quinta-feira, 26 de novembro de 2015

HÓQUEI EM PATINS: EXERCÍCIOS PARA A FORMAÇÃO

1º Exercício


Os atletas juntam-se em grupos de 4 (2 de um lado e os outros dois à sua frente) e realizam passe do lado direito e do lado esquerdo, mais exercícios de condução de bola de diferentes modos. Após efetuar o passe realizam exercícios de coordenação pedal entre sinalizadores (travagens, curvas, etc).

VARIANTES DO 1º EXERCÍCIO
  • Efetuam o exercício com diferente tipo de bolas;
  • Antes de efetuarem o passe realizam domínio de bola sustentada no ar;
  • Condução de bola e a meio efetuar a simulação de uma finta (depois com oposição passiva na zona central).


2º Exercício

Os atletas efetuam condução de bola dentro do espaço limitado, de diferentes formas e a passam a bola e recebem novamente aos colegas que estão de apoio.

VARIANTES DO 2º EXERCÍCIO
  • Passam a bola a quem está de apoio e trocam de função com esse mesmo colega (passam a ser eles o apoio)
  • Dentro do espaço efetuam condução de bola e tentam tirar a bola dos restantes colegas para fora do espaço. 
3º Exercício

Os atletas tentam marcar golo nas balizas pequenas.

VARIANTES DO 3º EXERCÍCIO

  • Rematam de primeira após um passe do lado oposto;
  • Efetuam 1x1 e 2x1 antes de finalizar;
  • Definir o local onde têm de acertar com a bola (por exemplo no poste).

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

PREPARAR PARA GANHAR - JOSÉ NETO


Ninguém tem dúvidas de que na competição desportiva só com um trabalho bem planeado e dirigido se podem atingir estados ótimos de rendimento, o que na gestão de recursos humanos implica o conhecimento técnico, científico e humano ou a razão das razões, nunca por aproximação mas por ajustada e assertiva transferência de competências.

Os estudos relacionados com o Desporto em geral (…) têm-se multiplicado, contribuindo mesmo para um avanço significativo de uma certa desmitificação de alguma complexidade que por vezes alguns “donos da verdade” pretendem exibir.

Numa primeira análise para o apuramento das condicionantes para formular um projeto ganhador numa equipa, é fundamental apurar a definição de um modelo de jogo, tendo em conta a realidade e o contexto onde está inserido, bem como as caraterísticas dos jogadores de cuja equipa fazem parte.

Depois, como estratégias operacionais de reflexão e treino, deverá a equipa e cada qual, conhecer-se por si próprio e de forma inteira, formular objetivos desafiadores e progressivos de conquista com base no pensamento positivo, já que este ajuda a concentrar-se no que pretende atingir e esquecer o que deve evitar. Nesta aproximação de conteúdos, se poderá partir para o máximo empenhamento que por natureza conduz ao máximo rendimento, permitindo-lhe sonhar com o futuro, porque faz com que acredite em si próprio e os outros nas suas capacidades, tem vontade de ser chamado a intervir, sente-se forte e convencido e as sensações sentidas reforçam um sentimento de expressiva motivação.

Por outro lado e apresentando níveis de consciência operativa para o êxito superiormente alicerçados nos conteúdos referidos, também tem consciência que um fraco empenhamento gera um fraco rendimento e, deste modo passará a visualizar o futuro como pesadelo, pois, se e quando chamado a intervir, pensa que tudo pode sair mal, logo mais disponível para falhar, qualquer esforço será em vão, os nervos e a angústia conduzem-no a uma crise de raciocínio, o que terá como consequência um sentimento de base negativa.

De qualquer forma, serão sempre os jogadores dentro da estrutura da equipa, cada um com caraterísticas muito próprias a decidir em cada momento e qual ou quais as ações a tomar mediante contextos sempre dinâmicos e complexos e como temos vindo a referir, muitos são os fatores incontroláveis num jogo e que convertem o resultado numa imprevisibilidade. No entanto, alguns fatores psico carateriais, como a autoconfiança, a motivação e espírito de equipa, etc… constituem de forma decisiva a relação da causa com a consequência, sendo por isso alvo de atenção e treino para que essa imprevisibilidade possa ser reduzida e o rendimento do jogador e da equipa possa ser otimizado.

