quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

"LA INICIACIÓN DEL PATINAJE ESCOLAR" - TONI SARIOL E SILVIA BECERRA - VÍDEOS 2/2

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Fonte: Antonio Sariol Vila e Silvia Nohales Becerra, "La iniciación del patinaje escolar", Edição Coservi (18-05-2009), Barcelona 2009.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

HÓQUEI EM PATINS - APONTAMENTOS PESSOAIS

No passado mês de Outubro de 2009 estive presente no IIº Simpósio Internacional de Hóquei em Patins, onde tive o prazer de partilhar informação e conhecimentos com muitos treinadores credenciados e de uma competência extraordinária…

Ao longo do Simpósio, fui retirando alguns apontamentos e nesse seguimento resolvi publicá-los aqui no blogue.
Saliento ainda que não me foi possível retirar apontamentos de todos os intervenientes, porque existiram “apresentações” que foram muito “ricas” em diálogo e troca directa de opiniões e como tal foi difícil conciliar isso com o papel e a caneta…
Estes meus apontamentos valem o que valem, mas penso que ficam bastante produtivos se soubermos reflectir sobre os mesmos.

Assim sendo, acerca da temática “A Acção do Treinador na Preparação do Jogo” registei os seguintes apontamentos:

Areces (Corunha)
“Avalio o adversário, avalio a minha equipa e faço esta avaliação de uma forma narrativa e em vídeo, sempre centrada no que quero.”
Tó-Neves (Treinador da Oliveirense)
“Tenho de conhecer bem o plantel que tenho, como reagem os jogadores, saber quais são aqueles que ajudam em campo e no balneário e ao preparar um jogo tenho também sempre em atenção os jogos que ainda faltam e quantos já fez a equipa. E claro, sempre bem sustentado nos nossos princípios de jogo.”

Pedro Nunes (Treinador do Paço d’ Arcos)
“O 1º desafio do treinador é ir à procura da sua metodologia.”
“Defendo a partilha de informação e foco-me na minha equipa em cerca de 80% e na equipa adversária em cerca de 20%.”

Quim Pauls (Ex-Treinador do FC Barcelona e actual director técnico)
“Primeiro há que ter um bom GR, que é fundamental para o desempenho vitorioso da equipa. O vídeo é importante para nos dar informações e no Barcelona temos um premissa que é «preocuparmo-nos connosco é que é importante», porque sabemos que se jogarmos bem, ganhamos.”
“No Barcelona, quando há jogos mais fáceis aumentamos o volume, as cargas, etc.”

Acerca da temática “Etapas de Formação do Jogador de Hóquei em Patins” registei os seguintes apontamentos:

João Simões (Treinador do Turquel)
“Quantos mais treinadores num clube, mais importante é existir um modelo de formação, senão cada um vai trabalhar à sua maneira.”
“É necessário adaptar o jogo à criança e não obrigar o Jovem a adaptar-se ao jogo de adultos.”

Acerca da temática “Modelo de Jogo – Estratégias Face às Novas Regras” registei os seguintes apontamentos:

Quim Pauls (Ex-Treinador do FC Barcelona e actual director técnico)
“Pressionar somente na meia-pista defensiva pode ser mais vantajoso, uma vez que pressionar alto irá provocar mais faltas de equipa. Em Espanha as equipas costumam passar para uma defesa à zona quando atingem a 8/9ª falta de equipa.”
“Quando ficamos a defender somente com 3 jogadores de campo, temos duas opções, ou jogamos com triângulo normal 2+1 onde o avançado faz lado direito e esquerdo ou invertemos o triângulo para 1+2 e movem-se mediante a linha de passe do adversário ficando sempre o jogador que está ao pé da bola parado e os outros dois é que movimentam. A nossa opção por uma destas duas é sempre em função do próprio jogo e do adversário.”
“Quando atacamos em superioridade numérica colocamos sempre um jogador a cortar por detrás de um dos defesas.”
“Uma equipa que não saiba atacar bem uma zona, o melhor a fazer é rematar de meia-distância e recuar.”
“Temos de ter sempre uma jogada de 5*4 preparada porque ao longo da temporada poderemos ter de a utilizar, nem que seja naquelas situações de desespero.”

Acerca da temática “A Importância da Preparação Física no Hóquei em Patins Face às Novas Regras” registei os seguintes apontamentos:

José Pedro Martins (Treinador de Hóquei em Patins)
“Ainda não há dados suficientes para conclusões, mas com as novas regras, talvez o hóquei fique com as seguintes características, que são: maior dinamismo/ritmo de jogo; menor tempos mortos; maior intensidade de esforço; menor violência; maior utilização dos recursos técnicos; menor disposição para o erro táctico; maior eficiência nas acções técnicas e tácticas; maior responsabilidade de todos.”
“As resistências e as velocidades poderão ser as que irão sofrer mais alterações/adaptações.”

