quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

HÓQUEI EM PATINS: "TREINAR A TOMADA DE DECISÃO PARA MELHOR PENSAR E AGIR NA COMPLEXIDADE DOS JOGOS DESPORTIVOS"


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2. Tomada de Decisão
Nos JD (jogos desportivos) durante a acção de jogo o jogador está constantemente a tomar decisões (quer ofensivas quer defensivas). Com que finalidade? Para decidir pela melhor forma de agir e ter sucesso na acção. Por conseguinte torna-se importante “questionar” o que se passa “na mente” do jogador para obter melhores resultados durante a acção de jogo. Podemos considerar que nos JD o desempenho dos jogadores está associado à capacidade de processamento da informação (leitura de jogo) e de decisão. Esta, implica, assim, o apelo a processos cognitivos para tratamento da informação vinda do contexto, sendo formulados pensamentos que procuram representar a solução mais adequada para a resolução do problema. De acordo com esta perspectiva, podemos dizer que a TD (tomada decisão) é um processo do pensamento e da acção que termina num comportamento de escolha (Tavares et al. (2006). Esta perspectiva, direcciona a construção da atitude táctica para o pressuposto de que “o desenvolvimento das possibilidades de escolha do jogador depende obviamente do conhecimento que ele tem do jogo” (Garganta e Oliveira, 1996). Por consequência, a melhoria da capacidade de decisão é justificada como estando relacionada com o conhecimento declarativo (o que fazer) e com o conhecimento processual (como fazer). Segundo Anderson (1987) o indivíduo adquire conhecimento com base na experiência prática. Como tal, a conceptualização da TD é entendida como uma troca de informação entre dois sistemas, o decisor e o contexto, mas centrada na troca de informação dentro do sujeito, sendo a recolha de informação feita através das capacidades perceptivas. Assim, intenções e decisões são tomadas com base na comparação da informação percepcionada com as “estruturas do conhecimento armazenadas na memória” (Williams et al. 1999). Neste sentido, os JD são um processo complexo envolvendo várias variáveis. De facto e de acordo com Tenenbaum et al (1993), “o jogador tem de localizar e perceber as características do meio envolvente, procurar informações essenciais que a tarefa requer (distinguindo os estímulos essenciais do não essenciais), identificar padrões conhecidos, activar a memória de curta duração ao planear o jogo e montar estratégias”. De igual modo, a TD desempenha um papel crítico na execução das acções de jogo, pois a realização de movimentos conscientes é precedida por uma decisão. Assim as decisões de jogo são resultantes de decisões que devem ser tomadas muito rapidamente, devendo ser escolhidas em função da relação de oposição. Por isso podemos considerar que a capacidade de decisão é um factor da capacidade de jogo, que é realizável quando existe um vasto repertório de conhecimentos tácticos da parte do jogador (Tavares, 1993). Em suma, o significado e importância da tomada de decisão no desporto, é referido e sublinhado por vários autores que a consideram como uma das mais importantes capacidades do atleta, determinando muitas vezes o sucesso das acções técnicas e tácticas e sendo, frequentemente, responsável pelas diferenças individuais no rendimento (Ripoll, 1987, 1988; Temprado, 1989, 1991; Schellenberger, 1990; Tavares, 1993, 2002; Tavares et al., 20006; Williams e Ward, 2003) .
3. Conhecimento do Jogo
