sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

COMO POSSO OBSERVAR A EQUIPA ADVERSÁRIA E RETIRAR DADOS PRECISOS? - HELDER ANTUNES

Por Helder Antunes

Nesta publicação aqui no blogue THP, vou tentar mostrar como podemos retirar informação de uma equipa adversária XPTO, tentando utilizar algumas técnicas da metodologia observacional.

Esta publicação baseia-se apenas nos meus conhecimentos pessoais e na minha experiência como treinador de Hóquei em Patins.

1 - Contextualizar a situação.

Vamos ter um jogo de carácter importante contra uma equipa XPTO e de antemão, depois de várias informações recolhidas e depois de observarmos alguns jogos da equipa XPTO, sabemos que essa equipa XPTO é muito forte nas transições defesa-ataque. Aliás que 80% dos seus golos marcados “nascem” de situações de contra-ataque.

Chegamos a essa conclusão através de várias observações directas e utilizando ferramentas simples da estatística como a média por exemplo.

Então, eu treinador que vou preparar o jogo contra a equipa XPTO, sei que se anular as transições defesa-ataque da equipa XPTO, poderei anular grande parte do seu jogo ofensivo e como tirar dividendos disso e em função disso mesmo adaptar algumas questões tácticas na equipa que oriento tendo em vista essa “anulação” na equipa adversária.

2 – Como começo?

Para iniciar esta 2ª fase é necessário ter suporte vídeo de jogos da equipa XPTO e porquê?
Porque aqui vamos passar a uma observação indirecta e intra-observador para recolhermos os dados que pretendemos.

Sabendo que sempre que a equipa XPTO recupera a bola e inicia a transição defesa-ataque, eu treinador pretendo saber qual a conduta mais utilizada pela equipa adversária para que descortine as suas rotinas nessas transições. Então e utilizando técnicas da metodologia observacional, estabeleço diversos critérios para classificar os desenhos e realizo o seu desenvolvimento sistemático

Metodologia Observacional: “A Metodologia Observacional, segundo Losada & López (2003) é uma estratégia do método científico que planeja a observação sistemática da realidade, desenvolvendo categorias que permitam obter registos sistemáticos de conduta, que uma vez transformados em dados quantitativos com um nível de fidelidade e validade determinada descreve, e em alguns casos prediz, a conduta do sujeito em situação natural.”

3 - Para facilitar a recolha dos meus dados…

Divido o campo em zonas, como por exemplo:


Assim sei que a zona D1 Corresponde à zona defensiva do lado esquerdo entre a tabela final e a linha da marcação do Livre Directo até à linha imaginária que passa pelo centro da baliza e assim sucessivamente para as zona D2, D3 e D4.

As zonas D1 e D3 (impares) correspondem ao lado esquerdo e as D2 e D4 (pares) correspondem ao lado direito.

Aqui não divido a zona ofensiva, porque tendo em conta as especificidades da equipa adversária, só vou analisar as transições defesa-ataque e como tal se é uma transição defesa-ataque, obrigatoriamente a mesma tem de ser iniciada na zona defensiva.

4 – Os meus objectivos?

Saber que conduta utilizam os jogadores da equipa XPTO quando recuperam a posse de bola na sua zona defensiva.

Identificar se essas condutas levam ou não à obtenção do golo por parte da equipa XPTO.

5 - O INSTRUMENTO PARA A RECOLHA DO PADRÃO CONDUTA NA ZONA DEFENSIVA

Optou-se pela elaboração de um instrumento “ad hoc”, devido a grande diversidade de situações susceptível de serem observadas que necessitam de uma observação sistemática, específica e contínua.

A decisão pela elaboração de um instrumento “ad hoc” baseia-se, em parte, no facto de não ser encontrado qualquer instrumento estandardizado que se revele adequado o que se pretende, isto é, que permita verificar qual o padrão conduta após uma recuperação de bola na zona defensiva no hóquei em patins e se essa mesma conduta leva a equipa ao êxito, à obtenção de golo.

Assim, procedo à construção de um instrumento, tendo em conta a especificidade do que pretendo.



6 - OBSERVAÇÃO E REGISTO DOS DADOS

Observamos todas as recuperações de bola e qual a conduta imediatamente posterior à recuperação de bola da equipa XPTO na sua zona defensiva, para definir qual a conduta mais utilizada pela equipa a seguir à recuperação de bola. Observamos ainda se após a conduta imediatamente a seguir à recuperação de bola, essa mesma situação se concretizaria ou não em golo na baliza do adversário, independentemente da forma/gesto técnico como o golo fosse obtido.

7 - CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO DE OBSERVAÇÃO

Foi utilizada uma observação em situações de máxima realização (competição), através de uma observação activa, não participante, indirecta, porque apesar de envolver o registo da realidade, esta foi observada através de meios audiovisuais. A observação foi realizada duas (2) vezes (jogo).

Analisou-se o padrão conduta de uma equipa sempre que esta recuperou a posse de bola na sua zona defensiva durante um jogo de hóquei em patins da equipa XPTO.

8 - PROCEDIMENTOS DE OBSERVAÇÃO

Optou-se por uma observação indirecta, pois recorreu-se a meios audiovisuais para a recolha dos dados amostrais, sendo os mesmos recolhidos por duas (2) vezes.

