sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

SEXO E DESPORTO


Uma vez que esta semana tivemos mais visitas ao blogue THP que o habitual devido à publicação "SEXO ANTES DA COMPETIÇÃO", resolvemos publicar mais um artigo neste âmbito.
O sexo como acto por si só tem poucos ou nenhuns efeitos na performance competitiva. Não são as relações sexuais que prejudicam a performance, é a falta de sono, as noitadas ou, ironicamente, a própria procura de sexo. Está cientificamente comprovado que o tempo de repouso é essencial a uma boa performance desportiva. Por outro lado e devido à ausência de certezas científicas, a relação entre a abstinência sexual e o desporto de alta competição, é fonte de crendice e discussão.
À semelhança dos mitos criados em volta da sexualidade, muitos foram os argumentos utilizados, ao longo dos séculos, a fim de proibir as relações sexuais antes das competições. Para os gregos sémen era força e vida, devia ser preservado e não desperdiçado. Mais tarde, na época medieval, um herói devia ser abstinente, permanecer puro para conseguir vitórias; a ausência do prazer sexual despertava uma maior agressividade e consequentemente uma melhor performance desportiva.
Mais recentemente foram desenvolvidos alguns estudos relativamente à testosterona, hormona potencial do desempenho atlético, resistência e capacidade física. Sabe-se que os níveis da testosterona diminuem temporariamente após as relações sexuais. Mas será a actividade sexual assim tão corrosiva do equilíbrio calórico? Na realidade, a energia despendida não atinge elevados níveis calóricos e o sexo pode ser uma estratégia anti-stress, um meio de aliviar a pressão característica dos desportos de alta competição.
Estes são alguns dos aspectos físicos desta problemática sendo também necessário ter em consideração os aspectos psicológicos que variam consoante o atleta e a sua maneira de lidar com a própria sexualidade. Quando falamos de futebol ou de qualquer outra prática desportiva de equipa é importante pensar que as vésperas das competições são caracterizadas por uma rotina preparatória que visa fortalecer a unidade em torno da equipa. Se pensarmos exclusivamente na grandiosidade do mundo do futebol e do impacto do jogo e do negócio, conseguimos compreender a exigência de uma excelente forma competitiva a nível individual, mas também em termos de equipa.
Claro que se podem evitar exageros como obrigar contratualmente os jogadores à abstinência. Não se deve punir por lei a prática de um dos actos mais instintivos e naturais, mas também é preciso compreender e respeitar regras e limites. Tal como nos esforçamos por trabalhar em equipa, dividir tarefas, respeitar horários de trabalho, cumprir objectivos, horas de formação, assim como todos assumimos responsabilidades inerentes ao nosso trabalho - o mesmo se espera destes desportistas de alta competição.
A vida sexual faz parte da esfera do privado, da vida pessoal e da gestão que cada um faz dela. Limitar ou proibir será desresponsabilizar os atletas. O treinador terá um papel importante no aconselhamento, mas caberá ao atleta o bom senso na gestão do que é a sua vida privada e de que modo ela interfere na sua vida profissional.
Fonte: Artigo retirado de http://www.educacao.te.pt/. AQUI

