terça-feira, 30 de novembro de 2010

EXERCÍCIO FÍSICO NO FRIO


"Soa estranho, mas praticar exercício físico em épocas de frio pode ser mais saudável e apresentar menos riscos do que enfrentar as altas temperaturas de nosso clima tropical. Está certo que não existe tanto frio por aqui; porém, sempre é bom seguir orientações de especialistas para se proteger e lidar melhor com o frio. Afinal, exercitar-se a baixas temperaturas pode até melhorar seu rendimento.
Seguindo algumas orientações, será possível continuar realizando seu treinamento físico de forma saudável e equilibrada e, principalmente, respeitando as características de seu organismo e do meio ambiente de treinamento.
Os riscos mais comuns de quem se exercita em temperatura baixa são: infecções das vias aéreas superiores como gripes, resfriados, pneumonias, otites, amidalites. Essas complicações podem, muitas vezes, ser evitadas através de uma alimentação balanceada, “rica” em vitaminas e minerais (frutas, verduras e leguminosas), que ajudam na defesa do sistema imunológico.
O aquecimento é de extrema importância. Se feito de maneira inadequada, pode ocasionar lesões no sistema esquelético. Durante o aquecimento o organismo sofre transformações no funcionamento para adaptar os órgãos a essa mudança. Coração, pulmões, músculos, articulações e circulação passam por modificações que, dependendo dos antecedentes e hábitos, resultarão em maior ou menor eficácia na produção de energia. Essa fase inicial é de fundamental importância para qualquer tipo de atividade física.
Para que haja essa perfeita adaptação ao exercício, é recomendável que o início da atividade seja lento e suave. Movimentos bruscos e rápidos são contra-indicados nessa fase de ajustes. O aquecimento prepara fisiológica e até psicologicamente para um evento e pode reduzir as chances de lesão articular e muscular.
O processo de aquecimento alonga os músculos e, portanto, permite alcançar um maior comprimento quando uma força é aplicada. Fazem parte desse aquecimento: exercícios de alongamento, trotes leves e suaves e exercícios articulares de amplitude. Nesse aquecimento, os músculos específicos devem ser utilizados de forma a simular e produzir toda a amplitude dos movimentos articulares.
Não tenha pressa. Tenha em mente que o aquecimento deve ser gradual e suficiente para aumentar a temperatura muscular e central, sem causar fadiga nem reduzir as reservas de energia. É claro que isso varia de pessoa para pessoa. Um bom aquecimento para um atleta olímpico pode levar à exaustão uma pessoa que se exercita por recreação.
É bastante prudente que se proteja o corpo com roupas especiais para o inverno. O uso de moletons e calças é bem-vindo. A região de seu corpo que merece maior atenção é seu peito, por reunir vários órgãos vitais.
Mesmo no inverno, é necessária a ingestão de água antes, durante e após os exercícios. Durante todo o dia procure ingerir cerca de 3 litros de água, pois esse líquido desempenha um papel importantíssimo em nosso organismo.
As baixas temperaturas favorecem a perda de calor corporal e o vento pode exacerbar essa perda. Contudo, a produção de calor corporal durante um exercício físico de moderado a extenuante é suficientemente alta para prevenir a baixa de temperatura corporal (hipotermia).
E as distensões e contraturas musculares podem ser minimizadas com aquecimento adequado.
Cuidado: se o aquecimento não for bem executado, a possibilidade de lesões é maior e a recuperação delas é mais lenta, se permanecermos no local. “Por isso, devemos nos aquecer adequadamente, usar roupas conforme a temperatura e após o treino e/ou competição, não nos expormos a baixas temperaturas, pois esse momento é fundamental para o atleta recuperar as perdas de temperatura durante o exercício, agasalhando e ingerindo um carboidrato de fácil absorção (de preferência líquidos gelados) para recuperar suas energias mais rapidamente”, pondera Viana. As extremidades, como mãos e pés, também merecem atenção. Proteja-as com luvas e meias especiais.”
As extremidades, como mãos e pés, também merecem atenção. Proteja-as com luvas e meias especiais."
Fonte:
AQUI

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A ALIMENTAÇÃO DO ATLETA...


La mejor dieta para el deportista
En el deportista una dieta equilibrada tiene que suministrar la energía suficiente para cubrir todas las necesidades, y debe proporcionar todos los nutrientes en las cantidades adecuadas, teniendo en cuenta las características y necesidades individuales, y adaptando la ingesta al tipo de deporte realizado y a los entrenamientos (intensidad, número de sesiones, horario...).
Si la rueda de alimentos indica la necesidad de tomar por lo menos un alimento de cada grupo al día, para conocer las proporciones adecuadas se ha elaborado una pirámide que presenta en su base los alimentos cuyo consumo es recomendado a diario y en mayor cantidad (productos ricos en hidratos de carbono, frutas y verduras) y en el vértice los de consumo ocasional.
La mayoría de los factores que determinan el estado de salud están ligados tanto a la alimentación como a la práctica regular de ejercicio físico. Las recomendaciones del patrón adecuado de actividad física también se pueden recoger en forma de pirámide con el fin de promocionar tanto la alimentación saludable como la práctica de actividad física y deporte con el objeto de invertir la creciente incidencia de algunas enfermedades.
Alimentación y competición