De acordo com alguns autores (French e Thomas, 1987; Thomas, 1994), para além das execuções (habilidades motoras), também a selecção das respostas e tomada de decisão em função do contexto particular da situação de competição, contribui de forma decisiva para os níveis de rendimento, sobretudo em modalidades de elevada estratégia. Nos JD o conhecimento do jogo inclui por um lado, saber como se realizam as técnicas e, por outro, conhecer as respostas adequadas às situações específicas e às variáveis com que se confronta no decorrer do mesmo (Thomas, 1994). O jogador deve saber o que fazer, decidir em cada momento e ser capaz de executar o plano. A este respeito, Konzag (1990) refere que a análise dos jogos demonstram que as acções erradas do ponto de vista técnico-táctico têm origem em carências ao nível da percepção, antecipação e decisão face aos objectivos e aos programas de acção. Ora, as situações de jogo nos JD surgem de forma aleatória e imprevisível (na maior parte das vezes e quando consideramos a complexidade da estrutura funcional do jogo) pelo que os jogadores não executam as técnicas e acções de jogo de forma repetida e semelhante, pelo que a capacidade de tomada de decisão táctica e a capacidade de selecção das respostas motoras assumem um papel fundamental para o rendimento (Tavares, 1993). E para que estas capacidades se manifestem os jogadores devem possuir um conjunto de conhecimentos sobre o jogo que lhes permita antecipar as situações, seleccionar respostas e responder adequadamente (Gréghaigne, 1992; Tavares, 1993). É com base na forma com que concebem e percebem o jogo que os jogadores tomam decisões. Quanto maior e melhor nível de conhecimentos melhor será o nível das decisões e opções. Neste sentido, a progressão dos jogadores deverá passar por uma formação ao nível dos conhecimentos sobre o jogo, de forma a permitir desenvolver a capacidade de compreender as situações de competição (que se apresentam sempre diferentes e em sequências aleatórias) e tomar as decisões correctas que permitam alcançar os objectivos, tanto no ataque como na defesa.
4. Táctica vs Tomada de Decisão
O domínio cognitivo definido pelo conhecimento declarativo e a tomada de decisão táctica é empreendido antes de um opositor iniciar uma acção, como por exemplo um remate à baliza. Já o domínio cognitivo que inclui o conhecimento processual e a tomada de decisão perceptiva é empreendido durante a execução de uma defesa a um remate. Os jogadores expert são caracterizados por terem desenvolvido, através do treino e experiência, estruturas sofisticadas no domínio do conhecimento específico. Anderson (1987) descreve uma transição do uso do conhecimento declarativo do principiante (novice) para o uso do conhecimento processual pelo expert que habilita a tomada de decisão de elevada qualidade nos desportos com bola. Associações de situação-acção são armazenadas na memória a longo termo através da repetição. O modelo de processamento de informação sugere que o conhecimento processual permite uma resposta situação-acção sem necessidade de reunir uma execução, minimizando, desse modo, a carga cognitiva. Abernethy (1999) indica a existência fundamentalmente de dois tipos de processos de atenção no ensino e treino. Um tipo do processo é consciente, deliberado e serial. O outro tipo ocorre por baixo do nível consciente e é automático, rápido e paralelo. Estes dois tipos de processos da atenção, que estão associados com os dois domínios cognitivos do conhecimento declarativo/tomada de decisão táctica e o conhecimento processual/tomada de decisão perceptiva, podem interagir e causar interferências durante a performance. Esta é uma importante consideração quando desenvolvemos o treino com objectivos avançados, mas amplamente insuficiente no processo cognitivo.