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

SEXO ANTES DA COMPETIÇÃO



Sexo antes da competição - Expresse a sua opinião votando na sondagem que o blogue THP está a levar a efeito. Ir à coluna do lado direito do blogue THP para votar.
O que pensar da actividade sexual em vésperas de competição?
Sempre foi hábito, e ainda hoje o é, de aconselhar os atletas a abstinência sexual, enquanto estiverem envolvidos em competições ou em fases de treino muito intenso. Este é daqueles conselhos que aparecem perdidos no tempo e ninguém sabe onde e quando tiveram origem, apenas se sabe que foi assim que aprenderam com os seus antecessores.
Efeitos
O sexo como acto por si só tem poucos ou nenhuns efeitos na performance competitiva. Não são as relações sexuais que prejudicam a performance, mas sim a falta de sono, as noitadas ou, ironicamente, a própria procura de sexo.
Está cientificamente comprovado que o tempo de repouso é essencial a uma boa performance desportiva. Por outro lado e, devido à ausência de certezas científicas, a relação entre a abstinência sexual e o desporto de alta competição, tem sido alvo de discussão.
Mitos
À semelhança dos mitos criados em volta da sexualidade, muitos foram os argumentos utilizados, ao longo dos séculos, a fim de proibir as relações sexuais antes das competições. Para os gregos, sémen era força e vida, devia ser preservado e não desperdiçado.
Mais tarde, na época medieval, um herói devia ser abstinente, permanecer puro para conseguir vitórias; a ausência do prazer sexual despertava uma maior agressividade e, consequentemente, uma melhor performance desportiva. Mais recentemente foram desenvolvidos alguns estudos relativamente à testosterona, hormona potencial do desempenho atlético, resistência e capacidade física. Sabe-se que os níveis da testosterona diminuem temporariamente, após as relações sexuais.
Mas será a actividade sexual assim tão corrosiva do equilíbrio calórico?
Na realidade, a energia despendida não atinge elevados níveis calóricos e o sexo pode ser até uma estratégia anti-stress, um meio de aliviar a pressão característica dos desportos de alta competição. É óbvio que o exagero também pode ser prejudicial dado que as reservas de energia têm limites e a influência positiva que a prática de sexo possa ter, passa a ser negativa.
Abstinência, Sim ou Não?
Estes são alguns dos aspectos físicos desta problemática, sendo também necessário ter em consideração os aspectos psicológicos que variam consoante o atleta e a sua maneira de lidar com a própria sexualidade. Claro que se podem e devem evitar exageros como obrigar à abstinência, pois esta pode ser prejudicial, dado que as reservas de energia têm limites e a influência positiva que a prática de sexo possa ter, passa a ser negativa.
Não se deve punir por lei a prática de um dos actos mais instintivos e naturais, mas também é preciso compreender e respeitar regras e limites. Tal como nos esforçamos por trabalhar em equipa, dividir tarefas, respeitar horários de trabalho, cumprir objectivos, horas de formação, assim como todos assumimos responsabilidades inerentes ao nosso trabalho - o mesmo se espera dos desportistas de alta competição.
A vida sexual faz parte da esfera do privado, da vida pessoal e da gestão que cada um faz dela. Limitar ou proibir será desresponsabilizar os atletas. Apesar da actividade sexual antes da competição dar uma maior confiança ao atleta, vantagem esta que está associada à libertação da dopamina e da testosterona, o treinador terá um papel importante no aconselhamento. No entanto, caberá ao atleta ter o bom senso na gestão do que é a sua vida privada e de que modo ela interfere na sua vida profissional.
Fonte: http://www.surflower.com/index.asp?id=109&str=Artigos&str1=Intimidades

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O "STRESS" COMPETITIVO

Segundo JONES e HARDY (1990) o desempenho esportivo resulta da combinação de três fatores: fisiológicos, biomecânicos e psicológicos.

Os fatores fisiológicos, de maneira geral, são aqueles relacionados aos aspectos da preparação física que permitem suportar as diferentes cargas de exigência física dos eventos competitivos. Os fatores biomecânicos referem-se à execução dos gestos específicos de cada esporte (fundamentos), dentro de padrões técnicos considerados aceitáveis para o nível do atleta. Já os fatores psicológicos são aqueles que podem interferir no desempenho, independentemente do grau de preparação física e técnica do atleta. Apontam para questões pessoais e/ou coletivas que completam o quadro necessário para uma boa preparação individual, com reflexos na equipe, quando o esporte assim requerer.

De uma maneira geral há diversos aspectos psicológicos que podem ter influência sobre o desempenho de atletas. Entre eles podem ser citados: motivação, ansiedade, atenção, concentração, agressividade e, obviamente, o “stress”.
Sob o ponto de vista da relação do indivíduo com o meio em que atua, o esporte é um evento muito rico em situações desafiadoras e/ou ameaçadoras, já que os atletas estão constantemente interagindo com o meio físico em si (local de jogo, equipamentos e materiais) e com outras pessoas, direta ou indiretamente relacionadas ao processo competitivo (companheiros de equipe, adversários, técnicos, árbitros, torcida e imprensa). Todos esses fatores podem estar presentes isoladamente ou de forma combinada, sendo mediados por características como: nível de habilidade do atleta, grau de preparação, tempo de prática, experiências anteriores, idade e sexo.

Segundo o modelo de SMITH (1986) o “stress” competitivo é composto por três fatores:

- A situação que envolve uma interação entre as demandas do meio e os recursos pessoais. Quando há um equilíbrio entre esses dois fatores, o stress é mínimo. Mas quando ocorre um desequilíbrio significativo em um deles, então o “stress” pode acontecer em níveis prejudiciais.
As demandas poderão ser tanto de ordem interna (determinadas pelo próprio indivíduo), quanto externas (determinadas pelo meio competitivo).

- A avaliação cognitiva tem uma importância muito grande nesse processo, pois a intensidade das respostas emocionais acontece em função de como os atletas interpretarão as situações, seu significado e a habilidade que ele terá para lidar com elas. As interpretações dependerão de uma série de atributos pessoais como: crenças, autoconceito, nível de habilidade, nível de condicionamento físico e nível de expectativa.