• Alimentación días antes de la competición.
Durante la semana previa a la competición los dos objetivos principales son:
- Optimizar los almacenes de hidratos de carbono en los músculos y en el hígado (en forma de glucógeno) con el fin de competir con una reserva energética máxima.
- Mantenerse bien hidratados.
La preparación estará dictada por el tipo de competición a la que se acuda y la frecuencia con que se compita.
Los días previos al evento es importante que la dieta se base en una ingesta elevada de hidratos de carbono (entre 65-75%) el resto se dividirá en 15-20 % de grasas y un 10-12% de proteínas.
• Alimentación el día de la competición.
La comida horas antes de la competición
Una comida rica en hidratos de carbono tomada en las horas previas a la competición puede terminar de completar las reservas de glucógeno del organismo. El hígado, encargado de mantener los niveles plasmáticos de glucosa, para conservar su pequeña reserva de hidratos de carbono necesita que se realicen comidas frecuentes.
Los deportistas que ayunan antes de la competición (cenan poco y no desayunan) y no consumen hidratos de carbono durante la misma, tienen más posibilidades de desarrollar hipoglucemia durante la realización del esfuerzo físico.
La ingesta antes de la competición será:
- rica en hidratos de carbono,
- pobre en grasas, proteínas y fibra,
- se evitarán comidas muy condimentadas,
- hay que evitar experimentar con alimentos o platos nuevos,
- debe realizarse 3-4 horas antes de la competición, de manera que dé tiempo para realizar una correcta digestión antes de comenzar el ejercicio. En la hora previa es muy recomendable que todo alimento sea en forma líquida, porque es más fácil y rápido de asimilar.
Alimentación durante el ejercicio
Durante la realización de deportes de larga duración (más de 60 minutos) la ingesta se basa en hidratos de carbono. El objetivo es tomarlos a un ritmo de 40-60 g/hora aproximadamente, ya que ayudan a retrasar la aparición de fatiga y mantienen el rendimiento, sobre todo, en las últimas fases del esfuerzo físico.
Las bebidas deportivas (especialmente diseñadas para las personas que realizan ejercicio) son muy adecuadas porque sirven para reemplazar las pérdidas de electrolitos y de líquidos que se producen por el sudor (previenen la deshidratación), y además aportan hidratos de carbono.
Hay deportes como el ciclismo o la vela, donde es posible tomar alimentos sólidos en forma de barritas energéticas, cereales, frutas secas, plátanos, etc.
Alimentación después del ejercicio
Nada más terminar el ejercicio se recomienda tomar bebidas especialmente diseñadas para deportistas y alimentos ricos en hidratos de carbono.
El objetivo inmediato es reponer las reservas de glucógeno (hepático y muscular) y las pérdidas de líquido. Lo importante es saber elegir bien, escogiendo alimentos con un índice glucémico moderado-alto para que el reabastecimiento sea rápido.
Se recomienda tomar aproximadamente 1g de hidratos de carbono/kg de peso corporal durante las dos horas posteriores al ejercicio.
Entre las comidas adecuadas se incluyen pasta, fideos, arroz, patata cocida o asada, evitando en lo posible los alimentos grasos (frituras, rebozados, estofados), puesto que enlentecen la reposición de hidratos de carbono y pueden producir molestias gastrointestinales.
Fonte: Dra. Nieves Palacios Gil-Antuñano, Dr. Zigor Montalvo Zenarruzabeitia e Dña. Ana María Ribas Camacho, "ALIMENTACIÓN, NUTRICIÓN E HIDRATACIÓN EN EL DEPORTE", Ministério da Educação, Política Social e Desporto, Governo de Espanha, 2009.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

BLOQUEIO E CONTINUAÇÃO... POR RUI SOUSA


INTRODUÇÃO
Sistema ofensivo mais utilizado em todos os escalões do Hóquei em Patins, com mais anos de existência noutros desportos e que agora virou “moda” no nosso desporto.
Hoje, é normal ao vermos um jogo de Hóquei em Patins que este sistema apareça em muitas situações. Diríamos mesmo que em 3 movimentos ofensivos, 2 apresentam o bloqueio e continuação.
A introdução da regra dos 45 segundos, colocou este movimento em “moda”, pela necessidade de produzir vantagens ofensivas. Geralmente o movimento do bloqueio na bola aparece no início de um movimento, no final ou no encadeamento/continuidade de um ataque (planeado/CA/AR).
O bloqueio e continuação é um movimento colectivo cujas soluções ofensivas e defensivas devem ser encontradas no âmbito dos cinco jogadores que estão em campo. Entendemos que é mais uma situação complexa de 4x4 em vez de uma situação mais simplificada de 2x2.
A evolução técnica/táctica deve ser abordada de forma gradual, iniciando o seu ensino pelos aspectos técnicos fundamentais e indo em simultâneo introduzindo e ensinando a táctica individual.
Conforme o nível de jogo for maior as soluções ofensivas e defensivas têm que passar a ser cada vez mais colectivas envolvendo mais jogadores. Em termos defensivos torna-se fundamental, pois o ataque pretende criar desequilíbrios que só podem ser solucionados por defesas muito colectivas.

