quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

FELIZ ANO NOVO


O blog THP - Treinadores de Hóquei em Patins, deseja a todos os seus leitores em geral e treinadores de hóquei em patins em particular, 2015 repleto de êxitos desportivos, profissionais e pessoais.
Relembrámos que as nossas publicações regressarão em janeiro de 2015.
FELIZ 2015... 

sábado, 20 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL 2014


O blog THP - Treinadores de Hóquei em Patins, deseja a todos os seus leitores em geral e treinadores de hóquei em patins em particular, um Santo e Feliz Natal.
Relembrámos, tal como é habito, o blog THP entrará agora num curto período de descanso Natalício. Regressaremos em janeiro de 2015 com mais e novas publicações.
FELIZ NATAL! 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

HÓQUEI EM PATINS: AGILIDADE E TÉCNICA DO GR


HACE ALGUNOS DÍAS OS COLGUÉ UN VÍDEO CON DIFERENTES ACCIONES DE "PASO DE VALLA". AHORA QUIERO OBSERVAR Y ANALIZAR CON DETENIMIENTO UNA DE AQUELLAS ACCIONES.

QUÉ OBSERVAMOS?
 

  • HAY UNA SITUACIÓN DE PASE AL SEGUNDO POSTE Y UN REMATE
  • LA BOLA ESTÁ INICIALMENTE EN EL LADO DERECHO DEL PORTERO, PORTERO DIESTRO, Y HAY UN PASE A UN JUGADOR QUE ESTÁ A LA IZQUIERDA
  • EL PORTERO ESTÁ INICIALMENTE CON APOYO DE SU RODILLA DERECHA EN EL SUELO
  • CUANDO SE REALIZA EL PASE AL SEGUNDO POSTE EL PORTERO DECIDE REALIZAR LA ACCIÓN TÉCNICA DEL "PASO DE VALLA"
  • LA ACCIÓN TÉCNICA VA PRECEDIDA DE UNA TOMA DE DECISIÓN Y DE UNA CONDICIÓN FÍSICA QUE PERMITE UNA GRAN VELOCIDAD DE MOVIMIENTO.
  • EL PORTERO EVITA CON ÉXITO QUE LA BOLA ENTRE EN LA PORTERÍA PERO LA BOLA SIGUE EN JUEGO.
  • GRACIAS A NO PERDER DE VISTA LA BOLA EL PORTERO PUEDE REACCIONAR Y DECIDIR QUÉ ACCIÓN ES LA MÁS EFECTIVA PARA EVITAR EL GOL
  • LA AGILIDAD ES LA PROTAGONISTA EN LA ACCIÓN FINAL DEL PORTERO
  • CONSIDERO QUE HAY UNA SERIE DE PALABRAS CLAVE EN ESTAS DOS PARADAS:


ANTICIPACIÓN
EFICIENCIA TÉCNICA (velocidad de movimiento, amplitud de acción)
REACCIÓN
AGILIDAD

GRACIAS A LA OBSERVACIÓN Y ANÁLISIS PODEMOS PROGRAMAR GRAN CANTIDAD DE EJERCICIOS QUE MEJOREN LA TÉCNICA Y LA PREPARACIÓN FÍSICA DE LOS PORTEROS Y POR SUPUESTO SIN OLVIDAR LA TOMA DE DECISIONES (TÁCTICA)

SIEMPRE SE HABÍA DICHO QUE LOS MEJORES PORTEROS ESTABAN EN LA LIGA ESPAÑOLA CREO QUE ES HORA DE VALORAR LA EVOLUCIÓN, FRUTO DEL TRABAJO, DE PORTEROS DE OTROS PAISES QUE COMO VEMOS EN ESTE VÍDEO NO TIENEN NADA QUE ENVIDIAR Y SE HAN CONVERTIDO EN PORTEROS DE PRIMER NIVEL.


FONTE: Paco Gonzalez, in http://pacogonzalezhoqueiporters.blogspot.pt/2014/11/la-agilidad-la-tecnica.html

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

HÓQUEI EM PATINS: GUARDA REDES - "PASO DE VALLA"

EL PASO DE VALLA EN UNA DE LAS ACCIONES DE PARADA MÁS UTILIZADAS POR LOS PORTEROS DE ÉLITE.

