segunda-feira, 30 de maio de 2011

BLOQUEIO E CONTINUAÇÃO (BC) - 2x2 - RUI SOUSA

Nome: BC 2x2 Campo Inteiro
Nº Jogadores: 8-12
Categoria: Táctica Ofensiva
Sub Categoria: 2x2, Tomada de decisão no BC, troca defensiva.

Exercício: Exercício de 2x2 BC contínuo, em campo inteiro, até uma das equipas de 2 jogadores atingir os 10 pontos. Aplicar os princípios defensivos da defesa do BC pré-estabelecidos, neste caso existe uma troca defensiva ficando o defensor do jogador que bloqueia responsável por não deixar o portador da bola rematar e o defensor bloqueado fica responsável por não permitir um passe picado frontal para o bloqueador que corta para a baliza. Quem defende, após ressalto, recuperação de bola, passa a bola à equipa que está fora e sai, quem ataca após remate recupera defensivamente e vai defender.

Diagrama 1: Início com 2x2 em ½ campo, colocando-se as restantes equipas, encostados à tabela no enfiamento da linha Lance Livre. Critérios de Defesa do BC são: Troca no bloqueio, sendo que X2 não permite remate a J1 e X1, passa por cima 
de bloqueio de J2 e recupera a posição pela frente, não permitindo passe picado frontal.


Diagrama 2: Após remate ou recuperação da bola pela defesa (Ressalto ou roubo de bola) a equipa que defende, passa a bola à equipa que está fora (J5 e J3) que irão atacar. A equipa que estava a atacar (J1 e J2) passa a defender. Recuperação defensiva em Sprint, impedindo o contra-ataque


Diagrama 3: Após recuperação defensiva, joga-se novamente o BC, respeitando novamente os princípios defensivos pré estabelecidos.


Diagrama 4: Equipa que defende, após recuperação ou reposição na linha final passa a bola à equipa que está fora, equipa que atacou recupera defensivamente para impedir o contra ataque.


Autor: João Cabral in www.planetabasket.pt em Março de 2011
João Cabral é Professor de Educação Física Licenciado pela Faculdade de Motricidade Humana com especialização em Basquetebol e é treinador de Nível 3 da Federação Portuguesa de Basquetebol.
Adaptado e enviado por Rui Sousa em Março de 2011.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

ATAQUE/DEFESA - 1x1 - RUI SOUSA

Categoria: Ataque/Defesa
Sub - Categoria: 1x1

Jogadores/Bolas: No mínimo 2 e no máximo 7. Uma ou duas bolas.

Exercício: Conforme mostra na figura, a coluna de defensores, encontra-se na linha final com posse de bola. Os atacantes posicionam-se atrás da linha de 3 pontos.
Após passe o defensor vai defender o jogador da bola. O treinador (C) coloca-se numa posição, nas costas do defensor e vai comunicar com o atacante, através de sinais.

Sinais:
Mão alvo em cima, ou em baixo – indica que o jogador deve fazer um passe.
Aponta com o indicador para cima ou para baixo – significa que o atacante deve parar e rematar ou penetrar, respectivamente.
Se o atacante cumprir a tarefa e converter golo, ganha 1 ponto. Se não converter a defesa ganha 1 ponto.
Se o defensor recuperar a bola, ganha 2 pontos.

Comentários:
Pode ser utilizado em qualquer escalão a partir de iniciados.

Variantes:
· Pode limitar-se o número de dribles;
· Alterar o tipo de passe;
· Fazer contagem decrescente para haver remate;
· Alterar a posição das colunas/treinador;
· Etc…

Publicação: Paula Meneses in www.planetbasket.pt

Enviado por Rui Sousa

quarta-feira, 18 de maio de 2011

CONJUNTO DE IDEIAS IDIOTAS PODERÁ GERAR UMA GRANDE IDEIA…

Helder Antunes

Opinião Pessoal


Já alguém uma vez frisou que para se ter uma ideia de génio é necessário primeiro ter-se muitas ideias parvas ou idiotas… Não sendo eu um génio, longe disso, deixo aqui um conjunto de ideias parvas ou idiotas que talvez um dia sirvam para alguém ter uma ideia de génio.