Amândio Santos (Professor do FCDEF-UC)
“Os jogadores de hóquei têm de possuir grandes resistências aeróbias.”
“Com as regras antigas, um jogador de hóquei em patins percorria em média 16km por jogo”.
Fonte: Helder Antunes, Apontamentos in IIº Simpósio Internacional de Hóquei em Patins - Tomar, 2009

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

"LA INICIACIÓN DEL PATINAJE ESCOLAR" - TONI SARIOL E SILVIA BECERRA - VÍDEOS 1/2

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Fonte: Antonio Sariol Vila e Silvia Nohales Becerra, "La iniciación del patinaje escolar", Edição Coservi (18-05-2009), Barcelona 2009.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

ACÇÃO TÁCTICA/TOMADA DE DECISÃO

Questão:
A QUALIDADE DA ACÇÃO TÁCTICA depende da qualidade e velocidade com que se processam as 3 fases (perceber, decidir, realizar) e da justeza da resposta na TOMADA DE DECISÃO.
Caracteriza o conceito de tomada de decisão e dá exemplos concretos no plano técnico táctico no hóquei em patins.
Resposta:
“Tomada de Decisão é um processo de identificar um problema específico e seleccionar uma linha de acção para resolve-lo”.
Tomada de Decisão é o processo pelo qual são escolhidas algumas ou apenas uma entre muitas alternativas para as acções a serem realizadas.
As decisões são escolhas tomadas com base em propósitos, são acções orientadas para determinado objectivo e o alcance do mesmo determina a eficiência do processo de tomada de decisão. Para toda a acção existe uma reacção e, portanto, são as reacções que são baseadas em decisões.
Três Fases da Tomada de Decisão, são:
1- Perspectivas – aquisição e interpretação da informação pertinente produzida no jogo;
2- De Decisão – quanto ao tipo de resposta que permite superar o adversário;
3- De Execução – utilizando os procedimentos técnicos com eficácia.

Exemplos concretos no plano técnico táctico no hóquei em patins:
Situação de 2 para 1 + GR

O jogador transporta a bola, já está perto da baliza, faltam 10’’ para terminar o jogo e o resultado regista uma igualdade. O jogador (atacante com bola) tem de tomar uma das seguintes decisões:

1- Remata à baliza

2- Realiza passe ao colega

3- Enfrenta o defensor (1 para 1 + GR)

4- Segura a bola com condução de bola e não arrisca

Situação de 2 para 1 + GR

Situação idêntica à anterior, só que agora o jogador que tem de tomar uma decisão é o defensor. Nesta situação a equipa do nosso defensor está a vencer por um golo a equipa adversária, faltam 10’’ para terminar o jogo e o defensor ouve o treinador a gritar “não pode ser golo”. O jogador (defensor) tem de tomar uma das seguintes decisões:

1- Ataca claramente o jogador da bola

2- Ataca claramente o jogador sem a posse da bola

3- Fica entre os 2 adversários e já perto da baliza “esquece” o jogador que está ao 2º poste sem bola

4- Fica entre os 2 adversários e já perto da baliza decide deixar claramente o jogador da bola isolado para o seu GR

5- Recorre a uma falta fora da área

Situação de 1 para 1 + GR

O jogo está empatado, faltam 10’’ para terminar jogo. O jogador (atacante) que transporta a bola ouve o seu treinador a gritar “arrisca a fazer golo”. O jogador (atacante com bola) tem de tomar uma das seguintes decisões:

1-Remata directo à baliza (pode dar contra-ataque ao adversário)

2- Finta/Simulação ao defensor (o defensor é mais forte fisicamente)

3- "Foge" do Defensor e não arrisca a finalização

Fonte: Helder Antunes, Teste de Metodologia de Treino in Curso de Treinadores de Hóquei em Patins Nível III, FPP e FCEDF-UC, 2007.