ES UNA ACCIÓN QUE PERMITE AL PORTERO UTILIZAR LIBREMENTE EL GUANTE LIBRE Y EL GUANTE DE STICK Y POR LO TANTO FACILITA LA UTILIZACIÓN DEL STICK TANTO PARA RECEPCIONAR COMO INTERCEPTAR BOLAS.
LA CUALIDAD FÍSICA MÁS IMPORTANTE PARA SU CORRECTA EJECUCIÓN TÉCNICA ES LA FLEXIBILIDAD Y LA ELASTICIDAD.
A NIVEL TÁCTICO ESTA ACCIÓN SE UTILIZA EN SITUACIONES DE UNO CONTRA PORTERO, DOS CONTRA PORTERO Y EN GENERAL CUANDO HAY UN POSIBLE REMATE AL LADO CONTRARIO DEL GUANTE DE STICK.
EL PASO DE VALLA GENERALMENTE SE REALIZA ESTIRANDO LA PIERNA DEL GUANTE LIBRE, ESTO QUIERE DECIR QUE LOS PORTEROS DIESTROS ESTIRAN LA PIERNA IZQUIERDA Y LOS ZURDOS LA DERECHA.

               
A CONTINUACIÓN PODÉIS VER UN VIDEO DONDE PODRÉIS COMPROBAR UNA GRAN CANTIDAD DE ACCIONES DE "PASO DE VALLA" REALIZADAS POR LOS PORTEROS QUE PARTICIPARON EN LA FINAL FOUR 2013 EN OPORTO.



FONTE: Paco Gonzalez, in http://pacogonzalezhoqueiporters.blogspot.pt/2014/10/el-paso-de-valla.html

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

HÓQUEI EM PATINS: O TREINADOR – PARTE 3 de 3 (CONTINUAÇÃO)


Franco (2000) coloca que o treinador é o líder, e para tanto deverá ser o condutor e articulador das relações entre os atletas de sua equipe. Ser líder é saber lidar com as diferenças no grupo e não tornar todos iguais.
Barrow (1997), citado por Gould e Weinberg (2001), afirma que a liderança poderia ser considerada de forma genérica como sendo o processo comportamental de influenciar indivíduos e grupos na direção de metas estabelecidas.
Trabalhar em equipe aumenta a auto-estima das pessoas envolvidas, pois a discussão e a decisão relativas a problemas importantes invocam poderosas forças individuais de auto-expressão e de autodeterminação. O significado das decisões tomadas pela equipe, para seus participantes, é um dos fatores decisivos nas questões relacionadas à satisfação no trabalho e ao aumento da produtividade da equipe.
Um dos fatores que problematiza o diálogo é a preocupação do atleta com seus próprios objetivos, e também o fato de às vezes existir o autoritarismo do técnico que o impede de opinar. (MARQUES, 2003)
Jackson e Hugh Delehanty (1997), coloca que a luta que todo treinador enfrenta é fazer que os membros da equipe, que em geral buscam glória individual, entreguem-se inteiramente ao esforço grupal.
Os técnicos que são bons lideres, fornecem não apenas uma visão daquilo pelo que se luta, mas também a estrutura, a motivação e o apoio do dia-a-dia para transformar a visão em realidade.(WEINBERG e GOULD, 2001)
Para Carravetta (2001) o técnico deve manter equilíbrio e energia no conjunto de suas ações e ter a habilidade necessária para corrigir e criticar seus jogadores.
Ramírez (2002) em seu estudo fala que os treinadores exercem uma grande influência nos indivíduos e no grupo quando de seus objetivos, tanto na parte profissional, pessoal, como financeira.
A prática tem nos mostrado que a maioria das equipes vencedoras se caracterizam pela força do grupo, pela união e superação. Muitos grupos, inclusive, crescem no momento das dificuldades e adversidades.
Por outro lado, trabalhar em equipe é também algo complicado, pois compor um grupo significa colocar em cena, para atuação produtiva e conjunta, diferentes personalidades, histórias de vida, experiências, competências, visões de mundo e graus de conhecimento.
Para estreitar essa relação não só com o grupo de atletas, mas também com todos seus colaboradores, alguns aspectos serão fundamentais para que o técnico consiga atingir seus objetivos. Becker Jr.(2000) cita o conhecimento, a comunicação verbal e não verbal, a escuta ativa, aptidão comunicativa do atleta, disciplina e seu estilo de liderança como qualidades do treinador.
Neste sentido, Weinberg e Gould (2001), relatam que as pesquisas revelaram que vários fatores pessoais e circunstanciais afetam o comportamento do líder no esporte e na atividade física. Esses antecedentes incluem particularidades como idade, maturidade, sexo, nacionalidade e tipo de esporte. As conseqüências do comportamento podem ser vistas em termos da satisfação, do desempenho, e da coesão do grupo. Por exemplo, a satisfação dos atletas é alta quando há um bom casamento entre seu estilo de treinamento preferido e o estilo do treinamento real do técnico.
Para avaliar e medir os comportamentos de liderança, incluindo as preferências dos atletas por comportamentos específicos, as percepções dos atletas dos comportamentos dos seus técnicos e as percepções dos técnicos de seu próprio comportamento, Chelledurai e Saleh (1980) criaram um instrumento chamado Leadership Scale for Sports - LLS
1.    Conduta Educativa: Conduta do treinador dirigida a melhorar a execução dos desportistas por meio da insistência e facilitação do treinamento exigente e duro, instruindo-lhes nas técnicas e táticas do esporte, clareando as relações entre os componentes da equipe, estruturando e combinando as relações dos mesmos.
2.    Conduta Democrática: Conduta do treinador que concede grande participação dos desportistas nas decisões concernentes às metas do grupo, os métodos práticos, as práticas e as estratégias de jogo.
3.    Conduta Autocrática: Conduta do treinador que inclui independência nas tomadas de decisões e enfatiza a autoridade pessoal.
4.    Conduta de Apoio Social: Conduta do treinador caracterizada por uma preocupação individual pelos desportistas, pelo seu bem estar, por um ambiente positivo para o grupo e pelas relações afetuosas com os componentes do mesmo.
5.    Conduta de Feedback Positivo: Conduta do treinador que inclui a aplicação de reforços a um desportista como um reconhecimento e recompensa por uma boa atuação.
Como foi possível observar na literatura é de extrema importância a liderança do treinador no comando de sua equipe de trabalho, de modo a contribuir decisivamente para que as suas ações sejam harmônicas, e facilitadoras a conquista dos resultados no dia-a-dia no meio esportivo.

