quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

HOQUEI EM PATINS - TREINO - VÍDEOS

(http://www.youtube.com/watch?v=arr1yW41hIo)

(http://www.youtube.com/watch?v=LzwI1bX1HB4)

(http://www.youtube.com/watch?v=nKRjmf_AeW8)

(http://www.youtube.com/watch?v=t66zm6Rb2sA)



quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O DESAFIO DE MOTIVAR UMA EQUIPA


A motivação sempre foi das áreas mais estudadas. O estar motivado, o motivar alguém e a motivação em si. Três ângulos que estão presentes constantemente na vida de um gestor, líder ou treinador. E também de um atleta ou colaborador. Numa equipa, o tema da motivação é bem mais complexo. Já lá vamos!
Perguntamos muitas vezes porque numa equipa profissional ou empresa, onde alguns são pagos e bem pagos, o líder ou treinador tem de motivar o atleta a correr ou o colaborador a esforçar-se, pois o seu ordenado deveria ser por si só mais do que suficiente para tal. Mas, na verdade, não o é! E tem sido um dos obstáculos à conquista de várias vitórias, o adversário ter não só muita competência, mas estar (mais) motivado para alcançar o resultado e aplicar de forma total essa competência que possui.
Será sempre uma escolha do líder / treinador. Motivar! Hoje, felizmente, a questão já nem se coloca. Sabem da sua importância e apostam em diversas estratégias para o fazer. Conversas individuais, palestras com a equipa, filmes, exercícios, reforços positivos, feedback, etc. Mas isso não chega. Porque, primeiro, cada um de nós é diferente e como tal, não pode ser motivado da mesma forma que o seu colega.
Cabe ao líder / treinador perceber como alinhar os seus valores com o outro e conseguir manter os níveis de motivação elevados nas alturas desejadas. Segundo, porque a motivação é um processo complexo. É dinâmico e não algo que fica estagnado quando se o consegue. É um exercício constante, desgastante e que implica entrega e compromisso de todas as partes envolvidas.
O líder até pode conseguir mais impacto com alguns atletas que outros. E o desafio da equipa está aí! Como motivar uma equipa para um mesmo momento, se cada colaborador pode necessitar de motivações diferentes e ter durabilidades distintas? E como funcionar em grupo quando a tentativa de motivar um atleta pode significar desmotivar outro?
Uma das formas que José Mourinho tem para motivar é corporizar nas suas equipas, envolvendo-os, um sentimento de grande compromisso com os comportamentos que colectivamente são considerados fundamentais. É na mentalidade e no sentido de grupo que José Mourinho tenta actuar, sendo disciplinado, cumprindo o que diz.
O modo como cada líder motiva e mantém o suporte motivacional tem sido alvo de inúmeras observações. De todos. Porque alimentar, psicológica e fisicamente uma pessoa e equipa é obra de perito.

FONTE: Rui Lança, in http://coachdocoach.blogspot.pt/2013/10/o-desafio-de-motivar-uma-equipa.html

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

QUEM TREINA O TREINADOR?


O treinador, durante um treino, gesticula, fala individual ou coletivamente com os atletas, pára o treino, entra ou permanece no recinto de competição, retoma o treino, senta-se, levanta-se, passa a área de jogo e comunica para que todos o ouçam. Muitas das vezes num ambiente quase em silêncio! Para lá destas ações, temos assistido a uma evolução fantástica no treino desportivo e no conjunto de ferramentas que fornecem informações sobre os atletas e a equipa adversária. Metodologias, suportes tecnológicos, informáticos e psicológicos, mas, estranhamente, quase todas eles direcionados para o atleta.

Afirmamos estranhamente, porque cresce o número de funções e exigências para um treinador, mas tal processo não tem sido acompanhado de mais ferramentas focadas em si. Hoje um treinador antes, durante e após o jogo tem um manancial de informação, relatórios, análises, mas isso não melhora obrigatoriamente o seu desempenho na relação com os atletas.

O treinador é analisado cada vez mais na forma como atinge os seus resultados. Como lidera, decide, comunica, gere. Está obrigado a melhorar um conjunto de competências como a forma de motivar, comunicar, liderar, decidir, reconhecer os seus atletas e equipas. Se o saber agir do treinador influencia em muito, não só as relações com o atleta, mas também aquilo que os jogadores são capazes de interpretar e executar, não deve ser este um ponto fundamental para que o treinador treine e melhore? Mais uma vez, estranhamente, a grande maioria das abordagens das relações treinador–atleta centram-se nos problemas de caráter psicológico revelados pelos atletas e esquecemo-nos que o treinador exige igual análise. A menos que se considere que o treinador está apto para todas as exigências!

Não existe um perfil único nem ideal de treinador. Tipo super-herói que sabe tudo e não se incomoda com nada. Existem sim comportamentos e caraterísticas que aumentam a capacidade do treinador atingir com mais eficácia os seus objetivos. Umas são as ferramentas relacionadas com a sua experiência, conhecimento técnico, tático, outras são ferramentas focadas na sua tomada de decisão, comunicação, gestão, liderança, justiça e compromisso.

Terá lógica que estas competências que tanto influenciam o seu desempenho e dos atletas estejam dependentes da sua capacidade de auto análise? Não está em causa a vontade do treinador querer melhorar. Está na forma! É possível constatarmos que inúmeros técnicos cada vez mais se diferenciam para lá do conhecimento que têm do jogo. Pelas competências comportamentais que conseguem aplicar em si e nos que o rodeiam. E tal como para um atleta, que por muito forte física ou tecnicamente que seja, precisa de trabalhar arduamente, também um treinador precisa de treinar e ser treinado muito arduamente.

