quinta-feira, 24 de abril de 2014

HÓQUEI EM PATINS (VÍDEOS) - EXERCÍCIOS PARA GUARDA REDES - PACO GONZALEZ









FONTE: PACO GONZALEZ in http://pacogonzalezhoqueiporters.blogspot.pt/

quinta-feira, 17 de abril de 2014

HÓQUEI EM PATINS - GESTÃO DE CONFLITOS: TREINADOR


Este é um tema, com o qual, mais cedo ou mais tarde um treinador se vai deparar, a gestão de conflitos no balneário.

Os conflitos interpessoais são muitas vezes as razões do fracasso de uma equipa e é uma situação que o treinador deverá estar sempre atento para poder resolve-los, e eles fazem parte da vida em grupo onde cada um tem a sua forma de ser e estar e por vezes poderá não ser fácil gerir os egos de cada um.

Esses conflitos numa equipa podem dever-se a muitos fatores, seja entre treinadores ou jogadores, por exemplo entre dois jogadores da mesma posição em que um joga e outro não, entre o treinador e jogador porque o jogador passou de titular a não convocado ou perdeu a titularidade, entre jogador e diretor porque foi repreendido ou entre jogador e adepto, ou então com a criação de grupos que visa perturbar o ambiente no balneário.

Apesar de todos terem a sua importância, o mais importante será aquele que pode afetar o balneário e o objetivo da equipa e aí o treinador terá que intervir.

Existem várias maneiras de lidar com o conflito, desde a negação até a resolução adequada mas o primeiro passo é admitir a sua existência e que é preciso enfrenta-lo.

A tática de repressão dada pela autoridade do treinador a um conflito entre atletas leva apenas a que eles reprimem as suas emoções porque poderão ser penalizados mas um conflito reprimido pela força não desaparece podendo voltar a manifestar-se ainda de forma mais forte.

Outra tática é o dialogo e é dele que sou apologista, permitindo o desabafo de quem está em litígio tendo em atenção de que não o deve fazer sobre um contexto de forte emoções mas sim após recuperar o equilíbrio emocional.

O treinador tem a tarefa de ouvir, sentir e tentar manter o equilíbrio de uma equipa, contudo muitas vezes só tomando uma decisão mais radical a paz poderá voltar porque é importante não esquecer e fazer sentir aos jogadores que primeiro está a equipa e que existem regras de comportamento coletivo que devem ser respeitadas e quem quebrar as regras de funcionamento da equipa será duramente castigado, podendo mesmo ser afastado da equipa, independentemente do estatuto que cada atleta possa pensar ter.

É preferível um grupo solidário dentro de campo e dispostos a morrer pelo objetivo, do que uma equipa socialmente forte.

Os conflitos existirão sempre, cabe a nós geri-los da melhor maneira possível nunca esquecendo que o mais importante é o coletivo.

FONTE: Adaptado de João Prates, in

http://joaopratestreinadorfutebol.blogspot.pt/2011/11/gestao-de-conflitos-em-equipas-de.html

quinta-feira, 10 de abril de 2014

HÓQUEI EM PATINS - TREINADOR: UM PEDAGOGO EM CONSTANTE ATUALIZAÇÃO!


Os treinadores desportivos procuram desenvolver diferentes habilidades e conhecimentos que os auxiliem a actuar de forma mais competente. Além do conhecimento técnico-táctico, o desempenho de alto nível exige o domínio de outras dimensões do treino desportivo, tais como, os aspectos psicológicos e/ou mentais, e, no caso de desportos colectivos, os aspectos de relacionamento social que influenciam directamente o desempenho da equipa. A possibilidade do treinador intervir, pontualmente, durante uma partida e no intervalo de um jogo, demonstra uma forte relação de confiança junto do atleta, o que pode revelar-se como um dos factores determinantes para o sucesso. Estudos têm mostrado que o papel do treinador como líder é, provavelmente, um dos factores mais importantes na influência da formação, da coesão e do rendimento de uma equipa.

