quinta-feira, 28 de maio de 2015

HÓQUEI EM PATINS: CABEÇA - PATINS - STICK


O hóquei em patins joga-se primeiro com a “cabeça”, depois com os patins e seguidamente com o stick.

Esta é a lógica correta para se jogar majestosamente hóquei em patins (individual ou coletivamente) na minha opinião.

Há quem inverta a ordem e há quem a troque. Talvez por isso haja bons jogadores, excelentes jogadores e jogadores assim a assim. No caso particular dos guarda redes, esta lógica não se aplica desta forma tão linear.

Fale-se de transições defesa-ataque e ataque-defesa, ataque organizado, defesa organizada, jogo com e sem bola, os excelentes praticantes da modalidade em qualquer uma destas situações jogam sempre primeiro com a “cabeça”, depois com os patins e só depois com o stick.

Quanto melhor for a forma intelectual do jogador abordar o jogo nas diferenças circunstâncias do próprio jogo, quanto melhor for a técnica de patinagem e quanto melhor for o manejo do stick com e sem bola nas diferentes ações (ofensivas e defensivas), mais excelente e perfeito se torna o jogador de hóquei em patins.

A base desta opinião fundamenta-se na experiência enquanto praticante e enquanto treinador da modalidade. Não tenho por base nenhum estudo científico ou algo similar.

Um treinador de hóquei em patins, nomeadamente de formação, que queira potencializar os seus jogadores, deverá seguir esta “ordem” sequencial de ensino. O caminho é bastante longo e demora anos a dar os frutos. Mas se for bem trabalhado e orientado neste sentido, o caminho para levar os seus jogadores à excelência fica bem mais perto.

Há ainda os que não seguem esta “ordem” e chegam na mesma ao topo da modalidade. Mas são muito poucos que o conseguem. O "caminho" a seguir é este.

Há também os que seguem este caminho e trabalham arduamente neste sentido, mas que devido a outros factores não chegarão ao topo da modalidade. Por isso é que a nossa modalidade é tão exigente e bela simultaneamente.


FONTE: Opinião pessoal de Hélder Antunes

quinta-feira, 21 de maio de 2015

HÓQUEI EM PATINS: O LÍDER FAZ-SE OU LÍDER NASCE?


A partir da compreensão de que só é possível extrair e disponibilizar o potencial de um atleta havendo um relacionamento primeiramente humano e social, antes de profissional, táctico ou estratégico, o líder vive de todos os compromissos emocionais que assume com ele próprio e com os seus liderados. A base da sua liderança configura-se, na minha opinião, através do seu empenho e eficiência em facilitar o desenvolvimento dos seus atletas, de forma que eles sintam que o seu desempenho e evolução é efectivo.
“Quando o líder efectivo dá o seu trabalho por terminado, as pessoas dizem que tudo aconteceu naturalmente.” Lao Tsé

Tal como refere Jorge Araújo, “o acto de liderar, na actualidade, implica que a autoridade de quem dirige, mais do que imposta, seja reconhecida. Mais do que um conceito abstracto, pressupõe determinadas atitudes e comportamentos ao serviço de um trabalho de equipa.” Ao líder são exigidas flexibilidade e criatividade que induzam nos seus colaboradores a capacidade de gerirem o inesperado, sempre presente na realidade complexa e turbulenta que nos rodeia.

A Liderança em si é transversal. Existe no nosso dia-a-dia. No nosso quotidiano, no nosso trabalho, na nossa família. Num contexto colectivo desportivo tem umas características especiais. Uma das características é a competição. Embora a competição também seja transversal em diversas dimensões da nossa vida, a competição desportiva encerra um conjunto de vectores que lhe transfere uma certa especialidade. A competição mexe com emoções, com valores éticos, com moral, com o Ego. Não consigo conceber um líder que não lidere com alma. Um líder que não entregue a sua capacidade de servir e não se coloque plenamente disponível para os seus liderados. Um líder que vai à frente a desbastar as silvas, a desbravar o caminho, é um líder que, através do seu exemplo, desenvolverá novos líderes no seu grupo. A partilha, a dedicação e o altruísmo são algumas características demonstradoras da sua excelência.
O líder com alma Pensa, Age e Comunica a partir do centro do seu Ser. Comunica de dentro para fora. Percebe, sabe e transmite primeiro o “Porquê” da sua mensagem, seguido do “Como” e por final de “O Quê”, como forma de demonstrar significado e propósito. Esta forma de Pensar, Agir e Comunicar incute compromisso (“engagement”), força (“empowerment”) e motivação (“drive”). “Um líder está orientado para a acção. Só através da acção é que é possível materializar uma visão. Mas a visão e a acção devem ser compatíveis; para que isso aconteça, é necessário competência. Essa competência adquire-se à medida que se vai avançando, estimulando aqueles que nos rodeiam e recrutando-os para a nossa missão.” Este recrutamento tem a sua origem nos tais “engagement”, “empowerment” e “drive”. Esta acção compatível com a visão vem da alma do líder. E a alma do líder floresce do seu próprio autoconhecimento. Um líder que lidera com alma é um especialista do seu próprio Ser.