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

PRINCÍPIOS DO TREINO DESPORTIVO - PARTE 3/3


Continuidade
O treino só produz adaptações se for realizado de uma forma sistemática, ou seja, se houver uma solicitação repetida ao longo de um período significativo de tempo.
A estabilidade das adaptações de treino depende da quantidade de carga realizada ao longo de um determinado período de tempo, mas também do tempo utilizado para as obter.
Será regra, então, que, quanto mais longo for o período de preparação, mais estáveis serão as aquisições decorrentes do processo de treino. Daí que não é possível encarar como séria uma actividade desportiva em que não esteja assegurada uma continuidade da actividade de preparação e competição.
Na realidade, o treino desportivo é um processo que se prolonga por vários anos e em que os vários elementos que são objecto de intervenção se vão integrando de modo a produzir o melhor resultado possível. É também um processo cumulativo em que cada a estimulação de treino prevista para uma dada fase se apoia nas aquisições conseguidas em fases anteriores, através do seu reforço e desenvolvimento.
A frequência de estímulos, que, na prática, se revela no número de sessões de treino por semana e no número de semanas de treino anuais depende, evidentemente, do nível de treino e da idade do atleta. Mesmo para as idades mais jovens, no entanto, uma frequência inferior a 3 sessões de treino semanais parece claramente insuficiente e não respeitar, pois, o princípio da continuidade da carga de treino.
Progressão
O efeito de uma carga de treino não é constante e imutável, ainda que se trate da sua aplicação ao mesmo indivíduo, ao longo de um período de tempo relativamente curto.
Com o aumento do estado de treino, as cargas não se revestem de igual impacto sobre a homeostase e produzem modificações cada vez menos marcadas sobre o equilíbrio bioquímico do organismo. Os fenómenos de adaptação tornam-se, assim, cada vez menos visíveis. Sem dúvida que as modificações na estrutura do treino permitem novos processos de adaptação. As cargas de treino padronizadas e com pouca variação conduzem inevitavelmente à estagnação do desenvolvimento das capacidades.
Deste modo, será progressivamente mais difícil envolver a fundo o sujeito que se prepara com continuidade e será, então, necessário procurar situações de exercício mais exigentes – no exemplo dado, aumentar a distância de corrida, aumentar a frequência semanal das sessões, mas também ir aumentando gradualmente a velocidade a que o indivíduo realiza a s suas tarefas de corrida.
De facto, um estímulo de nível constante e insuficientemente intenso perde rapidamente o seu efeito de treino – deixa de constituir uma sobrecarga. Tem que se prever, então, uma evolução dos parâmetros da carga de treino (volume, intensidade, densidade) que permita a aplicação de estímulos que provoquem a perturbação do equilíbrio interno no organismo do atleta indutor de novos processo de adaptação. A obtenção de níveis de desempenho mais elevados pressupõe, então, uma progressão da carga, ou seja, um crescimento progressivo e ajustado individualmente da dificuldade e da exigência dos exercícios de treino e do modo como são organizados e postos em sequência numa sessão de treino.
Ao longo do processo de treino, a melhoria das capacidades do atleta impõe uma constante actualização dos índices externos da carga, de modo manter níveis de sobrecarga adequados. Com efeito, a dinâmica das adaptações decorrentes do treino leva a patamares de habituação a níveis de carga (volume e/ou intensidade) cada vez maiores. Será, então, a própria relação entre índices internos e externos da carga que irá sofrendo alterações.
A curto prazo, a progressão da carga far-se-á através da alteração dos índices externos da carga, mantendo níveis de stress sobre o organismo elevados e individualmente ajustados. A médio ou longo prazo, procedem-se muitas vezes a alterações nas várias componentes da carga que levam a ênfases diferenciados nos vários sectores de preparação, constituindo, também, formas de progressão da carga. É exemplo desta situação o crescimento relativo da intensidade de treino com o aumento da especialização e da experiência de um atleta.
Ciclicidade
A ciclicidade da carga tem a ver com a sua repetição sistemática a intervalos de duração variável. A forma típica de distribuição da carga ao longo do tempo é a de uma alternância cíclica. A alternância indica a existência de uma sucessão de cargas que mudam de natureza e de grandeza periodicamente.
Ambas estas características dependem da etapa de preparação da época, da intensidade e do volume da carga e da capacidade motora a desenvolver.
O que é então alternado?
- A preparação geral e a preparação especial e específica.
- As capacidades motoras que se estão a trabalhar com maior profundidade – força e resistência, por exemplo.
- As sessões ou os períodos de preparação mais longos de grande nível de carga com outros de nível de carga baixo ou moderado.
- O volume e a intensidade da carga.
A alternância dos estímulos garante uma construção multilateral e completa, a ciclicidade garante a repetição e, primeiro, o crescimento, depois, a manutenção da grandeza da carga, consequentemente, da variação e desenvolvimento das capacidades motoras e da execução técnica do atleta.
Na prática, isto corresponde a manter o nível de desenvolvimento geral das aptidões do atleta através da aplicação de cargas que se vão alterando constantemente devido à utilização de uma multiplicidade de exercícios de características diferentes mas que, graças a um planeamento cuidadoso, vão contribuindo coerentemente para a finalidade de controlar a evolução da curva de forma do atleta de modo a que ele esteja em condições de realizar um desempenho competitivo máximo na altura devida.
O carácter cíclico da carga vai-se acentuando com a idade e a especialização progressiva do atleta.
Individualização
A supercompensação, referente aos aspectos metabólicos do desempenho, tem uma variabilidade relacionada com as características de cada indivíduo, do seu nível de preparação e experiência de treino, da sua idade, do estado de saúde e de outras condições.
