quinta-feira, 29 de outubro de 2015

HÓQUEI EM PATINS – “UNIÃO DE GRUPO? DETALHE-SE UM POUCO”


Nos últimos anos, no hóquei em patins em particular, ouvimos cada vez mais treinadores, atletas e dirigentes falarem em união de grupo da equipa e no chamado espírito de equipa. Mas afinal o que é isso?
Em nosso entender é algo que não se “mede”, nem tem valor numérico. É algo que se sente no seio de uma equipa/grupo sem que para isso seja necessário manifestar publicamente que “temos uma grande união”. 
Há cada vez mais tendência em se expor para a opinião pública que “temos um grupo unido e forte”, ou “temos um verdadeiro espírito de equipa”, no entanto se realmente esse grupo é forte e unido ou com verdadeiro espírito de equipa, o mesmo não anda a ser manifestado publicamente ou nas redes sociais, anda sim anda a ser sentido e vivenciado no seio da tal equipa ou grupo.
Enquanto se perde tempo a repetir essas manifestações de expressar a tal “união de grupo”, não estamos a "viver a equipa".
A “equipa” vivendo, cresce. Crescendo, fortalece. Fortalecendo-se, evoluí. Evoluindo-se, supera. Superando-se, atinge. Atingindo-se objetivos, teve de funcionar como uma verdadeira equipa.
Este é o nosso ponto de vista para o hóquei em patins. 
Toda esta publicação é passível de contraditório. Aliás, será sempre de contraditório, porque abordamos algo não “palpável” e “medível”.
No hóquei em patins, modalidade imprevisível do ponto de vista jogado do primeiro ao último segundo, com bastantes variáveis que podem ditar o sucesso ou o não sucesso de uma equipa, é determinante no processo de planeamento (nomeadamente planeamento mental) a “criação” de uma estrutura que sustente a “união de grupo” para todas as fases da época. 
A “união de equipa” deve estar presente quando se “atravessa” um período menos bom, mas também deve estar presente nos momentos bons, para que não se perca o sentido da “união de grupo”. Para isso há um longo e árduo caminho a percorrer pelos treinadores. Não chega colocar frases bonitas no balneário, ou mensagens motivadoras via facebook. Há muito mais por detrás disso.
Nunca em momento algum se deve descurar o trabalho de “campo” quando se sente que já se tem uma “união de equipa”. A chamada “união de equipa” não chega. A chamada “união de equipa” pode vencer alguns jogos, mas todo o restante trabalho técnico, tático e físico podem fazer ganhar títulos. O segredo está em complementar todas estas componentes em uníssono.


FONTE: Opinião de Hélder Antunes

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

HÓQUEI EM PATINS – O “AQUECIMENTO” PODE SER TREINO


Está mais que “comprovado” e “estudado” a importância de um bom aquecimento em todas as modalidades desportivas.
No hóquei em patins, há alguns anos a esta parte, verificaram-se alterações na forma como os treinadores planeiam os seus “aquecimentos”. Independentemente da forma como o fazem, em nosso entender o “aquecimento” deve ser parte integrante do processo de aprendizagem individual e coletivo. Ou seja, devemos aproveitar o “aquecimento” para treinar/evoluir.
Ressalva-se que esta publicação é mais direcionada para os treinadores de formação de hóquei em patins, no entanto, é perfeitamente possível ser direcionada aos plantéis seniores.
Sabemos que no hóquei em patins atual, o volume (tempo) de treino é menor que há uns anos atrás fruto da gestão dos espaços de treino e do aparecimento e crescimento de outras modalidades.
Nesse sentido, cabe aos treinadores aproveitar e planear o tempo de treino o melhor possível.
Podemos utilizar o “aquecimento” para realizar exercícios de mobilidade articular sem bola, mas também o podemos planear com bola. Podemos realizar uma panóplia de exercícios de técnica individual com bola (condução de bola, finta, passe/receção, patinagem, etc.) onde os atletas executam as diversas tarefas em baixas intensidades de forma a elevar gradualmente a temperatura corporal (um dos objetivos de quaisquer “aquecimento”).
Ao optarmos por este tipo de situação estamos a realizar um “aquecimento” direcionado especificamente para a evolução dos atletas, estamos a trabalhar especificamente todas as zonas musculares que serão solicitadas na competição e estamos a treinar.
Sem descurar a baliza, nesta fase inicial os guarda-redes executam um trabalho específico de “aquecimento”.
Posteriormente, podemos incrementar no “aquecimento” situações de 1 para GR, 1 para 1 + GR, 2 para GR, 2 para + GR, 2 para 2 + GR, 3 para 2 + GR, etc. As vantagens são inúmeras. Estamos a trabalhar conceitos de treino e a aperfeiçoar situações técnico/táticas. Nesta fase a intensidade do “aquecimento” já poderá ser mais elevada.
Não esquecer os tempos de recuperação e hidratação ao longo do “aquecimento” também é importante. Cabe a cada treinador gerir todo esse processo.
Em relação à duração do aquecimento, pensamos que os mesmos devem ser geridos em conformidade com as condições climatéricas, ambiente do pavilhão, estado físico dos jogadores e objetivos da própria equipa.
Em relação aos “aquecimentos” de sapatilhas somos da opinião que cabe a cada treinador decidir em funções dos objetivos traçados, mas em nosso entender todo o tempo que for aproveitado em “cima dos patins” é mais vantajoso, nomeadamente nas equipas de formação.
Por norma, quase todas as equipas, independentemente do escalão “gostam” de jogos reduzidos, ou jogos condicionados, ou jogos lúdicos. Os mesmos devem ser utilizados no “aquecimento” em nosso entender. Agora, devem ser utilizados com objetivos devidamente assinalados e que vão de encontro às necessidades da equipa e dos jogadores.
Aqui quando nos referimos a “aquecimento”, estamo-nos a referir em contexto de treino e em contexto de jogo.