- As respostas (que poderão ser fisiológicas, motoras ou psicológicas), por sua vez, estarão diretamente relacionadas à avaliação cognitiva. Quando essa avaliação indicar que a situação pode representar uma ameaça ao atleta, então haverá uma mobilização de recursos para que ele possa lidar com ela. Não conseguindo, o atleta poderá sofrer uma influência negativa e ter, entre outras coisas, seu desempenho prejudicado.


Todos esses fatores serão diretamente afetados pelas características de personalidade do atleta e por fatores motivacionais presentes no processo competitivo.

BARBOSA e CRUZ (1997) afirmam que, no esporte, o “stress” ocorre independentemente da idade, sexo, posição específica ou nível competitivo dos atletas. Ele poderá ser positivo quando representado por uma necessidade de alcançar ou manter uma ativação ótima antes e durante o evento, levando o atleta a mobilizar energias para alcançar seus objetivos.

Mas na maioria das vezes ele será negativo quando derivado de pressões externas ou do próprio indivíduo, tornando a situação uma ameaça ao bem-estar ou à auto-estima do mesmo.

A quantidade de “stress” vivenciado pelo atleta parece ser um resultado da interpretação dada à situação presente, da capacidade do atleta em lidar com ela, da sua orientação perceptual e cognitiva e das estratégias utilizadas para lidar com tais situações.

A quantidade de “stress” gerado pode produzir distorções psicológicas e perda de energia. (SEGGAR, PEDERSEN, HAWKES & MCGAWN, 1997).
Segundo MILLER, VAUGHN e MILLER (1990), um nível excessivo de “stress” pode também levar um atleta a um descontrole das próprias ações, incluindo-se aí seu desempenho esportivo. Esse aspecto negativo ocorre quando existem pressões externas e emoções internas não controladas pelos atletas. Dentre as pressões externas mais evidentes pode-se citar: avaliação negativa do desempenho pelos técnicos e demais participantes, expectativas exageradas do técnico em relação ao desempenho, comportamento da torcida e crítica de companheiros de equipe. Já entre as pressões internas destacam-se: a busca de objetivos pessoais, auto-cobrança excessiva, expectativas de sucesso ou fracasso e percepções sobre as vitórias ou derrotas.

Situações causadoras de “stress” no esporte competitivo

Em estudos que foram feitos com atletas de alto rendimento em diferentes modalidades como o atletismo, basquetebol, futebol, ginástica olímpica, handebol, luta olímpica, natação e patinação artística, entre outras, ficou evidente que as situações causadoras de “stress” estão relacionadas a dois fatores gerais: competitivos e extra-competitivos.

Segundo vários autores as situações causadoras de stress são muito variadas e ocorrem indistintamente em diferentes modalidades esportivas. Alguns autores podem ser citados: JONES e HARDY (1990), DE ROSE JUNIOR e VASCONCELLOS (1993), GOULD, JACKSON e FINCH (1993), GOULD, ECKLUND e JACKSON (1993), DE ROSE JUNIOR, VASCONCELLOS e SIMÕES (1994), BARBOSA e CRUZ (1997), JAMES e COLLINS (1997), JACKSON, DOVER e MAYOCHI (1998), DE ROSE JUNIOR (1999), DE ROSE JUNIOR, DESCHAMPS e KORSAKAS (1999, 2001a) e BRANDÃO (2000).

Entre as situações identificadas nesses estudos destacam-se:

- Má preparação física
- Necessidade de manter o padrão de desempenho
- Derrotas
- Longos períodos de preparação e rotina de treinamento
- Falta de estrutura para treinamento
- Problemas de alimentação
- Viagens longas
- Más condições dos locais de competição
- Erros durante jogos
- Intervenções dos técnicos
- Discussões com companheiros de equipe
- Arbitragem
- Dormir mal
- Problemas de relacionamentos amorosos
- Problemas familiares: morte, doenças
- Falta de recompensas
- Falta de tempo para lidar com situações cotidianas
- Pressão da imprensa

No caso de esporte infanto-juvenil, a literatura, principalmente no Brasil, não é tão vasta e são poucos os estudos disponíveis envolvendo atletas na faixa etária de sete a 18 anos. Entre esses estudos estão os desenvolvidos por DE ROSE JUNIOR (1997, 1998), SAMULSKI e CHAGAS (1996) e DE ROSE JUNIOR, DESCHAMPS e KORSAKAS (2001b), que apresentam resultados semelhantes aos realizados com os atletas de alto rendimento.

Em todos eles, apesar da grande quantidade de situações apontadas como causadoras de “stress”, o fator mais evidente é o “jogo”. Entendendo que o contexto competitivo é potencialmente gerador de “stress”, e o jogo é o momento culminante para que os atletas possam demonstrar suas habilidades, independentemente da idade ou do nível do praticante, este artigo teve como objetivo principal determinar quais as situações específicas de jogo são entendidas pelos atletas infanto-juvenis como causadoras de “stress”.