A individualização da carga só é possível se houver a possibilidade de se realizar uma relação carga externa – carga interna óptima. Isto significa que eu tenho que conhecer o atleta ao ponto de saber qual o impacte interno que certos exercícios têm nele, assim como saber prever com bastante segurança quais os níveis de carga (volume e intensidade) ideais para solicitar o desenvolvimento de uma qualquer qualidade ou capacidade.
Cada atleta tem um limite individual de adaptação para cada tipo de carga de trabalho ou de treino, o qual se vai alterando com a idade, de forma que aumenta até que o sujeito alcance o desenvolvimento máximo e maturação, mas que diminui com o envelhecimento.
Verkhoshansky (2002) afirma que todos os indivíduos possuem, momento a momento, uma capacidade diferente de adaptação em correspondência com as possibilidades de resposta aos estímulos de treino, designando-a por reserva actual de adaptação.
A amplitude do potencial de desenvolvimento não se mantém constante ao longo da juventude e do início da idade adulta, e as alterações provocadas pelo treino realizado em etapas anteriores da vida criam bases de trabalho diferenciadas de atleta para atleta.
A reserva de adaptação marca os limites de progresso próprios de cada atleta ao longo do processo de preparação. A reserva de adaptação actual está determinada pelo grau de desenvolvimento que o atleta ou o sistema alcança num determinado momento concreto da vida do desportista.
À medida que aumenta a capacidade de desempenho, decorrente do efeito das cargas de treino e da prática competitiva, diminui a reserva potencial de treino, embora simultaneamente aumente a aptidão para a suportar níveis superiores de carga (acréscimo do factor cargabilidade) sem que isso provoque danos no organismo do atleta. Este processo evolutivo desemboca numa situação em que, para um determinado nível de carga, a fadiga será menor e a recuperação mais rápida e eficaz, apesar deste passo não constituir garantia de incremento no desempenho competitivo.
Fala-se numa tendência para a redução da margem de evolução do atleta com os anos de treino, que parece ser uma característica comum a todos os sectores de solicitação no âmbito do treino físico. O grau de evolução do desempenho e dos vários factores do preparação que se consegue como resposta às cargas de treino varia radicalmente com o nível de experiência e de anos de trabalho de cada atleta.
A taxa de evolução nas diferentes qualidades físicas vai, portanto, sendo progressivamente menor, tornando mais premente a dinâmica de progressão das cargas.
É normal a ocorrência de fases de estagnação, de planaltos na curva de desenvolvimento dos diferentes índices dinâmicos do desempenho ao longo dos anos de treino.
Atletas jovens em fase de iniciação ao treino de força podem usufruir de ganhos muito significativos em períodos curtos de tempo, 20 a 30 % em apenas 4 a 5 semanas, enquanto que atletas com vários anos de trabalho muscular sistemático necessitarão de períodos de 8 a 10 semanas para obter aumentos de força de 2 a 5%!
No jovem existe, assim, a tendência para as respostas adaptativas ao treino serem mais rápidas, o que pressupõe uma reacção de supercompensação dos vários mecanismos fisiológicos subjacentes às capacidades físicas de carácter mais imediato.
A relação entre as características das cargas aplicadas e as possibilidades da sua ssimilação por parte do atleta tem então que ser cuidadosamente ponderada em todas s etapas do processo de treino. Existe, no âmbito do treino desportivo, a tendência de e reproduzir ou mesmo copiar os programas de treino dos atletas de sucesso, com a suposição ingénua de que tal procedimento levará a resultados semelhantes.
Tal não acontece, no entanto, na maior parte dos casos, podendo levar a situações críticas de inadequação das cargas propostas às capacidades e características de um atleta.
Multilateralidade
O princípio da multilateralidade ou da polivalência na preparação desportiva indica que é fundamental que esta seja vista como um processo a longo prazo que assente em bases alargadas de aquisições de modo a que, quando chegar a altura de promover uma preparação específica para uma dada competição o atleta possua um potencial de desenvolvimento superior.
A multilateralidade diz respeito a todos os factores do desempenho desportivo, às
capacidades motoras, à habilidade técnica e ao saber táctico, às qualidades psíquicas.
Um desenvolvimento unilateral reduz as capacidades de evolução posteriores do atleta, principalmente se é iniciado numa idade jovem.
Com o respeito por este princípio pretende-se cumprir os seguintes objectivos:
- Um desenvolvimento harmonioso do ponto de vista somático, ou seja, promover o fortalecimento de todos os grupos musculares do corpo.
- Impor uma solicitação equilibrada das várias capacidades físicas – impedir uma evolução de um atleta que redunde na posse de fortes massas musculares mas lacunas evidentes de flexibilidade ou sem base de resistência, por exemplo.
- Fomentar uma relação sólida e óptima entre aperfeiçoamento técnico e desenvolvimento das capacidades motoras.
- Procurar novas formas de preparação que promovam a melhoria do desempenho.
- Necessidade de evitar a monotonia das cargas de treino sempre iguais, o que constitui um risco muito provável de aparecimento de estagnação na evolução, favorecendo, igualmente, o aparecimento do sobretreino.
- O aperfeiçoamento de elementos que podem contribuir para o sucesso competitivo mas que não são suficientemente importantes para serem objecto de uma solicitação específica regular.
- Obter do atleta a máxima capacidade de suportar a carga de treino, o que implica a existência prévia de uma grande variedade de estímulos de treino uma base alargada de capacidades e aptidões.
A multilateralidade surge ainda como uma das regras básicas do treino no atleta jovem, sendo considerada como uma condição necessária para uma formação desportiva adequada, o que será desenvolvido no âmbito desta temática.
Fonte: http://www.fmh.utl.pt/