A alma do líder é uma força poderosa e uma incontornável mais-valia, principalmente para os liderados. A possibilidade de usar a alma como centro de decisões é inata. Somente o aumentado autoconhecimento do líder lhe permite explorar uma “ferramenta” natural esquecida por muitos, no sentido de auxiliar a satisfação das necessidades dos liderados, nomeadamente os que trabalham em equipa. A presença de espírito do líder permite aos liderados ir aonde poucos foram e alcançar o que poucos alcançaram. Se partilhar desta forma de pensar, agir e comunicar estará muito à frente da maioria dos líderes porque percebeu o poder oculto das ligações emocionais e do valor da consciência expandida.
O desafio neste momento é tornar as suas acções o mais eficazes possível. Cada vez que nos dirigimos a uma equipa comprovamos o que Italo Magni, um orador premiado, disse em tempos: «Se falarmos com a cabeça, estaremos a falar-lhes à cabeça. Se falarmos com o coração, estaremos a falar-lhes ao coração. Se falarmos com a vida, iremos tocar as vidas deles».

Do ponto de vista do líder e da sua forma de pensar, agir e comunicar, ele tem uma clara percepção de que liderar com alma é o melhor caminho, e de que é preciso ter liderados que façam parte da organização, grupo ou equipa, não porque querem isso, ou precisem ou gostem disso, mas porque acreditam no que o líder acredita. Obviamente acreditar no mesmo implica gostar disso e ter um sentimento de pertença em relação a isso. Um líder que lidera com alma é decisivo no grupo do qual faz parte porque lhe molda a cultura, lhe confere a visão, solidifica as relações emocionais entre os membros, produz o ambiente desafiador – a ambição que faz membros funcionar nos limites ou até ultrapassá-los.
É o promotor constante de uma visão galvanizadora, de um projecto que escreve a história de cada um dos elementos do grupo. A vontade de mudar a história, o rumo dos acontecimentos, de forma brutal – de se tornar imortal – é o combustível para a vida de um líder com alma. Esta narrativa parece um pouco romântica e até utópica mas mesmo quando Galileu disse ao mundo que a Terra é que girava à volta do Sol a maioria condenou-o pela radicalidade da sua afirmação pois a resistência à mudança é uma força negativa para a evolução e para o crescimento.
Neste momento alguns leitores podem pensar: “Mas eu sou apenas um treinador vulgar de uma equipa de miúdos de 12 anos…”. E daí? Qual é o problema? Na minha perspectiva não existe problema nenhum e só nos traz ganhos este tipo de aprendizagem. Porque não aprender com os melhores, perceber o que eles fazem, adaptar a nós e experimentar em nós, parar, observar e reflectir acerca dessas práticas? Ser um líder não é ser Deus. Não é algo inatingível. Algumas características são inatas e alguns já nascem com elas, outros têm de trabalhar e esforçar-se um pouco mais. Outras características são desenvolvidas, a partir do autoconhecimento. Mourinho sabe disso. Guardiola, idem. Phil Jackson sabia disso. Ferguson também.
É simplesmente impossível alguém se tornar um bom líder sem ser um bom comunicador. E isto não significa ser um bom conversador – é uma grande diferença. A chave para se tornar um comunicador hábil raramente é encontrada naquilo que é ensinado na formação, na escola e mesmo na educação obtida pelos nossos pais. Desde os nossos primeiros dias na sala de aula somos treinados para nos concentrarmos na pronunciação, no vocabulário, na presença, no léxico, na gramática, na sintaxe e afins. Por outras palavras, somos ensinados a concentrarmo-nos em nós mesmos. Sem querer menosprezar todas estas coisas, que são bastante importantes para a nossa aprendizagem, são os elementos mais subtis da comunicação que raramente são ensinados em sala de aula (os elementos que interferem noutros) que os líderes procuram aprender.
Então em que é que ficamos?
O verdadeiro líder é aquele que aponta o caminho. Aquele que traz consigo uma confiança brutal que ilumina com um foco potente. É aquele que inspira uma visão partilhada, entendida no seu grupo e comprometida com ele, e que desafia o que está estabelecido constantemente. Ele permite que quem está ao seu redor aja e demonstre as suas ideias, discutindo assertivamente, alinhando-as com os valores e princípios do grupo. O líder desenvolve e incentiva a coragem nos seus liderados.
Todas estas capacidades são inatas, ou seja, nascem connosco, ou são passíveis de ser aprendidas e desenvolvidas? Acho que são as duas coisas, embora todas as pessoas sejam diferentes e não possam funcionar através de “receitas”. O que é para um pode não ser para outro, e cada um de nós tem o dever de fazer desenvolver a sua liderança para crescer por dentro e fazer crescer os outros à sua volta. Ao líder são requeridas flexibilidade e criatividade que inspirem nos seus colaboradores a habilidade de gerirem o imprevisível, constantemente presente na realidade complexa e buliçosa que nos circunda. E tudo é possível adquirir de uma forma ou de outra, tendo nada à nascença ou tendo muito…
“O desafio da liderança é ser forte mas não rude; ser bondoso mas não fraco; ser ousado mas não agressivo; ser atencioso mas não preguiçoso; ser humilde mas não tímido; ser orgulhoso mas não arrogante; ter humor mas sem loucura.”, Jim Rohn

