quinta-feira, 31 de março de 2016

O TREINADOR QUE NÃO SABE COMUNICAR...NÃO PODE TREINAR - II


«Em tempos escrevi para o jornal Record um artigo que tinha como temática principal da comunicação e da sua enorme importância para quem era treinador. A questão a limpar já é: todos nós comunicamos. É um processo bastante natural e por isso, para lá da comunicação intrapessoal, acabamos sempre por comunicar com os outros à nossa volta, seja voluntária ou involuntariamente. 

Costumo afirmar que o treinador não joga, mas participa (e muito) diretamente! E a sua comunicação tem um peso preponderante na acção dos seus atletas. Participa activamente durante os treinos e nas conferências, lidera os atletas, gesticula, fala com os atletas individual ou colectivamente, aponta, dá o exemplo, mas não pode ser ele a executar os movimentos técnicos ou tácticos durante a competição. Logo exige-se que consiga transmitir o que quer de forma muito eficiente. 

Alguns estudos afirmam mesmo que a relação e a comunicação que o treinador constrói com os seus atletas tem um peso enorme no desempenho dos atletas e das equipas. 

Porque os atletas, de forma consciente ou inconsciente, também podem estar sempre a observar e a tirar as suas conclusões. E isto passa pela gestão do próprio treinador do seu impacto comunicacional e pela importância que o mesmo assume.

A comunicação é o que as pessoas realizam para trocarem informação entre si, utilizando sistemas simbólicos e processos para alcançarem esse objetivo. O treinador que até possa saber muito de tática, se não conseguir transmitir essa informação que recolhe para os seus atletas ou adjuntos, de nada vale, porque essa informação só será útil para uma pessoa, que não joga, o treinador. Necessita de transformar essa informação em acções e, para isso, tem de explicar aos outros o que é necessário que se faça. Não como ele entenderia mas como os atletas entenderão! 

Não é fácil alterar os nossos hábitos comunicacionais, nem comportamentais. Mas não querer arrasa qualquer possível alteração. É interessante verificar que alguns treinadores não mudam a sua forma de comunicar e ainda obrigam que sejam todos os outros a adaptar-se a ele. 

Acrescenta-se que numa equipa e num jogo é importante ter presente que todo e qualquer comportamento é comunicação. Qualquer comportamento ou ausência de comportamento irá proporcionar um outro comportamento que bem interpretados são ferramentas muito importantes para quem lidera e também para os próprios atletas no seio das equipas. 

É também verdade que o treinador autoritário foi prevalecendo, até porque interessava apenas dizer aos atletas quais eram as tarefas a executar e com isto a comunicação utilizada era outra. Com isto resultaram jogadores com pouca capacidade de decisão, dependentes do treinador e das suas soluções. Actualmente a ênfase da aprendizagem é colocada na necessidade de proporcionar momentos de problematização ao atleta e de favorecer a autonomia decisional. E o treinador passou a ser visto como um facilitador do processo de aprendizagem, com estratégias de instrução, como o questionamento para desenvolver a consciência táctica e a compreensão do jogo, o desenvolvimento de afectividade e a responsabilização dos atletas no cumprimento das tarefas, para fomentar no atleta o comportamento prospectivo em detrimento do meramente reactivo. E aqui a comunicação necessária é muito, mas mesmo, muito diferente.»

FONTE: Rui Lança, in 
http://coachdocoach.blogspot.pt/2015/11/o-treinador-que-nao-sabe-comunicarnao.html

quinta-feira, 24 de março de 2016

HÓQUEI EM PATINS - O PAPEL DA OBSERVAÇÃO DE ADVERSÁRIOS NO TREINO


Actualmente muito se tem falado no scouting de adversários.  

Qual a finalidade do conhecimento da própria equipa e da equipa adversária? Será este conhecimento suficiente para ultrapassar o adversário? Será que informar os jogadores dos pontos fortes e fracos é suficiente para ganhar ao adversário? Existem treinadores que defendem que se deve jogar sempre da mesma forma seja qual for o adversário, outros mantêm o seu modelo de jogo alterando apenas alguns movimentos de forma a superar os pontos fracos e a minimizar os pontos fortes do adversário. Por fim existem treinadores que alteram constantemente a sua forma de jogar consoante o adversário.