5. Treino da Tomada de Decisão
O treino da decisão é um método de ensino e treino que incorpora no regular envolvimento da prática, elevados níveis de TD dentro de contextos desportivos simulados e reais (Vickers,1999). Pretende-se com este tipo de treino, possibilitar um melhor funcionamento autónomo do jogador em competição. A este respeito, o treino da TD perceptiva apresenta algumas vantagens ao permitir isolar um determinado domínio da cognição. Um é que os diferentes domínios sugerem diferentes estratégias de instrução. As de natureza tutorial, são as mais usadas para a aquisição do conhecimento declarativo (Alessi e Trollip, 1991). O ensino das habilidades motoras, usualmente, envolve modelação. Já as habilidades processuais são habitualmente treinadas usando a simulação e a resolução de problemas (problem solving). O exercício e a prática são uma estratégia de instrução apropriada no domínio da tomada de decisão perceptiva quando o objectivo do treino é desenvolver o elo automático percepção-acção.De acordo com a perspectiva de desenvolvimento de instrução, estes estão entre os objectivos mais desafiantes para treinar as habilidades. São habilidades reconhecidas pelos treinadores e jogadores como sendo essenciais para o sucesso ao alto nível e que são geralmente assumidas para desenvolver só quando se tem muita experiência (Chamberlain e Coelho, 1993). Williams et al. (2004) verificaram que o treino agrupado da percepção-acção ou só da percepção reduz o tempo de resposta dos jogadores de forma significativa do pre para o post-test quando comparado com o grupo de controlo que recebeu só instrução técnica. Parece que a capacidade de antecipação pode ser melhorada através de instrução apropriada quer o principiante tenha de responder fisicamente à acção ou fazer apenas um juízo perceptivo da provável direcção do serviço do adversário.Os autores referem que se a capacidade de antecipação pode ser melhorada de igual modo com ou sem resposta motora, então umas das possíveis implicações é a de que o treino através da simulação em vídeo pode ser tão eficaz como o treino em situação real, permitindo aos treinadores fazer uso destes meios de treino. Sendo o treino das capacidades cognitivas essencial para a performance dos expert, podemos considerar que uso do vídeo interactivo para treinar a TD perceptiva no desporto se revela com vantajoso e essencial. Num outro registo sobre o treino da TD, Vickers (1999) realça a importância da formação da TD nos atletas para atingirem o alto nível de rendimento. De igual modo, considera que os treinadores devem formar os seus atletas no sentido de se tornarem mais auto-reflexivos, a tomarem as suas próprias decisões, a serem mais autónomos e, por consequência, a serem melhor preparados no treino de modo a tomarem as decisões necessárias para obterem excelentes performance em competição. A referida autora, coloca em contraste a formação em TD e a abordagem tradicional que coloca a tónica no treino das habilidades e das capacidades necessárias à performance e que encorajam pouco os jogadores a pensar e a agir de forma independente. Apresenta os seguintes “sete instrumentos da formação em tomada de decisão no atleta”: (1) prática variada; (2) prática aleatória; (3) feedback geral; (4) o questionamento; (5) o feedback em vídeo; (6) o ensino táctico “complexo na fase inicial”; (7) modelação. Em conjunto, estes sete instrumentos formam o reportório das técnicas utilizadas pelo treinador. De igual modo, Vickers (1999) refere que uma investigação extensa nos domínios da prática, feedback e instrução, demonstra que formas tradicionais do ensino e treino, chamadas colectivamente de treino comportamental (behavioral training) obtêm sucesso a curto prazo, mas que os atletas treinados exclusivamente nesses três domínios são incapazes de perform consistentemente a um alto nível a longo prazo, especialmente quando face a pressão. Grehaigne et al. (1999) apresentam um modelo didáctico designado de “pedagogia dos modelos de decisão táctica” (PMDT) o qual “postula que a intervenção dos processos cognitivos é decisiva na orientação e controle motor das acções. Ela supõe que a apresentação de sinais de referência perceptivos significativos e os princípios racionais das escolhas tácticas, organizam de forma determinante os efeitos da passagem ao acto abrangidoem termos de qualidade de execução” (Bouthier, 1986, pp.85). A ideia central deste modelo didáctico, apoiado na PMDT, repousa na hipótese que a apresentação das informações essenciais relativas à orientação táctica das acções, por exemplo num 2×2 e, de seguida, a sua execução nas unidades tácticas relativamente isoláveis do jogo permitem obter bons resultados. Brunelle (2004), privilegia o método de treino de TD para evitar que os atletas sejam tentados a infringir as regras de modo a compensar as suas dificuldades. Este treino tem como finalidade, permitir um melhor transfer das aprendizagens realizadas no treino para a situação de competição. De que forma? Através do desenvolvimento da sua inteligência estratégica em situação de jogo. Do mesmo modo que as habilidades técnicas, também a capacidade de pensar e de agir podem ser treinadas. Os estudos demonstram, que é possível desenvolver a percepção, a atenção e a capacidade em resolver os problemas no quadro do processo de treino. É precisamente o que preconiza o método de treino da TD. Acontece que muitas vezes treinamos os atletas para que eles adquiram rapidamente as habilidades técnicas, em detrimento da formação táctica.