Na agregação de vetores onde se possa apurar a disciplina do êxito, sempre surgirá como campo de comprometimento e que funcionará como código de conduta solidária, fazendo da dedicação e do esforço e mesmo da adversidade as melhores oportunidades de revelação para atingir uma bitola de sucesso.

Volto a insistir numa questão que para mim permanecerá num incessante compromisso de combate: se as condições de ordem psicológica, mental e comportamental sempre fazem a grande diferença entre o medíocre e o suficiente, o suficiente e o bom, o bom e o excelente e se assume como balança altamente significativa na avaliação do rendimento, serão ou não estes fatores treináveis? … É ÓBVIO QUE SIM!...

Da mesma forma que se atribui grande importância ao treino dos fatores técnicos, táticos, físicos, atléticos, etc, o treino da componente comportamental é fundamental e acabará por ter um peso significativo no alcançar dos objetivos de cada equipa.

O uso da competência para liderar um grupo de jogadores, para garantir um balneário motivado, autoconfiante, unido e com os olhos postos nos objetivos a conseguir, faz a diferença da qualidade dos treinadores como líderes operacionais para a obtenção do sucesso.

Muitas são as técnicas e os instrumentos para garantir uma competente gestão dos recursos humanos, de um balneário, de uma equipa.

O discurso verbal e não verbal do treinador deve incidir como obra de inspiração, entusiasmo, empatia, determinação e …humildade - “não há trono mais firme do que o coração de gente simples” – Gustave Flaubert. Os grandes líderes conseguem espelhar nas suas equipas de trabalho, a sua autoconfiança e motivação. Pautam-se por uma comunicação positiva, arrebatadora, convicta. A colocação da voz, os gestos, o olhar direto, a postura do corpo, a administração e cultura do silêncio, são pequenos pormenores que no seu conjunto podem ter uma influência decisiva na conversão de uma equipa que se prepara para ganhar. 

No treino, o líder deve criar contextos desafiadores mas que proporcionem sucesso. Os exercícios devem estar de acordo com os objetivos pretendidos, mas os mesmos devem ser criados para que o jogador obtenha sucesso, reforce a sua autoconfiança, sinta que é capaz de dar resposta eficaz. O feedback durante as sessões de treino deve ser de exigência mas também sempre num tom positivo e encorajador. O jogador deve sentir que as suas ações, sempre que bem sucedidas, são valorizadas pelo líder, deve sentir o seu esforço recompensado com uma palavra de estímulo, de elogio mas também com palavras de exigência e que apelem à auto superação.

Também o treino deve reproduzir, de alguma forma, as condições adversas que são esperadas na competição. Preparar mentalmente os jogadores para as dificuldades que irão encontrar, mas também guiando-os para obterem as respostas adequadas para as superar.

A visualização de imagens tais como os momentos de glória e de união do grupo, as ações plenas de sucesso de cada jogador e da equipa, devem funcionar como estímulo para a coesão e recompensa na defesa do emblema que ostenta junto ao coração.

A utilização de técnicas de meditação e relaxamento, adequadas às especificidades de cada elemento de uma equipa, quer para eliminar o stress competitivo, como autenticar a fidelidade participativa é fundamental, assim como a visualização mental de sucesso, de imagens positivas, como forma de aliviar o stress e focar cada jogador nos objetivos a alcançar.

No fundo estas são algumas técnicas/instrumentos que podem e devem ser utilizadas para guiar uma equipa ao sucesso. 

(…)

Nos dias de hoje, o conhecimento está à distância de um simples clique. As publicações acerca do treino são imensas e qualquer um têm acesso às metodologias mais utilizadas pelos treinadores consagrados, o que tem permitido “atenuar” significativamente as diferenças de metodologias de trabalho aplicadas nos clubes de diferentes dimensões.

Contudo, esse conhecimento teórico, por si só, não chega, não é sinónimo de sucesso.

Muitos são os casos de treinadores que apresentam um elevado conhecimento teórico sobre o treino mas que não conseguem traduzir esse conhecimento em sucesso, quando o têm que aplicar na prática… cabe aqui a bem justificada expressão do meu “nosso” querido Professor Doutor Manuel Sérgio:
“Quem só teoriza, não sabe…quem só pratica, repete”!...
Daí o apelo para o significado das valências técnica, social e cultural, numa aliança do saber com a vida!...


