quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

PEDAGOGIA E DESPORTO



A pedagogia é a arte de ensinar e com ela nasceu também a metodologia, que são as várias maneiras, ou métodos, de ensinar, que, à letra, pode ser traduzido por o "caminho".

Temos ainda que considerar a "prática pedagógica", que é o "ensinar a ensinar" ou seja, destina-se àqueles que têm de ensinar, quem, por sua vez, vai ensinar. Alguns chamam-lhes formadores, nós preferimos a expressão metodólogos, não por ser um nome mais pomposo, mas por traduzir melhor a tarefa a desempenhar.

Um metodólogo, em regra, é alguém com bagagem científica, técnica e pedagógica, além de uma boa cultura geral e larga experiência profissional e de vida.

Não será pois tarefa para jovens, assim como qualquer acto de inspecção, que se deve revestir, prioritariamente, de acção pedagógica e não de acção punitiva, exclusivamente.

Numa aprendizagem, temos a considerar a progressão técnica e a progressão pedagógica. A primeira é o caminho do mais fácil para o mais difícil, a segunda podemos defini-la como sendo a progressão técnica que atende à idade, ao sexo e à preparação anterior. Então aqui já se percebe que se está a falar de desporto e da sua aprendizagem.

A cinesiologia é a ciência que estuda o "movimento" ou seja, a forma como o ser humano se movimenta, a sua locomoção, a que se pode chamar, com propriedade, "melodia cinética".

Ora o desporto é de facto uma forma "fácil", e inteligente, de educar, já que cada gesto é um acto educativo, e tanto assim que é possível, através de um gesto, ajuizar da educação ou estado de espírito do seu autor, podendo tal gesto ser nobre e útil, ou rude e até obsceno.

Ora a primeira aprendizagem, como é sabido, é a motora, já que na 1.ª infância aprende-se a andar antes de falar, e é muito importante que tal aprendizagem seja feita de forma "correcta", ou seja, não só no plano biomecânico, com uma "noção" instintiva, da quantidade de movimento, adequada ao gesto que se pretende realizar, como também no ajustamento psico-somático, gestual, ao sexo do indivíduo em causa.

Fora deste quadro, poderemos estar, inconscientemente, a concorrer, para, no futuro, facilitar desvios de comportamento.

Significa isto que o ensino do desporto e a sua pedagogia e metodologia são próprias, além de específicas, requerem, hoje, dada a complexidade e diversidade das normas sociais, pessoas altamente qualificadas, e tanto mais quanto mais se tratar de escalões muito jovens, porque é aí que começam a formar-se os "arquétipos", e ainda porque as crianças não têm mecanismos de defesa, próprios, nessa idade, e por isso, quem tutela o sector tem essa responsabilidade. E é uma questão que não trás "louros", imediatos, já que não é visível a "olho nu". É preciso ser pedagogo e metodólogo para o entender e prevenir.

Fonte:
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2764772&seccao=Convidados&page=-1

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

ALONGAMENTOS - IMAGENS ILUSTRATIVAS

Na sequência da nossa publicação "AQUECIMENTO MUSCULAR - INFORMAÇÕES" (ACEDA AQUI) e com o intuito de completar ainda mais a referida publicação, publicamos hoje uma série de imagens ilustrativas referentes a vários alongamentos. Para visualizar melhor, é só clicar em cada imagem para a mesma ser ampliada.

IMAGEM 1

IMAGEM 2


IMAGEM 3


IMAGEM 4


IMAGEM 5


IMAGEM 6


IMAGEM 7


IMAGEM 8


IMAGEM 9


FONTE: Enviado por Rafael Rafael, treinador de hóquei em patins

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

PREPARAÇÃO PSICOLÓGICA



De acordo com Bouet (1988) uma preparação psicológica bem programada e bem administrada consegue trabalhar o nível motivacional, a aquisição de uma maior confiança dos atletas, o equilíbrio emocional, permitindo que os atletas consigam transpor as barreiras do seu desempenho como adversários, preparação física, integração com o grupo e personalidade.

Já de acordo com Judadov (1974) a preparação psicológica é definida como o nível de desenvolvimento do conjunto de qualidades e capacidades psíquicas do atleta, das quais depende a correcta e confiante execução das técnicas e da actividade desportiva dos mesmos, em condições bastantes desgastantes quer dos treinos, quer das competições.

Esta deverá ser parte integrante da preparação dos atletas. Durante muitos anos, foi dada uma maior ênfase a outros tipos de preparação, nomeadamente, a técnica, táctica e a física, no entanto nas competições onde os atletas deverão obter a sua máxima performance, a preparação psicológica e nutricional são indispensáveis, devendo ser incluídas na preparação dos atletas.

