quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

HÓQUEI EM PATINS: ESTUDO DE CASO - ´O SPECIAL ONE´


José Mourinho (JM) é uma personalidade que todo o Mundo conhece pela sua frontalidade, ambição, mentalidade ganhadora, atitude positiva face às contrariedades, inteligente, grande profissionalismo, empenhado, líder de audiências, elevada capacidade de relacionamento interpessoal e uma inteligência emocional, isto é, são-lhe atribuídos pela maioria das pessoas atributos de líder que segundo Ceitil (2008, p. 63) significam possuir “(…) a capacidade de gerar influência no comportamento dos outros (…)” possui uma imagem poderosa, irreverente com autoconfiança, constituindo-se assim uma imagem de grande sucesso.

José Mourinho revela mais do que uma simples característica ou aptidão para uma determinada ação; revela hábitos constantes ganhadores para si e para o grupo onde está inserido e de uma forma estável e constante.
JM possuí um conjunto de qualidades essenciais, as quais se aperfeiçoam com o hábito de ganhar e possui a fórmula do sucesso de como gerir um grupo de trabalho.

Deste modo, JM possui competência de influenciar, motivar e habilitar os outros a contribuírem para a eficácia e para o sucesso do grupo e da organização.

A liderança de JM está profundamente relacionada com as competências de comunicação e da transmissão de ideias.

Neste contexto, a liderança é o processo de exercer influência sobre um individuo ou um grupo de indivíduos, nos esforços para a realização de objetivos em determinada situação, logo requer aperfeiçoamento permanente.

O comportamento de liderança, de JM envolve funções como planear, dar informações, avaliar, controlar, recompensar, estimular e punir, ajuda o grupo a atingir os seus objetivos, ou seja, satisfazer as suas necessidades.

Atualmente a atitude de liderança é vista como algo que depende da aprendizagem social do indivíduo e por isso mesmo, pode ser aperfeiçoada.
Importa salientar que o comportamento de liderança do líder relativamente à condução dos seus subordinados envolve as seguintes funções: define tarefas, recolhe ideias; atribui funções, impõe disciplina, aproveita as capacidades das pessoas, observa, ouve e aconselha as pessoas, elogia os subordinados, JM é exímio como líder. Importa salientar que face à revisão bibliográfica o perfil de JM enquadra-se nos seguintes estilos de liderança:

Num estilo de liderança delegativo, porque a competência inata de comunicação de JM, nomeadamente no ato de incutir confiança nos seus jogadores, permite que eles acreditem nas suas próprias capacidades, assumindo responsabilidade, vontade e confiança na sua forma de agir.

Numa teoria da liderança do “Caminho – Objetivo”, porque os seus jogadores aceitam o seu comportamento, porque leva à satisfação das suas necessidades e aos seus anseios através de um liderança diretiva, apoiante, participativa e orientada para a realização da tarefa.

Numa liderança carismática, porque os jogadores vêm em JM elevadas capacidades de liderança com base no seu comportamento; possui uma visão estratégica; gosta do risco; possui fortes convicções; é o agente de mudança e tem uma elevada autoconfiança que transmite para os seus jogadores.

Possui uma elevada inteligência emocional, porque sabe lidar consigo mesmo e com os outros que estão à sua volta.

Possui uma liderança sistémica, porque JM possui uma visão que ultrapassa a realidade do seu clube em que os seus modelos mentais atuam como geradores de futuro; antecipa cenários e as respetivas consequências e sustenta a controvérsia, que segundo Ceitil (2008), permite gerar nos seus jogadores uma visão inspiradora, a qual permite gerar, nos mesmos, expectativas e aspirações com finalidades e estratégias comuns e realistas.

JM é também um líder narcisista, porque chama a atenção em determinadas alturas cruciais, a sua equipa, gerando forças produtivas positivas, possuindo uma visão global e pró-ativa da realidade, desenvolvendo elevadas competências de comunicação e relacionamento interpessoal, tornando-se permanentemente competitivo (Ceitil, 2008).

A liderança de JM foi sendo construída ao longo da sua carreira profissional, porque se houve tempos em que se acreditava que um líder já nascia líder, hoje em dia, está mais que comprovado que isso não acontece, pois não há uma relação direta entre os traços de personalidade e o ser líder.