No entanto o domínio do 1x1 é fulcral para o êxito destas acções.
A evolução do bloqueio e continuação tem sido grande em especial em termos tácticos individuais (leitura de Jogo) e colectivos. Quanto mais elevado for o nível de jogo o Scouting é muito importante e até determinante na forma como atacamos ou defendemos.
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DEFENSIVOS
Pré-Requisitos
- Antecipar, obrigar o ataque a optar por uma solução menos ofensiva. DEFESA NÂO REAGE, AGE;
- Comunicar! Sem comunicação a vantagem é do ataque;
- Referenciar: Local em que se verifica o bloqueio e continuação;
- O timming em que ocorre - início, continuidade do ataque ou no final.
Defesa Bloqueio na Bola
- Avisar;
- Aumentar a pressão;
- Tentar passar por “cima”;
- Passar pelo meio - terceiro homem (numa área longe da baliza);
- Passar por trás - 4º homem;
- Ajudar e recuperar (alterar trajectória do portador da bola);
- 2x1- Implica rotações defensivas;
- Trocas defensivas.
Notas:
- Ajudar e recuperar e 2x1 são soluções mais elaboradas que implicam aspectos complexos da táctica defensiva;
- Existem mais formas de defender o bloqueio na bola, como por exemplo, influenciar para linha final ou ajuda interior.
OFENSIVOS
Pré-Requisitos
- Domínio dos fundamentos básicos;
- Dominar o 1x1-ser capaz de criar uma situação de golo ou assistência.
Ataque Bloqueio na Bola
- Sintonia entre o bloqueador e o jogador com bola – comunicação – “olhos nos olhos”;
- Ler a defesa (reagir aos diferentes tipos de defesa);
- Atacar a defesa;
- Bloqueador – ir rápido para os bloqueios; Procurar os melhores ângulos de bloqueio – “Fintar” surpreender a defesa;
- Jogador com bola – colocar o defensor no bloqueio para penetrar ou rematar – finta que vai para o bloqueio e penetra – mudar de velocidade/direcção;
- Decidir – passe, penetração, remate.
Tipo de finalização no remate
- O jogador com bola deve colocar o seu defensor no bloqueio, não permitindo que este passe por cima;
- O defensor quando procura passar pelo meio.
Soluções fortes
- Tiro exterior e/ou penetração;
- Bloqueador muda o ângulo do bloqueio, selando o defensor do jogador com bola;
- Defesa ajuda e recupera;
- Assistir o bloqueador;
- Penetrar pelo meio dos defensores;
- Mudar o ângulo do bloqueio;
- Atacar o lado fraco do bloqueio;
- Drible de contenção, penetrar/assistir.
Soluções ofensivas mais utilizadas no Hóquei em Patins actual
- Aproveitar o bloqueio para penetrar;
- Fintar o bloqueio directo e ir para a baliza;
- Bloqueio directo para criar lançamento;
- Bloqueio e continuação -passe e continuação;
- Finta de bloqueio e o bloqueador vai rápido para a baliza;
- Bloqueio e rebloqueio e lançamento;
- Bloqueios encadeados;
- Dois bloqueios na cabeça da área restritiva defensiva;
- Bloqueio directo, atrair a defesa e corte do 3º jogador;
- Passar pelo meio dos defensores.
Resumo
Esta forma de organização ofensiva é a mais utilizada no Hóquei em Patins de hoje.
O bloqueio na bola ensina os jogadores a ler as reacções defensivas e adoptar a decisão adequada aproveitando ao máximo uma pequena vantagem inicial.
Em minha opinião o bloqueio na bola apresenta hoje em dia três momentos de execução, com objectivos diferenciados:
1º - Bloqueio na bola inicial; início do ataque de posição para gerar um desequilíbrio defensivo e uma vantagem ofensiva.
2º - Bloqueio na bola sistemático; movimento intermédio e predeterminado num sistema ofensivo, em que procuramos uma situação de espaço - temporal ideal.
3º - Últimos segundos de posse de bola, porque é um movimento simples de realizar e que requer pouco tempo para “montar”.
Publicação Enviada por Rui Sousa, treinador da APDG Penafiel

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

NOVAS REGRAS! ASPECTOS QUE O TREINADOR DEVE TER EM CONTA...


