quinta-feira, 26 de março de 2015

BLOG THP: TEMPOS DE PÁSCOA... TEMPOS DE PAUSA...


Nos próximos dias o blog THP não procederá às suas publicações semanais como é hábito. Realizaremos uma pausa de alguns dias. Em abril de 2015 regressaremos com todas as forças às nossas habituais publicações. Até lá, boas leituras no nosso blog e votos de uma Feliz Páscoa.

THP

quinta-feira, 19 de março de 2015

HÓQUEI EM PATINS: TREINADOR QUE NÃO SABE COMUNICAR... NÃO PODE TREINAR!


A verdade é que o treinador não joga, mas participa diretamente! E a sua comunicação tem um peso preponderante na ação dos seus atletas. Participa ativamente durante os treinos e nas conferências, lidera os atletas, gesticula, fala com os atletas individual ou coletivamente, aponta, dá o exemplo, mas não pode ser ele a executar os movimentos técnicos ou táticos durante a competição. Logo exige-se que consiga transmitir o que quer de forma muito eficiente. 

Porque os atletas, de forma consciente ou inconsciente, também podem estar sempre a observar e a tirar as suas conclusões. E isto passa pela gestão do próprio treinador do seu impacto comunicacional e pela importância que o mesmo assume.

A comunicação é o que as pessoas realizam para trocarem informação entre si, utilizando sistemas simbólicos e processos para alcançarem esse objetivo. O treinador que até possa saber muito de tática, se não conseguir transmitir essa informação que recolhe para os seus atletas ou adjuntos, de nada vale, porque essa informação só será útil para uma pessoa, que não joga, o treinador. Necessita de transformar essa informação em ações e, para isso, tem de explicar aos outros o que é necessário que se faça. Não como ele entenderia mas como os atletas entenderão!

Os treinadores começam a procurar potenciar os denominados mind games. Phil Jackson, ex-treinador na NBA dos Chigaco Bulls e LA Lakers, era um perito. Mais recentemente, José Mourinho utiliza muito a sua comunicação como modo de influenciar o que os outros pensam ou interpretam de algumas das suas atitudes e comportamentos. Mesmo existindo sempre uma distância entre o que o treinador português de facto pensa mas que pretende explicitamente comunicar aos outros. Condiciona, motiva, estimula, amedronta, avalia…só com as suas palavras ou gestos.

Também em Portugal assistimos a uma maior exigência ao nível da comunicação. Observa-se que um conjunto de treinadores é mais eloquente a comunicar. Procura ser mais empático, de forma que a sua mensagem chegue mais clara e rápida aos seus atletas.

Por outro lado, também é interessante verificar que alguns treinadores não mudam a sua forma de comunicar e ainda obrigam que sejam todos os outros a adaptar-se a ele. 

Acrescenta-se que numa equipa e num jogo é importante ter presente que todo e qualquer comportamento é comunicação. Qualquer comportamento ou ausência de comportamento irá proporcionar um outro comportamento que bem interpretados são ferramentas muito importantes para quem lidera e também para os próprios atletas no seio das equipas.


FONTE: http://colectividadedesportiva.blogspot.pt/2013/06/o-treinador-que-nao-sabe-comunicar-nao.html

quinta-feira, 12 de março de 2015

HÓQUEI EM PATINS: DICAS PARA UMA BOA PALESTRA


Pesquise

O que o treinador vai dizer é muito importante, e portanto, deve saber sobre o que vai falar. Faça uma pesquisa e/ou análise correta sobre o assunto em questão, note de os jogadores estão desanimados ou não, qual o tipo de pressão psicológica que irá incidir sobre o jogo e por aí fora. O treinador deve reconhecer que tipo de apoio os jogadores vão precisar, para saber cada uma das palavras que irá dizer.

Fale diretamente nos sentimentos de cada atleta

Se o treinador conhece bem os seus atletas, saberá como eles reagem psicologicamente a um determinado tipo de discurso. É crucial fazer com que cada um dos membros da equipa possa ser um herói, apenas jogando o que a equipa treinou e como se preparou durante a semana. Moral extra para relembrar os jogadores é muito importante.

A voz

Ao iniciar o discurso, mantenha uma voz suave e branda. Conforme continua a palestra, aumente a voz, transmitindo a ideia que você acredita nos objetivos a que a equipa se propõe. Os atletas sentem energia positiva vinda do treinador, e também eles acreditarão que podem atingir os objetivos propostos.

Nunca fique parado

Durante a palestra, nenhum dos jogadores é o centro das atenções. Nem os adeptos, dirigentes ou qualquer pessoa que faça parte do jogo, sejam dentro ou fora das quatro linhas. Durante a palestra, o centro das atenções é você, e por isso, mantenha-se no centro das atenções. Mova-se de um lado para o outro, faça movimentos com os braços que incitem à confiança. O líder é o treinador, e os jogadores vão acreditar naquilo que o treinador acreditar.

Pratique

A sua respiração dever ser bem feita e a fala muito bem pausada. Respiração ofegante e descompassada certamente mostrará despreparo e insegurança. A pronúncia também deve ser bem treinada antes de qualquer preleção. É pelo seu jeito de falar que as pessoas avaliam o seu conhecimento.

Desenvolva o discurso

O treinador deve ter sempre um discurso preparado sobre uma determinada ordem de ideias. Desenvolva o discurso em três partes distintas, mas de forma coerente:
·         A introdução
·         O desenvolvimento, o assunto principal do tema, os problemas e as sugestões
·         Fé, esperança nos objetivos, sentimento de segurança e finalização com agradecimento.