Fonte: Dante De ROSE JUNIOR, Cristiane Tieco SATO, Daniela SELINGARDI, Elizabeth Leite BETTENCOURT, João Carlos Teixeira de Souza BARROS, Maria do Carmo Mardegan FERREIRA, «Situações de jogo como fonte de “stress”em modalidades esportivas coletivas», Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo, Rev. bras. Educ. Fís. Esp., São Paulo, v.18, n.4, p.385-95, out./dez. 2004.
Recebido para publicação: 03/01/2005, 1a. revisão: 24/03/2005, 2a. revisão: 18/05/2005, Aceito: 19/05/2005

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

MELHORAR A QUALIDADE DO TRENO - 2/2



Qualidade da execução
Como a maioria dos treinadores sabem, as situações de jogo simuladas no treino são fundamentais para a melhoria da execução dos jogadores durante o jogo.
Assegurar que os jogadores tenham sido imergidos em tudo o que possivelmente irá ocorrer durante o jogo, prepara-os para o que irão experenciar mais tarde, incluindo a velocidade do jogo, contactos desiguais dos adversários, e situações de pressão.
Anson Dorrance, treinador principal da equipa feminina de Futebol do North Carolina não somente faz isto, como ele e a sua equipa fazem competições entre jogadores (exemplo: testes fitness, competições 1x1, jogos reduzidos, avaliação técnica das habilidades) para aumentar a competitividade através da competição de um colega com outro colega da equipa (rankings).
As suas jogadoras afirmavam repetidamente que o jogo é actualmente mais fácil do que as suas sessões de treino (Dorrance, 1996).
Outra forma de melhorar a execução é a utilização vantajosa de momentos em que os atletas possam aprender (momentos de aprendizagem). Esses momentos são as primeiras oportunidades que os treinadores utilizam para ensinar, instruir, dirigir, incentivar, elogiar e punir.
Marcar esses momentos é um dos desafios, o outro é saber o que fazer com esses momentos.
Ser capaz de diferenciar a execução técnica entre o muito bom, o bom e o mau implica tempo, experiência e expertise. As seguintes estratégias foram encontradas na pesquisa literária e podem ajudar a analisar a execução de uma habilidade (Fischman & Oxendine, 1998):
(1) efectuar diversas observações para comparar os padrões de execução com a técnica correcta (fazer apenas uma rápida observação pode influenciar as análises necessárias);
(2) seleccionar um erro de cada vez, identificar primeiro os erros mais críticos e de seguida ser bem específico sobre a parte particular da habilidade que estava incorrecta;
(3) determinar a causa do erro e especificamente o que é que o atleta tem de fazer para o corrigir, mantendo em mente que a sugestão de uma rápida correcção do erro pode não conduzir a uma melhoria no desempenho do jogador, o que poderá provocar neste dúvidas acerca das capacidades do treinador;
(4) parar a acção para elogiar e incentivar o atleta, se merecido (padrão de execução conseguido), é uma prática de valor.
Adicionalmente, podem ser fornecidos feedback para motivar e não apenas para fornecer informação crítica para o desempenho, tais como correcção de erros, conhecimento de resultados e performance, sugestões específicas de ensino, reforço e punição.
Quanto menos frequente for o feedback mais poderoso se torna. Demasiados feedbacks podem tornar-se perturbadores para os jogadores, assim como causar nos jogadores demasiados pensamentos sobre o seu desempenho (paralisia devido à sobre-análise). Além disso, se os jogadores forem corrigidos de forma negativa, a maior parte das vezes apenas se lembrarão do lado negativo. Se o feedback correctivo for consistentemente negativo, a mensagem real não chegará aos atletas e a aprendizagem e a mudança subsequente do erro raramente ocorrerá (perdendo o momento de aprendizagem).
Um ponto final para melhorar a qualidade da execução é utilizar diferentes modalidades de ensino para fazer chegar a todos os jogadores o estilo de aprendizagem mais saliente, que consiste nos seguintes métodos: visual, auditivo, quinestésico, e imagens.
O treinador deve utilizar diferentes modalidades de ensino assim como fornecer uma repetição adequada das habilidades técnicas desejadas, para alcançar uma aprendizagem optimizada e o transfer da habilidade de uma actividade para outra.
Sobreaprendizagem é um contributo importante para uma aprendizagem óptimal e deve ser praticada especialmente com iniciantes na habilidade, mas mesmo até com os atletas de elite que fizeram modificações da sua aprendizagem no programa motor.