Opinião Pessoal de Hélder Antunes

Não vou aqui "perder" uma palavra sequer em torno do “estar ou não de acordo” com as novas regras.
Para mim, na presente actualidade e de depois das Novas Regras estarem introduzidas, o mais importante é saber como potencializar os jogadores e a equipa que oriento, tendo em conta essas mesmas regras.
Pessoalmente, não tenho qualquer dúvida que do ponto de vista Físico o trabalho que até então se realizava nas equipas não poderá ser igual ao que presentemente se realiza.
Não realizei nenhum estudo cientificamente validado, mas não tenho dúvidas sobre o que afirmo. Se o jogo está mais rápido, se há menos paragens, se há menos faltas e se há 45 segundos para atacar a baliza adversária, logo o trabalho físico tem de ser adaptado e ajustado, não podendo ser o mesmo tipo de trabalho que se realizava quando o jogo era mais lento, mais faltoso, com mais paragens e sem tempo para atacar a baliza adversária.
Não se pode trabalhar hoje uma equipa do ponto de vista físico como se trabalhava à 4/5 anos atrás. Como também não se pode trabalhar da mesma forma várias equipas. Cada equipa é uma equipa e cada jogador é um jogador. Temos de ter a perfeita noção disso, pois a realidade de cada clube e da cada equipa é diferente e isso estabelece uma correlação directa com o trabalho que se realiza por parte de uma equipa técnica.
Do ponto de vista técnico, está criado o mito que o jogo actual “é para os tecnicistas”. Chega-se mesmo a afirmar que os “tecnicistas” estão mais protegidos. Quero relembrar que para o jogo ser dos “tecnicistas”, é preciso haver jogadores evoluídos tecnicamente. Todavia temos de nos lembrar que cada vez menos existem jogadores evoluídos tecnicamente e porquê? Porque uma das lacunas do Hóquei em Patins actual está na formação base dos seus praticantes, na minha opinião. E aqui poderíamos entrar num tema “enorme” de contra-senso que é a modalidade ter evoluído as suas regras para proteger os “tecnicistas” e cada vez mais os “tecnicistas” serem menos, ou seja, evoluímos as regras para proteger uma minoria. Será? (Não me alongo mais aqui).
Basta ir ao Inter-Regiões e a “olhómetro” qualquer treinador vê que de ano para ano existem menos jogadores evoluídos tecnicamente a surgirem.
Para mim, a grande evolução e o grande trabalho que terá de existir doravante nas equipas é do ponto de vista PSICOLÒGICO. Se até agora poucos davam importância aos aspectos psicológicos do treino, penso ser fulcral trabalhar-se muito bem nesta área.
Eu não tenho dúvidas que uma equipa Psicologicamente bem preparada e trabalhada, poderá tirar vantagens com estas novas regras, sob todos os pontos de vistas. Desde a situação mais simples, por exemplo “a falta de igualdade de critérios na aplicabilidade das regras de jogo por parte da equipa de arbitragem, que leva muitas vezes a que as equipas se descontrolem”, até a uma situação mais complexa de “ficar reduzida a jogar com menos 1 jogador de campo”.
Caberá a cada equipa técnica privilegiar ou não o trabalho psicológico nos seus jogadores.
Do meu ponto de vista, ao realizar uma planificação de uma sessão de treino há que colocar a componente psicológica em todos os exercícios e em tudo o que se diz e faz num treino.
Penso também ser muito mais importante o treinador ao longo da semana de treinos provocar situações reais que possam ocorrer no jogo ou nos jogos, para que se essas mesmas situações ocorrerem no jogo a sério, eles (jogadores) possam estar prontos as “dar uma resposta positiva”, do que por exemplo gastar infinitos minutos de treino na cobrança de livres directos e grandes penalidades.
Já que abordo as grandes penalidades e livres directos, sou da opinião que não se deve exagerar no tempo dispendido ao longo das sessões de treino para estas duas situações. Penso que se deve é elevar os níveis de confiança e de motivação (lá está a psicologia de novo) de um jogador que “bata” bem livres directos de remate com balanço (para mim os que mais resultam em golo) e de um outro jogador que “finte” bem, para que possamos ter 2 opções e seleccionar a melhor mediante o GR adversário.
Quanto à grande penalidade, a mesma coisa, ter sempre os níveis de confiança e de motivação (psicologia de novo) de um jogador que seja exímio a rematar à baliza sem balanço é fulcral. Somente isto no que respeita a grandes penalidades e a livres directos.
Para terminar e talvez fruto de ser um ex-guarda-redes da modalidade, faço aqui a minha ressalva ao facto de eu pensar que as novas regras da modalidade foram testadas, pensadas e introduzidas sem se pensar no guarda-redes. E mais uma vez, o guarda-redes é mais penalizado que beneficiado. Isto causa-me “estranheza cerebral”, uma vez que tanto se fala na importância do guarda-redes numa equipa de Hóquei em Patins. Será então que ele é assim tão importante?
Sob o ponto de vista do treino, penso ser importante, para além do trabalho específico de guarda-redes, realizar-se treino específico ao nível da sua velocidade de reacção, nomeadamente para as situações de defender uma grande penalidade ou livre directo.
Os guarda-redes de Hóquei em Patins (na situação da grande penalidade e do livre directo) são os únicos no mundo que têm de estar em posição estática para não dizer estátua, contraídos e há espera que o adversário execute a respectiva falta sem existir um sinal sonoro.Para finalizar, volto afirmar que o que atrás foi descrito é meramente a minha opinião e que será por aqui que devemos ir quando falamos das Novas Regras. A sabedoria popular diz que “não vale a pena chover no molhado”…

sábado, 13 de novembro de 2010

EXERCÍCIOS DE TREINO - HÓQUEI EM PATINS - VÁRIOS EXERCÍCIOS - RUI SOUSA

EXERCÍCIO 1
Jogos reduzidos: Consolidar situações de posse de bola e de defesa pressionante.
Nota: Dividindo o meio-campo em 4 zonas e colocando 2 atletas em cada zona, um com colete verde e outro com colete laranja e uma bola a circular pelas zonas em que cada jogador tem que marcar o seu e o detentor da bola tem que conseguir colocar a bola no seu parceiro de uma das outras 3 zonas, obrigando-o a desmarcar-se.
EXERCÍCIO 2
Execução de remate de meia-distância, com rotação central e remate à esquerda e à direita.
EXERCÍCIO 3

Igual ao exercício anterior só que com rotação central, outra rotação à esquerda ou à direita e remate na zona central.