O jogo foi filmado por uma câmara XXX e posteriormente gravado para um DVD – R sem percas de qualidade, sendo posteriormente visualizado num leitor de DVD.

9 - Exemplo de um dos registos das condutas e comportamentos sob a forma de código



Para sabermos a que corresponde cada código é só visualizar a tabela de comportamentos, códigos e condutas.

10 - ANÁLISE DOS DADOS

A análise dos dados observados e registados realizou-se através de uma ferramenta específica, nomeadamente a ferramenta Excell 2007 do Microsoft Office, servindo a mesma para efectuar todos os cálculos pretendidos.

11 – Exemplo de Conclusões úteis a que podemos chegar

Utilizando os dados recolhidos no quadro do ponto n.º9 (a título de exemplo meramente), posso concluir que:

Em 10 recuperações de bola que a equipa XPTO realizou, 6 foram realizadas na zona D2. Logo esta é a zona mais forte defensivamente da equipa XPTO.

O jogador que mais bola recupera na equipa XPTO é o jogador J1 que corresponde (segundo a tabela que elaborei) ao jogador com o n.º 2.

A conduta que a equipa XPTO mais utiliza quando recupera a bola é o passe (conduta 11).

A equipa XPTO cria mais perigo quando realiza as transições defesa-ataque a serem iniciadas com passe logo após a recuperação da bola.

Sempre que existe um passe (conduta 11) nas transições defesa-ataque, esse mesmo passe é preferencialmente realizado para o jogador J7 e J8 (segundo a tabela correspondem aos jogadores n.º 8 e 9.

12 – Informação Final

Posto tudo isto, eu treinador, posso compactar a informação para a transmitir à equipa que oriento e posso adaptar algumas situações tácticas de forma a tentar “anular” estes pontos fortes da equipa XPTO, de modo  ficar mais"próximo" da vitória no jogo.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

ASPECTOS MOTRICES DEL APRENDIZAJE DEPORTIVO INICIAL EN HOCKEY SOBRE PATINES EN NIÑOS DE OCHO A DIEZ AÑOS

Prof. Ed. Física. Mg. Cristián Luarte Rocha
Universidad San Sebastián (Chile)



Resumen

El presente estudio nos plantea una reflexión acerca de la metodología que se aplica en la etapa de iniciación deportiva en hockey sobre patines. Considerando que el tratamiento que se utiliza a escala nacional, está orientado hacia la búsqueda de una especialización precoz, se intenta demostrar que mientras en los métodos tradicionales, las situaciones de aprendizaje se componen de asimilación y de aplicación de destrezas individuales, en los métodos globales son situaciones lúdicas en la que se busca alguna solución motriz a problemas planteados por el propio juego. Los gestos técnicos son, por lo tanto, deducidos a partir de la situación real de juego propiciando una Pedagogía de Deporte sin establecer criterios generales de eficacia estandarizados. Desde el punto de vista estadístico se llegó al siguiente resultado, para la prueba "t" para muestras no independientes: Para el test de coordinación óculo-pedal la razón "t" es: 17.40, Test de coordinación óculo-manual la razón "t" es: 3.43 y Test de juego simple la razón "t" es: 10.67. Se necesita un valor de: 1.7613 para que la "t" sea significante al valor 0.05 y de: 2.624 para que sea significante al valor 0.01. Esto quiere decir que la diferencia entre las dos medias es significante a los valores 0.05 y 0.01. Entonces la conclusión es que se aceptó la hipótesis de investigación y se rechaza la hipótesis nula.


1. Introducción


La iniciación temprana en toda actividad física y en disciplinas deportivas es beneficiosa para todo menor, sin embargo, el problema parece estar centrado en los objetivos que se buscan con esta temprana iniciación deportiva. El tema en estudio ha sido, es y será controvertido por todas las implicancias que supone en el campo de las ciencias aplicadas al deporte, desde esta perspectiva, considero que el deporte por naturaleza debe tener en su iniciación, referentes socio-educativos con un planteamiento metodológico que se aleje del modelo tradicional de deporte competitivo.

Al analizar la metodología aplicada al proceso enseñanza-aprendizaje en la disciplina del hockey sobre patines me encuentro con una gran problemática que es la "metodología de aprendizaje que se utiliza en su iniciación" ya que, generalmente está ligada a la "búsqueda de aprendizaje por medio de una especialización precoz", la especialización precoz es una realidad, que se trata de un hecho que ha cobrado naturalidad en la mayoría de los países del mundo pese a todas las condenas sea de médicos, pedagogos, psicólogos etc. y que en la actualidad pese al escepticismo de muchos, se impone el criterio de una gran mayoría en el sentido de que una correcta "selección de talentos", con todas las garantías que ello exige, y un aprendizaje precoz de la técnica así como un racional planteamiento del entrenamiento, adaptado a la edad biológica del niño, puede mejorar las prestaciones futuras y asegurar, en la medida de lo posible, rendimientos deportivos de alto nivel en el tiempo, que sería dudoso se consiguiesen con una iniciación tardía en la disciplina deportiva.

