quinta-feira, 27 de outubro de 2016

HÓQUEI EM PATINS: TREINADOR DE JOVENS NOS DIAS DE HOJE


SER TREINADOR DE JOVENS

Ser treinador de jovens significa ter grandes responsabilidades na formação pessoal destes. Através da sua atuação perante eles, o treinador tem influência sobre o seu desenvolvimento desportivo e ainda no seu desenvolvimento pessoal. O treinador tem que desempenhar vários papéis: dirigir, orientar, ensinar, demonstrar, corrigir, aprovar, estimular, motivar e ainda ser sensível às realidades de cada jovem. Não basta desenvolver os jovens desportivamente. É, sim, fundamental desenvolver as capacidades e qualidades inerentes a um ser humano.

O treinador deve estar sempre atento ao comportamento, ao desenvolvimento das tais capacidades e qualidades, à formação de carácter, ao estado de espírito e ao ambiente envolvente de cada jovem. 

Estes aspetos a meu ver, são os mais importantes que um treinador deve ter em conta quando pensa em lidar com jovens. O treinador deve ser sensível a cada um deles pois eles são todos diferentes, requerem diferentes atenções e não podemos deixar ninguém de parte. 

Ao trabalhar com estas idades não podemos encarar o sucesso desportivo da mesma maneira que se encara com adultos. Ao trabalharmos com estas idades o nosso sucesso depende daquilo que conseguimos atingir com cada jogador individualmente.

O treinador não deve dar importância a se ganham ou perdem jogos. Deve sim valorizar seu trabalho, ao ver que conseguiu que os seus jogadores evoluíssem, e reforçar esse mesmo trabalho, tanto na técnica individual e de equipa como nos valores sociais e morais. Cabe a este conseguir que eles ganhem esses conceitos de cooperação e amizade uns pelos outros, estando sempre disponíveis para se apoiarem. Conseguir um grupo estável, harmonioso e “feliz” deve ser um dos grandes objetivos do treinador em conjunto com a introdução dos conceitos básicos da modalidade.

OS JOVENS DOS DIAS DE HOJE

Vivemos numa sociedade em que as novas tecnologias predominam. Internet, consolas, computadores, um mundo sem fim de entretenimento a poucos segundos de nós. Quantos do nossos jovens não preferem ficar em casa a ver televisão ou a jogar computador em vez de irem dar um passeio com os pais ou até jogar à bola com os amigos?

É por vivermos nesta sociedade que é importante que, sempre que aparecem crianças novas nos nossos treinos, as acolhamos e as consigamos motivar a voltarem no próximo treino.

A grande dificuldade em hoje em dia lidarmos com esta geração é a grande disponibilidade e oferta de outros meios à diversão. Por exemplo: se uma criança que vai pela primeira vez a um treino em que o treinador, na ótica da criança, lhe está a exigir demasiado, ela no final vira as costas sem hesitar pois sabe que ao menos a jogar computador ninguém a chateia.

É preciso a tomada de consciência da nossa realidade. Há poucos jovens a quererem praticar desporto e se os assustamos logo no primeiro treino exigindo mundos e fundos ficamos sem nenhum!

Há que perceber também que nestas idades eles têm a mentalidade: “Eu vou para onde o meu amigo estiver.”, o que nos acresce à responsabilidade de conseguirmos motivar todos de igual forma mesmo que para isso tenhamos que utilizar “táticas” diferentes para cada jovem. A forma como se motiva um jovem com grandes capacidades técnicas e atléticas não pode ser igual à forma como se motiva alguém com dificuldades coordenativas e técnicas.

Os jovens devem sentir PRAZER na sua prática desportiva.


FONTE: Andreia Sofia Monteiro Teixeira, in curso de treinadores nível I de Basquetebol. Ligação

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

HÓQUEI EM PATINS: TREINO ESPECÍFICO DE GR - OUVIR E REFLETIR

Cómo me di cuenta que el EP integrado es el más efectivo




Cómo entrenar al portero sin ser un especialista


FONTE: OKPORTERS

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

HÓQUEI EM PATINS - ANSIEDADE / NERVOSISMO, SIM? NÃO? TALVEZ?


Muitos treinadores de hóquei em patins por diversas vezes afirmam que “trabalham” de tal forma o lado mental/psicológico dos seus atletas e equipas, que a determinada fase da época encaram qualquer jogo sem o mínimo de “ansiedade” ou “nervosismo”, independentemente da importância do jogo.
Respeitando esse tipo de afirmação e de trabalho, penso que poderá não ser assim tão benéfico quanto isso os atletas “terem ausência de ansiedade e de nervosismo”.
Passo a explicar a minha opinião, enquanto treinador de hóquei em patins, baseado na minha experiência neste âmbito e com alguns conhecimentos científicos adquiridos.
Primeiramente, não sei se é possível “eliminar” por completo os índices de ansiedade. Não é fácil ter indicadores valoráveis da ansiedade e podem também os atletas conseguirem ocultar esses mesmos valores e demonstrarem uma coisa que realmente não estão a sentir no seu interior.
Seguidamente, enquanto treinador “não gosto” de atletas que não sejam nervosos ou nervosas. Devem saber controlar esses índices, ou eu devo orientar o meu trabalho e planeamento para ajudar os atletas e a equipa nesse campo, mas nunca “eliminar” o nervosismo.
Sou apologista que a “ansiedade” e o “nervosismo” (aqui estou a separa-los, mas penso que até são a mesma coisa em muitas situações) fazem bem aos atletas e às equipas de hóquei em patins, porque os ajudam a elevar os índices de concentração, de perfeição e acima de tudo ajuda a que se superem para que todos possamos atingir os objetivos.
Para concluir, diz a minha experiência que se os atletas tiveram “lá a ansiedade/nervosismo”, conseguem-se melhor “resultados” no âmbito da elevação dos índices de concentração, motivação, auto controlo, visualização e auto confiança. Ajuda a que todos os intervenientes se mantenham mais empenhados na tarefa e no que é proposto. O medo de errar e/ou de perder também tem o seu lado positivo.

Tudo depende sempre do tipo de atletas que dispomos, desse mesmo grupo de atletas enquanto equipa de hóquei em patins e da forma como eu treinador trabalho e planeio a vertente psicológica.  

FONTE: Opinião pessoal de Hélder Antunes