Estas minhas ideias parvas ou idiotas vão no sentido do que se poderá realizar para “dar mais visibilidade” ao Hóquei em Patins. Tudo não passam de ideias se…

1 – Se as crianças de jovens de hoje pudessem jogar on-line ou nas diversas consolas de jogos (videojogos), tipo a playstation, um jogo de Hóquei em Patins, seria de todo benéfico para a modalidade a vários níveis, uma vez que para além de dar a oportunidade da modalidade ser conhecida, poderia ainda captar as crianças e jovens para a prática do Hóquei em Patins. Devemos ser das poucas modalidades que não aparece na versão de videojogo…

2 – Se o basquetebol tem o mini-basket, se o voleibol tem o gira-volei, se o futebol de 11 tem o futebol de 7 e por aí fora, então porque não o Hóquei em Patins ter o mini-hóquei, ou o gira-hóquei…

3 – Se existe uma tendência actual para as televisões on-line crescerem, então poderá ser vantajoso as entidades responsáveis da modalidade criarem as suas próprias tv’s on-line…

4 – Se muitas vezes nos queixamos que a TV não tem espaço para o hóquei em patins, porque é que não se altera um pouco os quadros competitivos de modo a que grandes jogos e grandes decisões da nossa modalidade não coincidam com mais nenhuma modalidade. Convém sempre lembrar que se isto um dia for realidade é de extrema importância que o planeamento anual chegue a tempo e horas aos clubes…

5 – Se existem várias federações com protocolos com o Desporto Escolar, será que também não seria deveras importante a Federação que tutela o Hóquei em Patins, estabelecer um protocolo nesse âmbito…

6 – Se o Hóquei em Patins realiza uma gala anual onde premiasse clubes, vencedores, melhores marcadores, melhores GR, melhores treinadores, órgão de comunicação, prémios carreira, prémios de honra, etc. E claro, que essa gala fosse para 1ª, 2ª, 3ª, divisões, formação e feminino…

7 – Se o Hóquei em Patins voltasse a passar nas rádios. Reviver tempos antigos, pode despertar para os tempos actuais…


8 – Se durante uma época as entradas em todos os pavilhões fossem gratuitas para assistir aos jogos de Hóquei em Patins…