Considero que no hay impedimentos categóricos en contra de la especialización temprana, tanto desde el punto de vista biológico como pedagógico, siempre y cuando la selección y la futura dedicación deportiva de los niños, se apoye precisamente en la elección de las correctas bases metodológicas o método de aprendizaje, siguiendo ciertos criterios y principios. Respetando estos principios con objetivos educativos, el proceso de enseñanza-aprendizaje en el hockey sobre patines debería estar orientado hacia una Pedagogía de Deporte utilizando estrategias lúdicas Globalizadas. Sin embargo, los estudios apuntan fundamentalmente hacia "un aprendizaje técnico individual exigiendo sucesiones de gestos técnicos empleando mucho tiempo en la enseñanza técnica y muy poco en el juego propiamente dicho".

Esta carrera desproporcionado por obtener rendimientos y resultados prematuros ha generado una obsesión por los aspectos de la enseñanza y el aprendizaje centrados en la técnica individual lo que nos puede generar que la suma de todos los desempeños individuales provoca un riesgo cualitativo en el equipo, aún así, en la actualidad se participa en Campeonatos Nacionales con niños de ocho a diez años peleando a muerte por los puntos sin respetar los procesos y mecanismos que se ponen en juego para el aprendizaje, es decir carecemos de una metodología activa - participativa que apunte a resolver los problemas de aprendizaje equipando al niño en su plano funcional.

Por otra parte, el hecho de aplicar una metodología en función de una técnica individual, puede abortar una serie de capacidades que cumplen con el desarrollo dentro de un proceso de aprendizaje, por poner un ejemplo: "La dimensión social", que supone la aparición de lazos efectivos, aprendizaje social y descubrir al otro. Esta dimensión social debe ir acompañada por las Capacidades Motrices y las Capacidades Cognitivas. De ahí que todo lo que suponga desviar la intencionalidad educativo-formativa que debe presidir la actividad deportiva en el niño, deba ser rechazado, así como todo lo que atenta contra su libertad y contra la sana alegría y la limpia competencia que son innatas al deporte practicado por niños.

Es por todos conocido que la primera y más fuerte motivación del niño ante el deporte es la necesidad de movimiento, que en un principio tendrá un carácter meramente lúdico para más tarde, al surgir la tendencia natural de superación de sí mismo y de los demás, asuma un carácter competitivo. Es importante tener en cuenta que la aplicación de la innovación metodológica, por medio del modelo de aprendizaje lúdico globalizado no debe ser utilizada sólo como un medio para el desarrollo de habilidades y capacidades variadas. Simultáneamente, es necesario enseñar esos mismos juegos, con su lógica particular, sus normas, reglas y sus códigos, como referencias importantes de la cultura deportiva, de esta manera estamos entregando al deportista una formación para su desarrollo personal.

Continua (…)



Fonte: ROCHA, M., 2006. Aspectos motrices del aprendizaje deportivo inicial en hockey sobre patines en niños de ocho a diez años. http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 11 - N° 101 - Chile

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O TREINADOR-ADJUNTO...

Como escolher o treinador adjunto apropriado para a sua equipa? e Quais as características fundamentais a ter em conta na sua selecção?

A natureza da equipa técnica é hierárquica. E isto é inquestionável.

A equipa é um grupo colectivo no qual é impossível alcançar-se a excelência com o desempenho de apenas um elemento, mas sim com o contributo de todos os elementos que a compõe, desde jogadores até ao último elo da hierarquia da equipa técnica.

Neste enquadramento a selecção do(s) treinador(s) adjunto(s) ou assistentes desempenha um papel determinante na consecução do projecto estruturado para a época desportiva, de tal modo que o treinador principal deve seguir determinadas linhas orientadoras por forma a seleccionar aqueles que melhor se adeqúem à equipa, aos objectivos e à sua forma de trabalhar.

Existem diversas tipologias de treinadores no que concerne ao que procuram nos seus assistentes. Há treinadores que necessitam de adjuntos que se encaixem na forma de trabalhar que desenvolveram ao longo dos anos como treinador; há outros que ao possuírem um forte jogo e ao serem simultaneamente grandes estrategas geralmente necessitam de um treinador adjunto vigoroso para treinar a equipa; treinadores principais mais experientes e com mais anos de trabalho, podem necessitar de “sangue novo” e fervor para se identificar com os jogadores e oferecer à equipa novas perspectivas, assim como novas técnicas; treinadores principais com menos experiência poderão necessitar de assistentes, nos quais deposita confiança, que o ajude a lidar com os altos e baixos da profissão; …

Uma situação ideal seria o treinador principal ser seguro o suficiente das suas qualidades, capacidades e conhecimentos, o qual procure no treinador adjunto colaboração e conhecimentos específicos em áreas nas quais irá estar mais implicado e que complemente as suas capacidades e forças, já que da escolha do corpo técnico está fortemente implicado o sucesso e o “crescimento” da equipa.
Existem questões que devem ser colocadas pelo treinador principal aquando da escolha dos adjuntos, tais como: Quais as minhas forças e fraquezas? O que é que a equipa e o planeamento necessitam?

Quais as competições nas quais a equipa vai estar envolvida? Quais os objectivos competitivos da equipa (classificações) para a presente época? Quais os objectivos da equipa a curto e longo prazo? …

Após reflectir sobre a sua realidade, a realidade da equipa e das suas necessidades para esta época, o treinador deve fazer um esboço das qualidades e capacidades que necessita encontrar no(s) treinador(s) adjunto(s) e ir ao seu encontro.