Qualidade do controlo
Refere-se aos métodos que os treinadores podem utilizar para determinar a eficácia dos seus comportamentos de treino, sessões de treino, e formas que intentam para ajudarem os atletas a melhorarem a sua preparação e execução durante o treino.
Existem alguns métodos que os treinadores podem utilizar para avaliar a eficácia dos jogadores no cumprimento dos objectivos do treino. Uma das formas foi mencionada numa primeira sessão pela avaliação do progresso dos atletas através de um mapa.
Este mapeamento pode ajudar na motivação, responsabilidade, e aumento da qualidade em subsequentes sessões de treino.
Manter abertas as linhas de comunicação entre os jogadores e treinador é outra chave determinante para um eficácia óptimal do treinador, jogador e equipa. Treinadores que tenham jogadores que se sintam confortáveis em falar com eles sobre os seus sentimentos e percepções, irá ganhará uma melhor compreensão não apenas dos seus atletas e equipa mas uma maior consciência de como as suas próprias atitudes e comportamentos de treino estão afectando os seus jogadores.

Os treinadores podem preparar reuniões formais/informais com seus jogadores assentes em alicerces sólidos, para avaliar, não apenas os progressos dos jogadores, mas também os progressos da equipa técnica na qualidade dos métodos utilizados na prática (previamente apresentados).
Os treinadores devem também avaliar se a quantidade de prática foi benéfica em termos de stress positivo. Se os jogadores começarem a estar em sobretreino (o stress do treino excede a capacidade do atleta em recuperar de forma adequada), não apenas o seu desempenho irá sofrer, mas também possivelmente poderão experimentar consequências emocionais, psicológicas e fisiológicas (Voight, 2002).
Uma implementação cuidadosa e inteligente da carga excessiva e stress do treino deve ser avaliada pelos treinadores após cada sessão de treino.
Finalmente os treinadores devem também fazer uma auto-avaliação e uma avaliação à equipa técnica sobre a quantidade de esforço investido na preparação e execução das sessões de treino. Como Anson Dorrance escreveu no seu livro “...alguns treinadores já não estão dispostos a fazerem o compromisso emocional necessário para motivar os jogadores a atingirem o padrão requerido para competirem com sucesso ao mais alto nível”.
Devido a esta falta de compromisso, Dorrance refere que alguns treinadores não irão confrontar os jogadores que não estão a exercer um esforço máximo e assim acabam por ter sessões de treino que são fáceis e divertidas de pôr em prática, mas que pouco fazem para maximizar a aprendizagem e o desempenho dos atletas.
Fonte: Mike Voight, *Ph.D. da Universidade the Southern California e AIM Treatment-Performance Center (2002). Retirado do Boletim Técnico - Artigo Técnico, Julho, Agosto e Setembro de 2003, Série II, Número 4, da Federação Portuguesa de Voleibol.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

MELHORAR A QUALIDADE DO TRENO - 1/2


Qualidade do treino – Responsabilidades do treinador
A qualidade da prática de um atleta tem sido considerada uma das determinantes mais criticas para um desempenho óptimal. Infelizmente, para treinadores e atletas, tem havido uma escassez de material disponível que apresente formas de como maximizar as oportunidades da prática.
Deste modo, o propósito deste artigo é desenvolver esta temática a partir de uma aproximação integrada que una as responsabilidades dos treinadores e jogadores com a finalidade de melhorar a qualidade do treino, quer dos jogadores, quer da equipa.
Utilizando o trabalho de numerosas áreas (por exemplo: Aprendizagem Motora, Pedagogia, Psicologia do Desporto), quatro factores principais têm sido desenvolvidos que contenham as áreas mais importantes que atletas e treinadores devem apresentar para melhorarem a qualidade do treino, quer individual, quer colectivamente. Os quatro factores consistem em adoptar uma “atitude de qualidade”, utilizando uma “preparação de qualidade” precedente ao treino, incorporando estratégias de “qualidade de execução” durante o treino, e tomada de tempo e esforço para uma “qualidade do controlo” ou avaliação do desempenho da prática.
È muito importante que os treinadores façam tudo o que estiver aos seus alcances para produzirem uma atmosfera que crie uma atitude de qualidade, preparação de qualidade, qualidade de execução e qualidade de controlo.
Atitude de qualidade
Os treinadores devem fazer tudo o que poderem para estarem cientes da sua específica filosofia de treino, assim como os efeitos que essas atitudes e comportamentos provocam nos seus atletas. Como a literatura sobre liderança indica, os atletas possuem numerosas preferências relativamente a comportamentos específicos de treino. Se os atletas sentirem que não conseguem obter a quantidade adequada de comportamento de treino preferido, o seus níveis de satisfação e desempenho podem ser bloqueados.