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

PRINCÍPIOS DO TREINO DESPORTIVO - PARTE 2/3



Reversibilidade
O organismo humano, apesar de níveis elevados de redundância, próprios de todos os seres vivos, apresenta um grau elevado de eficiência e economia. O ferro e os constituintes proteicos dos milhões de células sanguíneas que colapsam diariamente são uase completamente re-utilizados para a montagem de novas células. As proteínas que e tornam desnecessárias deixam de ser sintetizadas, assim como a sua retenção.
A consequência do dinamismo das estruturas orgânicas para o atleta é a rápida eversibilidade das adaptações de treino uma vez interrompida a actividade sistemática e preparação. O músculo esquelético hipertrofia como resposta a um determinado de ctividade regular e contínua e atrofia quando o treino para. Do mesmo modo, os anhos em mobilidade articular obtidos e mantidos ao longo de vários meses de treino egular de flexibilidade perdem-se com a interrupção dos respectivos exercícios.
Todas as alterações do organismo conseguidas através do treino têm uma duração efinida. Isto significa que são transitórias e necessitam de um trabalho contínuo de solicitação para se manterem. É claro que há adaptações mais duradouras que outras, como veremos já de seguida.
Acontece, também, que muitas das adaptações de treino, principalmente aquelas provenientes dos efeitos acumulados da carga, que implicam alterações estruturais no organismo, têm um certo grau de permanência e, mesmo após períodos relativamente prolongados de destreino, não retornam exactamente ao nível inicial.
No entanto, níveis elevados de capacidade de desempenho necessitam de uma solicitação contínua dos seus factores determinantes sob pena de ocorrer perda de uma ou mais capacidades e o consequente abaixamento da forma desportiva, ou seja, da capacidade de realizar boas marcas em competição.
O princípio da reversibilidade do treino declara que, do mesmo modo que a actividade física regular resulta em adaptações fisiológicas determinadas que permitem melhores desempenhos desportivos, assim interromper ou reduzir de um modo importante o nível de treino leva a uma reversão parcial ou completa destas adaptações, comprometendo a apacidade de desempenho anteriormente mostrada.
Durante um período de interrupção da actividade em atletas bem treinados observam-se lguns efeitos no desempenho, designados por destreino, e que constituem processos de eversão das adaptações orgânicas provocadas pelo exercício sistemático. Os efeitos mais óbvios são a rápida redução do VO2max, do desempenho aeróbio e do limiar anaeróbio. Isto poderá estar dependente da dinâmica das alterações na actividade enzimática e no volume sistólico (Coyle et al., 1984). Um decréscimo de 12% no volume sistólico pode ocorrer após 2 a 4 semanas de destreino, sendo acompanhado por um decréscimo da actividade das enzimas oxidativas mitocondriais SDH e oxidase citocrómica (Wilmore & Costill, 1999).
Em atletas de nível de treino elevado, a densidade capilar mantém-se elevada durante mais tempo, até às 12 semanas, e a densidade mitocondrial só estabiliza à 8ª semana de destreino, mantendo-se, no entanto, acima dos valores pré-treino. Assim, após 2 meses de paragem, os atletas de fundo perderão grande parte mas não a totalidade das suas adaptações funcionais.
A perda das adaptações anaeróbias é mais lenta. No que diz respeito às enzimas chave do processo glicolítico, foram registadas diferenças mínimas da sua actividade mesmo após perto de 3 meses de destreino. Isto não significa que o desempenho não sofra quebras significativas, pois este depende de muitas outras variáveis (Mujika & Padilla, 2000).
É provável que muitos atletas consigam manter o fundamental das suas adaptações aeróbias durante um período longo de tempo apesar de uma redução significativa da carga de treino. Para que isso aconteça, será conveniente manter alguma estabilidade ao nível da intensidade, reduzindo-a não mais de 20%, preservar uma frequência de treinos semanais ainda importante (não reduzir mais de 30%, ou seja, repousar 2 a 3 dias por semana em vez de um) e, deste modo, reduzir significativamente o volume, até 70-80% do que o atleta vinha fazendo no período imediatamente anterior.
Heterocronismo
O heterocronismo manifesta-se pela diversidade da duração inerente ao processo de evolução das diferentes componentes do desempenho, em função das transformações ocorridas no orga nismo decorrentes da solicitação selectiva de órgãos e sistemas pelas cargas de treino (Verkhoshansky, 2002).
Existem capacidades que necessitam de um tempo longo de estimulação para que ocorra supercompensação, enquanto outras reagem num período de tempo relativamente curto.
Por exemplo, a resistência aeróbia exige, pelo menos, 20 a 40 dias de solicitação sistemática para atingir valores elevados, enquanto que algumas adaptações neuromusculares, como a força rápida, podem sofrer acréscimos importantes num período de tempo mais restrito.
Este fenómeno representado pelos tempos diferenciados exigidos por cada capacidade para que se atinjam níveis de adaptação importantes, é designado por heterocronismo das funções biológicas.