O factor “confiança” pode estar presente desde o primeiro momento da escolha (quando já existe um conhecimento mútuo das personagens) como também pode ser construída ao longo do trabalho a realizar, desde que a vertente do respeito, ética e responsabilidade sejam mantidos (quando existe desconhecimento pessoal e apenas das qualidades que se procuram nos adjuntos).

Como tal, o treinador adjunto deve:

- Ser o “braço direito” do treinador principal e ter o seu papel bem definido; conhecer muito claramente os contornos do seu papel, as suas extensões e implicações. Ter bem preciso quais as áreas da sua responsabilidade e aprofundar os seus conhecimentos nessas mesmas áreas. Seleccionar, dos diversos meios disponíveis, aqueles que lhe irão ser mais úteis para a concretização dos objectivos. Estar sempre a par das alterações e inovações nas diferentes metodologias ligadas ao treino desportivo;

- Ser capaz de abdicar dos seus ideais, se estes forem discordantes dos do treinador principal, para apoiar os deste em função do que a equipa necessita. Treinador principal e adjunto devem estar sempre do mesmo lado da balança e trabalhar em uníssono, visto que o que os faz trabalhar conjuntamente é a equipa e esta é a única razão pelo qual estão juntos nesta tarefa. As questões éticas estarão sempre presentes nas suas relações. Mas no entanto, aquilo no qual ele acredita e que faz parte do seu reportório como treinador, pode também ser muito útil ao treinador principal por ser uma perspectiva diferente da sua e muita das vezes é da confrontação de ideias, pensamentos, saberes… que se encontra novas formas de actuar, organizar e estruturar pensamentos e até conhecimentos;

- Dominar as diversas técnicas de treino para rentabilizar o tempo e o desempenho dos jogadores no treino e consequentemente na competição;

- Trabalhar em conjunto com o treinador principal na definição de tarefas que estão inerentes ao planeamento; na definição das qualidades e características físicas, de execução técnica e, se possível, psicológicas (quando não existe psicólogo na equipa técnica), assim como no desempenho técnico-táctico dos jogadores.

Nem todas as equipas têm a possibilidade de ter um corpo técnico extenso que abranja diferentes área do treino desportivo onde a especialização é um facto evidente. Quando tal acontece o mais frequente é que o treinador adjunto tenha a seu cargo diferentes áreas do treino, tais como: preparação física/musculação; scouting; observação e análise do jogo, pré e pós competição, tratamento estatístico, determinação das tendências de jogo, … para as quais necessita ter conhecimentos específicos, para além do seu desempenho diário no treino propriamente dito.

O treinador principal deve atribuir aos seus assistentes responsabilidades e suficiente flexibilidade e autonomia para que desempenhem com sucesso as suas funções, sem nunca abdicar do que é prioritário para a equipa. Um indicador de liderança verdadeira por parte do treinador principal é a capacidade de delegar responsabilidades e de promover a capacidade do(s) treinador(s) adjunto(s) (neste caso específico) em receber e agir sobre essa responsabilidade.

Por seu turno, o treinador principal deve possuir conhecimentos relativamente às áreas delegadas nos seus assistentes e simultaneamente estar familiarizado com o processo utilizado por estes para atingir os objectivos traçados.

Por vezes o papel do(s) treinador(s) adjunto(s) pode ser modificada, mas a definição do seu papel deve ser inalterável. No entanto, a característica mais importante da relação entre treinador principal e treinador adjunto é a partilha da filosofia de treino de cada um, assim como, o compromisso partilhado nos objectivos similares. O ideal seria ambos aprenderem constantemente um com o outro.

Fonte: AQUI

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A IMAGEM DOS TREINADORES

Cumpre aos Treinadores a respectiva definição objectiva das funções que lhes pertencem e o reconhecimento prévio das qualidades exigidas pela sua profissão.
São nossas as funções de "Leaders"
Apontando os caminhos que devem ser trilhados e o modo como consideramos necessário fazê-lo, o mais possível com a intenção de vermos a nossa liderança naturalmente aceite e reconhecida como necessária (respeito mutuo entre os componentes da equipa).

1 - Professores

Ensinando e treinando com evidentes exigências de equilíbrio entre a eficácia necessária e a preocupação de formar e educar os que estão sob a nossa responsabilidade.

2 - Organizadores / Panificadores

Organizando e planificando todas as actividades das equipas por quem somos responsáveis, tomando a participação dos que nos rodeiam como base essencial de suporte da nossa acção.

3 - Motivadores

Conseguindo a melhor das entregas e a maior das ambições daqueles que nos cercam, conquistando a adesão entusiástica e responsável de jogadores e dirigentes.

4 - Conselheiros

Enormes responsabilidades de intervenção formativa e educativa, influenciando positivamente os componentes da equipa, para além dos meros aspectos inerentes ao treino e á competição (atletas sujeito e não sujeito, cidadão/atleta e não só atleta/rendimento)

5 - Disciplinadores

Conseguir que a disciplina vivida no seio da equipa seja assumida responsavelmente por todos os seus intervenientes, imperando a auto disciplina e a auto preparação relativamente ao autoritarismo.
Ser firme mas justo!