Bibliografia
“Liderança: Reflexões sobre uma experiência profissional” – Jorge Araújo
“Como Ser Um Treinador de Excelência” – Alcino Rodrigues
“A Alma do Líder” – Deepak Chopra


FONTE: Alcino Rodrigues, in http://www.bolanarede.pt/?p=24515

quinta-feira, 14 de maio de 2015

HÓQUEI EM PATINS: PROVA DE ESFORÇO - CARLA VILAR (2ª PARTE)


Prueba de esfuerzo: deporte con seguridad

La prueba de esfuerzo, conocida también como ergoespirometria; nos permite conocer la relación entre los aparatos respiratorios, cardiovasculares y sanguíneos. Su principal virtud es que mide de forma directa todos los parámetros que evalúa.
La prueba de esfuerzo permite a la persona practicar deporte de forma segura. Pero para que así sea, toda prueba de esfuerzo debe hacerse respetando ciertas normas de seguridad: debe efectuarla personal médico y paramédico cualificado y competente, en un local adaptado, con un equipo en perfecto estado de funcionamiento y correctamente calibrado y verificado, mediante aparatos de vigilancia continua con registradores (en particular, de electrocardiograma con derivaciones múltiples), material de reanimación operativo (un desfibrilador, material de ventilación asistida y medicamentos de urgencia).
La prueba está indicada para cualquier persona, desde la sedentaria, hasta la que practica deporte de forma regular, de cualquier edad y condición. Ahora bien, a aquellas personas que entrenan de forma habitual con una planificación, la prueba de esfuerzo les indicará las frecuencias cardiacas a las que deben efectuar las distintas fases del entrenamiento. Es decir, sabrán a qué frecuencias cardiacas o pulso deben realizar los rodajes lentos, los rápidos, las repeticiones largas o las cortas, entre otros ejercicios, detalla Barriach.
Por el contrario, “si la persona que se hace la prueba de esfuerzo no ha practicado deporte en su vida, la información es aún más valiosa, pues gracias a ella va a conocer su estado de salud real, podrá prevenir enfermedades y le marcará las pautas que debe seguir para realizar deporte sin riesgos”, aclara.
Características:
·         Deben ser realizadas con el control de un médico especialista en medicina del deporte.
·         Se utilizan cicloergómetros (simulación del ciclismo) o tapices rodantes (simulación de carrera a pie). También existen ergómetros que simulan la remada, el nado e incluso de esquí a fondo o el patinaje.
·         Todos los protocolos coinciden que la prueba comienza con una carga relativamente suave, para ir incrementando dicha carga progresivamente hasta que el sujeto no es capaz de responder a la exigencia externa que se le solicita.

Prueba de esfuerzo: parámetros

Las pruebas de esfuerzo pueden realizarse en diversos equipamientos. En los deportistas, los más recomendables son los que suponen incrementos progresivos de la carga de trabajo, con un análisis directo del consumo de oxígeno y niveles máximos de esfuerzo.
En cuanto a los parámetros que se evalúan en la prueba de esfuerzo, las recomendaciones de la SEC (Sociedad Española de Cardiología) establecen que es imprescindible realizar un electrocardiograma (ECG) antes de la prueba, durante el ejercicio y, al menos, durante tres o cinco minutos en el periodo de recuperación. En las pruebas de esfuerzo a deportistas, el análisis directo de gases inspirados y espirados (la medición del oxígeno consumido y el dióxido de carbono eliminado) permite hacer una determinación exacta del consumo máximo de oxígeno y detectar de manera precisa sus umbrales aeróbico y anaeróbico.
En cambio, los procedimientos indirectos (mediante fórmulas matemáticas) son mucho menos fiables, señala Barriach. Según explica este especialista, el consumo de oxígeno es la determinación más adecuada para medir la capacidad de una persona para hacer ejercicio aeróbico (tipo de ejercicio que se practica de forma moderada de intensidad durante periodos de tiempo extensos, como la natación o correr). De hecho, un consumo de oxígeno elevado es propio de deportistas bien entrenados y la evolución de este consumo es paralela a la mejora del rendimiento deportivo y, por lo tanto, permite medir de modo objetivo el aumento de la capacidad física.
Los umbrales aeróbico y anaeróbico establece la intensidad idónea de los entrenamientos aeróbicos (rodajes) y anaeróbicos (como series de pesas), para optimizar el rendimiento del deportista y recomendar ritmos de competición.
Que datos obtenemos en una prueba de esfuerzo
·         Consumo de oxigeno (VO2) en ml/kg/min o en l/min.
·         Frecuencia cardiaca (FC) en pul/min.
·         Potencia (Pot) en watios en el caso del cicloergómetro.
·         Velocidad (Vel) en km/h en el caso del tapiz rodante.