NOTA: Publicação redigida em português do Brasil, tal como no documento original

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

HÓQUEI EM PATINS: O TREINADOR – PARTE 2 DE 3 (CONTINUAÇÃO)


Abreu (1993) estabelece e avalia pelo menos cinco categorias gerais do treinador:
Treinador autoritário
Este tipo de treinador tem várias limitações, por exemplo: seu juízo nem sempre é acertado e seu código pessoal, algumas vezes, não vê outras soluções possíveis aos problemas individuais ou da equipe.
Características: crê firmemente na disciplina; com freqüência, usa medidas punitivas para reforçar as regras; é rígido com os programas ou planos; pode ser cruel ou sádico; não gosta de uma relação interpessoal íntima; com frequência, é religioso e moralista; usa ameaças para motivar os atletas.
Treinador flexível
As características desse tipo de treinador são opostas às do treinador autoritário. O flexível é agradável aos demais e está profundamente preocupado com o bem-estar de seus atletas. Inspira respeito, por razões extremamente diferentes das razões do treinador anterior. É popular e sociável.
Características: geralmente, relaciona-se muito bem com as pessoas; usa meios positivos para motivar os atletas; é muito complacente na planificação; com frequência, é experimental.
Treinador condutor
Em muitos aspectos este tipo de treinador tem traços de treinador autoritário. É similar na ênfase à disciplina, na força de vontade e na sua agressividade. Diferencia-se do treinador autoritário, pois é menos punitivo e mais emocional.
Características: está freqüentemente preocupado; recebe os problemas de forma pessoal; investe intermináveis horas no material didático; sempre exige mais do atleta; motiva os atletas com seu exemplo.
Treinador pouco formalista
É exatamente o oposto do treinador autoritário. Aparenta não sofrer nenhum tipo de pressão. Para ele, tudo não é mais do que um desporto interessante, o qual se tem prazer de ganhar.
Características: não parece levar as coisas a sério; não gosta dos programas; não fica nervoso com facilidade; dá a impressão de que tudo está sob controle.
Treinador Formal ou Metódico
Esse tipo de treinador aparece com mais regularidade na cena desportiva. Em geral sempre está interessado em aprender, raras vezes é egoísta e poucas vezes crê ter todas as respostas. Este treinador ultrapassa os demais em técnicas e habilidades para adquirir conhecimentos. Como o treinamento está se convertendo cada vez mais em uma ciência exata, usa todos os meios para acumular informações acerca de seus oponentes.
Características: aproxima-se do esporte de forma calculada e bem organizada; é muito lógico em seu enfoque; é frio em suas relações pessoais; possui alto nível intelectual; é pragmático e perseverante.
Martens, Cristina, Harvey e Sharkey (1995), também apresentam outra classificação, onde citam três estilos de treinador. O estilo autoritário, que toma todas as decisões, sendo a missão dos atletas cumprir as ordens do treinador. O estilo submisso caracteriza-se por um treinador imprevisível, que hora se abstém e em outros momentos pode tomar decisões. E por fim, o estilo cooperativo, indicado como o estilo ideal pelos autores, onde os treinadores compartilham com os atletas as responsabilidades e a tomada das decisões.
Cabe aqui salientar que os técnicos que vão desenvolver o seu trabalho com crianças, deverão estar mais atentos a influencia do ambiente sobre este jovem atleta que começa a receber os primeiros ensinamentos a cerca do esporte.
Hahn (1998) adverte que os treinadores necessitam uma teoria de treinamento com crianças, e que, se por um lado, buscam a evolução objetivada do rendimento, por outro, devem levar em conta as necessidades e os interesses da criança.
Como foi possível verificar ser técnica não é uma tarefa tão simples. A seguir será aprofundado sobre seu trabalho em equipe, na inter-relação com seus atletas e colaboradores.