sábado, 14 de maio de 2011

SER TREINADOR - Tipos de Treinador

Texto retirado de AQUI

«Partindo da frase, segundo a qual, oriento a minha "carreira" de treinador, julgo ser possível fazer o enquadramento necessário ao tema em questão:
" Em busca de um constante aperfeiçoamento..."
Considero que todos nós, salvo raríssimas excepções temos este objectivo como principal, no que a nós enquanto treinadores diz respeito.
Porém e partindo do sentido desta frase, há uma questão que se coloca:
" Existirá o Treinador Ideal ? "
Certamente não haverá, até porque nós (treinadores) somos seres humanos sujeitos aos problemas e dificuldades de qualquer tipo de pessoa.
Ultimamente temos assistido com a preciosa ajuda da comunicação social, à projecção de determinado tipo de treinadores, bem como o seu estilo.
Daí que não seja de estranhar o facto de haver por ai muitos "Mourinho's" entre outros.
Nós, os criadores de ilusões, temos que neste aspecto colocarmo-nos perante a realidade e ver que Mourinho só há um, cada um é como cada qual, sendo estas atitudes seguidistas muito prejudiciais para nós mesmos.
Senão vejamos, determinado sucesso que Treinador X tenha na equipa Y, nunca poderá ser transposto para o Treinador XPTO na equipa BETA, isto porque são realidades diferentes.
O apelo que aqui lanço, é que mais do que seguir determinado treinador/estilo, cada um de nós optasse pelo tipo de treinador, no qual se sente mais à vontade.
Por isso e de seguida irei abordar cada um desses tipos:
- Treinador Autoritário;
- Treinador Flexível;
- Treinador Condutor;
- Treinador Despreocupado;
- Treinador Formal ou Metódico;
Treinador Autoritário:
É um tipo de treinador que têm alguns condicionalismos, como por exemplo:
- o juízo que se faz de determinada situação poderá não ser o acertado;
- não vê outras soluções (autoritárias) possíveis para os problemas individuais ou colectivos.
Acredita piamente na disciplina, atribuindo a esta o facto de se ter ou não sucesso em determinada equipa/atleta.
Usa, regra geral, punições para reforçar a importância das regras, mas para que possa ser sempre justo nas suas acções. Deverá reger-se sempre pelo mesmo nível, o que acontece é que este tipo de treinador não consegue efectivamente manter o mesmo nível e as mesmas decisões em relação a situações idênticas, com intervenientes diferentes, tendo em conta que somos seres humanos e não conseguimos orientar sempre pela mesma bitola.
Ao invés do que se pretende que seja um processo de ensino-aprendizagem de qualidade, assente sempre em reforços/estímulos positivos, este tipo de treinador utiliza a ameaça como elemento motivador;
Treinador Flexível:
Comparativamente com o tipo de treinador anterior, é agradável para com todos os que o rodeiam e a preocupação com o bem estar destes, é a nota dominante.
No entanto faz-se respeitar, não através de um ambiente autoritário, mas através da clara definição de papeis com os restantes elementos do grupo, assim com o espaço destes.
É mais popular e sociável.
Gosta e tem aptência pelo bom relacionamento com os que o rodeiam, usa reforços/estímulos positivos, no processo de ensino-aprendizagem.
Treinador Condutor:
Se comparássemos ao Treinador Autoritário, as diferenças seriam poucas.
Atribui muita importância à disciplina, só que é menos punitivo e mais emocional, em relação ao autoritário.
Está frequentemente preocupado com a forma como os exercícios/treinos se desenrolam, porque mais do que confiar nas suas capacidades e no desenrolar imprevisível do treino, preocupa-se em que as coisas se processem como ele planeou e principalmente segundo a forma que ele pensou, pois ao sair um pouco da rigidez e inflexibilidade imposta por ele, há situações de conflito permanente e consequente punição. Unicamente por não ser como ele pretende que seja...
Encontra em si o exemplo ideal para que os atletas o sigam para atingirem os objectivos a que se propuseram.
Treinador Despreocupado:
É totalmente o oposto do treinador autoritário. Parece não sofrer qualquer tipo de pressão/problema. Tudo não é mais do que um desporto interessante, no qual tem prazer em ganhar, mas não vive com essa obsessão.
Em determinados momentos, parece não levar as coisas à séria, não fica nervoso nem sob stress, em situações francamente desconfortáveis/desfavoráveis.
Transmite aos que o rodeiam que tudo está bem e sobre controlo.
Treinador Metódico:
É o tipo de treinador que mais nos deparamos nas modalidades desportivas.
A vontade de aprender e evoluir é tanto maior quanto o desejo de ter um percurso de sucesso neste mundo Desportivo.
É um pouco egoísta e ao contrário do que acontece com muitos treinadores, não tem uma postura arrogante e superior sobre os outros, isto é, admite que não sabe tudo, e que não terá resposta para tudo, mas uma certeza podemos ter, é que irá fazer tudo quanto puder para solucionar este tipo de situações.
Mais do que saber só a teoria, preocupa-se em verificar a viabilidade ou não da aplicação de muitas das teorias que estudou e aprecia, facto este que só o beneficia enquanto treinador, assim como os atletas, tendo em conta o progressivo aumento da qualidade dos seus treinos.
Como o treino está a tornar-se cada vez mais uma ciência exacta, procura informar-se de todas as formas possíveis sobre a evolução do mesmo.
É este espírito de iniciativa/aprendizagem uma das características a reter deste tipo de treinador.
É um tipo de treinador muito lógico, dentro do que se pretende concentrar, é frio nas relações pessoais, possui um alto nível intelectual, é pragmático e perseverante.
Em suma...
Após estas pequenas caracterizações, forçosamente nos colocamos perante duas questões:
" Afinal existe ou não um tipo de treinador ideal? "
" Que tipo de treinador sou eu? "»

terça-feira, 10 de maio de 2011

A GRANDE "LACUNA" TÉCNICA DO HÓQUEI EM PATINS - OPINIÃO DE JOSÉ A. L. INÁCIO

Na sequência da nossa publicação "A Grande Lacuna do Hóquei em Patins", chegou-nos uma partilha de opinião e conhecimento de José A. L. Inácio, a qual publicamos aqui na integra. Vale a pena ler.

«Caro Hélder Antunes,

Comecemos, então, pelo princípio.

O seu grito de alerta fez‐me recuar 35 anos, pois finalmente alguém acorda para o que sempre se passou no Hóquei em Patins e que está a levar a modalidade a nível nacional para um “beco ” sem saída.

De facto as precárias condições de treino (temporais e materiais) não são o melhor sintoma.

