quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

HÓQUEI EM PATINS: ESTRUTURAÇÃO COMPETITIVA DA FORMAÇÃO - COMENTÁRIOS/OPINIÕES

Publicação para debate, comentários e sugestões...


Até sub-9
, ausência de competição. Primazia ao aperfeiçoamento da técnica de patinagem com e sem stick.


1ª Etapa de Competição Formativa

Sub-9: jogo 3*3 em 1/3 do campo, divididos em 3 partes de 8' corridos.
 


2ª Etapa de Competição Formativa

Sub-11: jogo 4*4 em 1/2 campo, divididos em 3 partes de 10' corridos.


3ª Etapa de Competição Formativa

Sub-13: jogo 5*5 (formal) em campo normal, divididos em 3 partes de 12', com obrigatoriedade de todos os jogadores participarem no jogo pelo menos uma parte.


4ª Etapa de Competição Formativa

Sub-15: jogo 5*5 (formal) em campo normal, divididos em 2 partes de 20'.


5ª Etapa de Competição Formativa

Sub-17: jogo 5*5 (formal) em campo normal, divididos em 2 partes de 22':30''.


6ª Etapa de Competição Formativa

Sub-20: jogo 5*5 (formal) em campo normal, divididos em 2 partes de 25'.


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

HÓQUEI EM PATINS: PARA OS TREINADORES REALIZAREM UMA BREVE REFLEXÃO


Hoje o THP publica excertos de uma entrevista do treinador de futebol Claudio Ranieri, actualmente no Leicester, líder atual do campeonato inglês de futebol.
A sua entrevista tem algumas afirmações bastante interessantes e que de um certo ponto de vista “rompem” com alguns mitos atuais. Vale a pena reflectir sobre as mesmas.

São afirmações extensíveis a todas as modalidades e a todos os treinadores. Gostávamos de obter as vossas opiniões e comentários acerca do seguinte ponto de vista deste experiente treinador:

"Os exercícios [nos treinos] são sempre renhidos. A minha ideia é que em primeiro lugar os jogadores precisam de recuperar e depois treinar. Os meus rapazes treinam muito mas não demasiadas vezes."

“Quando jogam ao sábado têm o domingo e a quarta-feira livres, fazendo um treino ligeiro à segunda e intensos à terça e à quinta-feira.

“Quando falei com os jogadores percebi que tinham receio das táticas italianas... Disse-lhes que confiava neles e que falaríamos muito pouco de táticas."

“Confio em vocês, mas têm de dar tudo. Não penso que seja a fórmula perfeita, porque o futebol não é como a química, não há regras universais. Tens de extrair o melhor do grupo que tens.

São homens livres, conscientes da sua responsabilidade."

"Aqui divertem-se. Em Itália, é difícil e treinam com menos convicção."


"Às vezes estou à mesa e fico assustado com a quantidade de comida que comem. Nunca tinha visto jogadores tão esfomeados. Das primeiras vezes surpreendeu-me, mas tive de aprender a vê-lo e sorrir. Se correm tanto, podem comer o que quiserem..."

FONTE: http://www.ojogo.pt/Internacional/interior.aspx?content_id=5021740 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

HÓQUEI EM PATINS - A IMPORTÂNCIA DA PATINAGEM NO JOVEM PRATICANTE DE H. P.


“Colocarmos um jovem atleta de hóquei em patins a competir precocemente, é a mesma coisa que colocarmos uma criança no colo de um adulto ao volante de um carro e lhe pedirmos para disputar um rally”Hélder Antunes

Hoje começamos esta publicação com esta frase de opinião pessoal. Muito se fala e escreve sobre o jovem praticante de hóquei em patins. Muito se lê e opina sobre o jovem praticante de hóquei em patins.
O jovem praticante de hóquei em patins tem de gostar da modalidade. Este é o primeiro ponto de partida para fazer carreira na modalidade. A seguir tem de dominar todas as competências e gestos técnicos da patinagem.
Se a carreira/caminhada do jovem praticante de hóquei em patins não assentar nestas duas bases, será uma questão de tempo caminhar para o insucesso na modalidade.
A competição do jovem atleta de hóquei em patins não deve ser agendada, nem programada. Deve sim, ser proporcionada quando o jovem atleta possuir um “leque” de aprendizagens de patinagem bem assimiladas. Pegar precocemente no stick, poderá dar resultados a curto prazo, poderá dar jeito a alguém, mas queimará etapas de formação ao jovem praticante, nomeadamente se a competição for exagerada antes do jovem atleta atingir um ponto de maturação.
O hóquei em patins é um desporto de elite. Não é um desporto de massas e muito menos é um desporto ao alcance de todos, quer do ponto de vista técnico, tático e porque não financeiro.
Dizer que esta ou aquela é a altura ideal para se competir é um erro. O jovem atleta deve competir quando as bases da patinagem estiverem bem adquiridas e dominadas. O restante vem na sequência da própria evolução dentro do hóquei em patins.
Se ouvimos dizer que os treinos só de patinagem desmotivam, então há que ter a noção que não é pelo facto de não ter o stick nas mãos, mas sim porque os treinos de patinagem não são motivadores e talvez as metodologias aplicadas não sejam as mais adequadas. O resto é conversa de pai “apressado”.
Há jovens atletas que necessitarão de dois, três ou mais anos somente a patinar e a aperfeiçoar gestos técnicos da “arte” de bem patinar. Eles (os jovens) é que marcam o seu ritmo de aprendizagem e não nós adultos. A única certeza que temos é que são necessários muitas centenas de quilómetros a patinar antes de "entrar" na competição mais a sério.
Cabe aos treinadores de hóquei em patins gerirem tudo isto e serem competentes para tal, cabe aos pais mentalizarem-se para esta realidade, cabe aos clubes trabalharem e orientarem-se neste sentido e cabe aos atletas gostarem e marcarem o seu ritmo de aprendizagem no hóquei em patins.
Se o caminho seguido não for este, poderemos andar a brincar à formação de atletas de hóquei em patins. Podemos aumentar a quantidade de atletas praticantes, mas não estamos certamente a aumentar a qualidade. O hóquei em patins requer muita qualidade e não é um desporto para todos. É só para alguns!

Até os que serão guarda redes terão de saber patinar bem…

FONTE: Opinião pessoal de Hélder Antunes