segunda-feira, 25 de setembro de 2017

ATENÇÃO E CONCENTRAÇÃO


CONCEITO E PERSPECTIVAS DA ATENÇÃO E DA CONCENTRAÇÃO

Apesar de muitos utilizarem a atenção e a concentração como sinónimos convém de ambos sejam definidos de forma clara:

- Atenção: forma de interacção com o meio ambiente, em que o sujeito estabelece contacto com os estímulos relevantes da situação no presente momento.

- Concentração: manutenção das condições atencionais por um determinado tempo mais ou menos duradouro, de acordo com o que a situação que estamos a enfrentar assim o exige.

Para a explicação da atenção e da concentração devemos ter em linha de conta as seguintes perspectivas:

a) Perspectiva Cognitiva: é a mais utilizada e defende a ideia que o atleta recebe estímulos do meio ambiente, que os processa e que explicam a forma como o atleta responde a essas situações. Ao nível desta perspectiva os 3 aspectos que mais foram estudados foram:
- Selectividade atencional: o atleta selecciona apenas a informação relevante para si e que traz benefícios, rejeitando toda a restante informação;
- Capacidade atencional: esta capacidade complementa a anterior, uma vez que é difícil um atleta estar concentrado em duas coisas ao mesmo tempo. O atleta converte de forma automática certas destrezas;
- Activação ou alerta atencional: este terceiro elemento desempenha um papel relevante na perspectiva do processamento da informação que faz referência à relação entre o nível de activação, nível de alerta do atleta e a sua atenção.

b) Perspectiva Social: desta perspectiva estudou-se o efeito que têm os estímulos distractores e as diferenças individuais na atenção do atleta (esforço, sofrimento, ansiedade…)

c) Perspectiva Psicofisiológica: define a existência de variações nos registos psicofisiológicos que permitem estabelecer o grau atencional dos atletas antes e durante a competição.

MELHORIA DA ATENÇÃO E DA CONCENTRAÇÃO NOS ATLETAS

A melhoria da atenção e da concentração centram-se a dois níveis: treino e competição.

Ao nível do treino: é conveniente que nos treinos sejam introduzidas actividades que permitam que os atletas melhorem a sua atenção e concentração. No entanto, estas actividades ou programas de treino não devem alterar as restantes rotinas de treino. Aqui torna-se fundamental o treinador possuir um amplo conhecimento, bem como alguns procedimentos como visualização/ensaio mental e outros mais, uma vez que é uma “peça-chave” em todo o processo.

Ao nível da competição: para que os atletas adquiram mais sucesso e melhores resultados neste âmbito é importante a utilização de técnicas úteis tais como: estabelecer objectivos (individuais e colectivos); estabelecer rotinas pré-competitivas e competitivas: controlar o nível de activação, usar palavras-chave; controle visual e concentração no mesmo.

Compreensão do Modelo

Este modelo parte de que a interacção do atleta com cada situação específica se produz com uma série de passos que vão desde a percepção inicial até a concretização da tarefa.

O primeiro passo para o atleta é analisar, mediante os seus sentidos, tudo aquilo com que entra em contacto através da percepção (o que se diz, o tacto do material, o ambiente envolvente, etc.). Uma que se focaliza a atenção nestes estímulos durante um período de tempo, podemos falar de concentração.

Em cada uma das situações podem-se diferenciar dois tipos de estímulos:
a)    Estímulos Dominantes (ED): são os estímulos que ocupam o lugar principal da atenção do atleta;

b)    Estímulos Flutuantes (EF): são os estímulos que podem aparecer e/ou desaparecer na situação em que se encontra o atleta. Podem ser divididos em dois tipos, segundo a intensidade e a procedência:
- Intensidade: podem ser EF de alta intensidade que depois se convertem em ED ou EF de baixa intensidade, que permitem continuar com a tarefa principal que o atleta está a realizar e raramente se convertem em ED.
- Procedência: podem ser EF do tipo externo (por exemplo um som exterior) ou EF do tipo interno (nossos pensamentos)

Os ED e os EF estão presentes em qualquer actividade desportiva. É importante os atletas aprenderem a conviver com eles, discernindo bem quais os ED relevantes para o treino e competição e dominando os EF para que não afectem negativamente os seu rendimento.

Neste modelo, as tarefas podem ser tarefas de aprendizagem ou tarefas automáticas e que podem requerer concentração alta, média ou baixa.