Existe, como sabe, uma grande diferença entre formar e ensinar. No primeiro caso pretende‐se seguir um caminho lógico de conceitos mais ou menos teóricos oferecendo ou colocando ao dispor do formando princípios básicos que lhe sirvam de orientação e o encaminhem numa determinada direcção, técnica, teórica, e etc. No segundo caso quem recebe aprendizagem deverá executar um procedimento que de acordo com o grau de habilidade e destreza do aprendiz o conduzirá a tantas repetições até aperfeiçoar a sua técnica de execução.

Poderemos dizer que a formação e o ensino são técnicas complementares, qualquer que seja área em que se aplicam.

Daqui resulta que o tempo de formação é inversamente proporcional ao tempo ensino. Isto é, uma formação intensiva conduz a tempos de aprendizagem (ensino) mais curtos e consequentemente a posteriores “teóricos”. Um tempo de ensino (aprendizagem) mais longo conduzirá (conhecidos os princípios básicos) a executantes mais tecnicistas.

Daqui resultará que em qualquer actividade desportiva e em particular na Patinagem, qualquer que seja a especialidade, requer do formador alguma explicação teórica do acto que deve ser executado acompanhada por uma execução prática identificativa do acto a praticar. O maior ou menor tempo de interiorização/execução do acto depende da percepção por parte do executante da explicação dada, por isso, a necessidade de usar conceitos simples e exemplos correntes.

Por exemplo, a “travagem lateral” ou a “oito rodas”, deve‐se explicar que o movimento deve ser semelhante ao “limpa para brisas do carro”, explico: num movimento inicial, as “rodas da frente” devem executar o movimento de rotação e apoio, as “rodas de trás” devem deslizar com maior ou menor apoio para servirem de travagem; e de seguida (movimento final) as “oito rodas” devem deslizar lateralmente.

E aqui começam os problemas.

Estou de acordo consigo quando refere que os melhores treinadores deveriam preparar os mais novos, aliás não é só na patinagem ou em qualquer desporto, pois até no ensino oficial/particular assim deveria ser. E isto porque estamos a modelar “peças” em bruto que no futuro serão a imagem boa ou má de quem os formou, ensinou e preparou.

Assim, se estamos a lidar com jovens entre os 5 e os 7 anos, a sua atenção estará apenas focada em aspectos circunstanciais, pois pretendem acima de tudo “brincar a patinadores” e portanto há que utilizar metodologias próximas do “conceito de brincadeira” que lhes permita executar os exercícios fundamentais da iniciação à patinagem (que escuso de enumerar ‐ estamos no THP), variando o mais possível de sessão em sessão treino, com o objectivo de não saturar.

Se os jovens estão entre os 8 e 10 anos, aqui começa o trabalho mais rigoroso, evoluindo‐se nas técnicas individuais e na aprendizagem de técnicas específicas com “stick e bola” e alguns exercícios de trabalho de grupo (equipa).

Não resulta do que acabo de escrever que os princípios das técnicas da patinagem (domínio dos patins) e do hóquei (domínio do “stick” e da bola) não devam ser colocadas ao dispor destes jovens, antes pelo contrário. Porém, os exercícios deverão ser encarados como “uma brincadeira” para o executante, mas dentro de normas pré estabelecidas.

A partir dos 11 anos os princípios são outros. Em primeiro lugar o jovem já trás toda uma aprendizagem que lhe permite a nível do desempenho encarar outras tarefas com mais rigor, uma vez que a disciplina do treino nas idades anteriores lhes permitiu aceitarem as novas tarefas de uma forma natural.

É por isso que nunca fui, nem sou, apologista de que os jovens com idades inferiores a 11 anos devam efectuar jornadas de competições oficiais pois a sua atenção deve estar focada na aprendizagem e os jogos com outras equipas, encaradas como uma brincadeira, devendo ser espaçadas no tempo.

Colocando o problema desta forma, até parece que me estou a desviar do tema a que me propus responder e levantar polémica, mas reparem que quando se dá liberdade ao jovem dentro de princípios perfeitamente balizados e compreendidos por eles, e quando o formador (treinador) desce do “escadote” e se coloca ao seu nível, e lhes mostra executando o correcto procedimento do acto, sem que deixe ultrapassar os limites disciplinares e do respeito, teremos por certo criadas as condições naturais para o despertar das iniciativas individuais, que devem ser apoiadas e apadrinhadas, sem colocar em causa o conhecimento e execução dos princípios básicos.

Por certo muitos dirão que é teoria o que estou a escrever, contudo, não tenho receio de mostrar o contrário.