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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

HÓQUEI EM PATINS - SER TREINADOR: 60 TAREFAS/COMPETÊNCIAS


SER TREINADOR

…Exige conhecimentos e requer experiências que ultrapassam as aquisições de uma carreira de atleta. Um excelente atleta, nem sempre terá a garantia de possuir capacidade para ensinar e, muito menos, de ser capaz de criar climas de trabalho próprios para a aprendizagem ou o treino.

A experiência do atleta é importante mas, para "ser treinador", para além da lógica do jogo e dos seus elementos, torna-se fundamental dominar a lógica pedagógica do ensino. A função de treinador implica a tomada de decisões, organizadas com base em indicadores e segundo critérios que obedecem a uma certa ordem e em diferentes domínios, como a organização do treino, liderança, estilo e formas de comunicação com os jogadores, dirigentes, árbitros, jornalistas, etc., opções estratégicas e tácticas decorrentes da observação e análise do jogo, da gestão das pressões contidas na competição, do controlo da capacidade de concentração e emoções, etc.

SER TREINADOR

…Coloca-nos perante a necessidade de desempenharmos as funções de: "Leaders"; Professores; Organizadores/planificadores; Motivadores; Guias/conselheiros; Disciplinadores;

…Exige-nos qualidades imprescindíveis tais como: Saber/conhecimento; Habilidade para ensinar; Qualidades próprias; Trabalhar em equipa; Criar clima de Sucesso;

…Subentende um constante interesse pela inovação científica, pedagógica e cultural e a recusa permanente de atitudes seguidistas ou subservientes;

…Exige uma cultura geral e específica, possibilitadora das necessárias intervenções críticas, com reflexos no desejado desenvolvimento do desporto nacional;

…Apresenta evidentes pontos comuns com a de gestor de empresa. A actividade de ambos tem a ver com a gestão de sistemas complexos em meios turbulentos, apresentando-se o treinador como um gestor operacional de uma alargada equipa de trabalho, onde lhe cumpre desempenhar uma acção decisiva em tudo o que diga respeito ao rendimento e à qualidade de intervenção dos componentes que a integram…
 Araújo, J.(1997). A atitude profissional do treinador. Treino Desportivo,(1). pp. 3-10…
  
"O Treinador não é um predestinado e, tal qual os atletas, necessita de ser detectado, seleccionado, ensinado, treinado, etc. Sem o desenvolvimento individual deste, não há rendimento possível"
Araújo, J.(1987). O treino do treinador. Horizonte, IV (22). pp. 114-119

60
«É o número mínimo de tarefas/competências que o treinador tem/deve desempenhar/fazer ou teria/deveria...»

Analisar,
Aperfeiçoar,
Aprender,
Automatizar,
Avaliar,
Colaborar,
Comunicar,
Confiar,
Conhecer,
Controlar,
Cooperar,
Criar,
Criticar,
Decidir,
Detectar,
Dirigir,
Disciplinar,
Educar,
Ensinar,
Especializar,
Estimular,
Exercitar,
Experienciar,
Formar,
Gerir,
Habilitar,
Individualizar,
Influenciar,
Informar,
Instruir,
Intervir,
Liderar,
Modelar,
Moralizar,
Motivar,
Observar,
Orçamentar,
Organizar,
Orientar,
Participar,
Planear,
Planificar,
Preparar,
Programar,
Promover,
Qualificar,
Realizar,
Registar,
Relacionar,
Repetir,
Respeitar,
Reunir,
Saber,
Seleccionar,
Sistematizar,
Superar,
Teorizar,
Transmitir,
Treinar,
Valorizar, …

Sem ORGANIZAÇÃO não há REGRAS,
Sem REGRAS não há DISCIPLINA,
Sem DISCIPLINA não há RESULTADOS,
Sem RESULTADOS não há SUCESSO (s) ...