O treinador é o especialista mais próximo dos atletas, exerce influência no comportamento dos mesmos, por vezes é técnico, educador, conselheiro, estrategista e líder. Ser treinador é uma função que constitui um permanente desafio, e que exige um empenho pessoalmente gratificante, podendo ser, para alguns a função mais ingrata do desporto, pois, se a equipa perde, é geralmente ao treinador que se pedem satisfações.

De acordo com a sua personalidade, o técnico pode agir e ser visto diante da sociedade de várias maneiras. A interacção entre técnicos e atletas vai depender, principalmente, das necessidades e personalidades dos envolvidos, o que pode influenciar a performance do atleta, tanto positiva como negativamente, quando não existir correspondência com as necessidades requeridas ou forem dados estímulos inadequados.

Os treinadores são “professores”, logo têm de utilizar um estilo positivo de intervenção no treino. Este estilo baseia-se em críticas (construtivas e não destrutivas!) e encorajamentos, no sentido de favorecer o comportamento desejado, e de motivar os jogadores a realizá-lo. Deve-se elogiar tanto o esforço para alcançar um objectivo, como o bom resultado em si. Ao dar indicações técnicas para corrigir um erro, deve-se começar por realçar algo que tenha sido bem executado.

Um atleta nunca deve ser criticado pelo erro, mas pela postura em campo. Nos dias de hoje, lamentavelmente, ainda se vêem treinadores arrasarem moralmente, no banco, jogadores que acabam de ser retirados porque não estavam a jogar bem. A postura frente aos erros e acertos dos atletas pode alterar a formação do atleta, podendo esse tornar-se ausente em situações de decisão por não ter a confiança do treinador.

Devido às suas características pessoais, experiências e formação profissional, os treinadores apresentam diferentes manifestações de comportamento. Alguns são pontuais, disciplinadores, autoritários ou exigentes. Outros são organizados, valorizam os aspectos pedagógicos e metodológicos, respeitam as regras morais e éticas. Por sua vez, existem outros extremamente liberais, são exclusivistas, intuitivos, são vaidosos, não aceitam opiniões, o vencer está acima dos preceitos éticos…

Tudo o que acontece nas equipas depende, em grande parte, do respectivo treinador enquanto líder do processo. Tanto os treinadores, como os restantes elementos da equipa técnica, têm grande influência sobre os atletas com quem trabalham, através daquilo que dizem e fazem, constituindo-se deste modo como modelos para os atletas. Mas, para tal efeito, devem ter valores a defender, entusiasmar os outros, ser optimistas e motivar as pessoas, sem nunca esquecer que cada um deles deve ser respeitado na sua individualidade, contribuindo sempre para que eles alcancem o que desejam, tanto no desporto como na própria vida.

Tendo em conta que o treino representa uma prática pedagógica, cabe ao treinador ter o domínio de várias competências para desenvolver o processo de ensino-aprendizagem, devendo o mesmo fundamentar-se numa base moral, sempre com responsabilidade pedagógica e com princípios de justiça.

Portanto, o treinador deve ter a consciência do quanto o seu comportamento interfere nas atitudes dos seus jogadores, mostrando coragem de implantar métodos que promovam, não apenas uma melhor aprendizagem, mas também uma melhor formação moral.

Os bons treinadores diferenciam-se por apresentarem outras aptidões e capacidades inerentes ao cargo, como a intuição, a criação, a direcção autoritária, a capacidade de decisão rápida e o espírito de sacrifício. Além disso, para se manterem competentes, continuam a estudar e aprender permanentemente, principalmente com o desenvolvimento que se faz sentir, com a evolução tecnológica, onde as informações são mais rápidas que a nossa capacidade de actualização.