O aparecimento de tecnicistas são a consequência de uma aprendizagem correcta das técnicas de patinagem e de stick com bola, num ambiente estimulado pelo treinador com pormenores criativos alguns dos quais executados pelo treinador.

A partir daqui a confiança mútua desenvolve‐se rapidamente e o jovem ganha níveis de confiança que bem acompanhados poderá atingir desempenhos diferenciadores.

Na realidade treinadores como o Sr. Fernando Mendes, Sr. Torcato Ferreira, Sr. Raul Cartaxo, Sr. Cipriano dos Santos de quem fui pupilo, ou outros, meus contemporâneos, como Sr. Fernando Barata, Sr. Carlos Dantas e alguns outros para os quais estou a ser injusto, por não me lembrar dos seus nomes, ou por esquecimento ou por desconhecimento (não conheci todos os bons técnicos do nosso país), não esquecendo o trabalho realizado pelo saudoso Sr. Padre Miguel (na Juventude Salesiana), cuja presunção sempre foi “deixar os jovens à vontade”, já existem poucos.

Estou, ainda, de acordo com o que refere no seu tema, embora apenas acrescentaria que as regras que não são mais do que, na sua essência “normas reguladoras de uma actividade desenvolvida em conjunto por seres humanos”, só serão úteis quando “esses seres humanos” sabem o que estão a fazer, ou melhor dominam “técnicas e procedimentos” que são a base da prática desportiva do Hóquei em Patins.

Tudo tem uma razão de ser, por isso, quando em 10‐10‐2010, escrevi a propósito das novas regras:

“…desiludam‐se os arautos da espectaculosidade do jogo, não será por alterações às regras que a modalidade evoluirá, mas só com a melhoria do nível técnico individual e colectivo (travagem de frente, de oito rodas ‐ para a esquerda e direita e de costas, domínio do "stick", da bola, da técnica de passe, da paragem e remate e da constituição física) se atingirá patamares a níveis superiores.

E “ATENÇÃO” ao crime que se comete com a competição de jovens com idades inferiores a 11 anos, pois se exigem desempenhos e competitividade como se de jovens adultos ou adultos se tratassem.

Na maioria dos casos (cerca de 80%) são candidatos “À DESISTÊNCIA” a partir dos 13/14 anos, cansados e esgotados das exigências praticadas até essa idade.

E não esquecer que as solicitações hoje são muitas e/ou a Patinagem é apelativa ou então terá os dias contados.

O desporto qualquer que ele seja deve ser encarado com alegria e prazer, mas também com rigor, e infelizmente ou por desconhecimento ou por falta competência cometem‐se verdadeiros crimes a coberto de nada.

Aí sim temos que nos debruçar e repensar o que estamos a fazer.

São poucos, aqueles que privilegiam as técnicas de patinagem (travagem de frente, de oito rodas ‐ para a esquerda e direita e de costas) e, o domínio do "stick" com e, sem bola, da técnica de passe, da paragem e do remate e da constituição física, querendo rapidamente apresentar resultados, sem cuidar destes aspectos fundamentais, ou por pressão dos pais, ou dos responsáveis, ou por pura ignorância, ou outros que me escuso de enunciar.

A aprendizagem requer tempo e sem tempo nada se pode fazer é por isso que este assunto já tem cabelos brancos, é por isso que se comete um crime, por práticas de aprendizagem menos próprias, e mais tarde os tais pais (normalmente dirigentes desportivos com responsabilidade) querem que os “seus” sejam seleccionados e para tal optam por soluções “fáceis” e o espectáculo final é o que qualquer espectador pode observar nalguns jogos das Selecções, onde que os nossos atletas Nacionais não sabem travar de frente e/ou a oito rodas (travagem lateral).

Se os melhores são esses, por isso foram seleccionados, então vamos mesmo de mal a pior.

Todos temos de aprender uns com os outros, porém este conceito não se aplica em Portugal em nada, uma vez que todos “JÁ NASCERAM DOUTORES”, por isso seria necessário uma segunda revolução; agora “Cultural e de Responsabilização” para se poder atingir outros patamares de comportamento. Todos conseguem de uma forma ou de outra “obter licenciaturas” que caem do céu (não esquecer que os exemplos vêm de cima) sem se saber como, ou melhor até se sabe!!.