EXERCÍCIO 4

Jogada de 2x0.
Objectivos: Passe e recepção; travagem ao lado do GR; enganar GR. Bola no jogador A, passe para B com deslocamento até à linha de B. Passe para A, com deslocamento até próximo da baliza. Passe de A para B (para a frente) com deslocamento até à entrada da área. B devolve a A que decide conforme o GR.
Exercícios de Treino enviados por Rui Sousa - Treinador da APDG Penafiel

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

TREINO PARA AS FÉRIAS - PROGRAMA DE TREINO PARA AS FÉRIAS - RUI SOUSA

Rui Sousa - Treinador da APDG Penafiel

Caminhar, correr ou nadar? Caminhar, com certeza, é a actividade mais fácil para a maioria das pessoas. Além de fácil é muito prazerosa, ainda mais se vocês caminharem a olhar uma bela paisagem e a respirar ar puro e livre da poluição da cidade.

Nas férias, ninguém quer passar horas a treinar, por isso montamos um programa para vocês manterem a forma. Bastam de 30 a 40 minutos, 6 vezes por semana.

Dicas Importantes:

- Façam sempre um aquecimento antes dos exercícios, alongando os grupos musculares e não esqueçam de alongar também depois das actividades;
- Caminhem e corram de ténis (sapatilhas);
- Não corram depois das refeições, nem com o sol muito forte;
- Usem protector solar;
- Bebam água ou isotônico antes, durante e depois dos exercícios.

Quanto à natação:

- Nadem com um companheiro, ou peçam a alguém para olhar por vocês enquanto vocês treinam;
- De preferência usem uma touca que facilite a vossa identificação;
- Observem o tempo, evitando ventos fortes, tempestades e correntezas;
- Nadem sempre ao longo da praia e nunca em direcção ao alto mar;
- Não consumam bebidas alcoólicas antes de nadar;
- Procurem uma zona segura onde vão treinar;
- Usem óculos e protector solar;
- Aqueçam antes, alongando os músculos, não esquecendo de alonga-los depois do treino;
- Só nadem no mar se tiverem muita segurança, caso contrário, usem piscina.

Treino A

Caminhem por 40 minutos em ritmo moderado a forte no “calçadão” ou em areia dura. Se não estiverem na praia, caminhem na rua, parque da cidade, etc.

Treino B

Na praia
Caminhem 5 minutos na areia dura, 10 minutos na areia fofa, 10 minutos com água na altura da canela, 10 minutos com água na altura das coxas e corra 5 minutos com água na altura do peito (corrida estacionária, com elevação dos joelhos e movimentos dos braços)

Noutro lugar que não tenha praia
Caminhar 10 minutos em ritmo moderado no plano; Caminhar 15 minutos subindo e descendo ruas; Caminhar 15 minutos alternando a intensidade do exercício, ex: 2 minutos em ritmo moderado, 3 minutos em ritmo acelerado ou trotando até completar 15 minutos

Treino C

Para quem quer correr

Corrida de resistência de 30 a 40 minutos em ritmo moderado (F.C. de 120 à 150 bpm) na areia dura, no “calçadão”, na rua ou parque (cuidado com ruas de terra por causa dos buracos evitando entorses).

Corrida intervalada
Corrida rápida de 30 segundos a 1 minuto e corrida fraca a moderada de 2 minutos, até completar 30 minutos. Se não aguentarem correr 30 minutos seguidos podem caminhar 2 minutos e correr 3 minutos, até completar os 30 minutos.

Treino D

Natação
Marquem uma zona de 100 metros para que saibam a distância percorrida. Aqueçam, alongando os grupos musculares. Nadem de 800 metros a 1000 metros no vosso ritmo, descansando de 30 segundos a 1 minuto a cada 100 ou 200 metros.

Treino E

5 minutos de aquecimento em ritmo suave. 800 metros alternando o ritmo a cada 100 metros de suave a rápido (de 80% à 90% da sua capacidade), com descanso de 1 minuto a cada 200 metros.

Vocês podem alternar os treinos de acordo com seu condicionamento. Se vocês correrem e nadarem, poderão praticar todos os treinos acima, fazendo um a cada dia, treinando 6 vezes por semana, repetindo o treino A entre o treino D e o treino E (ambos de natação) ou como preferirem, pois se vocês tem condicionamento para fazer todos os treinos acima com certeza tem conhecimento para variá-los.

Treino F

Para quem quer treino mais intenso.