NOTA: Publicação redigida em português do Brasil, tal como no documento original

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

HÓQUEI EM PATINS: O TREINADOR – PARTE 1 DE 3


Para Becker Jr. (2000) a função de treinador é uma das profissões difíceis, mas também pode ser muito gratificante. Vencer competições nas mais distantes cidades, proporcionar um clima de crescimento individual e grupal para seus atletas, ser reconhecido por toda uma sociedade e ganhar um bom dinheiro por isso, são alguns dos motivos que levam uma pessoa a encaminhar-se para aquela profissão.
Para Carravetta (2001) é o especialista mais próximo dos atletas, exerce influência no comportamento dos mesmos, por vezes é técnico, educador, conselheiro, estrategista e líder.
Ser treinador é uma função que constitui em si de um permanente desafio e que exige um empenho pessoalmente gratificante.
Para alguns é a função mais ingrata do esporte, se a equipe perder, o treinador é geralmente o responsável.
A esse respeito Becker Jr. (2000), relata que um dos fatores importantes no ambiente esportivo é que cada torcedor, por menor que seja a sua escolaridade ou experiência na área, acredita que sabe tudo sobre a matéria e ainda da arte de treinar. Assim, cada torcedor opina, julga e critica abertamente o treinador de sua equipe, sempre que esta é derrotada. Não obstante ainda, como bem cita o ex-treinador da Seleção Brasileira Vieira (1987), na maioria dos casos para levar a cabo a sua tarefa, ele é o presidente do clube, diretor de esporte, roupeiro, pai, psicólogo, conselheiro social e líder.
Um treinador com êxito deve ter um conhecimento das ciências do esporte, motivação e empatia. Citam ainda, como aspectos importantes à facilidade de comunicação e os princípios de reforço positivo para com seus atletas.(MARTENS e Cols.1995)
Zilles (1999), afirma que o treinador deve ser o grande líder e disciplinador da equipe, para poder comandar de forma correta os seus jogadores durante os treinos e jogos. Ele deve também ser didático, para saber planejar os seus treinamentos adaptados à idade de seus atletas e as qualidades por eles reveladas. As funções do treinador, segundo o ele seriam comandar os treinos (táticos, técnicos, dois toques, coletivo e recreativo), dar preleção antes do jogo, comentários após os jogos, se possível estudos sobre futuros adversários, uma supervisão junto aos seus atletas em relação à disciplina dentro da quadra de jogo, uma supervisão junto aos seus auxiliares (comissão técnica) e um acompanhamento superficial da vida de seus jogadores fora do seu ambiente de trabalho.
Becker Jr. (2000) diz que para ser um bom treinador deve-se ter as qualidades de um professor. Para que isso ocorra, ele deve ter conhecimento sobre o que vai ensinar e habilidade para executar essa tarefa. O sucesso muitas vezes como atleta, principalmente relacionados com sua capacidade técnica, tática e psicológica, não garantirá o seu sucesso como treinador.
De acordo com a sua personalidade, o técnico pode agir e ser visto diante da sociedade de várias maneiras. Cratty (1983) em suas pesquisas, segundo depoimentos de atletas e demais técnicos, encontrou que o técnico ideal seria aquele indivíduo estável, sociável, criativo, inteligente, que assume riscos calculados, confiantes e seguro. Aquele que poderia tranqüilamente manter o controle em situações tensas e adversas, presentes no esporte.
A interação entre técnicos e atletas vai depender principalmente das necessidades e personalidades dos envolvidos; o que pode influenciar a performance do atleta, tanto positivamente como negativamente, quando não existir correspondência com as necessidades requeridas ou sobrarem estímulos inadequados (MACHADO, 1997).
Os treinadores sabem que muitas conquistas e vitórias caem no esquecimento, o que prova que não é o triunfo que conta, e sim a forma como foi obtido.
A este respeito, podemos acrescentar as seguintes palavras. (GUILHERME, A., 1975, p.5)
"o treinador deve-se conduzir de tal modo que sirva aos praticantes de ontem como uma recordação agradável de sua juventude; aos praticantes de hoje, como um exemplo de sacrifício, de dedicação e de dignidade, e aos praticantes de amanhã, como uma esperança a mais em seu futuro".
Alguns pontos devem ser recordados e postos em prática. São eles: os treinadores são professores; os treinadores têm como tal de utilizar um estilo positivo de intervenção no treino; este estilo baseia-se em elogios e encorajamentos no sentido de favorecer o comportamento desejado e de motivar os jogadores a realizá-lo; elogiar tanto o esforço par alcançar um objetivo, como o bom resultado em si; ao dar indicações técnicas para corrigir um erro, deve-se ao começar por realçar algo que tenha sido bem executado.(SMOLL,1988)
Devido às suas características pessoais, experiências e formação profissional os treinadores segundo Carravetta (2002), apresentam diferentes manifestações de comportamento. Alguns são pontuais, disciplinadores, autoritários ou exigentes; outros são organizados, valorizam os aspectos pedagógicos e metodológicos, respeitam as regras morais e éticas. Por outro lado existem outros extremamente liberais, são exclusivistas, intuitivos, são vaidosos, não aceitam opiniões, o vencer está acima dos preceitos éticos.