Tarefas de Aprendizagem são aquelas em que o atleta deve centrar-se totalmente nos ED, mas onde os EF podem afectar a sua aprendizagem, como por exemplo um atleta quando está a ouvir instruções do seu treinador, centra-se em fazer algo melhor que um seu companheiro de equipa e provavelmente irá esquecer-se de algum movimento que o treinador está a pedir. Tarefas Automáticas são aquelas que requerem que se mantenha o ED até um certo nível, permitindo uma margem para que se possa utilizar EF de baixa intensidade sem que interfira na tarefa, como por exemplo ajustar um equipamento.

Neste modelo, verifica-se que as diferenças individuais são tidas em conta e essenciais para o modelo. Parte-se do princípio que cada atleta poderá ter mais ou menos capacidade de concentração, dependendo esta da aprendizagem que os atletas obtiveram ao longo da sua carreira. Aos atletas que apresentam deficits atencionais a este nível aconselha-se que sejam resolvidos com um programa de treino adequado.

FONTE: Hélder Antunes, trabalho realizado no âmbito do Mestrado em Investigação em Atividade Física, Desporto e Saúde.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

FORMAÇÃO ESPECÍFICA PARA TREINADORES DE HÓQUEI EM PATINS - AP PORTO: 1,2 UC


A Associação de Patinagem do Porto, informa todos os treinadores de hóquei em patins que irá levar a cabo uma Formação Especifica, creditada pelo IPDJ. 

Datas/Horas: 29 de setembro de 2017 – das 20:00 às 24:00 horas e 30 de setembro de 2017 – das 09:00 às 13:00 horas

Local: Sede da AP Porto

Tema: Monitorização do Treino Desportivo, hóquei em patins

Unidades de Crédito: 1,2

Preletores Prof. Miguel Camões e Prof. Hélder Antunes

Convidados: Carlos Amaral, Selecionador de Inglaterra de hóquei em Patins; Dr. César Leão, Nutricionista do Paços de Ferreira, Mestre em Treino Desportivo; Dr. Bruno Matos, S&C Coach, Mestre em Treino Desportivo.

Objetivos: Promover a Formação continua de Treinadores Hóquei em Patins; Dotar os treinadores de conhecimentos nas diferentes dimensões da conceção do treino de hóquei em patins – estruturação da prática (masc. e fem.); 
Discutir modelos de periodização e planeamento; Descrever critérios de observação, determinantes de performance e deteção de "talentos"; 
Discutir o planeamento e periodização do treino de força em jovens hoquistas.

Valor/Inscrição: 10,00 €. Pagamento na secretaria da APP ou antes do início da Ação. Inscrições limitadas a 90 participantes.


Impresso para a inscrição: Clicar na imagem seguinte e descarregar a circular n.º 007/2017


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

FORMAÇÃO PARA TREINADORES DE HÓQUEI EM PATINS

Formação Online - 2,6 UC

Para mais informações clique na imagem

https://www.treinadores.pt/pt/informacoes/noticias/398-formacao-online-para-treinadores


Formação em Coimbra: 7 de outubro 2017 - 1,6 UC

Para mais informações clique na imagem


Formação em Turquel: 1 de outubro 2017 - 1 UC
Formação no Porto: 5 de outubro 2017 - 1 UC
Formação em Vila Real: 14 de outubro 2017 - 1 UC

Para mais informações clique nos links




Informação acerca da declaração de Tutor de Estágio para efeitos de revalidação do Título Profissional de Treinador de Desporto

Clique na imagem



Para aceder a todas as formações acreditadas para a renovação doTítulo Profissional de Treinador de Desporto