6 - Saber/Conhecimento

Domínio total dos conhecimentos requeridos pelo exercício da função.
Com a profundidade necessária e a noção fundamental que, consoante as condições de trabalho e os objectivos a realçar, necessitamos determinar quais os aspectos desses conhecimentos sobre os quais iremos incidir, com maior insistência.

7 - Habilidade para ensinar

Temos de ser capazes de transmitir os nossos conhecimentos, pois não basta SABER, é preciso SABER ENSINAR.

8 - Qualidades próprias

Ser leal para o grupo de trabalho, liderar todas as suas actividades, trabalhar árdua e entusiasticamente, ser natural e actuar de modo conforme com a personalidade que possui.

9 - Trabalho de equipa

Os atletas e os dirigentes representam o grupo de trabalho sobre o qual incide fundamentalmente a acção do treinador. Um grupo de trabalho baseado em exclusivo, na valia individual de cada um dos seus elementos, apenas fornece maiores possibilidades para ganhar, não garante vitórias. Pertence ao treinador saber trabalhar em equipa.

10 - Criar clima de sucesso

O pretendido clima de sucesso depende do entusiasmo e dedicação do treinador, pertencendo-lhe dar o seu melhor em benefício de cada atleta e do grupo de trabalho. É da responsabilidade do treinador, ajudar os atletas a superarem-se época a época e, principalmente a tornarem-se confiantes nas suas capacidades de execução e decisão. O clima de sucesso depende em larga medida da perfeita determinação dos objectivos que deverão estar de acordo com as possibilidades dos atletas e serem atingíveis.
Ser treinador, subentende um constante interesse pela inovação científica pedagógica e cultural e a recusa permanente de actividades seguidistas ou subservientes.
Ser treinador, exige uma cultura geral e específica, que possibilite as necessárias intervenções críticas, com reflexos no desejado desenvolvimento do desporto nacional.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

TREINAMENTO PSICOLÓGICO E TÉCNICAS PARA A MELHORA DA MOTIVAÇÃO DE ATLETAS

Prof. Zadro Jornada Monteiro*
Prof. Ms. Roberto Mario Scalon**


*Graduado em Educação Física pela PUC/RS. Acadêmico de fisioterapia pela UNIFRA
** Orientador. Docente da Faculdade de Educação Física da PUCRS.Docente do Pós Graduação da Universidade do Oeste de Santa Catarina - Xanxerê (Brasil)

Resumo
O objetivo deste estudo bibliográfico é conceituar o treinamento psicológico e exemplificar algumas técnicas para a melhora da motivação de atletas. Baseado em teorias existentes, este estudo pretende esclarecer e instrumentalizar profissionais de Educação Física com conceitos e técnicas de aprendizagem.
Unitermos: Treinamento psicológico. Motivação. Atletas.
Introdução
É comum no esporte de hoje em dia, atletas de alto nível técnico não obterem os resultados desejados em suas competições. Acredita-se que isto ocorre por muitos motivos, como: o nivelamento dos atletas, a exigência e pressão por resultados positivos, entre outros, por isso, cada vez mais se busca aprimorar e desenvolver novas técnicas. Dentre elas existe o treinamento psicológico, que vem se mostrando, com o passar dos anos, uma ferramenta muito útil para a obtenção de resultados no esporte. Segundo Becker Jr. (2002), a utilização de técnicas de treinamento psicológico possibilitam aprender, variar e aperfeiçoar as capacidades cognitivas. Dentre elas existe a motivação, um fator chave para o desenvolvimento do interesse e auto-estima do atleta.
Segundo Roberts (1995), a motivação tem um papel muito importante na vida das pessoas, mas, lamentavelmente, um fator pouco entendido no meio prático.
No esporte são exigidas muitas capacidades dos atletas e infelizmente muitos profissionais ainda não têm o interesse em trabalhar o fator psicológico do atleta de uma maneira contínua, a fim de melhorar ainda mais sua performance. Segundo Weinberg e Gould (2001), por muitas vezes o treinamento psicológico é negligenciado por falta de conhecimento, percepção, falta de tempo ou à idéia de que as habilidades psicológicas são inatas ao ser humano e não podem ser treinadas. Becker Jr.(2002) ressalta, que o treinamento psicológico e o treinamento físico deveriam desenvolver-se juntos, até a formação de uma unidade, sendo que os programas de treinamento dos atletas devem levar em conta e integrar ambas as formas de maneira bem distribuída. O presente estudo pretende esclarecer a questão prática da motivação, com o auxilio de técnicas de treinamento psicológico.
Treinamento Psicológico
A incessante busca por fama, dinheiro e resultados milagrosos, fazem com que algumas pessoas não se beneficiem com os aprendizados de um treinamento psicológico sério. Felizmente o treinamento psicológico vem aos poucos recebendo uma atenção especial da área científica nos últimos anos. Mais, especificamente, a área esportiva está aderindo às mais variadas técnicas de Treinamento Psicológico, tanto para melhorar fatores psicológicos, quanto aperfeiçoar habilidades físicas de atletas. Além dos resultados positivos que alguns estudos trazem, treinadores e psicólogos estão provando para o mundo que, além do treinamento físico, o treinamento psicológico também é imprescindível para a obtenção de resultados no esporte.
Estudos sobre o Treinamento Psicológico
Em um estudo científico, Scalon et al (2004), concluiu que o treinamento mental (uma das técnicas de treinamento psicológico) é uma variável importante tanto para a melhora da performance, quanto para a aquisição de habilidades motoras. O Treinamento Mental deve, também, ser planificado e bem planejado, respeitando a individualidade biológica e psicológica de cada atleta.
Segundo Becker Jr. (2002) o treinamento psicológico proporciona ao atleta a aprendizagem, manutenção e aperfeiçoamento psicofísico. Para Perez (1995), o objetivo do treinamento psicológico é melhorar as habilidades psicofísicas que influem no rendimento esportivo, bem como nos protagonistas do meio (esportistas, treinadores e etc.). Essas habilidades são:
- Organização da carreira esportiva;
- Automotivação;
- Confronto de situações estressantes;
- Controle da tensão;
- Adaptação às cargas de treinamento e mudanças ambientais.