O efeito desta discrepância entre comportamentos preferidos e percebidos podem ser adicionalmente exacerbados por uma falta de consciência por parte do treinador. Deste modo, os treinadores mais consciencializados das suas próprias atitudes e comportamentos e de como os atletas os percebem podem ter atletas mais satisfeitos e com melhores desempenhos. Tem sido escrito que a qualidade da experiência desportiva de um atleta reflecte a confiança e atitude do treinador.
Outros aspecto crítico para atitude do treinador é a sua abertura para os aspectos mentais do Desporto.
Embora muitos treinadores mencionem factores mentais para a equipa e sucessos/fracassos para os seus atletas, quantos desses treinadores actualmente treinam a parte mental do seu desporto? Contudo, há muitos treinadores que colocam prioridade na melhoria de todos os aspectos do desempenho dos seus atletas, especialmente o lado mental (Snyder, 1999; Voight , 2000).
Preparação de qualidade
A primeira estratégia que pode ser utilizada para incrementar a preparação é ajudar os atletas a delinearem padrões e objectivos individuais para os próximos treinos (curto prazo). Os jogadores que estão informados sobre os objectivos, padrões aos quais estarão seguros, e as formas através das quais eles podem encontrar os padrões e concretizar os objectivos, terão uma atitude mais motivada e produtiva.
Deste modo, estes atletas estão melhor preparados para a sessão de treino do que aqueles que estão no treino sem qualquer tipo de informação a este respeito. Os jogadores que estão ignorantes e a quem não foi dada direcções explicitas e padrões provavelmente passarão simplesmente pela acção.
Adicionalmente, utilizar diferentes modalidades para comunicar mensagens importantes como a comunicação verbal, exposição gráfica, e demonstração física tem sido apresentadas como estratégias pedagógicas eficazes.
Um segundo método utilizado para melhorar a preparação é ensinar aos atletas como melhorar o focagem, bem como formas para restabelecer a focagem em condições de adversidade. A Universidade de Treinadores de Futebol de Nebrasca, com a ajuda de Ken Ravizza (Osborne & Ravizza, 1988) formularam uma rotina que ajudou a incutir o sentido de “re-focagem” assim que o jogador começar a desviar-se dos objectivos e deste modo provocando uma quebra no seu rendimento. Esta rotina foi chamada de três R’s: READY – RESPOND – REFOCUS. Foi tão útil que o quarterback começou a utilizá-lo durante os jogos quando precisava que os seus colegas ouvissem a jogada durante o tumulto do jogo.
Através da utilização de padrões e rotina de re-focagem, a preparação dos atletas para o treino possivelmente foi grandemente realçada, melhorando a qualidade da execução.
Outra área importante para auto-avaliação do treinador é criticar a estrutura da sessão de treino. De acordo com a pesquisa literária na Aprendizagem Motora, aprender é engrandecida se o envolvimento da prática for estruturada de acordo com os seguintes princípios: progressões de ensino, variabilidade da prática, e métodos da prática (Chamberlin & Lee, 1993). O conhecimento declarativo/processual dos treinadores sobre estes elementos, da disposição das condições da prática, pode adicionar bastante à eficácia da aprendizagens dos jogadores.
Os jogadores a quem são ensinados novas habilidades ou a quem são efectuados ajustes em habilidades já aprendidas, devem ser ensinados com deliberadas progressões que variam do simples para o complexo.
O que torna uma progressão complexa é a variabilidade da prática, que são condições pré-projectadas e que aumentam as distracções visuais e auditivas de modo que a habilidade é executada sob alteração de circunstâncias. Essas distracções, também referidas como elementos de interferência contextual, podem ser ordenadas desde alteração da velocidade e timing com que um padrão particular de uma habilidade é executada, desde desempenhar a habilidade sobre pressão de opositores, até praticar situações específicas de jogo.
Deste modo, é muito importante simular situações de jogo nas sessões de treino através do aumento da utilização de variáveis de interferências contextuais.
Fonte: Mike Voight, *Ph.D. da Universidade the Southern California e AIM Treatment-Performance Center (2002). Retirado do Boletim Técnico - Artigo Técnico, Julho, Agosto e Setembro de 2003, Série II, Número 4, da Federação Portuguesa de Voleibol.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