Sabe-se, entretanto, que um modelo de jogo de uma equipa é muito difícil de cimentar uma vez que é preciso tempo para trabalhar todos os movimentos, todas as coordenações entre uma equipa.

Sendo assim, depois de um modelo de jogo estar mais ou menos bem adquirido (um modelo de jogo nunca está acabado) existe uma melhor coordenação por parte da equipa, que pode desaparecer quando se altera o sistema ou o próprio modelo de jogo.

A observação do adversário tem como objectivo conhecê-lo, de forma anular os pontos fortes deste e tirar proveito dos pontos fracos e assim alcançar o objectivo principal, ganhar.

Como se percebe, é impensável alterar um modelo de jogo constantemente uma vez que se perde todas as coordenações e ligações entre os jogadores que tanto tempo levam para se consolidarem. Neste sentido, parece evidente que ao defrontar um adversário não se deve aniquilar os processos da equipa já previamente trabalhados, mas sim alterar alguns movimentos da mesma.

Nesta lógica, assume total importância o treino. É no treino que devem ser produzidos exercícios para conseguir o objectivo de ultrapassar o adversário. O treino deverá traduzir uma simplificação da realidade do jogo que se quer para defrontar o adversário, ou seja, os exercícios devem ter em conta a estratégia e os movimentos que a equipa deve fazer para tirar partido dos pontos fracos e anular os pontos fortes do adversário. Acrescentando ainda que se potencialize as características dos nossos jogadores consoante o modelo de jogo da equipa.
Assim, uma vez que os exercícios melhoram a relação interpessoal, as coordenações entre os jogadores e aquilo que se pretende para o jogo, é impensável querer que a equipa jogue um futebol mais vertical e em profundidade se durante o treino o treinador realiza exercícios para trabalhar a circulação lateralizada.

É preponderante que o observador e o treinador consigam coordenar bem o seu trabalho, para que possam relacionar da melhor forma as observações efectuadas pelo observador e os exercícios que são realizados pelo treinador durante a preparação do jogo. A verdade é que um observador pode ser o melhor do mundo mas se o treinador não conseguir aplicar o que obteve da observação do adversário durante o treino não vai retirar nenhuma vantagem.

FONTE: Tiago Patita, in http://www.wicoach.net/?st=articles&id=89


terça-feira, 15 de março de 2016

PORQUE UM TREINADOR NÃO DEVE GRITAR COM OS JOGADORES!


¿Aprende algo un niño o una niña cuando su equipo machaca al rival por 10-0? ¿Sirve para su educación que cada fin de semana le rodeen los chillidos, insultos y pitidos que a veces acompañan a los partidos de fútbol? ¿Qué puede aportarle el deporte a un chaval que luego le sirva para el resto de su vida?

Vicente del Bosque, Toni Nadal, Edurne Pasaban, Theresa Zabell, Carlos Sainz, Enhamed Enhamed, Almudena Cid, Pepu Hernández, Nina Zhivanevskaya y Joan Lino Martínez contestan a esas preguntas en Prohibido Gritar (Turpial), un libro escrito junto a Juan José Mateo en el que también recuerdan sus triunfos y derrotas, además de las anécdotas que les hicieron reír y llorar mientras competían. A partir de sus testimonios, recopilamos estas cinco razones por las que un entrenador haría mejor en no gritar durante los entrenamientos y los partidos:

1. Porque todo se pega. Los niños aprenden muchas cosas por imitación. Eso se aplica a los buenos ejemplos, pero también a los malos. “A mí me preocupa que mis hijas cojan lo que más puedan de todo el baloncesto, de todo el deporte, y que no se les pegue nada malo”, asegura José Vicente Pepu Hernández, el seleccionador que llevó a España a ser campeona del mundo. “Que no se les pegue un exceso de egoísmo, que no se les peguen malos gestos, tanto técnicos como de mala educación”, enumera.
El técnico extiende su advertencia a los padres. Corren el peligro de ser “tóxicos” para sus propios hijos si les presionan en exceso. Y recita: “Están los padres que gritan mucho, los que expresan su frustración de no haberlo conseguido [jugar al baloncesto] y los que no ven que su hijo no tiene por qué ser como su hijo mayor. Eso no lleva más que a muchísimos fracasos. Eso es insoportable”. “No hay nada peor para eliminar a un deportista que tenerlo malcriado o maltratado”, asegura Joan Lino Martínez, bronce olímpico en Atenas 2004. “Malcriado no, porque al final el deportista se crece, se aploma y se queda en el mismo sitio. Y maltratado tampoco, porque no está a gusto”.