Faça um roteiro

Se o treinador não tiver uma mente extremamente ativa e criativa em pequenos períodos de tempo, deve organizar sobre cada assunto que quer falar. Parece muito simples, mas começar pelo meio, leva a que nenhum atleta entenda a mensagem.

Visite o local onde irá discursar

Quantos menos imprevistos, melhor. O treinador deve visitar e conhecer o local onde irá discursar, ou por outras palavras, deve familiarizar-se com o espaço, evitando distrair-se com a decoração do espaço e diminuindo a ansiedade. Tente também ter uma conversa com alguém no espaço onde será feito o discurso.

Inclua uma história

Se o treinador tiver uma passagem muito importante, deve passá-la aos jogadores durante o discurso. Entre miúdos e graúdos, todos gostam de histórias que os inspirem. Inicie a história com um título. Conte-a para que tenha ritmo ou cadência como se estivesse a contar um filme a alguém. Enfatize os pontos dramáticos, sejam tristes, felizes ou curiosos. E não enrole a história. Em vez disso, finalize com o título, e explique porquê escolheu determinado título.

Evite o humor

O humor, é um excelente ingrediente, mas é para quem o sabe usar. A pouca prática pode arruinar um simples discurso e criar situações embaraçosas. O riso da plateia pode indicar que não estão a rir com você, mas de você.

Inverta a ordem das frases

Encontrar um padrão na ordem das palavras de maneira que metade da frase seja uma imagem invertida da segunda parte da frase é uma técnica aliada a um bom discurso. Um exemplo para compreender esta técnica é: "Não tenham medo do adversário, mas façam com que o adversário tenha medo de vocês."

Faça uso de repetições

Para frases maiores e que transmitam confiança, faça uso de repetições de frases ou expressões menores. No exemplo a seguir, a expressão "Nós vamos lutar" foi repetida várias vezes: "Nós vamos lutar a cada minuto do jogo, nós vamos lutar por cada bola, nós vamos lutar contra todas as estratégias do adversário, nós vamos lutar por este jogo."

Não seja ditador

O esforço físico é dos jogadores, e não do treinador, logo, o prémio também é dos jogadores e não do treinador. Isso não significa que o treinador deve discursar como se fosse uma pessoa de menos valor que cada jogador. Deve sim, discursar, fazendo os jogadores perceber que também é um colega e que está ao lado deles. O uso da palavra "Nós" em vez da palavra "Eu" é um dos maiores exemplos para não transmitir uma imagem de um treinador ditador.

Procure

Procure por discursos de grandes personalidades e experientes na matéria e perceba quais são as técnicas que eles usam. Procure por discursos de José Mourinho, Steve Jobs, Charles Chaplin, Al Pacino, Mel Gibson, entre outros, e não se esqueça dos livros e do mundo virtual da Internet.


FONTE: http://www.teoriadofutebol.com/apps/blog/show/prev?from_id=16979833

quinta-feira, 5 de março de 2015

A QUE SE RESUME AFINAL SER TREINADOR DE HÓQUEI EM PATINS?


Resposta à questão é simples, execução da resposta à questão é mais complexa!
Para além de todas as competências, conhecimentos, formação, estratégias, saberes, comunicação, paixão e seriedade entre outras mais que um treinador de hóquei em patins deve possuir, há um resumo do que é ser treinador de Hóquei em Patins na atualidade.
Diferencio por pontos de vista, apesar de saber que este não é o termo correto:

- Do ponto de vista técnico, tudo se resume a saber potencializar eficientemente e individualmente os seus jogadores (incluir os GR’s) em prol do coletivo;

- Do ponto de vista tático, tudo se resume a saber potencializar eficientemente o seu coletivo (incluir GR’s), face às ideias e ideais que o treinador tem do próprio jogo de Hóquei em Patins;

- Do ponto de vista físico, tudo se resume a saber potencializar eficientemente todos os seus jogadores (incluir GR’s), para todos os momentos específicos da época desportiva;

- Do ponto de vista psicológico, tudo se resume a fazer com que os atletas (incluir GR’s) acreditem no mesmo que o treinador acredita e em determinadas situações fazê-los acreditar naquilo que nem o próprio treinador acredita;

- Do ponto de vista da gestão do plantel, tudo se resume ao treinador é que sabe como realizar essa gestão;

- Do ponto de vista do treino, tudo se resume a uma eficiente planificação;

- Do ponto de vista do jogo, tudo se resume a ganhar;

- Do ponto de vista de vista médico, tudo se resume a uma área que não é da competência do treinador;

- Do ponto de vista das condições de treino, tudo se resume a uma área que não é da competência específica do treinador, mas que poderá ser da sua competência geral;

- Do ponto de vista da análise dos adversários, tudo se resume a compactar de forma objetiva todas as informações que o treinador possui das equipas adversária;

- Do ponto de vista de atingir objetivos, tudo se resume primeiramente em estabelecer objetivos reais e que mediante todas as condições proporcionadas sejam objetivos alcançáveis;


- Do ponto de vista do próprio treinador, tudo se resume em acreditar nas suas capacidades para executar o seu trabalho, sabendo que em determinadas alturas poderá ter de adaptar os seus próprios princípios e mudar algumas opiniões.

FONTE: Opinião de Hélder Antunes