Não estou a referir, com isto, que se deve ficar à espera, antes pelo contrário. Porém o trabalho que temos pela frente é árduo e muito difícil, pessoalmente sou uma prova disso que luto diariamente contra os “velhos do Restelo” e em puro voluntariado (ai! se assim não fosse, no nosso país “todos falam mas são poucos os que fazem”).

Mas não desisto enquanto tiver forças para tal, e estarei sempre com aqueles que se disponham a fazer algo de positivo e queiram honestamente alterar comportamentos e metodologias nesta modalidade (em qualquer das especialidades em patins).

Se existe “défice” no hóquei, pela experiência que estou a ter na artística não lhe fica atrás, onde as técnicas da boa patinagem praticamente não existem, e depois requerem‐se bons desempenhos e os “organismo oficiais” ajudam à festa com os comportamentos que têm, quando não são capazes de distinguir “os seniores dos Escalões de Formação”. É bom não esquecer que o termo “Júnior” não se pode nem deve confundir com “Sénior”.

E por falar “organismo oficiais” não esquecer algumas obrigatoriedades que são impostas por regras anacrónicas, como por exemplo a existência de um segundo guarda‐redes em escalões jovens (abaixo dos seniores) quer no sector feminino, quer masculino, quando já é muito difícil nos dias de hoje conseguir UM. Conclusão: há equipas que por este motivo se vêm privadas de participar em competições oficiais, em particular as equipas femininas.

Muito mais gostaria de referir para apoiar o que escreve agora neste seu texto de 27‐04‐2011, e por estar à vontade neste caso pois sempre parti do zero e os resultados falam por si, quer agora com a Escola de Patinagem (Hóquei em Patins e Patinagem Artística) em Alcácer do Sal (www.aca‐patinagem.com), quer no passado na Salesiana e Golegã.

Pelo passado falam os meus ex‐atletas desde o Leste, ao Filipe Gaidão, referindo apenas os mais conhecidos pois muitos outros (Carlos Cunha, José Damas, e outros) que passaram pelas selecções, para além de alguns troféus ganhos durante esse período, conduziram (se calhar por defeito profissional ‐ sou “Investigador ‐ Ph.D”) a que continue a investigar e questionar o que se faz e como se deveria fazer e a ponderar o resultado, no treino diário de 2ª a sábado, os gestos, as posturas, as técnicas, as práticas, os métodos, etc., numa vivência diária, para a optimização e rentabilização de tempos, de processos, de metodologias e principalmente um crescendo de motivação dos atletas alterando exercícios de forma a obter objectivos concretos e pré‐definidos.

Bem recentemente propus a um colega seu de Profissão (Licenciado em Educação Física) que aproveite o “Laboratório” que representa esta vivência diária de treinos Hóquei/Patinagem artística, para se preparar para tirar o doutoramento nesta área, pois informação teórica/prática não lhe faltará.

Tudo se obtém de pequenos gestos ou atitudes ou observações, se calhar nunca pensou se ata bem ou se já ensinou os seus atletas a atarem correctamente os patins (nunca vi isso escrito em parte alguma e por ninguém), por isso, relato‐lhe, o que há dias demonstrava a esse seu colega que tem o curso de Treinador de Nível I de HP, tendo‐lhe pedido que os atasse como lhe ensinaram no curso e da forma que eu exijo que os meus atletas o façam. A resposta foi a esperada, "NÃO TINHA COMPARAÇÃO POSSÍVEL" entre o método que lhe ensinei e o que tinha aprendido, pois num caso a bota fica ajustada ao pé e no outro e em situações extremas pode conduzir a que salte do pé (desconforto total), para além do praticante ficar sujeito a lesões graves na articulação”.

É um pormenor, mas reflecte a postura de quem procura acima de tudo estar atento e oferecer informação e conhecimentos que foram passados pelos seus treinadores quando era praticante e a um deles em particular Sr. Fernando Mendes (treinador da escola de patinagem do Belenenses ‐ 1953), e que tinha sempre uma justificação para nos dar sobre tudo quanto fazíamos.

Deixo apenas uma pergunta: ‐ Quem hoje ensina sabe fazer ou justificar o objectivo a atingir?

Muitos saberão outros não.

Não o quero demorar mais tempo, outras coisas ficarão para uma próxima oportunidade.

E a título de remate final deixo só esta dica será que partilhando dos mesmos pontos de vista (comentários que o Velasco fez, ao que escrevi, acerca das alterações das regras) somos os únicos que vemos coisas diferentes ou estaremos errados.