FONTE: Carlos Soares, in Jornal Porquê, http://www.pq-jornal.com/index.php?option=com_content&view=article&id=138:treinador-um-pedagogo-em-constante-actualizacao&catid=13:temas&Itemid=17

quinta-feira, 3 de abril de 2014

LIDERANÇA E RELAÇÃO TREINADOR-ATLETA EM CONTEXTOS DESPORTIVOS


(…)

Em síntese, os dados resultantes deste trabalho permitem-nos identificar um conjunto apreciável de domínios da liderança que são partilhados entre todos:

1) Objectividade e simplicidade nos princípios de liderança adoptados, defendendo-se que a aceitação das ideias dos treinadores pelos atletas representa um dos aspectos que melhor pode explicar o bom rendimento obtido;

2) Consciência da importância das competências conceptuais e práticas, em paralelo, com a “resistência” psicológica para enfrentar as adversidades competitivas, constituindo estes os factores fundamentais para a permanência na alta competição e para a obtenção do respeito e admiração dos membros da equipa;

3) Atribuição de um peso fundamental às condições favoráveis existentes nas organizações desportivas, devido aos recursos e poder que conferem aos treinadores bem como pela cultura de valores que promove o máximo empenho e entrega nos atletas;

4) Valorização da qualidade no trabalho realizado pelos atletas e do máximo empenho nos treinos e competições, acreditando-se que são factores que contribuem para o sucesso alcançado;

5) Demonstração de comportamentos e atitudes que funcionam como exemplos a seguir para os outros, podendo-se estabelecer um paralelismo entre as características que são frequentemente apontadas aos atletas de elite e as que são manifestadas pelos treinadores deste estudo, nomeadamente em termos de capacidade de trabalho, de vontade constante em melhorar e inovar os processos de treino e de ambição em atingir novas metas, tantos em termos pessoais como desportivos;

6) Valorização da dimensão técnica do exercício da liderança, expressa através do planeamento minucioso do treino (em conjunto ou individual), procurando-se assim melhorar as capacidades dos atletas e preparar de forma adequada cada competição;

7) Importância dada aos factores de grupo, valorizando-se os esforços e os sacrifícios individuais em prol do colectivo, sendo esta uma ideia forte em termos dos desportos de equipa;

8) Demonstração de uma atitude de abertura às novas aprendizagens e experiências, assumindo-se a gestão das equipas como um processo dinâmico e em constante evolução;

9) Manifestação de uma política de “porta aberta” na relação pessoal com os atletas, desenvolvendo acções concretas de ajuda à resolução dos problemas pessoais apresentados;

10) Defesa do papel de decisor final na resolução dos conflitos e das questões importantes da equipa mas em associação com uma grande abertura à auscultação e discussão dos problemas surgidos;

11) Interesse em trabalhar os factores psicológicos no processo de preparação dos atletas para a competição, atribuindo-se uma grande preponderância às estratégias de motivação e de consciencialização da importância dos aspectos mentais na alta competição;

12) Demonstração de uma abordagem positiva no trabalho, privilegiando-se o reforço, os incentivos e o reconhecimento dos contributos dados pelos atletas;

13) Valorização do trabalho em equipa e da colaboração com um conjunto alargado de profissionais, incluindo-se frequentemente o papel do psicólogo do desporto;

14) Entendimento alargado dos factores promotores do sucesso, incluindo diversos domínios, desde os aspectos pessoais (filosofia assumida, competências conceptuais e pessoais e percepção de carreira), as condições facilitadoras da organização desportiva e a presença de atletas com qualidade para a alta competição;

15) Apesar do peso decisivo dos resultados desportivos, existem outros indicadores de sucesso e eficácia formulados pelos treinadores (principalmente das colectivas), que passam pela qualidade do jogo das equipas, pelos sentimentos de desenvolvimento pessoal e pelo contributo dado à evolução dos praticantes;

16) Em termos gerais, os dados recolhidos permitiram identificar alguns factores antecedentes da liderança e vários domínios de intervenção dos treinadores que estão de acordo com as propostas teóricas acerca deste tema, fazendo supor a adaptabilidade dos modelos apresentados à realidade portuguesa bem como do paralelismo que se pode estabelecer entre as actividades dos técnicos nacionais e estrangeiros.

(…)

FONTE: António Rui da Silva Gomes, Páginas 320-322 “LIDERANÇA E RELAÇÃO TREINADOR-ATLETA EM CONTEXTOS DESPORTIVOS”
AQUI