O seu conhecimento, pelo menos nos seus traços gerais, é fundamental para uma correcta programação do treino, principalmente ao nível da construção da semana de treino (o microciclo) como da concepção da distribuição das cargas de diferente natureza ao longo da época competitiva de modo a conseguir efeitos máximos e conjugados de adaptações que terão que estar presentes nos momento mais importante em termos competitivos, ou seja, nos chamados “picos de forma”.
Alguns exemplos que ilustram o heterocronismo das funções biológicas, dizem respeito ao tempo de compensação e restabelecimento de alguns processos metabólicos:
- A fosfocreatina, composto energético muscular de utilização imediata e que permite a realização de trabalhos muito intensos e de curta duração, reconstitui-se parcialmente, mas numa percentagem elevada, no músculo até aos 30 minutos de recuperação.
- O glicogénio muscular, fonte energética para todos os desempenhos de duração superior a alguns décimos de segundo até a uma duração de 1 hora, pode ver as suas reservas corporais reconstituídas apenas 2 a 4 horas após o esforço, embora para esforços de longa duração esse prazo possa prolongar-se até às 48 horas.
- O metabolismo das proteínas, ou seja, das componentes estruturais do músculo, entre outros, necessita de um período de 36 a 48 horas para restabelecer um equilíbrio médio.
O heterocronismo dos processos de recuperação e de supercompensação das várias capacidades e funções fisiológicas, surge também na velocidade com que as adaptações se perdem com a interrupção ou a diminuição da carga de treino, temática já referida no âmbito do princ ípio da reversibilidade.
Por outras palavras, a relação existente entre tempo de aquisição e tempo de regressão depende de capacidade para capacidade. As aquisições técnicas são aquelas que parecem ser mais estáveis, podendo durar para toda a vida, independentemente do nível das capacidades físicas.
Por outro lado, pode-se considerar como uma regra geral que as capacidades mais facilmente treináveis, ou seja, aquelas cuja evolução é mais rápida em resposta aos estímulos de treino, são também as que se perdem e recuperam com maior facilidade.
Neste contexto, podemos afirmar que:
- as cargas de grande volume e de pequena intensidade têm um efeito de treino mais prolongado;
- as cargas de grande intensidade e de pequeno volume têm um efeito mais breve;
- as aquisições que levam mais tempo a ser obtidas, mantêm-se durante mais tempo;
- o decréscimo dos efeitos da adaptação da carga será tanto maior quanto menos
consolidados estiverem os níveis de adaptação.
Princípios Metodológicos do Treino Desportivo
O conhecimento dos objectivos do treino e da lógica que está na base da relação cargarecuperação- adaptação permite definir alguns princípios relativos à distribuição da carga de treino.
Relação óptima entre o exercício e o repouso
O exercício físico, através da estimulação eficaz que realiza sobre o organismo de um atleta, está na origem dos efeitos de treino. A carga, ou seja, o conjunto organizado de exercícios de treino, é o factor complexo e global que provoca as adaptações ou efeitos crónicos do treino.
Mas a carga e os seus efeitos devem ser considerados em ligação directa com os processos de recuperação.
A identidade da carga e a sua natureza sofrem modificações com a variação dos tempos de recuperação que lhe estão associados.
A dinâmica carga-recuperação é uma das chaves da totalidade do processo de treino, o que significa que, tal como a carga de treino tem que ser adequada e ajustada individualmente, também a natureza e a duração dos períodos de recuperação deverá ser cuidadosamente pensada, de modo a tornar óptimo o rendimento do atleta em todas as circunstâncias.
O efeito de uma relação entre carga e recuperação poderá ser a acumulação de fadiga que se pode tornar, em certos casos, como um fenómeno crónico, ou seja, de natureza patológica.
A fadiga crónica provocada pelo treino, também chamada de sobretreino, estado que implica uma incapacidade de adaptação e superação por parte do atleta, com o consequente abaixamento da capacidade de desempenho em treino e competição e consequentes efeitos psicológicos de desmotivação e tendência para o abandono da modalidade, tem como principal razão uma deficiente gestão dos tempos de esforço e de recuperação, ou seja, um mau planeamento do treino.
Uma boa prática de treino engloba tempos de recuperação adequados: suficientemente longos para permitir ao organismo reorganizar-se, adaptando-se, mas não tão longos que provoquem o retorno do organismo a níveis de resposta anteriores.
O princípio da relação óptima entre o exercício e o repouso diz respeito á determinação do tempo de intervalo mais conveniente entre a aplicação de dois exercícios ou de duas sessões de treino.
O tempo de recuperação entre a aplicação de duas cargas de treino é determinado pela mútua relação entre os processos de fadiga e o restabelecimento das capacidades funcionais do organismo.
Consoante a fase da época, não será necessário exigir uma recuperação completa entre cargas, antes pelo contrário, muitas vezes procurar-se-á a acumulação dos efeitos de treino e a manutenção do atleta num estado de fadiga controlada. No entanto, temos que nos assegurar que esse nível de fadiga nunca se torne excessivo nem se prolongue por demasiado tempo, senão corremos o risco de provocar a degradação das potencialidades do praticante, tendo o treino um efeito negativo e perdendo, assim, toda a eficácia.
A aplicação de cargas em intervalos óptimos provoca a melhoria progressiva das potencialidades do atleta.
Fonte: http://www.fmh.utl.pt/