3 x´s por semana – Mês de Julho e Agosto

- Corrida ligeira de 12 minutos;
- 3 x 20 abdominais (baixos);
- 3 x 20 abdominais (altos);
- 3 x 10 flexões de braços;
- 3 x 15 dorsais;
- 3 x 20 elevações de pernas;
- Corrida ligeira de 12 minutos;
- Alongamentos.

Para melhorar e testar a condição física de 3 em 3 treinos façam um com 30 minutos de corrida ligeira ao iniciar.

Alongamento para antes e depois das actividades físicas:

- Em pé, segurem um dos pés de encontro ao “bumbum”, alongando a parte anterior da coxa. Troquem o lado.
- Em pé, pernas estendidas, levem o tronco à frente, como se fossem encostar as mãos no chão, alongando a parte posterior das coxas, pernas e coluna.
- Subam um degrau, apoiem a metade dos pés e forcem os calcanhares para baixo, alongando a parte posterior das pernas.
- Em pé, estendam os braços à frente entrelaçando os dedos e curvando as costas. Vocês irão alongar os braços e as costas.
- Passem os braços para trás do corpo, cruzando os dedos e alongando o peito.
- Puxem o pescoço para o lado, alongando-o. Troquem o lado.
- Girem a cabeça para um lado e depois para o outro lado.
- Elevem o braço para cima e para a lateral, alongando a lateral do corpo.

* Segurem cada posição por 20 segundos.

Muitas vezes ouvimos isto "Férias são férias", no entanto nem sempre o devemos levar á letra e quem faz desporto sabe isto melhor que muita gente.
Por isso nas férias os atletas nunca devem deixar de fazer exercícios, embora com cargas baixas e onde prevaleça a descontracção e divertimento, como por exemplo, piscinas, jogar voleibol, ténis ou outros na praia, rugby etc.
Como nem sempre isso sucede deixo aqui, a todos os interessados, um plano para quem quiser utilizar durante as férias e um para última semana de férias desportivas, para que depois no inicio da pré-época seja mais fácil a adaptação aos treinos. São 30 a 40 minutos no máximo de tempo dispensado das vossas férias.Lembrem-se que a época será longa e dura, e quanto melhor preparados estivermos, menos dificuldades certamente teremos.
Fonte: Publicação gentilmente enviada por Rui Sousa - Treinador de Hóquei em Patins da APDG Penafiel

sábado, 6 de novembro de 2010

OPINIÃO DE HUGO MENESES - NOVAS REGRAS


HUGO MENESES - TREINADOR DO C.H. CARVALHOS (SENIORES MASCULINOS)


1 - Na sua opinião, quais as principais vantagens e desvantagens das novas regras do Hóquei em Patins?
Vantagens:
Diminuição da componente "defensiva", do jogo.
Menos faltas.
Menos paragens de jogo.
Jogo mais aberto e mais"ofensivo".
Mais protagonismo para os jogadores criativos
Desvantagens
Protagonismo e capacidade de decisão dos resultados desportivos, por parte dos agentes desportivos que julgam o "Jogo". (ÁRBITROS), pois muitos deles têm um desconhecimento total das regras do jogo e os que as conhecem, não as aplicam, convenientemente. principalmente nas divisões inferiores.
Algumas leis de jogo demasiado dúbias, e de interpretação pouco clara.
2 - Na sua opinião, o que ainda é necessário modificar nas novas regras do Hóquei em Patins?
Sim, é necessário ainda um ajuste e maior clareza, na determinação das faltas de equipa.
Anti-jogo - Deve ser efectuado com cronómetro electrónico, ou na falta deste cronómetro manual, à semelhança do basquetebol.
Situação de jogo onde ambas as equipas estão a jogar com 3 jogadores em simultâneo. Possibilidade de fazer entrar um jogador de campo para cada equipa.
3 - Qual a sua opinião acerca do blogue THP e da sua importância?
Este é um dos sítios de eleição, onde se pode ver artigos, opiniões de assuntos de relevado interesse, para a modalidade e inovador, no sentido de existir um blog para treinadores, facto inédito no hóquei em patins Nacional.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