Otros parámetros:
·         Concentración de lactato (Lact) en sangre en mmol/l.
·         Producción de dióxido de carbono (VCO2) en l/min.
·         Cociente respiratorio (RER) entre el VO2 y el VCO2.
·         Pulso de oxígeno (VO2/FC) en mal/lat.
·         Ventilación pulmonar (VE).
·         Ritmo respiratorio (RR) en rep/min.
·         Presión arterial.

Valoraciones complementarias:
·         Historial clínico.
·         Revisión general.
·         Medición antropométricas: composición corporal y somatotipo.
·         Espirometria.


FONTE: Carla Vilar, in http://www.okpatines.com/cvilar_pruebaesfuerzo/

quinta-feira, 7 de maio de 2015

HÓQUEI EM PATINS: PROVA DE ESFORÇO - CARLA VILAR (1ª PARTE)


El hockey sobre patines es un deporte de equipo con un alto nivel de exigencia física, técnica y táctica. Por una parte, el alto rendimiento depende de las capacidades individuales de cada jugador y, por otra, de las capacidades conjuntas y capacidad de interacción.
La aplicación sistemática de pruebas de valoración funcional específicas a deportistas de alto rendimiento puede permitir la obtención de una valiosa información sobre aspectos relevantes de su fisiología, condición física y adaptación al entrenamiento (Rodríguez, 1898), entre otros:
  • La capacidad funcional y los mecanismos de adaptación fisiológica ante situaciones de solicitación máxima.

  • El perfil o modelo de respuesta funcional que caracteriza la prestación deportiva.

  • La especificidad, validez y fiabilidad de las propias pruebas de valoración funcional.

  • La participación de las diferentes vías metabólicas de producción de energía necesaria para el rendimiento.

  • Las diferencias en la respuesta fisiológica, condicionada por variables biológicas como la edad, el peso, el sexo… que vienen determinadas por los reglamentos de la competición.

  • El establecimiento de elementos objetivos de selección de individuos con capacidades físicas o coordinativas especiales para el alto rendimiento deportivo.

  • La identificación y la medición de aspectos fisiológicos relevantes en el proceso de planificación, programación, realización y control del entrenamiento, la definición de su intensidad, la valoración de los mecanismos y dinámica de la respuesta adaptativa, etc.
Introducción
Según la Sociedad Española de Cardiología (SEC), cada año ocurren en España en torno a 200 muertes súbitas. El 90% de ellas se deben a causas cardiovasculares, es decir, a anomalías congénitas no diagnosticadas y silentes, arritmias y otras dolencias cardiacas que no se han detectado.
¿Qué es y para qué sirve la prueba de esfuerzo?
Es una prueba muy útil para averiguar cómo se debe practicar cualquier deporte de forma saludable o, lo que es lo mismo, adaptándolo a las características de cada persona, según su capacidad, que es genética e individual. Una vez realizada, se puede planificar un programa de ejercicios con objetivos individualizados, según el estado de salud y aptitud física. La utilidad de la prueba es múltiple: identificar a los deportistas con riesgo, recomendar el programa de ejercicios más adecuado, mejorar el rendimiento físico, incrementar la salud de la persona que practica deporte y planificar la intensidad y el tipo de ejercicio que más le convenga.
Antes de realizar la prueba de esfuerzo, se valoran distintos aspectos, como enfermedades previas, de las cuales se efectúa un historial; los hábitos alimentarios para evaluar si son adecuados; y, mediante la exploración física, se valora el estado del aparato locomotor, la fuerza y la flexibilidad.

También es importante prepararse de manera adecuada para la prueba. Para ello, “se aconseja realizar un entrenamiento muy suave durante las 24 horas previas, acudir a ésta sin haber ingerido nada por lo menos dos horas y media antes, y suprimir cualquier medicación el día anterior, para no falsear el resultado final”, indica Barriach.
FONTE: Carla Vilar.