segunda-feira, 28 de novembro de 2011

PROF. JORGE ARAÚJO – “GERIR É TREINAR”



Excerto de uma entrevista do Prof. Jorge Araújo ao Jornal Médico de Família (http://www.jmfamilia.com/)



Quais são os aspectos principais da direcção de equipas, nomeadamente ao nível da mobilização e motivação, acompanhamento, definição de objectivos, controlo de execução e melhoria contínua? É possível desenvolver competências de liderança sem treino e experiência?

JA - Ninguém nasce líder, por muitas que sejam as respectivas competências e personalidade. Para liderar de forma inspiradora e mobilizadora, temos que aprender a fazer, fazendo. Ninguém é excelente como líder, sem ter percorrido o "caminho das pedras", representado na frustração de errar, ou, pior ainda, de repetir a receita que recentemente teve sucesso e falhar. Liderar pessoas e equipas requer capacidades acima da média ao nível das relações interpessoais (individuais e colectivas), de forma a conseguir que os membros das equipas que dirige se empenhem, sejam eficazes e trabalhem em equipa. Liderar é uma responsabilidade, mais do que uma competência... A responsabilidade de ser um modelo e uma referência, de ganhar a confiança dos membros da equipa que dirige, sendo honesto e frontal, coerente, competente e, acima de tudo, preocupado com aqueles que dirige ... E também a responsabilidade de ver a sua autoridade reconhecida e não imposta, a responsabilidade de servir, mais do que servir-se, etc.
No que respeita à mobilização da motivação de pessoas e equipas, quem gere e lidera deve influenciar e inspirar aqueles com quem trabalha. Cerca de 80% dessa influência decorre do carácter que revela, dos valores que defende e prática, do exemplo e referência que constitui. Só 20% tem a ver com as competências que possui para gerir conflitos e o desempenho daqueles que dirige. O sentido que atribui às suas atitudes e comportamentos e os objectivos que persegue na vida, têm uma influência decisiva. Deve, por isso, definir bem os objectivos que persegue e envolver, previamente, os membros da sua equipa nessa definição.


Que outros factores influenciam o desempenho das equipas?

JA - Acima de tudo, o constante acompanhamento, feedback e coaching aos membros das equipas por parte de quem dirige. Sem isso, tudo o que se possa querer acrescentar, perde significado!


No interior da equipa, qual é a influência das competências dos vários elementos, não apenas em termos técnicos mas também na área comportamental? Para atingir os objectivos, é imprescindível que exista, entre todos os elementos, um bom clima social?

JA - No interior de uma equipa, tudo influi sobre tudo! A melhor definição que encontrei sobre esta interacção é da autoria de Olivier Devillard no livro A dinâmica das equipas: "Uma equipa apresenta sempre uma dupla natureza, humana e operacional. É um sistema cujas leis dinâmicas e processos naturais é preciso conhecer. No interior de uma equipa verificam-se interacções constantes que requerem ser conhecidos por quem dirige, pois constituem um rico filão de recursos capazes de contribuírem para cada vez melhores resultados. O funcionamento em equipa depende da forma como for dirigida. No interior de uma equipa, tudo age sobre tudo, funciona em círculo; cada movimento resulta do que ficou para trás e é a causa do que está para a frente. A equipa centra-se na tarefa (resultados objectivos) mas nunca pode esquecer as pessoas e a mobilização da sua motivação".


Qual é o papel do líder ao nível da mobilização e motivação da equipa, definição de objectivos, controlo de execução e melhoria contínua?

JA - Fundamental, imprescindível! Sem que isso obste a que os líderes que se prezam, saibam que terão feito tanto melhor trabalho, quanto menos as equipas precisarem deles.


Afirma que, numa equipa, "quem joga são os jogadores". Ou seja, mesmo com um líder brilhante, a equipa pode não ganhar?

JA - O mundo está cheio de líderes que se julgavam brilhantes, mas as respectivas equipas nunca jogaram nada, nem ganharam nada e, pior ainda, depois de esses líderes saírem, os respectivos jogadores estavam piores que quando eles iniciaram a sua tarefa de liderança.