Para finalizar relembramos que muitas vezes assistimos a equipas que realizam “aquecimentos” de quase 1 hora e muitas vezes essas equipas só jogam duas partes de 15 minutos (parece um pouco desproporcional). Logo se tiverem oportunidade de aproveitar esse tempo de “aquecimento” para “treinar”, certamente que a curto e a médio prazo se verificará uma evolução na técnica individual dos jogadores.

FONTE: Opinião pessoal, Hélder Antunes

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

HÓQUEI EM PATINS - "IMPORTÂNCIA DO DIÁLOGO PÓS TREINO"


Há cerca de duas/três décadas atrás era praticamente inexistente ou inexistente mesmo a realização de recuperações ativas pós esforço depois de um treino ou jogo. No entanto, existiam muito treinadores que realizam diálogos individuais e/ou de grupo com os seus atletas.
Há medida que os anos foram passando e o hóquei em patins evoluindo em todos os seus níveis, as recuperações ativas pós esforço depois de um treino ou jogo são prática corrente e recorrente na maioria das equipas, mas os chamados “diálogos pós treino” começaram a ser prática menos corrente e recorrente.
Hoje abordamos esta questão do “diálogo pós treino”.
O diálogo pós treino a nível coletivo ou a nível individual é importante. Este diálogo deve ser inserido na planificação mental da equipa. Estudos neste âmbito revelam que as equipas e os treinadores que optam por esta estratégia melhoram a performance da equipa e dos jogadores.
Essa melhoria não indica diretamente uma melhoria dos resultados desportivos. Não devemos confundir os indicadores. Indica uma melhoria do rendimento/performance dos atletas, das equipas e por vezes dos objetivos alcançados. Resulta acima de tudo numa motivação extra para os atletas e para as equipas uma vez que simplifica e ajuda no processo ensino/aprendizagem, no processo correção/execução e no processo técnico_tático/resultados práticos.
Um “bom” diálogo pós treino deve ter em conta as seguintes considerações:
- Diálogo objetivo centrado nos aspectos que deve ser corrigidos e no que de bom já foi alcançado;

- Diálogo maioritariamente motivador;

- Diálogo convincente e que vá de encontro às reais necessidades da equipa e dos próprios jogadores;

- Diálogo parte do princípio que são pelo menos duas ou mais pessoas a falar. É importante ouvir os atletas e/ou a equipa;

- Diálogo focado nos objetivos pretendidos a nível coletivo e a nível individual;

- Diálogo que “obrigue” os atletas e a equipa a realizar uma reflexão. Assim, parte-se em vantagem para o treino seguinte;

- Diálogo pouco repetitivo na forma da sua abordagem. Passar repetidamente a mesma mensagem da mesma forma, induz a que a mensagem deixe de ser mensagem e o diálogo se torne cansativo e sem influência no processo de treino;

- Diálogo assente em coerência;

- Diálogo que nunca coloque em causa a liderança do treinador;

- Diálogo realizado imediatamente a seguir ao treino. Não deixar para o treino seguinte assuntos pendentes ou por tratar;

- Diálogo sucinto. Lembrar que os índices de concentração e atenção dos atletas depois de 7/8 minutos de diálogo ou exposição por parte do treinador já não são os mesmos.