ENTREVISTA A LUÍS DUARTE - SELECCIONADOR NACIONAL SUB-20


LUÍS MIGUEL ALVES DUARTE

DIRECTOR TÉCNICO NACIONAL ADJUNTO E SELECCIONADOR/TREINADOR DOS SUB 20

Treinador de Hóquei em Patins Nível 3


THP- Quais são as grandes diferenças que assinalas na presente época, tendo em conta a entrada das novas regras e em comparação com as regras anteriores?
LD - As grandes diferenças, e os dados estatísticos documentam isso mesmo, são a maior quantidade de golos por jornada, a diminuição do tempo total de jogo, a diminuição da quantidade de faltas, a possibilidade de existir a vantagem numérica "power play", a possibilidade de existirem mais livres directos e penaltis, a incerteza até ao fim do resultado e a diminuição de cartões vermelhos penso que são as grandes diferenças, mas no final da época serão mais visíveis.
THP - A nível de metodologia de treino, o que mudou? Se é que mudou alguma coisa?
LD - Penso que a metodologia do treino mudou, mas só em aspectos de programação, porque acho que em termos de conteúdos não existiram grandes alterações. No início da época todos os treinadores pensaram que algo teria que ser revisto e de certeza gostariam de ter treinado mais, mas agora penso que estão todos já integrados com as novas regras. Mesmo no caso do power play, as alterações foram através da capacidade de decisão para obter o melhor sucesso no tempo em que estão em vantagem numérica (2 a 4 minutos), visto que anteriormente o contra ataque também se jogava em vantagem numérica, mas agora o tempo é superior.
THP - Qual a tua visão do panorama actual do hóquei patinado português, quer em termos de clube, quer em termos de selecções?
LD - Em termos de clube, a minha visão do panorama actual em relação ao Hóquei Patins português é que a maioria dos clubes vivem com algumas dificuldades, devido à crise a ao facto de não existirem patrocínios que queiram apostar nesses clubes. Também as Câmaras Municipais que ajudavam bastante fizeram cortes orçamentais porque não têm hipóteses de ajudar, mas o problema é do desporto universal . Penso ainda que os clubes deveriam apostar mais numa filosofia própria e ter projectos estáveis. Em relação a selecções, o panorama remete para a procura das vitórias de Portugal, visto que de ano para ano se pretende dar uma melhor resposta às exigências pretendidas e continuar o bom trabalho efectuado por todos os que passaram pela Federação de Patinagem de Portugal.
THP - O que é necessário fazer-se para se colocar a modalidade com mais visibilidade a nível nacional e internacional?
LD - Claro que a Televisão tem muita importância para que o Hóquei em Patins, sendo o principal factor para que exista maior visibilidade. Poderia-se realizar mais projectos para melhorar a visão do Hóquei em Patins quer em Portugal, quer em países com menos expressão.
THP - O que é para ti um atleta com o perfil ideal?
LD - Ideal e perfil vivem lado a lado no Hóquei em Patins, mas todos os treinadores querem que os seus atletas procurem a perfeição no dia a dia e nas suas vidas. Em relação ao atleta de Hóquei em Patins, penso que um atleta que consiga decidir da melhor forma consegue tirar mais partido de que qualquer outro, porque a tomada de decisão é cada vez mais importante no desporto. Contudo as questões físicas, técnicas, tácticas e psicológicas também são fundamentais no desporto.
THP - Como gostas de ver as "tuas equipas" a jogar? Quer a nível defensivo, quer a nível ofensivo?
LD - A GANHAR! Em primeiro lugar, temos que vencer, porque quem não tiver motivação para ganhar não deve andar no desporto de alta competição. Na minha opinião, as questões defensivas e ofensivas são fundamentais e, é obvio que, qualquer treinador quando ganha gosta de ver a sua equipa a jogar melhor que o adversário, mas quem ganha é quem marca mais golos. Na minha opinião, a nível defensivo a "agressividade", a concentração e a atitude são factores muitos importantes, mas, também, as questões tácticas colectivas. A nível ofensivo, a tomada de decisão tacticamente em prol da equipa para a obtenção do golo são aspectos primordiais na minha visão de jogo.
THP - Fala-nos um pouco do trabalho que irás realizar como seleccionador nacional de Juniores e DTN adjunto?
LD - O trabalho na selecção nacional de juniores passará sempre servir a F.P.P. da melhor forma possível. O programa realizado pela Direcção Técnica Nacional, tem como objectivo a observação de atletas, sendo este o ponto de partida, os centros de treino que se irão realizar serão as concentrações dos atletas em três ocasiões, para depois ter como principal objectivo para este ano, de Vencer o Campeonato da Europa em Itália. Estes são os principais objectivos, mas o trabalho na Federação tem mais projectos em que estou inserido, actualmente a leccionação dos cursos de nível 1 para treinadores de Hóquei em Patins.
THP - Em que outros projectos estás a trabalhar?
LD - Como sabes sou professor de Educação Física perto de Sintra (em Algueirão) e sou responsável pelo grupo equipa do Desporto Escolar de Patinagem, que tem sido um sucesso na escola com cerca de 70 inscrições. O outro projecto desportivo, são as "CLÍNICAS DE VERÃO" em conjunto com o Professor Carlos Pires, actual treinador de Juvenis, Juniores e de Guarda Redes da Formação do Benfica vamos para o 10º aniversário...
THP - Qual é o perfil que o treinador de hóquei em patins deve ter, na tua opinião?
LD - Actualmente, existem treinadores que são autênticos heróis, pelo tempo que disponibilizam ao ensino dos seus atletas e, em muitas vezes, pouco reconhecidos.
O perfil do treinador depende de muitos factores, mas penso que o treinador deve seguir a sua ideologia, aprendendo diariamente, nunca esquecendo que o sucesso dos seus atletas e do clube, será também o seu sucesso.
AMAR A MODALIDADE E TRABALHAR PARA O SEU DESENVOLVIMENTO. O ÚLTIMO ARTIGO NO TEU BLOG ("QUEM PODE SER TREINADOR" DIZ CLARAMENTE O QUE SE PRETENDE DE UM TREINADOR E QUAL O SEU PERFIL.