E ser treinador dos melhores jogadores do mundo, é ponto assente para o sucesso?

JA - Obviamente que não! Por melhores que sejam os jogadores, é sempre fundamental existir quem cuide do colectivo, observe e dê feedback, intervenha e aja sempre que necessário em defesa do interesse colectivo, comunique com impacto, seja emocionalmente convincente e ajude constantemente os membros da equipa a uma dinâmica de melhoria contínua.


Para além da energia física, mental e emocional, dá muita importância à questão da "energia espiritual". Porquê?

JA - Porque são as nossas crenças, valores, princípios, sentido e objectivos de vida, representados nessa energia espiritual, que nos impulsionam para a superação das dificuldades com que nos deparamos e para termos uma atitude positiva perante qualquer dificuldade.


Quais são os "símbolos" da liderança? Por exemplo, o que significa a expressão um treinador sempre à janela?

JA - Um treinador sempre à janela é alguém muito atento à realidade que o rodeia e que faz uma recolha constante de informação e conhecimento. Um treinador farol é aquele que sabe que em determinados momentos (quando há bom tempo), a equipa precisa de espaço e tempo para fazer o que é necessário. Um treinador helicóptero é alguém que, consoante as circunstâncias e as necessidades da sua equipa, se afasta (levanta voo) para observar o todo, ou se aproxima para ajudar nas tarefas da equipa (aterra). Um treinador espelho é aquele que aprendeu a importância de dar e receber feedback (o espelho reflecte aquilo que é, não aquilo que gostávamos que fosse).


Qual é o papel do líder em momentos de grande tensão?

JA - Consoante as circunstâncias e os contextos em que a equipa se encontra, pertence ao líder dar à equipa aquilo que ela precisa. Ora, num momento de tensão, a última coisa de que uma equipa precisa é de um treinador igualmente tenso.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

VÍDEOS - TREINO ESPECÍFICO DO GUARDA-REDES DE HÓQUEI EM PATINS - 4 VÍDEOS NUM TOTAL DE 53 EXERCÍCIOS

Para visualizar em tamanho normal os vídeos, clique na opção "full screen" (canto inferior direito) de cada um dos vídeos

Vídeo 1 - 50 Exercícios
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Vídeo 2 - 1 Exercício
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Vídeo 3 - 1 Exercício
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Vídeo 4 - 1 Exercício
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

CONTRIBUTO DIDÁTICO - AS TÉCNICAS - ERNESTO HONÓRIO


Após várias solicitações e após disponibilidade do autor, o blogue THP (Treinadores de Hóquei em Patins) informa que se encontra disponível para download um artigo da autoria de Ernesto Honório sobre as Técnicas do Hóquei em Patins.

O blogue THP (Treinadores de Hóquei em Patins) aconselha vivamente a leitura deste documento.

Para descarregar o documento, basta clicar em cima da imagem e aceder ao link para download.

O blogue THP (Treinadores de Hóquei em Patins) agradece mais uma vez a colaboração do Sr. Ernesto Honório.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

PARA OS TREINADORES DE QUALQUER MODALIDADE - A CARTILHA DE DOMINGOS PACIÊNCIA

Domingos Paciência
Treinador de Futebol do Sporting Clube de Portugal


«A época já teve altos e baixos, mas o duplo confronto com Sp. Braga e Benfica será teoricamente o maior teste à capacidade dos leões até ao momento. Na preparação, porém, vão notar-se poucas diferenças.

Record foi à procura de saber como lida o técnico, de 42 anos, com momentos como o que se segue, quando a pressão sobe em flecha.



Confira a cartilha do técnico para os jogos grandes:

1 - Não há jogos "grandes"ou "pequenos"; todos são iguais e todos são para ganhar.

2 - O trabalho de campo não se altera em função do nome do opositor.

- A pressão mediática, no que depende de si, não passa para o balneário.

- O comportamento com os jogadores é de absoluta tranquilidade. 

5 - Privilegia o diálogo em grupo em vez de conversas individuais.