NOTA: Publicação redigida em português do Brasil, tal como no documento original

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

HÓQUEI EM PATINS - UM TREINADOR C.A.R.


São inúmeros os factores que levam um treinador de hóquei em patins ao sucesso. No entanto, um treinador de hóquei em patins (em Portugal) jamais terá sucesso sozinho. O sucesso implica muita coisa. Para adjectivarmos melhor o sucesso poderemos referenciar algumas palavras chave tais como organização, competência, saber, aprendizagem, ensino, estruturação, planeamento, rigor, liderança, etc… Poderíamos continuar com mais de uma centena de palavras/adjectivos.
Centremo-nos apenas no título da presente publicação: Correcções – Adaptações – Repetições. Aquilo a que denominamos de ser o treinador de hóquei em patins CAR. Tudo e todos os detalhes são importantes para o sucesso. Temos a noção que uns treinadores possuem melhores condições que outros (condições a todos os níveis), mas todos os treinadores poderão ter sucesso. Não se preencherem uma data de requisitos, mas se incidirem o seu trabalho em campo sobre CAR (correcções, adaptações e repetições).
Abordando um pouco mais esta nomenclatura de CAR e incidindo sobre o que ao trabalho dentro das quatro tabelas diz respeito, o CAR é para nós preponderante, ou uma via para se chegar ao topo mediante os objectivos previamente traçados, sejam eles de ser campeão nacional ou sejam eles de formar jovens atletas com qualidade. O CAR deverá estar sempre presente, aumentando assim todas as probabilidades de êxito para o treinador de hóquei em patins.
Correcções: Existem mil e um tipo de exercício diferentes na forma de execução, mas iguais no objetivo final. Umas equipas gostam mais de trabalhar de uma forma, outras de outra forma. Cabe ao treinador decidir. Independentemente da forma de execução, o que leva a que se atinja padrões de perfeição e sucesso com determinados exercícios ou jogadas é a constante correcção por parte do treinador até “afinar” tudo ao mais ínfimo detalhe. O exercício poderá ser muito bonito (ou muito há frente), mas se não existirem as correcções constantes, estará condenado ao fracasso.
Adaptações: Passam pelo processo de saber adaptar os atletas ao que se pretende e pelo processo de adaptar o que se pretende aos atletas que se dispõe. Quando uma destas adaptações falhar ou não surtir os resultados desejados, há que modificar e adaptar novamente tudo. Aqui se vê a perspicácia do treinador de hóquei em patins. Ficar a incidir sobre um processo que demora a mostrar resultados, é estagnar e colocar em risco o caminho para o sucesso.
Não existem adaptações com êxito se primeiro não existirem as correcções.
Repetições: É o somatório do processo de correcções com o processo de adaptações devidamente “afinado”. Depois de orientados os processos de correcções e adaptações, resta ao treinador de hóquei em patins, incidir tudo sobre um processo de repetições.
Não existem repetições com êxito se primeiramente não existirem as correcções e as adaptações.
A ordem a seguir para o sucesso será mesmo esta Correcções – Adaptações – Repetições. Mas somente isto não chega. Ser um treinador CAR é apenas a base alicerce para um trabalho bem encaminhado para o sucesso.