2. Porque Vicente Del Bosque no lo haría. “Ya no hay el tío que sube a la tarima y desde ahí parece que es superior a los demás. No es así. El liderazgo compartido debe existir en todos lados”, cuenta en el libro Vicente Del Bosque.
“Un entrenador necesita de la inspiración de los que están con él. Las relaciones son una cosa vital para obtener el éxito. Es muy difícil que un equipo funcione sin que haya unas relaciones cordiales”, asegura. Y enseguida, con una sonrisa de medio lado, sentencia: “Soy refractario a todo tipo de manifestaciones exageradas. Yo no soy quién para decirle a un entrenador lo que tiene que hacer, pero ese entrenador que está en el área técnica todo el rato corriendo parriba y pabajo, pues tío, no me gusta”.
El consejo no lo da cualquiera. De las 10 personas más valoradas de España, cinco son deportistas. De estas cinco, una es Del Bosque. Este es parte de su amplio palmarés como entrenador: una Eurocopa y un Mundial con España; dos Copas de Europa y dos Ligas con el Real Madrid…

3. Porque impide que el niño se exprese tal y como es. ¿Serías capaz de dar lo mejor de ti mismo si te están gritando todo el rato? ¿Te mostrarías como realmente eres, o te protegerías? Pues eso: los chillidos a veces silencian a quien los recibe.
“Creo que el error está en decirle a un hijo que tenga que ser como otro”, cuenta Almudena Cid, la mejor gimnasta de la historia de España. “No, sé tú mismo”, receta. “¿Qué tienes tú que no tienen los demás? Seguramente ese niño sea muy tímido en su vida privada. Y luego sale ahí y se transforma, como los artistas, como la gente del teatro. Hay muchos casos en los que dices ‘ostras, le veo tímido y luego [compitiendo o entrenando] es otra persona’. Pues déjale. Es su vía de escape, es su manera de sacar lo que tiene”.
Hernández, exseleccionador de baloncesto, está de acuerdo: “He visto muchos chavales que son tímidos, que son gorditos, que no están acostumbrados a relacionarse en un grupo, y que cuando entran en un deporte de equipo tienen una evolución asombrosa, en lo físico y en lo emocional”.

4. Porque para ganar primero hay que saber perder. Esto dice Theresa Zabell, doble campeona olímpica en vela. “Todos aprendemos a perder, porque para llegar a ganar hemos perdido muchas veces. El camino hacia la victoria está plagado de derrotas”, razona.
Gritar a alguien por una derrota pone el acento en el lugar equivocado: solo resalta el resultado negativo. Tanto grito impide aprovechar el marcador para identificar los fallos a corregir para conseguir más adelante una victoria. Esas derrotas, además, ayudan también en otros ámbitos de la vida, como los estudios: “Te ayuda para los exámenes en el colegio, porque aprendes a controlar los nervios y aprendes a centrarte más”, comenta Nina Zhivanevskaya, campeona mundial y medallista olímpica en natación. “Los niños se concentran más en los exámenes y son más fuertes a la hora de fracasos. Saben aguantar mejor un fracaso”.
Edurne Pasaban, la primera mujer en escalar las 14 montañas de más de 8.000 metros que hay en el mundo, coincide: “Para mí la gran equivocación es que nos inculcan que el objetivo es tener éxito en una cosa… Y el objetivo es ser feliz en el camino que tú vas a recorrer”. Y remata Enhamed Enhamed, campeón paralímpico en natación: “Las medallas son la excusa para llegar a un punto. Lo importante siempre es la persona en la que te conviertes”.

5. Porque hay que aprender a ponerse en el lugar del otro. “Cuando metes un gol es porque alguien está sufriéndolo, y creo que se debe ser considerado”, dice Vicente Del Bosque sobre las celebraciones excesivas que se ven en los campos de fútbol.
¿Qué mejor manera de practicar la empatía que compitiendo contra un rival? ¿O con tus compañeros de equipo? La empatía es clave para entender las necesidades de los que tienes a tu alrededor y ser mejor líder, mejor jefe, mejor pareja. Para saber lo que buscan tus clientes, y saber proporcionárselo. Y el deporte permite ejercitar la empatía como cualquier otro músculo del cuerpo. Sin embargo, los gritos del entrenador, de los padres, o del público rival, son lo contrario. En lugar de ponerse en el lugar del otro, se centran en sus necesidades.