THP - Qual a tua opinião acerca do blogue THP?
LD - Sendo apenas uma opinião, penso que é um dos blogs com mais interesse para os treinadores de Hóquei em Patins, pela pertinência e importância dos assuntos apresentados.
O Blogue THP agradece ao Prof. Luís Duarte a sua disponibilidade para esta entrevista, bem como lhe deseja muitos êxitos.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

LEXICO DO TREINO

Para que um treinador, um especialista do treino ou até mesmo para o comum “curioso” sobre esta temática execute com eficiência o processo de treino, é necessário que em qualquer dos casos, se tenha um conhecimento não só sobre a metodologia clara e cientifica acerca do treino a ser aplicado mas também se torna necessário um conhecimento aprofundado de todos os conceitos que engloba o complexo processo de treino, sejam eles num contexto geral de treino, de metodologias de treino, de princípios de treino, de planeamento, de fisiologia e até mesmo de patologias relacionadas com o condicionamento físico.
Procurando a satisfação destes pré-requisitos, este trabalho visa servir de apoio na elaboração e acompanhamento de periodizações de treino, métodos de treino e bases científicas de treino, no qual são apresentados conceitos importantes relacionados com a Metodologia do Treino Desportivo.
Por mais que saibamos sobre este complexo processo, todos devemos ter a humildade de assumir que isso pouco ou nada representa frente aos conhecimentos existentes e aos que a investigação apresenta dia a dia, pois na actual era da informação onde os meios de comunicação atingem um ápice jamais experimentado na história humana, o conhecimento apresenta uma volatilidade e extensão sem precedentes, o que nos obriga a uma constante reformulação e estudo dos princípios e teorias envolvidas nesta área.
É assim no seguimento do exposto que surge este glossário, servindo assim como uma base de dados para todos aqueles que ao estarem ligados ou interessados à área do treino possam ter aqui um conhecimento mais aprofundado dos conceitos relacionados sobre este complexo tema.
O Glossário apresenta-se então dividido em 6 grandes áreas, a saber:
-
Geral;
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Princípios do Treino e da Adaptação Desportiva;
-
Metodologia do treino;
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Periodização e Planeamento do Processo de Treino;
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Fisiologia do Exercício;
-
Patologias.
Esperamos assim, que este seja um documento importante e de grande utilidade para todos os interessados na temática do Treino Desportivo e que possa servir para esclarecer as dúvidas que possam surgir durante o trabalho de treinadores ou de orientadores de treino, seja no clube, no ginásio ou mesmo simplesmente para todos aqueles que se interessem por realizar e planear o seu treino de uma forma mais cuidada.
Fonte: http://lexicodotreino.no.comunidades.net/

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

SER TREINADOR - QUEM PODE SER TREINADOR?

Quem pode ser Treinador?


- Qualquer pessoa suficientemente interessada no jogo; que nele encontra motivação para estudar, trabalhar, desenvolver a sua personalidade e a sua capacidade para ensinar.
- Que acredita nos valores éticos e culturais do desporto.
- Que deseja frequentar cursos de treinadores, ir a colóquios e a torneios.
- Que lê livros, revistas e jornais.
- Que sente serem curtas as vinte e quatros horas do dia.
- Que pensa em Hóquei em Patins ao acordar de manhã, enquanto está no duche, come o pequeno almoço, desloca-se para o trabalho, ao almoço, nas viagens, ao jantar, no cinema e no grupo social.
- Que, num jogo de campeonato, escreve jogadas e esquemas com um lápis emprestado.
- Que no restaurante usa a toalha, os guardanapos ou qualquer coisa onde possa escrever uma jogada.
- Que se deita com papel e lápis à mesa-decabeceira para não perder as «descobertas» feitas durante os sonhos ou crises de sonambulismo e poder utilizá-las no treino do dia seguinte.
- Qualquer pessoa que faz tudo isto, que no dia seguinte está disposta a fazer o mesmo e que gosta de o fazer.


ESSA PESSOA PODE SER TREINADOR!

Fonte: Adaptado de Clair Bee, The science of Coaching, New York, 1945, apud Teotónio Lima, Com que então Quer Ser Treinador? Basquetebol, da aprendizagem à competição, Lisboa, 1982.