Nitsch (apud BECKER JR., 2002 : 14) afirma: “o objetivo e a meta do Treinamento psicológico é a modificação dos processos e estados psíquicos (percepção, pensamento, motivação), ou seja as bases psíquicas da regulação do movimento. Essa modificação será alcançada com a ajuda de procedimentos psicológicos”.
Através de medidas psicológicas de treinamento, os objetivos finais podem ser alcançados. Estes objetivos são (Becker jr.,2002):
- Auto- regulação da atividade;
- Influência sobre a habilidade;
- Manejo da auto-imagem;
- Recuperação e reabilitação do atleta;
- Motivação.

O aumento da motivação se dá a partir de técnicas de preparação psicológicas. Em seus estudos, os autores Bandura, Duncan e Mcauley (apud BECKER JR, 2002), mostram resultados similares ao constatarem que técnicas de visualização incrementam o nível de motivação do atleta. Porém um fator importantíssimo nas sessões de imaginação é o conteúdo das mesmas. Bandura, sugere que a visualização seja positiva, contendo situações de êxito, para que a motivação aumente.
Motivação no esporte
Que motivos levam o atleta alcançar seu objetivo ou se empenhar mais? Essa é uma questão muito individual e deve ser tratada como tal. Um treinamento psicológico, voltado para a motivação, pode ser a chave para que o atleta se automotive. Este trabalho motivacional só acontece com a boa vontade do atleta e a boa estruturação das sessões de treinamento, de preferência, individualizada. (BECKER JR, 2002).
Alguns autores ressaltam questões referentes à motivação:
- Perez, (1995 : 121): “Estar motivado é querer obter um bom rendimento e fazer o máximo possível para consegui-lo.”
- Roberts, (1995 : 31): “...a motivação se refere a aqueles fatores de personalidade, variáveis sociais ou cognitivos que entram em jogo quando uma pessoa realiza uma tarefa a qual está sendo avaliada, entra em competição com outros e tenta expressar um certo nível de exigência.”
- Becker Jr (apud SCALON, 2004 : 23): “...fator muito importante na busca de qualquer objetivo.” , “...assim sendo, a motivação é um elemento básico para o atleta seguir as orientações do treinador e praticar diariamente as sessões de treinamento.”
- Heckhausen (apud SCALON, 2004 : 23): Motivação é um processo em busca de melhora ou manutenção da própria capacidade em todas as atividades, nas quais existe uma norma de qualidade (onde se pode medir qualitativamente o próprio empenho) e a execução pode levar ao sucesso ou fracasso.
A motivação é um dos pontos determinantes para o sucesso ou o fracasso de uma carreira esportiva. O atleta com motivação elevada, treina com mais entusiasmo, obtém melhora nos gestos motores, ganha confiança em si mesmo e, conseqüentemente, tem mais chances do que atletas despreparados física e mentalmente. Ganhando, o atleta volta a se motivar e treina com mais entusiasmo, começando tudo outra vez. A partir deste pensamento, podemos visualizar o seguinte círculo virtuoso:


Para que o círculo virtuoso da motivação não se quebre, o treinamento psicológico contínuo e periódico deve merecer uma atenção especial na vida do atleta, sendo encaixado e bem estruturado na rotina esportiva do mesmo.

Motivação interacional

Segundo Weinberg e Gould (2001), a motivação interacional é a visão de motivação mais aceita por psicólogos do esporte e do exercício. Ela é composta por dois fatores: fatores pessoais e fatores situacionais. Esta visão estabelece uma relação entre os fatores tratando-os de uma forma conjunta sem isolá-los. Nesta visão os fatores pessoais e situacionais juntos resultam na motivação do atleta. Veja o quadro abaixo (Weinberg e gould, 2001 : 75):