Velasco foi no Hóquei em Patins um virtuoso e um glorioso atleta que o seu curriculum bem o demonstra e eu fui uma testemunha, como amante e praticante do Hóquei, vivemos os mesmos tempos e os outros onde estão o que fizeram, qual a sua opinião?

É apenas uma questão de humildade e cultura, há quem a tenha e reconheça que “nada sabe” e procure saber e/ou informar‐se, e aqueles que tudo sabem incluindo os iluminados dirigentes.

Fico por aqui.

Um abraço de um leitor atento,

José A. L. Inácio.»

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A IMPORTÂNCIA DE UM TREINADOR / FORMADOR NUM CLUBE


Paulo Santos 

Um dos critérios para avaliar a qualidade e mestria de um treinador é o modo como potencia e valoriza um jogador. Ou, ao invés o desqualifica.
Tal medida exige sabedoria, experiência, paciência. E, capacidade de ver longe. Quantos excelentes jogadores não passaram da cepa torta ou da mediania por não terem tido a sorte de serem treinados por alguém que os valorizasse.
É preciso ter em atenção que estamos perante jovens na encruzilhada da vida. Onde é preciso juntar ao talento, o carácter, o trabalho, a humildade, a mentalidade competitiva e a progressão como pessoa. Sendo fundamental prepará-los para o redemoinho entre o sucesso e o fracasso, a expectativa e a ilusão. Numa equipa, o valor do treinador é reconhecido pelo mérito de saber tirar ao máximo o valor e as potencialidades dos atletas.
Vem isto a propósito do que considero importante num treinador da Competição / Formação.
Ter atributos, competência, perfil e vocação para rentabilizar os talentosos, os inconsistentes e inconstantes, os menos evoluídos tecnicamente, os incansáveis trabalhadores e torná-los jogadores sólidos e potenciar as capacidades individuais de cada um, para o colectivo sair a ganhar.
Sim, porque um dos objectivos mais importante de um treinador / Formador é potenciar e valorizar todos os jogadores que formam o grupo e não meia-dúzia deles. Aqui, é que está o “busílis” da questão, porque o que se verifica muitas das vezes, é que os treinadores “marginalizam” os jogadores que apostam menos e “valorizam” ao expoente máximo os atletas por quem têm mais simpatia.
Para isto ser evitado, os Clubes têm de definir desde a primeira hora com os treinadores, os objectivos, os critérios, os regulamentos, as regras de conduta e cumpri-los sem desvios. Porque uma equipa é um todo e tem de ser valorizada e respeitada na sua globalidade.
É bom não esquecer, que os atletas dos escalões mais jovens, são crianças em crescimento em todas as vertentes, quer desportivas, educacionais, formativas e de valores. É evidente, por isto mesmo, que o sentido de justiça dos atletas é muito apurado e “sensível” e eles sentem a “descriminação” e a “dualidade de critérios”. Por estes motivos é que se perdem pelo caminho tantos talentos por desmotivação e descrença das suas capacidades e potencialidades, por faltar do treinador e da sua competência / sensibilidade uma voz de incentivo, de motivação e de carinho para o atleta.
Cada vez mais, os treinadores da Formação e da Competição, devem ser Homens na verdadeira acepção da palavra e terem vocação pedagógica para Lidarem e Liderarem projectos com crianças e adolescentes. Muitas vezes, não chega serem formados e terem canudos, é preciso mais do que isso. É preciso serem por vezes uns segundos pais e um amigo sempre presente nos bons e maus momentos.
Para terminar, o perfil do treinador é fundamental e preponderante. Tem de ter paixão, carácter, competência e acima de tudo ser Formador. Por isso, tem de saber misturar os jogadores com qualidade, experiência competitiva, jovens saídos da formação e transformar a equipa num “cocktail” adequado e numa equipa vencedora, sem esquecer a componente formativa.
No final do trabalho /projecto, os treinadores deveriam receber uma espécie de bónus pelas valorizações que proporcionam ou suportarem um “Malus” quando sucede o contrário.
Sim, porque aí é que se vê A MESTRIA DE UM TREINADOR no aproveitamento MÁXIMO DOS SEUS ATLETAS!
Concluindo, tem de ser ambicioso, apaixonado, ganhador, formador, com valores morais e superiores na cabeça e que conheça a Mística e a realidade do Clube.