Esta é uma modalidade planimétrica, em que árbitros e jogadores têm de manter os olhares na pista e não podem estar a levantar a cabeça ou a pensar nos tempos. Copiaram isto do basquete que é uma modalidade volumétrica, um erro crasso, não funciona no hóquei em patins. Tanto quanto me parece, “decretos” de tempo para isto e tempos para aquilo deviam ser eliminados. Aliás, bati-me contra esta proposta da imposição de tempos no hóquei em patins, debatida em 1983, no local próprio, com uma argumentação suportada por várias estatísticas que não foram postas em causa, e foi definitivamente chumbada em Congresso, ao ser alertado para as implicações. Nada mudou desde então e foi péssima ideia ir repescá-la.
- E desiludam-se os arautos da espectaculosidade do jogo, não será por alterações às regras que a modalidade evoluirá, mas só com a melhoria do nível técnico individual e colectivo… De acordo !
- E ATENÇÃO ao crime que se comete com a competição de jovens com idades inferiores a 11 anos, pois se exigem desempenhos e competitividade como se de jovens adultos ou adultos se tratassem. De acordo !
- são candidatos À DESISTÊNCIA a partir dos 13/14 anos, cansados e esgotados das exigências praticadas até essa idade... De acordo… !
- O desporto qualquer que ele seja deve ser encarado com alegria e prazer, mas também com rigor, e infelizmente ou por desconhecimento ou por falta competência cometem-se verdadeiros crimes a coberto de nada… De acordo… !.
- Aí sim temos que nos debruçar e repensar o que estamos a fazer. . De acordo… !

sábado, 30 de outubro de 2010

NUTRIÇÃO - REGRAS DE ALIMENTAÇÃO


Cálculo das necessidades diárias de uma dieta saudável

Para simplificar o cálculo das necessidades diárias de uma dieta saudável, eis um quadro com indicações gerais de quanto devemos comer diariamente de cada grupo de alimentos. É importante ter uma alimentação variada porque nenhum grupo de alimentos pode por si só satisfazer as nossas carências nutricionais.
Fruta e legumes - as frutas e os legumes são óptimas fontes de ácido fólico e de potássio que ajudam a controlar a pressão arterial. As frutas e os legumes fornecessem vitaminas, minerais, fibras e valiosos compostos antioxidantes que são muito importantes na prevenção de doenças do coração e de outras doenças.
Alimentos ricos em amido - pelo menos um terço da nossa alimentação deve incluir batatas, pão, arroz, massas e cereais de pequeno-almoço. Estes alimentos constituem a base de uma dieta equilibrada. Os alimentos ricos em amido têm um baixo teor de gordura e geralmente são uma boa fonte de proteínas e de vitaminas do grupo B, minerais e fibra dietética.
Produtos lácteos - Os produtos lácteos são ricos em proteínas, vitaminas e minerais, especialmente cálcio, o qual é essencial para ossos e dentes saudáveis. É importante escolher produtos lácteos magros porque os produtos lácteos gordos contêm um alto teor de gordura total e saturada.
Carne, peixe e proteínas alternativas - Estes produtos são todos muito ricos em proteínas e são todos muito importantes na nossa alimentação do dia-a-dia. Todo o indivíduo para crescer, para desenvolver a sua massa muscular precisa de um alto valor de proteína, uma criança precisa por dia cerca de 2 a 3 gramas por quilo de peso enquanto um adulto já só necessita de 1 grama por quilo de peso. Claro que a proteína não se obtêm só nestes alimentos mas sim em todos, mas estes são sem dúvida os mais importantes.
Alimentos ricos em gordura e açúcar - Evite o mais possível os alimentos ricos em gordura e açúcar, tal como os bolos, pasteis, batatas fritas de pacote, chocolates, molhos com natas etc. Estes alimentos têm pouco valor nutricional e contribuem para o aumento de peso.
Os líquidos - são muito importantes no organismo porque cerca de 80% do nosso organismo é água, por isso devemos ingerir por dia pelo menos 8 copos de água. A água é sem dúvida a bebida ideal. Os sumos de fruta refrigerantes já têm açúcar e outros aditivos.
Conclusão: devemos comer um pouco de tudo e tentar fazer as nossas refeições o mais completas possíveis como por exemplo:Tentar que em todas as refeições entre proteína, hidratos de carbono vitaminas e minerais.
Devemos tentar comer varias vezes ao dia e pouco de cada vez repartindo a nossas refeições ao longo do dia.
Devemos fazer: pequeno-almoço, meio da manha, almoço, lanche e jantar. Assim era o ideal pois não tínhamos o problema de ficarmos cheios de fome e comer este mundo e outro ao almoço e ao jantar que é o que a maioria das pessoas faz. E outra situação que não se deve fazer é as pessoas saírem de casa de manhã sem comer nada ou com um café ou então chegarem ao café da esquina e beberem um café e comer um bolo isto é muito grave.
O pequeno-almoço é a refeição mais importante do dia por isso deveria ser a refeição onde se deveria comer melhor.Ao fazermos isto quando chegamos ao almoço comemos, comemos e isto é que engorda e nos trás problemas de saúde.
Por isso é que a nossa alimentação deve ser repartida ao longo do dia devemos comer muitas vezes e pouco de cada vez para não sobrecarregar o estômago e o organismo e não termos grandes oscilações de nutrientes no organismo.
Publicação enviada pelo Treinador de Hóquei em Patins, Rui Sousa, da APDG Penafiel, com a colaboração de uma Nutricionista