O treinamento psicológico pode adicionar, melhorar, e/ou treinar os fatores pessoais do indivíduo, porém os fatores situacionais dependem muito mais da vontade e disposição dos envolvidos (treinadores, colegas, etc.), do ambiente (condizente com o desporto) e dos recursos que para ele são oferecidos (materiais, instalações, opções, etc.). Estes fatores integrados pressupõem uma grande chance de manutenção e treinabilidade da motivação de uma maneira duradoura e vitoriosa.
Princípios do Treinamento Psicológico
Seiler e Stock (apud BECKER, 2002) destacam que antes da aplicação de qualquer técnica de treinamento psicológico, é necessário condições para que o aprendizado ocorra da melhor forma possível e com resultados expressivos; são os chamados Princípios do Treinamento Psicológico:
- Iniciativa própria: A decisão de participar de um programa de treinamento psicológico é somente dos próprios atletas, não sendo imposta por terceiros.
- Compreensão: O atleta deve entender todo o processo de seu treinamento. Conhecendo e se acostumando com a técnica, ele se envolve e se empenha, adquirindo uma vontade pessoal em atingir o objetivo.
- Confiança: A partir da confiança no sentido e objetivo do treinamento psicológico, a chance de êxito é muito maior.
- Individualidade: As mais diversas técnicas de treinamento psicológico devem respeitar a personalidade, experiências e posicionamentos dos praticantes, por isso deve ser concebida de forma personalizada.
- Disciplina: Aspectos como, regularidade, continuidade e conseqüência, devem ser incluídos para que o treinamento seja submetido a um sistema organizado e duradouro.
- Métodos: A partir dos primeiros efeitos do treinamento, ele passa a ser usado permanentemente em competições.
- Economia: Treinar o mínimo possível com o máximo rendimento.
- Integração: A integração do treinamento físico junto ao treinamento psicológico de forma bem distribuída.
- Aconselhamento: Com o tempo os atletas podem usar as técnicas sozinhos, mas é sempre bom um aconselhamento de um profissional habilitado para quando necessário.
- Sucesso: É um conjunto de fatores que leva ao sucesso. O treinamento psicológico é apenas um dos fatores e não é milagroso. Não adianta o atleta não estar bem fisicamente, por exemplo.
- Transferência: Assim como o treinamento psicológico influencia numa série de fatores para a melhora esportiva, este serve para outra situações da vida diária, tais como: exames, entrevistas, reuniões, etc.
A seguir, algumas das técnicas mais utilizadas no meio esportivo para a melhora da motivação.
Auto-motivação
Segundo Samulski (apud RUBIO et al, 2000 : 80): “Sobre técnicas de motivação compreende todas aquelas medidas que uma pessoa aplica assumindo o controle sobre seu próprio comportamento, para regular seu nível de motivação”.
O treinamento de Auto-motivação se divide em três técnicas: Cognitivas, motoras e emocionais.
Técnicas Cognitivas (RUBIO et al, 2000 : 80):
Abrange as funções psíquicas como percepção, imaginação e memória. Por meio de processos avaliativos, determinações de metas pessoais, atribuição de causas e auto-afirmações, os praticantes modulam seu estado motivacional atual.
Esportistas de alto nível beneficiam-se das técnicas abaixo:
- Imaginar as capacidades positivas;
- Imaginação de metas concretas;
- Estabelecer e modificar metas;
- Auto-afirmação;
- Antecipação do reforço externo.
Técnicas Motoras (RUBIO et al, 2000 : 82):
Alguns atletas atuam contra o desânimo e a falta de motivação utilizando processos de movimentação. Em outros casos, a participação na organização e realização do treinamento também é uma técnica motivadora para alguns.
Técnicas Emocionais (RUBIO et al, 2000 : 82):
Alguns atletas estimulam-se por meio de emoções positivas durante o exercício e até por estímulos musicais para criar um estado emocional agradável. Existem reações/emoções estudadas como resultados das técnicas emocionais:
- Flow-feeling (sensação de fluidez): domínio total de seus movimentos durante a partida.
- Winning-feeling (sensação de vitória): Sensação de sucesso durante a atividade. O atleta sente-se envolvido e completamente focado em seu objetivo.
- Group-feeling (sensação de união do grupo): Clima emocional positivo e união do grupo em torno de um objetivo e a satisfação dos membros desse grupo.
Monólogo interno
Ryle (apud BECKER JR, 2002) conceitua a técnica como uma conversa interna do praticante consigo mesmo, objetivando modificar estados emocionais presentes. Van Noord (apud BECKER JR., 2002) complementa: “o monólogo interno vai desde experiências encobertas, silenciosas, até vocalizações com voz baixa, expressões treinadas para mobilizar o potencial psicofísico do atleta”.
Schwartz (apud BECKER JR., 2002) verificou que sujeitos que apresentam problemas emocionais, passam 50% de seu tempo repetindo uma fala interna negativa e que nesses casos é necessária a modificação dessa fala silenciosa e não uma simples adição de palavras positivas.
Efeitos do Monólogo interno, segundo Becker Jr. (2002 : 81):
- Bloqueio dos pensamentos negativos;
- Aumento do número de pensamentos positivos;
- Aumento da confiança;
- Modulação da ativação;
- Melhora das condições para tomada de decisão;
- Aumento da motivação;
O monólogo interno focado no aumento da motivação é caracterizado por pensamentos de auto-afirmação, auto-instrução ou pela mentalização positiva do movimento que envolve a ação. Por exemplo, em uma situação de pênalti no futebol, tanto o batedor, quanto o goleiro, devem mentalizar pensamentos de sucesso na definição da jogada. Isso acarretará num incremento de motivação aumentando a chance de êxito.