Fonte: José Pedro Martins, prof., "O treino do Treinador - Das tarefas de gestão à gestão das tarefas", in seminário do curso de treinadores de hóquei em patins nível 3 da FPP, Coimbra, 2007.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

HÓQUEI EM PATINS: O DOM DA DEDICAÇÃO


A única coisa que separa um amador de um expert é a dedicação. Qualquer um pode ser um génio se dedicar o tempo apropriado e mantiver o foco em se aprimorar. O melhor de tudo é saber que nunca é tarde.
Sempre ouço pessoas dizendo que não começam a aprender uma nova língua ou um instrumento musical porque deveriam ter iniciado mais cedo, quando crianças. Pior, escuto pessoas extremamente capazes dizendo que não têm talento natural para uma determinada atividade. Muito provavelmente essas pessoas estão enganadas e subestimam a própria capacidade. Se você tiver 30 anos e começar a aprender piano seriamente amanhã, chegará aos 50 anos de idade com 20 anos de prática e poderá ser um prodígio. Se começar com 50, aos 70, será um dos melhores pianistas da terceira idade. A ideia de que qualquer pessoa tem o potencial para se tornar um expert ou adquirir uma habilidade tem recebido cada vez mais fundamentos científicos.
Com exceção das limitações físicas de cada indivíduo, acredita-se que os ditos “dons naturais” sejam mera consequência da capacidade de concentração em uma determinada atividade. O talento parece ser resultado direto da dedicação, ou do desejo de fazer melhor. Em teoria, qualquer pessoa com dedicação suficiente para melhorar em uma atividade ficará melhor nela com o tempo. Essa conclusão vem do trabalho do neurocientista K. Anders Ericsson, da Universidade Estadual da Flórida, nos EUA.
Anders estuda génios, prodígios e experts por mais de 20 anos. Observando o processo de aprendizagem desses “talentos”, concluiu que não basta apenas a repetição incansável, mas procurar por um nível de controle em cada aspecto da atividade escolhida. Ou seja, cada sessão é uma tentativa de fazer melhor que a anterior. A maioria dos amadores chega somente até um estágio de conforto e não dedica tempo suficiente para melhorar. A falta de ambição nos torna medíocres.


A implicação dessa observação é simples. Qualquer um determinado a gastar mais tempo em uma atividade, procurando melhorar a cada repetição, pode se tornar um expert – brilhante até. Portanto, a parte genética ou o ambiente do indivíduo não contribui mais do que para 1% do sucesso. É possível que esse 1% seja o diferencial para ser o melhor do mundo, mas não contribui para você se tornar brilhante em alguma atividade. Veja no gráfico acima que a maioria das pessoas acaba em três categorias ao começar uma atividade nova: expert, amador ou desistente. Os desistentes são aqueles que decidem que não vale a pena continuar. A classe dos amadores é intrigante, pois são os que ficam satisfeitos com o nível em que estão. Reconhecemos esse padrão quando falam “Sei que poderia fazer isso de outra forma, mas está funcionando assim então não vou mudar”. Em outras palavras, eles passaram a desgastante fase inicial e não querem entrar numa outra fase de estresse.

Ao meu ver, esse é o grande diferencial dos experts. O salto para longe do amadorismo e zona de mediocridade consiste em quebrar a barreira da paixão. A atividade fica tão prazerosa que nos apaixonamos por ela. E é esse sentimento, essa sensação que nos motiva a seguir melhorando.

FONTE: Alysson Muotri, in http://g1.globo.com/platb/espiral/2012/08/15/o-dom-da-dedicacao/