Opinião pessoal de Hélder Antunes


NOTA: redigido sem as regras do novo AO

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

QUERES MAXIMIZAR OS RESULTADOS? TENS QUE FAZER ESTAS DUAS COISAS!


Qualquer pessoa que já tenha tentado fazer um programa de fitness e nutrição percebe a importância da robustez mental para obter os melhores resultados.   Aqueles que tiveram sucesso tendem a ter uma mentalidade única que lhes permite suportar o treino intenso, lidar com o stress, empenharem-se na tarefa que têm em mãos e finalmente, conseguir o corpo que desejam.
Quer estejas ainda a começar a tua jornada, já adiantado no teu percurso, ou na fase de manutenção, aqui estão dois marcadores de robustez mental que vão ajudar-te a conseguires o visual que desejas e a sentires-te no teu melhor.

#1: Querer o sucesso mais do que temer o quer que seja

Todos sentimos medo em algumas ocasiões: medo de falharmedo de sofrer uma lesãomedo do desconhecido e medo de não conseguir manter o sucesso.
Já alguma vez tiveste receio de não conseguir dizer não a uma sobremesa durante um jantar de festa?
Já tiveste receio de te lesionares ao tentares ir além do teu limite?
Já te sentiste nervoso ao iniciar um novo tipo de exercícios?
Ou talvez, quando conseguiste o corpo que desejavas, pensaste se conseguirias ou não mantê-lo?
Todos estes medos são comuns. O que as pessoas de sucesso aprendem é como definir as suas prioridades. O desejo de ser saudável, de ficar em forma e de adorar a pessoa que elas vêem no reflexo do espelho está acima de qualquer medo.
Eu costumava ser um ávido comedor de chocolate às escondidas. Quando via televisão com a minha família, eu fazia o trajecto até à cozinha e trazia um pequeno quadrado de chocolate, mas não antes de comer 4 ou 5 quadrados às escondidas na dispensa. Naquela altura, o meu medo de não conseguir passar a noite sem chocolate ultrapassava o meu desejo de ser saudável. Apenas quando mudei as minhas prioridades passei a ser capaz de concretizar os meus objectivos.
Eu decidi conscientemente que ter um corpo em forma valia algumas noites de desejos não satisfeitos.
Nos momentos de fraqueza e de medo (que todos nós temos), é essencial que te questiones o que é mais importante: ceder aos teus medos ou conseguir o corpo ideal e manteres-te saudável? Quando escolhes o teu corpo, não só fazes com que os teus receios sejam menos assustadores, mas ganhas maiores possibilidades de alcançares o derradeiro sucesso.

 

#2: Compromete-te com a excelência, não com a perfeição


Um momento de riso frequente  ocorre numa conversa com pessoas que passaram para o “lado saudável” é quando se fala que ser saudável e estar em forma não é o mesmo que ser perfeito. Na verdade, até as pessoas mais dedicadas falham ou não atingem completamente alguns objetivos. O que separa as pessoas de sucesso de todas as pessoas é que elas lutam pela perfeição, mas nunca a exigem ao ponto de desistir, caso não a consigam alcançar.
Exigir perfeição apenas vai fazer com que te sintas mais ansioso e insatisfeito contigo mesmo e isso faz com que o fitness seja tudo menos divertido. Por outro lado, procurar a perfeição tem a ver com estar empenhado relativamente à excelência. Tem a ver com dares o teu melhor sem a pressão adicional e desnecessária de teres que ser perfeito em todos os momentos. Tem a ver com concentrar todo o teu esforço, naquele exato momento, na tarefa que tens em mãos. Tem a ver com aprenderes com os teus erros e celebrar as tuas conquistas.
As pessoas que exigem perfeição abandonam frequentemente o seu treino quando não se sentem a 100%. E uma má refeição pode ser um convite para desistir, uma vez que eles dizem para eles mesmos: “Bom, está semana está arruinada. Penso que vou começar de novo na Segunda-feira.” Este é o efeito ioiô no seu melhor e isto simplesmente não funciona.
As pessoas de sucesso, que procuram a perfeição e se entregam à excelência, vão dedicar toda a sua energia a completar o seu treino. Quando elas comem algo que não é saudável, elas retomam a partir de onde tinham parado e focam-se na refeição seguinte.