FONTE: OPNIÃO PESSOAL HÉLDER ANTUNES

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

HÓQUEI EM PATINS: LA IMPORTANCIA DE LA ACLIMATACIÓN EN EL DEPORTE.


Estrategias de hidratación y enfriamiento

-       Álvaro Cano Serrano. Alumno Nutrición Deportiva Avanzada. Centro Internacional de Formación Deportiva, Alto Rendimiento.
-       José Miguel Martínez Sanz. Profesor cursos nutrición deportiva básica y avanzada. Centro Internacional de Formación Deportiva, Alto Rendimiento.
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Introducción
La naturaleza de algunos deportes, implican que a menudo éstos se desarrollen en unos ambientes que se alejan de las condiciones idóneas para su práctica (elevado calor, humedad, altas/bajas presiones, déficit de oxígeno, frío…). En el siguiente artículo vamos a centrarnos en el ejercicio que se desarrolla en ambientes calurosos; la aclimatación al calor y las estrategias de hidratación y enfriamiento.

La elevación de la temperatura ambiental, conlleva un aumento paralelo de la temperatura corporal. Para contrarrestar ese aumento, nuestro organismo utiliza dos métodos:
·  Movilizar sangre a la piel para permitir la disipación por calor a través de la radiación.
·  Incrementar el rango de producción de sudor.

Estos dos sistemas representan el 85% del calor eliminado cuando se está en reposo. Ambos participan en el mantenimiento de un volumen sanguíneo adecuado, de gran importancia, ya que su disminución provocaría un descenso en el movimiento de sangre hacia la piel y en la producción de sudor.

Cuando estamos realizando ejercicio, necesitamos movilizar sangre hacia los músculos, pero también hacia la piel, para favorecer la sudoración. Si el volumen sanguíneo es bajo, uno o los dos sistemas fallarán y el resultado será, en el mejor de los casos, una disminución del rendimiento deportivo.
El organismo está preparado para soportar temperaturas límite de 43,3º o solo 6,3º por encima de la normal. En ambientes extremos, la temperatura puede incrementarse en 0,4º cada 5 minutos, si a esto añadimos la posible deshidratación del deportista, se pueden desencadenar una serie de fallos que van desde el agotamiento o los calambres hasta el síncope o el golpe de calor.

Aclimatación al calor
Estos dos sistemas representan el 85% del calor eliminado cuando se está en reposo. Ambos participan en el mantenimiento de un volumen sanguíneo adecuado, de gran importancia, ya que su disminución provocaría un descenso en el movimiento de sangre hacia la piel y en la producción de sudor.
Cuando estamos realizando ejercicio, necesitamos movilizar sangre hacia los músculos, pero también hacia la piel, para favorecer la sudoración. Si el volumen sanguíneo es bajo, uno o los dos sistemas fallarán y el resultado será, en el mejor de los casos, una disminución del rendimiento deportivo.
El organismo está preparado para soportar temperaturas límite de 43,3º o solo 6,3º por encima de la normal. En ambientes extremos, la temperatura puede incrementarse en 0,4º cada 5 minutos, si a esto añadimos la posible deshidratación del deportista, se pueden desencadenar una serie de fallos que van desde el agotamiento o los calambres hasta el síncope o el golpe de calor.

Hidratación
Conservar el equilibrio de fluidos y electrolitos durante el ejercicio es fundamental para mantener un alto nivel de rendimiento deportivo.
La sudoración profusa, consecuencia de un estado de deshidratación, incrementa la osmolaridad plasmática con la consecuente disminución del volumen sanguíneo. Este cambio estimula a los riñones para eliminar sodio y reducir la elaboración de orina, produciéndola más concentrada, de nuevo, signo de deshidratación.

Las estrategias de hidratación que podemos llevar a cabo antes, durante y después del ejercicio, de forma general, pueden ser:
·  Hidratación pre-ejercicio: Es fundamental que el deportista inicie bien hidratado el entrenamiento o la competición:
o    Beber fluidos sin sensación de sed: Ya que ésta es un indicador de que hemos entrado en un estado de infra hidratación.
o    Evidenciar nuestro estado de hidratación en aspectos tales como el volumen y el color de la orina.
o    Como norma general, aproximadamente de 1 a 1,5 horas antes del ejercicio consumir un volumen de fluidos superior a 0,5l. Posteriormente, ingerir dosis pequeñas cada 10-15 minutos.