De acordo com Nitsch (1985) a preparação psicológica deve ser realizada através do uso de intervenções sistemáticas, realizadas dentro de um programa que tenha em consideração os diversos cenários que poderão ocorrer numa competição. Uma vez que o objectivo principal do treino psicológico consiste na modificação dos processos e estado psíquicos (e.g., percepção, tempos de reacção, motivação). Este tipo de preparação pode ser executado de forma directa ou indirecta através de métodos sugestivos ou condicionantes (e.g. treino autogénico, estratégias comportamentais) capazes de proporcionar uma maior eficiência psicomotora e um melhor controlo do sistema inibitório (e.g., ansiedade, medo).

A preparação psicológica é importante pois permite acelerar os processos naturais de desenvolvimento das capacidades psíquicas e características da personalidade mais relevantes em cada atleta. Contribui para o desenvolvimento da auto-educação da motivação e do auto-aperfeiçoamento constante dos atletas (Judadov, 1974). De acordo com este mesmo autor, a preparação psicológica para os atletas contribui para:

·  O aperfeiçoamento dos processos psíquicos, percepções, representações, atenção, pensamentos, entre outros;
·   Desenvolver qualidades psíquicas da personalidade da cada atleta, para que estes tenham um funcionamento psíquico óptimo, de modo a poderem ter uma excelente performance quer nos treinos quer nas competições;
·        O aumento da capacidade de trabalho em equipa;
·  Desenvolver nos atletas a capacidade de controlar as suas emoções em condições de treino ou competição extremas;
·      Contribui para o desenvolvimento do conhecimento por parte dos atletas, sobre as competições que têm pela frente, criando desta forma uma atmosfera psicológica positiva.

Segundo Elliot e Mester (1998) são três os grupos de aspectos psicológicos que têm influência na máxima performance dos atletas:

·     Perfil psicológico / personalidade do atleta: normalmente tanto atletas, treinadores e demais intervenientes numa modalidade desportiva não têm consciência da importância do papel que a personalidade dos atletas desempenha no rendimento dos mesmos. Características como a auto-confiança, traço de ansiedade devem ser tidas em consideração na preparação psicológica de uma equipa.

·  Estratégias utilizadas para o máximo rendimento: consiste em identificar as características psicológicas mais importantes na obtenção do máximo rendimento que devem ser ensinadas aos atletas. Contudo, o uso das mesmas não irá assegurar o sucesso da preparação psicológica, senão aumentarem a probabilidade de êxito.

·  Estratégias psicológicas que permitem a adaptação às adversidades: envolvem estratégias que permitem gerir o stress e os mecanismos de suporte social.

Os programas de preparação psicológica podem e devem abordar diferentes aspectos, como a motivação, ansiedade, coesão do grupo, estabelecimento de objectivos gerais e específicos de performance, concentração e atenção, auto-regulação, entre muitos outros pontos que poderão ser abordados.

O psicólogo do desporto, numa perspectiva mais alargada, tem um papel fundamental na preparação psicológica dos atletas um vez que este cria programas de treino psicológico adequado às características de uma determinada equipa e modalidade e adopta medidas de intervenção psicológica como o aconselhamento psicológico (“conseling”) e o acompanhamento psicológico (“coaching”) e adicionalmente a isto, aplicam conhecimentos da psicologia a outras áreas interligadas e afins ao trabalho de preparação geral dos atletas, como por exemplo, na aprendizagem de qualidades técnicas e tácticas.

Sendo que, o aconselhamento psicológico tem como principal objectivo ajudar equipa técnica e atletas a compreenderem e solucionarem, de forma mais adequada, os problemas psicológicos e sociais inerentes a uma modalidade desportiva. De acordo com Samulski (2001) o psicólogo tem como função ajudar emocionalmente os atletas na fase de insegurança, para que estes encontrem o mais rápido possível a segurança e auto-confiança que necessitam para terem uma excelente performance.

Já Gabler (1979) menciona que o principal objectivo do acompanhamento psicológico consiste em influenciar tanto atletas como as equipas, como os grupos sociais, de tal forma que estes realizem as suas possibilidades máximas de rendimento na competição. Sendo que, as metas especificas do rendimento desportivo devem orientar e direccionar a regulação psíquica na competição.

Em condições próximas às ideais, a preparação psicológica deve acompanhar toda a evolução durante uma época dos atletas. Sendo que, a mesma deve ser estruturada em fases distintas: preparação psicológica geral, pré-competitiva, especial e de transição (que na preparação física corresponde ao período de transição). No entanto, todas as fases mencionadas deverão ter uma descrição detalhada e, consequentemente, constituída por vários itens enumerados que dizem respeito aos objectivos específicos, conteúdos psicológicos, tarefas do Psicólogo do Desporto, meios e procedimentos e métodos de treino.