OPINIÃO DE FRANCISCO VELASCO - NOVAS REGRAS


Ainda sobre a temática das Novas Regras, nomeadamente em relação às 3 questões que colocamos a vários treinadores, obtivemos recentemente a participação de Francisco Velasco. Porém a sua opinião não se remete concretamente às 3 questões por nós colocadas, mas sim por realizar uma breve descrição sobre o que algumas pessoas partilharam com o blogue THP acerca das 3 questões colocadas. Assim sendo, relembramos aqui os autores de algumas respostas e à azul e a itálico opinião de Francisco Velasco.
Às questões:
1 - Na sua opinião, quais as principais vantagens e desvantagens das novas regras do Hóquei em Patins?
2 - Na sua opinião, o que ainda é necessário modificar nas novas regras do Hóquei em Patins?
3 - Qual a sua opinião acerca do blogue THP e da sua importância?
Obtivemos as seguintes opiniões:
Francisco Velasco - (Sempre em itálico e em cor azul)
3 – O THP é mais uma contribuição valiosa para o aumento dos conhecimentos das pessoas interessadas não só pelo hóquei, como pelo desporto em geral. Artigos sobre alimentação, futsal, basquetebol, gráficos de exercícios de preparação física, bem como vídeos de soluções a aplicar na prática do hóquei, nunca serão demais e contribuirão seguramente para o enriquecimento cultural de todos nós. Desejo boa fortuna ao seu mentor.
Carlos Figueroa
1 - Ventajas:
- El juego está ahora mas abierto, antes cuando un partido se ganaba por dos goles, prácticamente estaba sentenciado… A média de golos por partida das classificações dos campeonatos dos principais países, em todos os tempos, não demonstra esta afirmação. ahora la acumulación de las faltas puede hacer que el partido se vuelva a equilibrar… será que devemos resolver os problemas que os hoquistas enfrentam por meio de faltas (decreto) ?
Los finales de los partidos tienen una connotación mas parecida la basket… basket é basket, deixemo-lo em paz…, que hasta los últimos segundos se puede resolver un partido, con lo que la emoción es hasta el último segundo… todos os desportos, inclusivamente o hóquei, têm de ser jogados até aos últimos segundos, pois existem registos de imensas partidas em que o desfecho se verificou nos últimos minutos e até segundos.
- Las grandes faltas es tan mejor castigadas con la superioridad numérica… isto é uma cópia do hóquei em gelo, o célebre power play. Pelos vistos vamos copiar tudo e adulterar, como já escrevi algures, a essência do hóquei em patins, uma modalidade sui generis !
1ª - Desventajas:
2 - Como decía suprimir las faltas de patín… Outra cópia do hóquei em gelo, parar ou ajeitar o disco com a lâmina ! Será que queremos Hóquei em Gelo sobre Patins ou jogar futebol um dia destes ?
Otra cosa que cambiaría es la portería de hockey, la haría del tamaño de las de hockey hielo… Cá estamos nós, agora de uma forma directa a pretender descaracterizar completamente a nossa modalidade, ya se han probado y cambian la participación de los porteros, que en la actualidad es decisiva… Não está provado, antes pelo contrário, os golos no hóquei em gelo têm diminuído nos últimos anos o que está a preocupar os seus responsáveis.
El portero en el hockey es un elemento que por si solo puede ganar un partido, es demasiado decisivo en el marcador de un encuentro… Parece-me que este mito se mantém. Sozinho, nenhum guarda-redes ganha jogos, e o meu tal registo mental recorda que os melhores guarda-redes do mundo sempre tiveram à sua frente os melhores jogadores do mundo! Ele é 1/5 da formação no terreno, e valem tanto as suas defesas, como os golos marcados pelos companheiros !
3 - Siempre he defendido la creación de un comité técnico de hockey patines, formado por entrenadores… Um simples aditamento: Estando de acordo neste ponto, queria deixar registado que uma proposta minha, da criação dum Comité Técnico de Hóquei em Patins inserido no CIRH, foi aprovada num Congresso em Roma, em 1983, patrocinado pelo então Presidente do Comité Olimpico, D. Juan Samaranch. Esse comité foi constituído dois anos depois, que me lembre, por jogadores espanhóis. Seria de publicar o trabalho que produziram para benefício da modalidade.
Pedro Antunes
- Desvantagens:
- Diferenças de critérios na avaliação das faltas e na mostragem dos cartões por vezes num mesmo jogo... De acordo, é um problema que a Arbitragem tem de resolver.
- Cartões azuis aos treinadores se o arbitro não sabe quem falou (mesmo que seja por vezes algum espectador que esteja perto do banco...), - não lembra ao diabo !
- Não permitir avançar com a bola para driblar o GR, na marcação dos penaltis… Acho bem que não se permita. A grande penalidade é um acto em que se põe à prova os nervos, a perícia e a precisão da seticada dum atleta e deverá ser sempre batida da respectiva marca. Vem-me à memória a situação do penalti no futebol, e imagino o marcador levar a bola para driblar o guarda-redes, ou o homem do basquete sair da marca de lançamento e ir dar um pulinho por baixo do cesto, ou o especialista do rugby levar a bola até aos postes. Não faria sentido.
- Não apitar para que os penaltis ou livres directos sejam marcados… é o cinema mudo !
- Demasiadas mudanças, que metem confusão não só ao Publico, mas também aos treinadores, árbitros e jogadores… De acordo, é o Código Penal já por mim referido algures, que os próprios legisladores se vêm à rasca para descodificar, daí as permanentes mudanças.