FONTE. JOSÉ NETO in jornal abola (http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=581404)

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

HÓQUEI EM PATINS: PORQUE O NATAL ESTÁ JÁ AÍ... CUIDADOS ALIMENTARES A TER EM CONTA!


Nos plantamos a finales de diciembre, llega la Navidad. Como sabréis las fiestas de Navidad están caracterizadas por diferentes factores. Amigos, familia, tradiciones, regalos, etc. todos ellos unidos por unas creencias populares. Pero para mí el nexo más importante es la gastronomía y la alimentación, en las cuales  encontramos el principal desajuste cada año. La gastronomía navideña se caracteriza por grandes encuentros familiares, encuentros de horas y horas charlando y comiendo, disfrutando de grandes comidas, que posiblemente han sido elaborados durante la mitad de un día o incluso en días anteriores.
La Navidad es una tradición y seguir la tradición debe formar parte de cualquier plan alimentario que esté correctamente planificado. También en el caso de los jugadores de hockey sobre patines. Ahora bien hay que destacar que hay una serie de cambios en el estilo de vida durante estas fiestas que pueden ayudar a no hacer estragos ni a perder la condición física lograda después de tanto trabajo acumulado.
(…)

Las fiestas suman un total de 6-7 días. Aunque estas ya fueron descritas por Dietista y Nutricionista Júlio Basulto creo que es importante volver a tenerlas en cuenta. El Dr. Salvador Jiménez (2007) afirmaba en el “Diario Médico” que un menú de Navidad puede llegar a triplicar la ingesta de cualquier dieta equilibrada.
A estos 7 días de fiesta aseguradas hay que añadirle la visita del “Tió” o de Papa Noel que a menudo lleva diferentes regalos o golosinas, las cuales es posible que acabemos cominedo. El último factor a tener en cuenta son los restos de las comidas que nos acompañan durante el resto de días, sobre todo los dulces de sobremesa.
Durante la época de Navidad es sencillo aumentar de peso, fácilmente se pueden ganar de 2-4 kg. Esta ganancia de peso para un deportista es un gran lastre. Un ejemplo para ver cómo puede afectar esto a nuestra condición física es hacer un entrenamiento (ahora que todavía no han comenzado las fiestas) con dos botellas de 1.5L de agua encima, que simbolizarían los posibles 3kg de grasa ganados pasadas las fiestas.
Hasta ahora únicamente hemos tratado el aumento de peso (que no es poco) pero, además, durante las fiestas hay consultas frecuentes por malas digestiones, empacho, ardor (pirosis gástrica y esofágica), vómitos, etc.
Para controlar todos estos problemas mencionados, mantener una condición física estable y hacer de las fiestas de Navidad 2014-2015 un éxito es necesario leer atentamente los siguientes 7 puntos y  ¡Aplicarlos!

1. Autocontrol

Son muchas fiestas las que se nos presentan y es posible que algunas las controlemos más que otras por ser los anfitriones o que por tradición las comidas no sean demasiado exageradas. Sin embargo debemos tener un control de las cantidades y, en estos casos, guiarnos por la sensación de saciedad. Cuando nos sentamos a la mesa, normalmente ya podemos ver un aperitivo preparado y, seguidamente, se van comentando los platos que vienen a continuación. Nuestro objetivo debe ser el de planificarnos para llegar a los postres sin sensación de hambre ni tampoco de plenitud. Debemos buscar una situación de comodidad estomacal en la que encontremos que hemos quedado a gusto con la comida. También me gustaría destacar que no es ético rechazar un plato que un familiar lleva haciendo durante muchas horas, por lo tanto, repito que lo más importante es el control de uno mismo sobre las cantidades que decide ingerir. En 2011, la Sociedad de Cirugía Vascular (Society for Vascular Surgery) explicó que durante las fiestas de Navidad las salas de emergencia de los hospitales se llenan por empachos. Autocontrol.