Quanto à duração e freqüência das sessões, é muito importante a total consciência do atleta, pois o monólogo interno é praticado individualmente, e portanto, cada atleta aprende a usá-la e controlá-la quando necessário.
Estabelecimento de metas
Esta técnica consiste em traçar as metas verdadeiras de cada atleta, para que o mesmo tenha sempre em mente seus objetivos, permanecendo focado e motivado nas atividades esportivas por mais tempo. Segundo Perez (1995), além de se traçar os objetivos, o treinador e o atleta poderão direcionar o trabalho para alcançar de maneira mais eficaz as metas almejadas.
Segundo Weinberg e Gould (2001), as pessoas não tem dificuldade para traçar objetivos, mas, sim, em estabelecer metas efetivas, realistas e criar um programa para atingí-las. Assim sendo, temos três tipos de Metas objetivas:
- Metas de resultado: Focalizam-se normalmente em resultados competitivos de eventos, bem como vencer um torneio, uma corrida ou ganhar uma medalha. Nesse caso, o resultado não depende só do atleta mas sim, dos adversários e outros fatores externos imprevisíveis.
- Metas de desempenho: são metas que dizem respeito somente ao atleta sem levarem em consideração outros fatores como, adversários. É a típica comparação do desempenho próprio, onde se compara os resultados anteriores do atleta, por exemplo, em treinamentos.
- Metas de processo: São ações praticadas durante o desempenho para atuar bem. É como se fosse uma mini-meta, com o fim de alcançar um objetivo maior. Um nadador, por exemplo, pode pensar em manter a propulsão de pernas fortes para ter mais velocidade no nado.
Existem também as chamadas “Metas Subjetivas”, que são as metas globais do indivíduo. Estas metas são muito importantes porque alguns atletas têm muitas aspirações e querem realizar muitas coisas ao mesmo tempo. Porém, traçando metas subjetivas ou globais eles selecionam as prioridades visando o objetivo maior, sem perder tempo com outras metas menos importantes.
Feedback motivacional
O feedback não é uma técnica de treinamento psicológico propriamente dita, porém ela pode ser direcionada para este fim, além de ser uma alternativa muito eficaz na detecção de várias sensações percebidas pelos atletas nas vivências esportivas. Williams (1991), define feedback como uma ferramenta para obter informações sobre a qualidade da execução da atividade.
O feedback é muito interessante porque é uma troca de informações dos dois lados, do técnico para o atleta e do atleta para o técnico. Um feedback bem realizado revela emoções, preferências e descontentamentos dos atletas, nos possibilitando detectar seu nível de motivação para posteriormente prestarmos um atendimento mais próximo e mais efetivo. Para Williams (1991), o feedback é o fator mais eficaz para o controle da aprendizagem e, que, sem ele não existe aprendizagem. Quando um feedback mostra uma melhora de rendimento do atleta, mesmo esta sendo pequena, já serve como uma técnica motivadora.
Weinberg e Gould (2001), definem a importância do chamado feedback motivacional” destas três maneiras:
- Serve para dar um referencial de rendimento ótimo;
- Reforço, estimulando sentimentos dos atletas;
- Serve como controle de metas, (se elas estão sendo alcançadas).
Conclusão
Conclui-se que o treinamento psicológico, de uma maneira geral, serve muito para a melhora do rendimento de várias habilidades psicológicas e físicas, porém, desde que sejam levados em consideração vários fatores, como a própria decisão do atleta em participar de um programa de treinamento desse tipo e o bom preparo do profissional que o acompanha.
Mais especificamente, o treinamento psicológico voltado para a motivação vem trazendo muitos resultados positivos e ajudando muitos atletas a “sobreviverem” neste mundo competitivo, estressante, mas apaixonante, que é o esporte de alto nível. O treinamento psicológico é uma área que precisa ser mais difundida no esporte e mais incentivada no meio científico, para que todos cresçam e se beneficiem de seus vitoriosos resultados.
Referências
BECKER JR., B e SAMULSKI, D. Manual de treinamento psicológico para o esporte. Novo Hamburgo: Feevale, 2002.
MOSQUERA M., J. J. Psicologia do desporto. Porto Alegre: Ed. Da universidade, UFRGS, 1984.
PÉREZ, G; CRUZ, J. e ROCA, J. Psicología y deporte. Madrid: Alianza Editorial, 1995.
ROBERTS, G. C. Motivación en el deporte y el ejercicio. Bilbao: Biblioteca de psicología, 1995.
RUBIO, K.(org.) Encontros e desencontros: descobrindo a psicologia do esporte. São Paulo: 2000.
SCALON, R. M. (org.). A psicologia do esporte e a criança. Porto Alegre: Edipucrs, 2004.
SCALON, R. M. e SOUZA, A. P. S. O treinamento mental como uma variável significativa na performance de atletas e na aprendizagem de habilidades motoras. Buenos Aires: Revista digital, E.F.Deportes.com, Nº 75, 2004.
Weinberg, R. S. e GOULD, D. Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. Porto Alegre: Artmed, 2001.
Williams, J. M. Psicologia aplicada al deporte. Madrid: Biblioteca nueva, 2001.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

ALGUNS DADOS ESTATÍSTICOS DO BLOGUE THP - ENTRE MAIO DE 2010 E JANEIRO DE 2011

Para iniciar as publicações no blogue THP neste ano de 2011, decidimos publicar alguma informação estatística para os nossos leitores.
Estes dados referem-se ao período de Maio de 2010 a Janeiro de 2011.
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