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

PRINCÍPIOS DO TREINO DESPORTIVO - PARTE 1/3



Os exercícios e o planeamento do treino devem obedecer a um conjunto de princípios de carácter biológico e metodológico que visam orientar a actividade prática no sentido de uma melhor eficácia na sua aplicação.
Princípios biológicos do treino desportivo
Os princípios biológicos do treino decorrem, como se verá facilmente, dos fenómenos da adaptação e da supercompensação inerentes à aplicação de uma carga de treino.
Sobrecarga
O exercício de treino só poderá provocar modificações no organismo dos atletas, melhorando a sua capacidade de desempenho, desde que seja executado numa duração e intensidade suficientes que provoquem uma activação óptima dos mecanismos energéticos, musculares e mentais.
Implícita na própria noção de “adaptação de treino” está a ideia de que apenas estímulos que perturbem de uma maneira importante o equilíbrio metabólico ou de regulação de uma determinada função serão indutores do processo de reorganização interna conducente ao surgir de uma capacidade de resposta superior.
Deste modo, para que haja desenvolvimento de capacidades, o músculo ou o sistema visados, terão que ser solicitados para níveis de actividade não habituais.
Uma carga de treino que procura efeitos máximos de adaptação terá que provocar perturbar o equilíbrio interno de um modo significativo, terá que constituir um factor de stress físico relevante. A ultrapassagem deste limiar criado pelas rotinas de treino será tanto mais difícil quanto mais evoluído for o estado de treino do atleta, daí a procura de cargas mais exigentes, pela sua quantidade, intensidade ou frequência, mas também pela sua especificidade e /ou carácter selectivo.
Assim, por exemplo, se a prescrição do treino da força para um determinado indivíduo for realizar 5 repetições máximas (5 repetições com o máximo de carga possível) e se, na realidade, o peso levantado já não corresponder a essa intensidade, mas possibilitar a realização de, por exemplo, 8 repetições, então os músculos não serão sujeitos a sobrecarga e os efeito do treino não serão os esperados, ou seja, poderá permitir a manutenção de aquisições anteriores, o que é uma estratégia de treino possível, em determinadas circunstâncias, mas falhará o alvo se a intenção for o desenvolvimento da força.
O mesmo se passará com o treina da resistência aeróbia. Para um atleta de fundo, treinar na zona do limiar anaeróbio é condição fundamental para aumentar a sua capacidade de desempenho a nível competitivo. Se as velocidades de corrida não acompanharem a evolução ocorrida nas adaptações aeróbias e neuromusculares provenientes das semanas anteriores de treino, as cargas tornar-se-ão irrelevantes para o fim em vista.
A noção de sobrecarga implica a adequação das cargas de treino a par e passo com a mutação constante da capacidade máxima do indivíduo, ou seja, leva à organização de uma progressão dos exercícios de treino no que diz respeito às componentes da carga, noção que será explicitada mais à frente (princípio metodológico da progressão das cargas de treino).
Compreender o princípio da sobrecarga exige levar em consideração o facto de o processo de adaptação ao treino incidir e reorientar a dinâmica de renovação contínua das estruturas biológicas. O organismo está em constante deterioração e reparação.
Algumas células, como os eritrócitos, circulam no sangue durante aproximadamente 120 dias, sendo então removidos por macrófagos do sistema reticulo-endotelial (ou sistema mononuclear fagocitário). Outras células, como as fibras musculares, têm uma duração longa mas mantêm-se em constante regeneração endógena.
O estímulo de treino provoca danos específicos em alguns tecidos e provoca o desgaste das reservas celulares (substractos energéticos, água, sais minerais, etc.). Quando finalizamos uma sessão de treino e saímos do campo, da pista, ou da piscina, não estamos mais aptos mas mais fracos. O grau de debilidade relativa atingido depende da quantidade e da exigência do exercício. Após a sessão, no entanto, se for proporcionado um tempo adequado de recuperação, o organismo ajustar-se-á através do processo de supercompensação e preparar-se-á, deste modo, para o próximo estímulo ou conjunto de estímulos.
Existe um nível de carga óptimo, em cada situação, para cada atleta, que será aquele que melhor estimulará o organismo no sentido de obter as adaptações desejadas. A regra deverá ser de realizar o menor treino possível que permita atingir os objectivos em vista.