No entanto, um líder deve possuir características fortes e natas, que se vão construindo e formando ao longo da vida, logo ensinar alguém a ser líder, é uma tarefa quase impossível de se concretizar.

Deste modo, a liderança vai sendo adquirida ao longo da vida através das experiências vivenciadas de cada pessoa. Neste contexto, segundo Ceitil (2008), a liderança eficaz prevê que o líder seja confiável e possua um sentido de ampla credibilidade, sendo que o líder deverá utilizar as suas competências de liderança de forma consistente e duradoura, para que os seus subordinados sintam que são genuínas e autênticas.

Importa salientar que existe uma liderança eficaz quando o subordinado executa a tarefa que lhe é solicitada, porque o deseja fazer e vai ao encontro das suas necessidades e não porque se sente obrigado por de alguma forma não ser punido.

Desde há muitos anos, a liderança tem sido um foco de atenção, pode ter várias definições mas em todas elas existe ênfase no influenciar o outro, em conseguir levar o outro a fazer algo de forma empenhada e satisfatória. Sendo a liderança um processo de influência é necessário que o líder modifique intencionalmente o comportamento das outras pessoas, o que é possível através do modo como utiliza o seu poder e a sua autoridade.


JM sabe liderar porque sabe gerir vontades e consegue conciliar o atingir dos seus objetivos com a satisfação das necessidades dos jogadores que lidera, porque conhece bem os jogadores o que lhe permite escolher melhor a forma de lhes incutir a vontade, logo o estilo de comportamento de JM em relação aos seus jogadores, determina os resultados diferentes e gera atitudes diversas no seio do grupo de trabalho.

FONTE: Nuno Terenas in http://www.psicologia.pt/artigos/ver_artigo.php?codigo=A0711

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

HÓQUEI EM PATINS: HIPNOSE CLÍNICA NO DESPORTO DE ALTO RENDIMENTO: FERRAMENTA PARA AUMENTAR A PERFORMANCE E RECUPERAR DE LESÕES


No desporto de alto rendimento, individual ou em grupo, a permanente busca por melhores resultados e a necessidade de auto superação constantes geram nervosismo, ansiedade e fadiga. Competir implica estar sujeito a uma grande pressão física e psicológica, que impede, muitas vezes, os atletas de alcançarem os seus objectivos.  

O distanciamento por parte de Freud e a crescente utilização da hipnose em espectáculos provocou um afastamento científico e descredibilização desta ferramenta terapêutica. O seu lugar e reputação só foram repostos na década de 60, nos Estados Unidos, pelo psiquiatra Milton H. Erickson, através da Programação Neurolinguística (PNL). Em Portugal, a hipnose clínica, embora ainda envolta em grande desconhecimento, começa a ser utilizada nas mais diversas áreas, nomeadamente na área do desporto.

Neste contexto, a hipnose clínica apresenta-se como uma ferramenta que permite superar a ansiedade e o medo de falhar. “Através da sugestão e visualização, o atleta é levado a ancorar estados de superação, resistência, velocidade, calma e tranquilidade. Permite ter um maior domínio das frustrações, ter mais confiança e converter pensamento negativos em sentimentos que permitem aceitar novos desafios e, por isso, explorar todo o seu potencial.”, explica Cristina Infante Borges, hipnóloga clínica, acrescentando que “nos momentos chave, uma mente calma pensa com mais clareza, fica mais ágil e ávida para desenvolver e gerar uma descarga neurofisiológica necessária à performance desejada.”

A hipnóloga clínica clarifica: “Todos os atletas de alta competição recorrem a técnicas de relaxamento, concentração, visualização de objectivos, entre outras. Meditação, Ioga, Programação Neurolinguística (PNL) e outras técnicas, socialmente aceites, não são mais do que técnicas básicas de hipnose".

Partindo do pressuposto que existe um forte impulso, inconsciente e involuntário, para que o nosso corpo reaja de forma coerente com as nossas crenças, a técnica da hipnose clínica é capaz de gerar alterações fisiológicas que permitem que o atleta, através da mente, consiga aumentar a quantidade de oxigénio e glóbulos vermelhos no sangue. A hipnose clínica pode ainda ser integrada numa equipa multidisciplinar, como auxílio, na recuperação de lesões físicas.”