O Psicólogo do Desporto tem bastantes tarefas para cumprir, que basicamente dizem respeito ao tratamento, assessoria e questões educacionais e preventivas da comunidade desportiva.

Após a conclusão de uma determinada etapa ou conclusão final do programa de preparação psicológica, este deve ser avaliado, procurando-se detectar os conteúdos e os efeitos da intervenção psicológica. Pois só desta forma, é possível detectar situações que poderão estar a afectar ou impedir a eficácia do programa de preparação psicológica e assim encontrar soluções com a maior brevidade possível.

No entanto, alguns técnicos demonstram uma certa resistência ao trabalho de preparação psicológica, facto este que poderá estar ligado com as experiências de fracasso no emprego de algumas técnicas psicológicas realizadas por esses mesmos técnicos ou por profissionais mal preparados, e ainda por uma falta de investimento pessoal ou de maior disponibilidade na execução das mesmas. Outros técnicos há, que resistem ao trabalho de preparação psicológica pelo simples facto de não saberem como implementar técnicas de preparação psicológica.

Por sua vez, existem determinados treinadores que por estarem presos a uma determinada imagem da sociedade, que os percepciona como sendo super seres humanos e heróis, que devem dar conta de todos os problemas pelos quais as equipas e os atletas muitas vezes passam, acabam por não permitir a entrada de profissionais de outras áreas, para colaboração com os seus trabalhos.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

AQUECIMENTO MUSCULAR - INFORMAÇÕES



Aquecimento muscular é a actividade preparatória ou preventiva na prática desportiva, seja ela de competição ou simples lazer, que permite a adaptação do corpo para a realização de um exercício físico, ajudando a prevenir a ocorrência de possíveis lesões.

Características do Aquecimento

a) Deve ser total - Deve aquecer todos os órgãos, músculos e articulações do corpo.
b) Deve ser dinâmico - Tem que despertar, realizando exercícios intercalados sobre a base de uma progressão suave.
c) Deve ser metódico - A sua realização será como um rito (sistemática) para o jogador de hóquei em patins, e em progressão. Irá do global para o particular.
d) Deve ser proporcional e específico - Estará em função da qualidade e estado do jogador de hóquei em patins, mas também em função do esforço e do exercício posterior a executar.
e) Deve alternar fases dinâmicas com fases de descanso - Não deve superar as 10 repetições por exercício, e deve haver variação nos exercícios.

DICAS:

·         Duração: 30′ a 35′ minutos
·    A intensidade dos exercícios gradual, nunca chegando ao expoente máximo dessa intensidade pois isso pode limitar a capacidade de resposta dos atletas principalmente no início do jogo.
·   Os exercícios realizados devem estar inseridos de acordo com o modelo de jogo.
·       Alguns exercícios devem ser adaptados consoante o adversário e o modelo de jogo que este apresenta. Assim, além dos treinos semanais, o aquecimento serve como uma espécie de revisão de conhecimentos para os jogadores sobre o adversário.

Alongamento

Antes de se efetuar uma sessão de treino de qualquer tipo de atividade física ou desportiva, convém realizar uma série de exercícios baseados no alongamento dos vários músculos e tendões do corpo, de modo a obter-se uma maior flexibilidade, o aumento do rendimento e a prevenção das lesões que os movimentos bruscos e os esforços musculares excessivos podem provocar.
Estes exercícios, que no total não duram mais de 5 a 10 minutos, devem ser lentamente efetuados, de modo a que os movimentos sejam o mais amplos possível, embora se deva igualmente ter em conta que existe um limite que, sendo ultrapassado, pode originar lesões musculares, ósseas ou articulares - por isso, cada um de nós deve aprender a reconhecer os seus próprios limites.
Para se ter a certeza de que os exercícios de alongamento são eficazes, deve-se tentar confirmar se a sua prática proporciona um aumento da tensão dos músculos, sem superar o limite que provoca dor.

Aquecimento

Depois de se efetuar os exercícios de alongamento, deve-se realizar os de aquecimento, de modo a aumentar o metabolismo enérgico muscular e favorecer a adaptação cardio-respiratória ao exercício físico.
Estes exercícios devem ser efetuados de uma forma um pouco mais enérgica do que os de alongamento, pois apenas são úteis quando provocam um certo nível de suor e respiração.

Recuperação

Após a realização do exercício físico, deve-se efetuar uma série de exercícios de alongamento e relaxamento, com vista a prevenir as contracturas e dores musculares e facilitar a adaptação do aparelho locomotor e do sistema cardio-respiratório ao repouso.
Estes exercícios devem ser efetuados de forma lenta e consciente e não costumam durar mais de 5 a 10 minutos.

Fonte: Adaptado de:
http://www.medipedia.pt/home/home.php?module=artigoEnc&id=444