“Yo tengo dos hijos que juegan al fútbol, y les tengo prohibido las celebraciones en los goles”, resume Toni Nadal, que ha visto desde el banquillo cómo su pupilo y sobrino Rafa ganaba 14 títulos del Grand Slam. “No me gusta que se crean ya profesionales con 10 años. Curiosamente ellos lo entienden mal y lo que hacen es no marcar goles”, bromea.


segunda-feira, 7 de março de 2016

HÓQUEI EM PATINS - GERIR O ERRO


«"Um artigo que fala no equilíbrio emocional e na gestão do erro, principalmente nas camadas jovens. Há muito que a escolha do treinador devia ser um processo minucioso... Porque todos os grupos e as individualidades que os compõem são diferentes, logo a escolha deve ser a melhor possível. Nem todos são ideais para os seniores ou camadas jovens, da mesma forma que nem todos são ideias para equipas de formação, onde por exemplo os jogadores apenas se querem divertir e praticar desporto. Se numa equipa destas for colocado um treinador que visa mais o rendimento do que a diversão e o ensino, o resultado pode ser devastador. Tanto para os jogadores como para o treinador..."

La confianza es un elemento básico para afrontar cualquier reto personal o colectivo. Incidir en la correcta gestión de los errores, de las emociones, de la presión, saber cómo afrontar adecuadamente la responsabilidad, son aspectos fundamentales a la hora de encarar un proceso de aprendizaje y determinan la consolidación adecuada de los contenidos. También lo es avanzar hacia procesos cada vez más personalizados para seleccionar correctamente el estilo de dirección y la interacción comunicativa, siempre pensando en buscar el máximo beneficio para el receptor. Porque no hay que tratar a todos por igual (respeto a la diversidad), pero sí garantizarles las mismas oportunidades (respecto a la igualdad).

Esta máxima es útil para todos los procesos formativos, también a los que van ligados a las diversas actividades deportivas.
(…) todos los factores enumerados hasta ahora: “El fútbol es un estado de ánimo”. Y la base de este estado de ánimo tiene como pilar unos niveles adecuados de autoestima, lo que nos lleva a la clave de todo el entramado: la capacidad de los formadores para tener el grado de tolerancia adecuado en función de la edad y de las exigencias de los deportistas.

Primero, porque unos márgenes generosos de tolerancia permiten a los jóvenes jugadores disfrutar de un nivel de exploración suficientemente amplio para poder experimentar por ellos mismos las consecuencias y, al mismo tiempo, el valor pedagógico de los errores. Si los educadores limitan mucho el margen de acción, anticipan soluciones, coartan la creatividad o negativizan y estigmatizan el error pueden aparecer inseguridades e inhibición. El trabajo para desterrar el miedo al error es muy importante para permitir la progresión de los deportistas y que tengan el plus de tranquilidad y serenidad necesario para atreverse a expresar su personalidad y creatividad. En los deportes de equipo, además, también se debe encontrar el equilibrio entre el yo y el nosotros. En estos deportes es decisivo ofrecer las herramientas para identificar cuáles son las cualidades y los recursos que tiene cada jugador y mostrar de qué manera se complementan, como se combinan mejor en beneficio del equipo.

Todo este trabajo, sin embargo, no solo recae en los formadores, sino que también debe tener como protagonistas activos a los integrantes del entorno de nuestros jóvenes. Cada uno de estos protagonistas juega un papel determinado y determinante, desde el ámbito familiar hasta los medios de comunicación, pasando por las actitudes de los aficionados que asisten a los eventos deportivos o una vertiente marcadamente pedagógica en los árbitros, especialmente en los de categorías de futbol formativo. Si se consiguen sentar estas bases de autoestima y confianza en los propios recursos de los jóvenes deportistas, no solo mejorarán su rendimiento, sino que sabrán gestionar las derrotas y reconducirlas, no hacia la frustración, sino como un elemento motivador más para mejorar.»

por: Martí Ayats.

FONTE: http://www.wicoach.net/?st=articles&id=100