FONTE: http://www.motivacaodesportiva.com/maximizar-os-resultados/

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

HÓQUEI EM PATINS: "STRESS"


Gestão do stress

O stress é o que se faz com ele. Supere-se!
É possível transformar o stress numa mais-valia. E, contrariamente ao que se possa pensar, os líderes têm redobradas responsabilidades nesse processo.

A história é apenas mais uma. As causas, essas são quase sempre as mesmas: medo de errar, medo de dar um passo em falso, medo de não corresponder às expectativas. Enfim, medo, embora muitas vezes mascarado, de não ser capaz de agarrar a oportunidade.
Sem querer pôr em causa as definições que o mundo científico foi construindo ao longo das últimas décadas – especialmente desde a segunda metade do século XX – tenho uma visão muito particular sobre o stress: é aquilo que sentimos e a forma como reagimos perante um desafio. Espantado? É mais simples do que parece.
O canadiano de origem austríaca, Hans Selye, foi o primeiro estudioso a apresentar o stress como um elemento neutro. Ou seja, o stress não é, só por si, negativo ou positivo. Para algumas pessoas, funciona como factor inibidor: acovarda, intimida, bloqueia as acções e leva o indivíduo a fugir do desafio. Noutros casos, ele assume-se mesmo como um aditivo emocional: a pessoa redobra a energia, enfrenta os obstáculos e convence-se que vai vencê-los.
Hans Selye resumiu o “processo de stress” a um quadro simples: “estímulo-reacção”. De facto, a teoria que desenvolveu é muito mais abrangente, mas este ponto de partida é fundamental para percebermos, mais à frente, as minhas ideias sobre a forma de gerir a pressão.
Resumindo. Perante um estímulo exterior, que denomino de “desafio”, o organismo humano coloca-se em estado de alerta e manifesta vários tipos de reacções: o coração acelera e aumenta o nível de oxigenação do cérebro e dos músculos, as pupilas dilatam, a respiração torna-se ofegante, as mãos e os pés ficam gelados, a boca seca, etc.
Perante o cenário, o organismo tem duas formas de canalizar este novo fluxo de energia: ou potencia uma reacção de fuga ou luta. Isto é, se o indivíduo for capaz de lidar com esse “estímulo” – muitas vezes associado a uma “ameaça” ou “perigo” – a “tensão” é colocada ao serviço do “combate” e funciona como uma dose extra de motivação. No entanto, se a pessoa não for capaz de promover em si própria esse equilíbrio, desenvolve um sentimento de impotência e acaba por optar pelo caminho mais fácil: foge, desiste.
Isto tudo para dizer que o stress só existe na exacta medida em que é uma construção que resulta da interpretação de um determinado acontecimento. A conotação positiva ou negativa do stress é-lhe atribuída pela própria pessoa, quer através da forma como percepciona o desafio quer pelos mecanismos encontrados para canalizar as tensões.
Esta pequena introdução teórica serve para explicar que não tenho qualquer estratégia para eliminar o stress. Na realidade, pretendo apenas mostrar que é possível transformar o stress numa mais-valia e que, contrariamente ao que se possa pensar, os líderes têm redobradas responsabilidades nesse processo.
  