FONTE: http://www.record.xl.pt/opiniao/artigos/interior.aspx?content_id=835268

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

O TREINADOR DE HÓQUEI EM PATINS ATUAL


“O treinador apenas tem de treinar a equipa”.
Muitos treinadores já ouviram esta frase muitas vezes. Será assim tão linear a função do treinador? Vejamos, o treinador tem de:

- Concluir cursos de treinador;
- Conhecer bem a competição ou competições onde estará inserido;
- Criar um ou mais modelos de jogo;
- Disciplinar a equipa;
- Disciplinar dirigentes;
- Disciplinar jogadores;
- Estar atento às redes sociais (seus jogadores e adversários);
- Fomentar o espírito de grupo;
- Gerir conflitos internos;
- Gerir horários de treinos e jogos;
- Gerir o fracasso;
- Gerir o lado familiar/pessoal com o lado desportivo;
- Gerir o sucesso;
- Gerir pressões internas e externas;
- Implementar princípios de jogo;
- Lidar com a “pouca” comunicação social;
- Lidar com a massa associativa;
- Motivar a equipa;
- Motivar jogadores;
- Observar equipas adversárias;
- Organizar a semana de trabalho;
- Orientar a equipa para o sucesso coletivo;
- Orientar a equipa para o sucesso individual;
- Planear treino psicológico;
- Planear treino tático;
- Planear treino técnico;
- Planear treinos;
- Planear uma época;
- Preparar ou orientar treino especifico de guarda redes;
- Preparar palestras;
- Preparar vídeos para as suas equipas;
- Projetar o futuro da equipa;
- Realizar formações em diferentes vertentes;
- Realizar leitura de jogo em competição;
- Recolher informações a vários níveis;
- Recuperar jogadores fisicamente;
- Recuperar jogadores psicologicamente;
- Rotinar a equipa;
- Saber as agitações do mercado de transferências de jogadores;
- Saber as regras da modalidade muito satisfatoriamente;
- Ter soluções táticas e técnicas para as adversidades;
- Tomar opções a vários níveis;
- Trabalhar em conjunto com o departamento médico;
- Transmitir e implementar a “mística” do clube;
- Trocar ideias com outros treinadores;
- Visualizar vídeos;
- (…)


Os mais leigos dirão que esquecemo-nos de mencionar que o treinador tem de fazer as substituições, indicar o cinco inicial, possuir um apito ao pescoço e um quadro tático na mão.

FONTE: Opinião Pessoal

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

UM BOM GUARDA REDES (GR) DE HÓQUEI EM PATINS É MEIA EQUIPA…


Um bom GR é sem sombra de dúvida “meia equipa”, mas um grande GR é mais que meia equipa.
Não conseguimos quantificar em termos percentis quanto vale um grande GR numa equipa de hóquei em patins, mas que vale mais que meia equipa, seguramente vale.
Tal como em muitas outras modalidades coletivas, o hóquei em patins não é exceção e a posição de GR é fundamental para o sucesso de qualquer equipa. Como se diz na gíria, o GR tem de lá estar quando a equipa necessitar. Todos os jogadores desempenham um papel importante na equipa, mas o posto específico de GR desempenha um papel crucial.
Um grande GR pode conquistar títulos e dar muitos pontos à equipa.
No hóquei em patins atual, distinguimos um bom GR de um grande GR. Para nós, de uma forma muito sucinta, um bom GR é aquele que defende bolas e o grande GR é aquele que defende golos. O grande GR é aquele que faz defesas onde todos já estão a visualizar a bola dentro da baliza.
Os grandes GR não surgem por acaso. Surgem fruto de muito trabalho, nomeadamente fruto de muito trabalho específico e muito trabalho individual. Este trabalho é fundamental na evolução de qualquer GR, seja ele bom GR ou grande GR.
Existem alguns estudos que nos dizem quais as características e “habilidades” físicas que deve um grande GR possuir e quais os aspetos mais importantes a ter em conta para o seu treino, no entanto, no hóquei em patins atual, pensamos que devemos incluir no “perfil” do GR o aspeto psicológico/mental. Este aspeto também se treina. Obviamente que moldável às características de cada individuo GR, mas também se treina. Não é por acaso que nos dias de hoje ainda se escuta muitas vezes a célebre antiga expressão “ para se ser GR de hóquei em patins tem de se ter uma varada”. Pedimos desculpa pela utilização do termo “varada”, mas é um termo ainda em uso no caso dos GR de hóquei em patins.
O hóquei em patins atual necessita de GR mentalmente fortes, estáveis, que façam das fraquezas forças, que tenham índices de concentração acima da média e que sejam mentalmente inabaláveis. Tudo isto, claro está, aliado ao treino físico e especifico que a posição de GR exige.
Quando um treinador planeia um treino, é importante não esquecer da tal “meia equipa”, ou seja, é importante não esquecer do treino específico do GR. Se no clube existir treino específico de GR, a tarefa do treinador fica mais “facilitada”, caso contrário, há que procurar soluções para rentabilizar e potencializar os GR.
Conclusivamente, é importante os GR terem treino específico, porque a sua posição é especificamente importante no hóquei em patins. O treino específico pode ser orientado por um treinador de GR, pelo treinador principal, por um treinador adjunto ou pelo próprio GR. O treino específico do GR deve ter em linha de conta as seguintes considerações:
- adaptar os exercícios ao estilo de cada GR;
- melhorar os pontos fracos de cada GR;
- consolidar os pontos fortes de cada GR;
- atender às necessidades coletivas da sua equipa;
- permitir autonomia ao GR para que ele próprio desenvolva as suas aptidões de GR;
- fortalecer mentalmente o GR;
- elevar os seus índices de concentração;

- visualizar (vídeo, pessoalmente) outros GR de qualidade.

Publicação de opinião pessoal THP