segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

FELIZ ANO NOVO 2015


O blog THP - Treinadores de Hóquei em Patins - deseja a todos os seus leitores, a todos os amantes de desporto em geral e do hóquei em patins em particular um 2015 repleto de êxitos e sucessos.
Sinceros votos.

Retomaremos as habituais publicações no blog THP entre a 1ª e a 2ª semana de janeiro de 2016.

THP

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

FELIZ NATAL 2015


O blog THP - Treinadores de Hóquei em Patins - deseja a todos os seus leitores, a todos os amantes de desporto em geral e do hóquei em patins em particular um Santo e Feliz Natal 2015.
Sinceros votos de Festas Felizes na companhia daqueles que vos são mais queridos.

THP

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

HÓQUEI EM PATINS - O QUE É SER TREINADOR (...)


(…)
Ser treinador, exige de facto conhecimentos e requer experiências que ultrapassam as aquisições de uma carreira de atleta. Um excelente atleta, nem sempre terá a garantia de possuir capacidade para ensinar e, muito menos, a de ser capaz de criar climas de trabalho próprios para a aprendizagem ou o treino.

A experiência do atleta, é importante, mas, para ser treinador é necessário algo mais. Para além da lógica do jogo e dos seus elementos, torna-se fundamental que domine a lógica pedagógica do seu ensino. A função de treinador implica a tomada de decisões, organizadas com base em indicadores e segundo critérios que obedecem a uma certa ordem e em diferentes domínios. Como a organização do treino, liderança e comunicação com os jogadores, dirigentes, árbitros, jornalistas, etc., opções técnicas e tácticas decorrentes da observação e análise do jogo, gestão das pressões contidas na competição, inteligência emocional e inerente controle da capacidade de concentração e emoções, visão estratégica, etc.

Ser treinador exige o desenvolvimento de um conjunto de habilidades próprias no âmbito das competências comportamentais e motivacionais. Mais do que saber, ser treinador requer saber transmitir, pois o êxito do seu desempenho depende acima de tudo de interpostas pessoas, (os jogadores, os dirigentes, os árbitros, os adeptos, os órgãos de comunicação social, etc.). Mesmo quando a qualidade do candidato a treinador revela uma informação e formação acima da média, ele tem de ser capaz de provocar, através da sua acção, o interesse e motivação dos jogadores. Reconhecendo a cada momento que o sucesso que busca, depende da participação motivada e empenhada dos atletas que treina. Acreditando nas suas capacidades e melhorando as suas competências.

Cada treinador deve actuar de acordo com as suas características e limitações, sem nunca esquecer a responsabilidade que lhe está atribuída quanto à formação social e emocional dos atletas com quem trabalha e à melhoria gradual destes, como cidadãos e no âmbito particular dos conhecimentos relativos à modalidade a que se dedicam.

Os resultados provenientes da intervenção do treinador, têm profundos reflexos sociais pela influência educativa, (ou deseducativa!), que exercem nos jovens e nos adultos , quer sejam praticantes ou adeptos. Eis porque, tal como escreveu Vergílio Ferreira na sua obra "Até ao fim", "ser professor, (neste caso treinador) é colaborar mais e eficazmente com o futuro."

Logicamente, não existem treinadores ideais, tipo super-homem de banda desenhada, "que sabe tudo" e "nada o perturba", "homem sem defeitos" e comportamentos sociais e desportivos sempre irrepreensivelmente modelares. Tais "modelos" não passam de produtos imaginários, criados e alimentados por enquadramentos socio desportivos alienatórios da realidade.

Ao treinador dos dias de hoje, exige-se-lhe um desempenho, onde, mais do que actuar de modo autoritário, ele veja a sua autoridade reconhecida. Conhecendo-se a si próprio e às necessidades de realização, auto estima e segurança social que, como qualquer outro cidadão, norteiam a sua actividade. Desenvolvendo a sua acção com o objectivo natural de ter sucesso, (realização), "gostando de si próprio", (auto estima), necessitando para isso de pertencer a um grupo profissional socialmente dignificado. Com uma cultura geral e específica que possibilite a cada um dos seus membros, necessárias intervenções críticas com reflexos no desejado desenvolvimento da sua modalidade e do desporto nacional.

Acredite que o seu "fio do horizonte", mais do que uma distante linha, rasga esse mesmo horizonte. Convida-nos a não sermos só treinadores ao longo do nosso exercício profissional. Impele-nos na busca de tudo aquilo que sabemos estar para além do fio do horizonte. O progresso e o desenvolvimento. O futuro. No qual os treinadores portugueses necessitam estar preparados para ocuparem o espaço social que lhes pertence.
(…)


FONTE: Jornal Público, in http://www.publico.pt/espaco-publico/jornal/o-que-e-ser-treinador--carta-aberta-a-eduardo-prado-coelho-164622 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015