Stress: um jogo de grandes oportunidades

Ouvi barulho no corredor e já passava das cinco da manhã. Confesso que pensei que alguém tinha furado as regras do grupo e que estava a chegar naquele momento ao hotel. Quando espreitei vi que estava um dos meus jogadores em cuecas a fazer exercícios de velocidade no corredor. Percebi logo que se tratava de uma situação clara de stress pré-competitivo. O jogador em causa sabia que no dia seguinte ia substituir, no “quinze inicial”, um colega seu lesionado, pois tínhamos combinado isso durante a reunião de equipa da tarde anterior.
Aquilo que estava a ver por entre a porta do meu quarto exigia uma tomada de posição cuidada e eficiente. Na manhã seguinte conversei com ele. Disse-lhe que tinha dormido com o meu travesseiro e que iríamos manter o sistema e a estrutura da equipa. Ou seja, que ele não entraria de início, conforme já estava estipulado, mas que seria uma aposta durante o encontro, como era habito.
Hoje estou certo de que tomei, de facto, a melhor decisão naquela altura. Existia sobre os ombros dele uma enorme pressão e era evidente que não estava preparado para agarrar o desafio. Assim, evitei uma situação de insucesso e um possível caso de frustração.
Este episódio serve para demonstrar uma das minhas ideias-chave nesta matéria. O stress está claramente relacionado com duas curvas: a da motivação e a da ansiedade. Dizer isto de outra forma não é mais do que explicar que uma gestão equilibrada do stress depende de um grau de motivação óptimo, ou aproximado, e de um efectivo controlo dos níveis de ansiedade.
Chegados a este ponto, é necessário compreender que um líder tem à sua disposição várias formas de ajudar o seu grupo a lidar com o stress – como veremos adiante. Ainda assim, a questão inicial deve ser: como posso ajudá-los a controlar a ansiedade?
O principal adubo dos estados de ansiedade é a incerteza. Quando olhamos em frente e as coisas não aparecem de forma clara, a tendência natural é para começarmos a levantar um conjunto de dúvidas. Pior do que isso: com o passar do tempo, a incerteza que imputávamos inicialmente ao projecto que nos apresentaram ou à estratégia definida, projectamo-la em nós. Interiorizamos que não somos capazes de ser uma mais-valia e que o mais certo é falharmos.
Ora, cabe ao líder reduzir ao máximo o grau de incerteza dos seus colaboradores, tentando destruir quase todas as suas dúvidas. Como? Por exemplo, explico-lhes quem é o adversário, como joga, quem são os elementos que podem desequilibrar, até lhes dou notas sobre as características socioculturais do povo. Analisamos o local do jogo e o clima e as características do árbitro que vamos encontrar. A par desta contextualização minuciosa para combater a incerteza, aposto naquilo que a que se chama “o reforço da segurança”. Depois de lhes entregar todos os dados sobre o adversário, explico-lhes que armas vamos utilizar para levá-lo de vencido.
No mundo dos negócios as coisas passam-se precisamente da mesma forma. Por exemplo, quando delegamos maiores responsabilidades em alguém ou simplesmente lhe atribuímos novas funções, temos que ter uma preocupação particular com o enquadramento. É errado acreditar que uma pessoa vai conseguir lidar com o stress apenas porque ficou satisfeita com a “promoção”. Enquanto líder de equipas, não se canse de tentar aniquilar o nível de incerteza dos seus colaboradores: recapitule os objectivos, volte a explicar os pontos estruturantes da estratégia e mostre-se disponível para esclarecer qualquer tipo de dúvida. Não se esqueça: uma pessoa que se sinta perdida no projecto em que está integrada, tem o dobro da probabilidade de ser “engolida” pelo stress.
Como vimos no início deste capítulo, nem toda a gente é capaz de canalizar a pressão no sentido da superação do “desafio” que lhe é apresentado. Logo, a cedência às primeiras manifestações de stress aparece como uma espécie de “tem que ser”. Engano. Deixar-se vencer pela pressão não é, nem pode ser, uma inevitabilidade. Para contrariar este mito, o líder deve recordar aos seus colaboradores a seguinte equação:

Stress = Desafio = Oportunidade

É fundamental explicar às pessoas que o stress não é obra do acaso, está sempre associado ao aparecimento de um desafio e, por consequência, à possibilidade de concretizar uma oportunidade: vencer. Não faz sentido cultivar o mito de que o stress é, por natureza, um bloqueador de acção. O stress é aquilo que cada um de nós quiser que ele seja.
Portanto, se já vimos que é o próprio indivíduo a fonte do stress e que esse mesmo stress pode ser usado como um aditivo motivacional, o segredo passa por aprenderemos a reconhecer essa pressão, controlá-la a e pô-la ao serviço dos nossos objectivos. Enfim, mais não é do que saber transformar o tal “stress negativo” em “stress positivo”, encontrando na pressão uma verdadeira aliada.


Retirado do Livro Compromisso: Nunca Desistir, de Tomaz Morais com a colaboração de Carlos Mendonça.