O treino não é, assim, um fim em si próprio mas um conjunto de procedimentos considerados necessários para elevar a capacidade de desempenho competitivo.
Um nível de carga excessivo é aquele que ultrapassa a capacidade de resposta do atleta nesse momento, implicando níveis muito elevados de fadiga, desmotivação e, muitas vezes, abandono da modalidade.
Níveis de carga fracos não têm provavelmente qualquer efeito. No entanto, por vezes é conveniente aplicar cargas deste tipo como recuperação activa ou por outras razões.
Existe, no entanto, um nível médio, inferior ao óptimo, que é muito utilizado em treino em tarefas variadas de estabilização das aquisições e do nível de fadiga atingido. Pode-se dizer que os níveis de carga médio e óptimo alternam constantemente e constituem a quase totalidade da estimulação de treino.
Especificidade
A natureza da carga associada a um determinado exercício condiciona os sistemas solicitados, a tipologia de recrutamento muscular e a resposta neuroendócrina envolvida. O núcleo central da resposta do organismo a uma carga de treino passa por 4 níveis básicos (Viru, 1996): a estrutura muscular utilizada, a resposta hormonal específica, a activação selectiva de orgãos e sistemas e o controlo (directo ou indirecto) do movimento por parte do sistema nervoso central.
Um exercício de treino tem sempre um impacto definido no organismo do atleta, que depende das suas características no que diz respeito à sua estrutura (movimentos utilizados) e às componentes da carga que lhe estão associados (volume e intensidade, fundamentalmente).
A partir do momento em que o treino desportivo passou a ser considerado como um sistema de implicação global integrando muitos e variados elementos de uma forma estruturada e progredindo para objectivos claramente enunciados, a orientação que a ele preside passou a constituir-se a partir da preocupação da adequação do exercícios ao sistema energético e ao gesto desportivo utilizados no desempenho competitivo.
O princípio da especificidade é aquele que impõe, como ponto essencial que o treino deve ser concebido a partir dos requisitos próprios do desempenho desportivo em termos de qualidade física interveniente, sistema energético preponderante, segmentos corporais e coordenação motora utilizados.
Este princípio reflectir-se-á em duas amplas categorias de fundamentos fisiológicos: os aspectos metabólicos e os aspectos neuromusculares.
De acordo com o princípio da especificidade, as adaptações decorrem das características espacio-temporais do movimento realizado ou seja, dos grupos musculares mobilizados e dos ângulos articulares utilizados mas também da intensidade do exercício com a solicitação metabólica que lhe é inerente.
Daqui decorre, naturalmente, que um exercício para o desenvolvimento da força terá uma estrutura diferente de um exercício para a estimulação da velocidade máxima. A estrutura do movimento utilizado num exercício determina, então, sobre que músculos incidirá o estímulo de treino, em que grau de importância e qual o tipo de recrutamento dos vários tipos de fibras musculares (desempenho neuromuscular).
Em grande parte das disciplinas desportivas, o treino da força muscular é parte integrante dos programas de treino, com o intuito de contribuir para a evolução do desempenho competitivo. Para que o aumento da força tenha um impacte real no desempenho, no entanto, teremos que assegurar que, pelo menos, parte desses exercícios se aproximem das condições próprias de execução do ponto de vista muscular e energético. Só assim poderemos assegurar, para a totalidade do programa de preparação, níveis elevados de transferência das adaptações metabólicas e neuromusculares conseguidas para a eficácia do gesto técnico usado na competição.
Esta será uma preocupação constante de todos os treinadores em qualquer modalidade desportiva.
Dominar o princípio da especificidade na construção de exercícios de treino significa adequar a estrutura e as componentes da carga aos objectivos definidos para esse mesmo exercício.
Neste sentido, é necessário trabalhar com zonas de intensidade bem definidas, estimulando adequadamente os vários sistemas energéticos, as capacidades do atleta que se pretendem desenvolver – a força, a velocidade, a resistência ou a flexibilidade, nas suas várias subdivisões – ou, a outro nível, a técnica e a preparação táctica para uma competição.
Fonte: http://www.fmh.utl.pt/