2 - Autorizar os Capacetes com mascara en Plexiglass, para quem se quiser proteger de alguma bolada ou sticada na cara / cabeça por acidente (proibir as mascaras com grelhas metálicas). Em todos os países e em todas as competições nacionais ou internacionais! Sei que esta opinião é muito polémica... ;-)… E é polémica. Para já, deveria ser uma proposta baseada numa estatística de traumatismos compilada ao longo dos anos, em todos os escalões etários, dos danos provocados por boladas e seticadas, que não existe. Por outro lado, temos de considerar as condições climáticas dos países de várias regiões, mesmo os temperados, como em Portugal, onde as viseiras se enevoariam, obscurecendo a visão dos atletas…
- a meu ver, deveria ser obrigatório, (decreto ?!), para todos até aos 13-14 anos de idade… (porquê nesta idade? estatísticas de incidências ? e porque encarecer mais os custos com a modalidade que afastarão os pais que os têm de suportar ? ) e depois ser facultativa mas autorizada para quem quiser. Com as regras actuais, duvido que algum jogador utilize a mascara como "arma"... Olhe que não sei, como estamos entretidos a copiar o que se passa no hóquei em gelo, lá vem o meu registo mental lembrar as cenas de pancadaria nesta modalidade, em que, às molhadas, se socam e não se magoam, tais as protecções que vestem. Cenas, essas, algumas delas orquestradas de propósito, para fazerem delirar os espectadores que também começam a rarear nessa modalidade. Mas isso é na América dos guerreiros, temos deixar os portugueses trabalhar a terra com o cajado, digo, trabalhar a bolinha com o setique e de cabeça ao sol, que nisso ele é bom !
Miguel Cristophe da Silva Moreia
Seleccionador e Treinador da Equipa de Hóquei em Patins da Universidade do Porto
1- Vantagens: Melhor organização e/ou preparação das equipas;… Será que as novas regras vão conseguir tudo isso, nos Clubes ? Nova vaga de propaganda para a modalidade… Repito, será que as novas regras vão conseguir propagandear a Modalidade ? Duvido… o que sei é que, quem não é visto na Televisão, simplesmente não existe. Se pretendermos propagandear o hóquei em patins, temos de socorrermo-nos do Boaventura Rodrigues, que através da Wall Street, fez uma cobertura magnífica do último Campeonato realizado em Wuppertal, com a pouca sorte de reflectir uma final em que, infelizmente, fomos humilhados. Mas será a persistência em apoiar esta organização, a nossa única esperança de propaganda da modalidade, porque esta não resultará da invenção de novas regras !
António Castilho
Treinador Nível 2 e Seleccionador/Treinador das selecções de HP da Associação de Patinagem do Alentejo e da equipa de iniciados do CP Beja.
2 - O problema modalidade não são as novas regras...pelo contrário, apesar de muitos quererem fazer passar essa mensagem. O problema está na pouca divulgação da modalidade a nível da comunicação social, do modalidade não aparecer nas escolas quer a nível curricular quer através do desporto escolar, das Instituições que formam profissionais ligados à área do desporto e da educação física, salvo raras excepções, incluírem nos seus currículos a patinagem ou o hóquei em patins. Mas tudo isto tem de partir da Federação e saber se quer divulgar e fazer crescer a modalidade ou se quer continuar como está… De acordo, a tristeza é que a modalidade, 20 anos atrás, era considerada curricular no desporto escolar e a Federação deixou fugir essa oportunidade, virada que estava para o “céu olímpico” ! Essa obsessão, destruiu a hipótese do desenvolvimento da patinagem pelo país inteiro, ao custo mínimo de umas placas cimentadas, nos espaços das escolas. Na altura, a Federação foi várias vezes alertada para isso. Mas não, com todo o "bréeu-béuu", foram aos Jogos Olímpicos em Espanha conquistar… nem sequer o 3º lugar ! Malapata do nosso hóquei…
Lobato Inácio
1 - De acordo
2 - O aspecto mais negativo, quanto a mim, está apenas em que o sistema de contagem de tempo seja efectuado pelo árbitro de campo… de acordo, quando deveria ser de forma automática controlado pela mesa de jogo que sinalizaria como qualquer outra situação de jogo e se possível essa contagem de tempo deveria ser mostrada no painel de controlo de tempo (marcador electrónico) do respectivo ringue… Esta é uma modalidade planimétrica, em que árbitros e jogadores têm de manter os olhares na pista e não podem estar a levantar a cabeça ou a pensar nos tempos. Copiaram isto do basquete que é uma modalidade volumétrica, um erro crasso, não funciona no hóquei em patins. Tanto quanto me parece, “decretos” de tempo para isto e tempos para aquilo deviam ser eliminados. Aliás, bati-me contra esta proposta da imposição de tempos no hóquei em patins, debatida em 1983, no local próprio, com uma argumentação suportada por várias estatísticas que não foram postas em causa, e foi definitivamente chumbada em Congresso, ao ser alertado para as implicações. Nada mudou desde então e foi péssima ideia ir repescá-la.
- E desiludam-se os arautos da espectaculosidade do jogo, não será por alterações às regras que a modalidade evoluirá, mas só com a melhoria do nível técnico individual e colectivo… De acordo !
- E ATENÇÃO ao crime que se comete com a competição de jovens com idades inferiores a 11 anos, pois se exigem desempenhos e competitividade como se de jovens adultos ou adultos se tratassem. De acordo !
- são candidatos À DESISTÊNCIA a partir dos 13/14 anos, cansados e esgotados das exigências praticadas até essa idade... De acordo… !
- O desporto qualquer que ele seja deve ser encarado com alegria e prazer, mas também com rigor, e infelizmente ou por desconhecimento ou por falta competência cometem-se verdadeiros crimes a coberto de nada… De acordo… !.
- Aí sim temos que nos debruçar e repensar o que estamos a fazer. . De acordo… !