*Si la duración del ejercicio sobrepasa la hora, es conveniente ingerir mejor que agua, bebidas de reposición (una solución del 4-6% de hidratos de carbono con 100-150mg de Na puede ser una buena opción).
·  No sobrehidratarse.
·  Evitar el consumo de alimentos y bebidas con impacto diurético.
·  Hidratación durante el ejercicio: El objetivo fundamental en esta etapa es mantener el estado de hidratación ya conseguido en el inicio:
o    Consumir bebidas de reposición en lugar de agua sola, evitando la depleción del glucógenomejorando así el rendimiento.
o    Consumir un volumen aproximado de 0,5 a 0,9L por hora de soluciones líquidas con hidratos de carbono al 6-8%
o    Elegir fluidos cuya composición contenga más de un tipo de carbohidratos.
·  Hidratación después del ejercicio:
o    Consumir aproximadamente un volumen superior al 100% del peso perdido. Unos 0,75L de fluido por cada 0,5 kg perdidos. Lo ideal es que después de la sesión de entrenamiento, las pérdidas sean inferiores al 2%.
o    Tras el consumo inicial, continuar reponiendo fluidos en pequeñas dosis cada 15 min.
o    Consumir, de nuevo, bebidas carbohidratadas y con sodio.
o    Evitar diuréticos.

Enfriamiento. Estrategias:
Varios estudios apoyan el hecho de que las estrategias de enfriamiento pueden aumentar la capacidad de ejercicio prolongado en ambientes de calor.
Algunos de los métodos de enfriamiento seguidos por los deportistas son:
·  Inmersiones en agua fría post-ejercicio.
·  Prendas de refrigeración: Reducen la temperatura de la piel sin intervenir en la temperatura muscular.
·  Ingestión de fluidos fríos.
La combinación de estas técnicas (internas y externas) puede mejorar el enfriamiento y la aclimatación del deportista al ejercicio. Diversos estudios postulan que estos métodos conllevan beneficios en ejercicios sostenidos como carreras de media y larga distancia, y no así en aquellos esfuerzos de carácter más explosivo como saltos, lanzamientos, carreras de velocidad.

Referencias:
- Racinais S, Alonso JM, Coutts AJ, Flouris AD, Girard O, González-Alonso J, Hausswirth C, Jay O, Lee JK, Mitchell N, Nassis GP, Nybo L, Pluim BM, Roelands B, Sawka MN, Wingo JE, Périard JD. Consensus recommendations on training and competing in the heat. Scand J Med Sci Sports. 2015 Jun;25 Suppl 1:6-19.
- Bernardot D. Nutrición deportiva Avanzada. 2.a.ed. Tutor: Madrid;2013.
- Urdampilleta A, Gómez-Zorita S, Martínez-Sanz JM. Ayudas mecánicas, psicológicas y fisiológicas en el deporte. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos aires. 2012; 175.
- Crespo A, Collado C, Urdampilleta A, Gómez-Zorita S, Martínez-Sanz JM. Alimentación en la práctica del montañismo en media montaña. EFDeportes.com, Revista Digital Buenos aires. 2013; 184.


FONTE: http://altorendimiento.com/

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

OPINIÃO: FORMAÇÃO NO HÓQUEI EM PATINS – “VALE O QUE VALE”


Algumas questões nos têm chegado via e-mail acerca da temática da formação e o seu início. Com o intuito de responder de forma abrangente, elaboramos esta publicação de opinião que vale o que vale. Não sustentamos as respostas elaboradas em artigos ou teses científicas.
Deixamos aqui o nosso ponto de vista de forma resumida:

- N.º de treinos semanais para a formação? Volume de Treino?
Pensamos que o n.º ideal de treinos semanais seja pelo menos 3, nomeadamente para os clubes que se apelidam de formadores. Quanto ao volume estamos certos que mais de 1h poderá ser exagerado. É preferível o atleta sair do treino de formação com a sensação de “já acabou”, do que estar a treinar 2 ou 3h com a sensação “de quando é que acaba”. O ideal será sessões de 1h ou entre 50 minutos e 1h.