2. Pensar lo que comemos

El catedrático de Nutrición y Bromatología Jordi Salas Salavó consideró el año 2012, coincidiendo con la Asociación Americana del Corazón, que el principal problema durante las fiestas de Navidad es que no pensamos lo que comemos. Durante las comidas y siguiendo las recomendaciones del primer punto es importante pensar qué alimentos estamos ingiriendo, cuáles pueden ser más saludables o cuáles menos y también en la forma en que están cocinados.

3. Evitar el consumo de alcohol

El alcohol es una fuente de calorías vacías que puede maltratar órganos vitales del cuerpo humano y, especialmente, la condición física de un deportista. No voy a entrar en detalles sobre todos los inconvenientes de ingerir alcohol y cómo afecta a órganos como el hígado, el páncreas y en todo el sistema cardiovascular (poniendo en el mismo saco el vino tinto). Pero aprovecho para destacar una reciente publicación en las American Cancer Society Guidelines on Nutrition and Physical Activity for Cancer Prevention en la que se expone que cada bebida alcohólica ingerida puede aumentar de un 10 a un 12% el riesgo de padecer cáncer de mama. La principal recomendación es evitarlo, la segunda es reducirlo y la tercera es diluirlo en otras bebidas como: la limonada natural, las bebidas azucaradas light o cero o bien el agua con gas.

 4. Planificar bien las cantidades

Tal y como he puntualizado anteriormente, normalmente los restos de las comidas nos acompañan durante el resto de los días de las vacaciones de Navidad. En el caso de ser los encargados de cocinar para un día de los mencionados es importante planificar el número de personas que viene, el número de platos que se quieren hacer y la cantidad de alimentos por cabeza. El primer paso es elaborar una buena lista de la compra, de esta forma evitaremos ir arrastrando los mismos platos durante días consecutivos.

5. Escoger cocciones saludables

Ya sea a la hora de escoger los alimentos que forman parte de un aperitivo, como cuando nos encontramos en un restaurante escogiendo el menú, o bien cuando tienes que elaborar personalmente platos, hay que escoger cocciones saludables como: papillote o vapor, plancha, brasa, microondas, horno o salteados. Debemos procurar que la base de los platos sean alimentos de origen vegetal, priorizando verduras y hortalizas.

6. Seguir con el plan de entrenamiento pautado

Planifica tu tiempo libre para seguir con los entrenamientos en la intensidad y la duración que te sea posible y que te recomiende tu entrenador personal, priorizando sobre todo los entrenamientos de fuerza para mantener un tono muscular activo.

7. Quitar igualmente los turrones

Si tienes invitados o bien eres tú mismo eres el invitado escoge unos días en concreto que puedas tomar alimentos como barquillos y turrones. Ser previsor en este sentido hará que reduzca su consumo. Como se puede imaginar los dulces de Navidad como los turrones o los polvorones son alimentos hipercalóricos, un trocito de turrón (25gr) puede variar entre 150 a 230 kcal (dependiendo del tipo) y un polvorón 160 kcal. Estas calorías equivalen a una lata de refresco de cola normal, es decir, 10 sobres de azúcar que por tanto pueden ser consumidos cada día si hacemos que la bandeja de turrones forme parte de nuestra alimentación durante las fiestas de Navidad día sí y día también. Es por ello que en las sobremesas hay que seguir los puntos 1 y 2, priorizando alimentos como: la fruta desecada, los pasos, la fruta y los frutos secos. Elija los que más le gusten y tome un puñado diario. En el caso de los frutos secos pueden ser en su forma cruda o tostada.
(…)
Las fiestas de Navidad son una temporada del año en la que dejamos de tener en cuenta el trabajo realizado durante la temporada y nos descontrol en el factor gastronómico y alimentario. (…)


Para cualquier duda sobre cuál debe ser el tipo de entrenamiento que se debe realizar durante este periodo hay que consultarlo con el profesional encargado del equipo. Por otro lado, cualquier duda o cuestión referente a la alimentación y la nutrición debe ser consultado con un Dietista Nutricionista, en el caso de los jugadores de hockey patines deben ponerse en contacto con un Dietista Nutricionista especializado en nutrición deportiva.

FONTE: Guillermo Mena in http://www.okpatines.com/gmena_reconavidad/