Segundo a hipnóloga clínica, qualquer atleta, de qualquer modalidade pode recorrer às técnicas de hipnose clínica para aumentar a sua performance. Dependendo das suas necessidades, pode realizar sessões regulares ou intercaladas.

FONTE: Cristina Infante Borges in http://www.psicologia.pt/artigos/ver_opiniao.php?codigo=AOP0352

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

HÓQUEI EM PATINS: COMPETÊNCIAS DO TREINADOR GRAU III


SABERES

1. Tem conhecimentos pluridisciplinares conducentes à optimização da sua intervenção profissional.

2. Tem conhecimentos aprofundados da modalidade desportiva adequados a todos os níveis de intervenção.

3. Tem conhecimentos acerca dos factores determinantes do rendimento desportivo de alto nível e dos respectivos processos de potenciação.

4. Tem conhecimentos das Ciências do Desporto e das inovações tecnológicas associadas à optimização do processo de treino desportivo.

5. Tem conhecimento de diferentes modelos de planeamento plurianual do treino e das suas componentes.

6. Conhece diferentes modelos de participação competitiva adequados aos diferentes níveis de prática.

7. Tem conhecimentos acerca dos métodos e meios avançados de avaliação e controlo do treino e da capacidade de rendimento desportivo do praticante e da equipa.

8. Tem conhecimentos pluridisciplinares que lhe permitem gerir equipas técnicas que integram especialistas de diferentes domínios.

9. Tem conhecimentos acerca do processo e das determinantes da formação de treinadores.

10. Conhece o processo de prospecção e desenvolvimento, a longo prazo, de talentos desportivos da modalidade.

11. Tem conhecimentos que lhe permitem analisar e avaliar de forma sistemática os adversários e demais participantes na sua modalidade desportiva.

SABERES-FAZER

1. Antecipa e implementa estratégias de intervenção em contextos de prática diversos e exigentes.

2. Concebe e implementa o treino de alto nível, seleccionando e treinando as componentes essenciais à optimização do desempenho desportivo.

3. Participa na integração de contributos científicos e tecnológicos de vanguarda no processo de treino e contribui para a estimulação da actividade de investigação científica aplicada ao treino.

4. Concebe e coordena a implementação de planos de carreira desportiva com vista à optimização da capacidade de rendimento dos praticantes.

5. Concebe e estrutura as componentes dos planos plurianuais e coordena a respectiva implementação.

6. Selecciona e processa a informação relevante para a monitorização da carreira desportiva do praticante.

7. Concebe e implementa planos de participação em competição, em estreita articulação com os diferentes níveis de prática, tendentes à optimização do rendimento desportivo a longo prazo.

8. Elabora, implementa e coordena programas avançados de avaliação e controlo do treino e da capacidade de rendimento desportivo do praticante e da equipa.

9. Coordena equipas técnicas e participa na vivência pluridisciplinar e no estabelecimento de sinergias entre as distintas competências do grupo.

10. Participa na formação em exercício de treinadores de Grau I e II.

11. Identifica talentos para a prática da modalidade, tendo em vista a excelência desportiva a longo prazo.

12. Analisa e avalia os adversários e demais participantes.

SABERES-SER

1. Valoriza a tomada de decisões dinâmicas em contextos adversos e instáveis.

2. Possui uma perspectiva pluridisciplinar do treino desportivo.

3. Favorece e catalisa a dinâmica de grupo e o clima de participação plural no processo de treino.

4. Valoriza a optimização das condições, meios e processos de treino adaptados a diferentes níveis de prática.

5. Valoriza a inovação e o empreendedorismo em sede de treino desportivo.

6. Promove a integração e o desenvolvimento do conhecimento científico aplicado ao treino.

7. Assume uma perspectiva integrada e dinâmica do desenvolvimento da carreira desportiva do praticante.

8. Incentiva a promoção de saberes e competências dos intervenientes no fenómeno desportivo na sua esfera de intervenção profissional.

9. Valoriza a prospecção de talentos desportivos e a salvaguarda da promoção das respectivas carreiras a longo prazo.

10. Valoriza uma postura profissional centrada na notação, na qualificação de processos e no rigor.

FONTE: Instituto Português do Desporto e Juventude http://www.idesporto.pt/conteudo.aspx?id=122&idMenu=53