- Intensidades de Treino nesta fase?
Isso não existe nesta fase.

- Idade aconselhada para iniciar a prática de hóquei em patins?
Na nossa opinião, a partir dos 3 anos.
Depende um pouco das “aptidões adquiridas” até então da criança e do seu próprio desenvolvimento motor. Eventualmente poderão existir crianças que estejam prontas a iniciar antes dos 3 e outras só depois dos 4.

- Tipos de treinos para a formação?
Na nossa opinião primordialmente treinos lúdicos onde se trabalhem as competências mais importantes a desenvolverem como: patinagem, travagens, curvas, equilíbrio e perícias com patins entre outras. Não esquecer que tudo o que treinar para o lado direito, deve-se também treinar para o lado esquerdo e afins… O mesmo em relação ao frontal/retaguarda.
Importante não esquecer a correções e as avaliações dos atletas, por parte dos treinadores.
Se o número de praticantes for enorme, torna-se importante dividir o grupo por faixas etárias e se possível por horários de treino.
Por vezes (sem excessos), treinos com uma ou outra componente mais analítica não fazem mal a ninguém. Este tipo de treinos permite averiguar a determinadas alturas as “lacunas” dos atletas e as possíveis correções a serem implementadas.

- Uso do Stick nos treinos? Sim ou Não?
Na nossa opinião não.
Primeiramente muitos “quilómetros” de patinagem. A desculpa dos encarregados de educação dizerem que eles querem é stick e que podem desmotivar, não justifica absolutamente nada. Cabe aos treinadores e aos clubes tornarem os treinos de formação “divertidos/atrativos”.
Posteriormente, patinagem com stick, mas numa fase já avançada.
Como opção ainda sugerimos, treinos de patinagem e treinos de manuseamento de stick com bolas (hóquei e outras modalidades), mas sem patins. Diga-se treino de habilidades com stick e bola.

- Quando iniciar a competição?
Quando os atletas tiverem reunido e adquirido uma série de competências previamente estabelecidas e definidas pelo próprio clube. Em nosso entender, após várias avaliações, caberá aos treinadores da formação tomarem a decisão.
Pensamos que é fundamental, mesmo após iniciarem a competição ou pré competição que conciliem a mesma com os treinos de formação. Ter muita cautela, que um inicio precoce na competição faz com que o atleta ultrapasse etapas de formação e posteriormente tenha grandes dificuldades em se afirmar na modalidade.

- Como posso ajudar o meu filho a gostar mais da modalidade?
Levar os filhos a verem jogos dos seniores do clube onde treina (esta deve ser a 1ª referência para o pequeno atleta); Levar os filhos a ver jogos dos “craques” que ele admira; Levar o seu filho a brincar a um parque ou ringue onde ele possa colocar os patins; Passear na rua com os patins; Realizar “brincadeiras” de rua como jogos de hóquei em patins sem patins; Comprar equipamento adequado para o seu filho. Equipamento com que ele se sinta seguro; Participe em todas as atividades que eventualmente o clube organiza ao longo da época; Esteja presente nos treinos; Não seja treinador(a) do seu filho; etc.

- Como se define a posição em campo dos atletas (quando começam a pré competição)?
Nesta fase, nas idades inferiores (até 8/9 anos), desconhecemos posições e táticas. Essa matéria é irrelevante em nosso entender.
O importante é os atletas estarem motivados com a modalidade que praticam. A seu tempo os treinadores saberão aproveitar o melhor dos atletas atendendo às suas características.

- Sistemas Táticos e Modelos de Jogo?
Ambos irrelevantes.
Só a partir de sub-13, em nosso entender, é que sistemas táticos e modelos de jogo fazem algum sentido.
No que concerne aos modelos de jogo o mesmo deve ser estipulado pelo clube através do seu coordenador em “sintonia” com todos os treinadores, tendo em conta a “filosofia” do clube. O importante em relação ao modelo é a definição das aprendizagens técnicas e táticas que os atletas devem adquirir em cada momento/fase. Caso o clube não tenha isso definido caberá ao treinador orientar o trabalho da melhor forma possível sem comprometer o futuro do atletas e se necessário comprometendo os resultados de vitórias de jogos no imediato.

No que concerne ao sistema tático afirmamos de forma categórica que a marcação individual é o sistema que mais vantagens proporciona à evolução dos atletas em vários sentidos. Há já alguns estudos neste sentido.

THP - Hélder Antunes