6 - Em situações muito específicas, pede aos capitães que passem uma mensagem.

7 - Exige o máximo respeito pelo adversário, seja ele qual for.

8 - Analisa meticulosamente os pontos fortes e as debilidades da outra equipa.

- Prepara vídeos motivacionais, com momentos que exaltem a união e a confiança do grupo.

10 - Repete o princípio: "É importante não sofrermos, porque um golo vamos marcar de certeza".

11 - Reúne os jogadores nos instantes que antecedem a entrada em campo e é ele quem dá o "grito de guerra".»



Fonte: in Jornal Record, http://record.pt/726637Cartilha de Domingos para os jogos "grandes". Gentilmente enviado por Rui Surpresa (Treinador de Hóquei em Patins)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

VÍDEOS - 5 EXERCÍCIOS DA SITUAÇÃO DE 2 PARA 1 + GR

Para visualizar melhor os vídeos, escolha a opção fullscreen no canto inferior direito de cada vídeo

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

VÍDEOS - 5 EXERCÍCIOS DA SITUAÇÃO DE 1 PARA 1

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O REMATE COMO ARREMESSO POTENTE E NÃO APENAS COMO ATO FINALIZADOR - ERNESTO HONÓRIO

O REMATE é baseado num conjunto de movimentos rotativos, onde a rotação da massa do “setique”, (quase insignificante) é complementada pela rotação dos membros e do tronco, formando assim a fonte de energia.



O remate, não é mais que o movimento de uma força gerada pelo membro do batimento que gira segundo um raio e num plano inclinado conforme a posição da bola.
O ângulo de rotação ideal, é aquele em que a bola fica na perpendicular da vista e quanto maior for a sua tangente, menor é a potência
A causa FORMAL da técnica é fundamental.


O “setique” manobrado a duas mãos funciona como um braço articulado.
Fica com menor grau de manobra, mas, ficam subjacentes os fatores de potência e precisão no movimento da bola.

Embora a ação de manobra seja conjunta dos dois membros, o membro do batimento é o que mais influência a manobra.


Esse braço gira em redor de um mastro (coluna vertebral) que tem a particularidade de assumir variadas formas de dobragem.

A incidência óculo-manual, é toda ela facilitada, quer pela dobragem do mastro, quer pela articulação, quer pelo fulcro, quer ainda pela dobragem dos joelhos.


O mastro gira em redor de um fulcro que permite a rotação do braço, assemelhando-se à vela de um navio.
O batimento na bola manifesta-se sempre uma forma rotativa.
A massa conjunta do braço e do tronco, agregadas à velocidade do movimento, produzem a energia do impacto do “setique” na bola.

Existindo uma incidência óculo-manual, a eficiência do remate será tanto maior quanto mais curta for a incidência da visão (vertical).
Significa então, que existe uma situação "ideal", embora seja inclinado o plano da força tangencial, como acima vimos.

Se como vimos, os membros superiores formam com o "setique" um braço articulado, será o movimento e a sua forma que devem ser considerados.

Como o "setique" também na sua construção exige técnica, no remate, encontram-se relacionadas todas as "causas" da técnica.

Forma-se então um conjunto todo ele articulado que no momento do impacto as articulações têm de ser fixadas.
O braço roda sobre um eixo imaginário e o mastro gira sobre um fulcro (púbis).

A massa total, multiplicada pelo quadrado da sua velocidade, é a energia do batimento que a fixação das articulações terá que suportar.

Se as articulações cederem ou o eixo deslocar, o remate perde precisão.

Quanto mais curta for a incidência óculo-manual, mais potente e preciso será o remate.
Também está provado que a fixação da vista na altura do gesto, aumenta a sua eficiência
Sendo o cérebro quem comanda, as suas ordens, devem evitar interferências.

O princípio é:

1) Olhar e memorizar o alvo; 

2) Executar, fixando a vista.

A acção dos membros inferiores, quanto a mim são apenas de ajustes e resultantes da rotação.


O blogue THP agradece ao Ernesto Honório a sua disponibilidade de partilha deste excelente artigo.