Clique primeiro na imagem e posteriormente em 

Lista de Ações de Formação Contínua Certificadas - Consultar


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

O HÓQUEI EM PATINS E O CANADÁ


Muitos olham para a América do Sul como um alvo apetecível para a “expansão”/”aposta” da internacionalização do hóquei em patins.
Eu, sou da opinião que devemos olhar mais para cima e ir à América do Norte, concretamente ao Canadá. Ideia disparatada? Sim, pode ser, mas vendo os prós e os contras, os prós ganham aos contra.
O Canadá é o país do hóquei no gelo (sobretudo no inverno) e do lacrosse (sobretudo no verão). Curioso é que ambas as modalidades se jogam com um stick e um bastão (similar ao hóquei). Será que dá para entender que os canadianos gostam de desportos onde se utilizam um “objecto” para manusear a bola? Penso que sim. Falta aqui encaixar uma modalidade que dê para ser disputada ao longo de todo o ano. O hóquei em patins pode ser essa modalidade.
O potencial económico do Canadá é imenso. Fazem parte do G8, uma das nações mais ricas do mundo. Estão divididos em 10 províncias, o que até pode ser bom para a tentativa de implementação de uma nova modalidade forte. Facto é também no Canadá que existem em quase todas as modalidades uma liga profissional, não fazem a coisa por menos. Têm menos modalidades que muitos outros países, mas as que têm, são profissionais. Que assertivo seria haver uma liga profissional de hóquei em patins no Canadá.
A juntar a tudo isto, falamos de um país com cerca de 36,29 milhões de habitantes, com uma área terrestre que é a quarta maior do mundo, onde as principais cidades são Toronto, Montreal e Vancouver. Provavelmente as melhores cidades para apostar na implementação do hóquei em patins. Um dado curioso e pertinente é que por exemplo em 2016 haviam 550.000 luso canadianos (cerca de 2% da população).
Para terminar e não menos importante é o facto do Canadá possuir imensas fábricas de fabrico próprio de material de hóquei no gelo. Fabrico este que pode ser perfeitamente adaptado ao fabrico de material de hóquei em patins.


Publicação de índole pessoal, que provavelmente só terá concordantes dentro de uma ou duas décadas…

Hélder Antunes

segunda-feira, 24 de julho de 2017

FÉRIAS 2017 - ATÉ SETEMBRO...


Como é habitual, o blog THP - Treinadores de Hóquei em Patins, entra no seu habitual período de férias. Até setembro não haverá novas publicações, no entanto, convidamos todos os leitores a reverem algumas das nossas publicações. Para ajudar na pesquisa sobre o tema que pretendem consultar, podem utilizar a nossa barra "ETIQUETAS", que se encontra do lado direito do blog.
Prometemos retemperar energias e voltar em força para a nossa 12ª época consecutiva a publicar neste blog. 
Blog THP, provavelmente o blog português de hóquei em patins mais antigo a realizar publicações de forma consecutiva... Desde 2006.
Boas férias a todos... 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

FORMAÇÃO DE TREINADORES DE HÓQUEI EM PATINS - NÚMEROS QUE NÃO VALEM NADA

(Foto retirada e adaptada da FPP)

Os dados e os números que seguidamente são apresentados não têm qualquer relevo, significância ou carácter científico. O valor é atribuído por cada leitor e são passíveis de todas as críticas e risotas.
Durante 4 meses recolhemos opinião de muitos treinadores de hóquei em patins (122 no total), do norte aos arquipélagos. Tudo treinadores de renome na modalidade, pois em nosso entender, todos os treinadores de hóquei em patins são treinadores de renome, uma vez que sem a sua dedicação e carolice a modalidade não existiria da forma como existe. Muitas pessoas ainda não perceberam a importância do treinador de hóquei em patins na modalidade. Esta opinião foi recolhida pela via presencial e online.
Não podemos tirar quaisquer conclusões disto, mas podemos tirar ilações para não sermos surpreendidos com lições.
Vamos aos números que não são convertidos em percentagens, senão poderia assustar um pouco.

N = 122

- 118 treinadores não concordam com a forma como se processam as renovações dos títulos profissionais de treinadores

- 95 treinadores acham que as formações de renovação dos títulos profissionais de treinadores têm custos insuportáveis

- 43 treinadores não realizaram quaisquer unidade de crédito

- 39 treinadores pensam seriamente em abandonar a atividade de treinador já no inicio da época 2017/2018

- 58 treinadores já realizaram mais de 5 unidades de crédito até Junho de 2017

- 27 treinadores pensam em realizar as 10 unidades de crédito até 2018 e depois da renovação, cessar a atividade de treinador de hóquei em patins

- 12 treinadores perspectivam realizar várias renovações do título profissional de treinador

- 105 treinadores desejariam ter mais formações especificas da modalidade

- 97 treinadores consideram que as ações creditadas são um negócio e não uma forma de melhorar a formação dos treinadores de hóquei em patins

Aconselhamos os leitores a não realizarem as proporções para percentagem, porque os números aí obtidos poderão assustar um pouco. Relembramos novamente que estes números não têm quaisquer validade.
Adicionalmente informamos que os 122 treinadores são todos de nacionalidade portuguesa e a exercer a atividade de hóquei em patins.
A questão que será interessante analisar é se o número de treinadores de hóquei em patins a partir de 2018, em atividade, irá aumentar, diminuir ou manter-se igual, tendo em conta o número atual (nacional) de equipas e clubes…


FONTE: Blogue THP

domingo, 9 de julho de 2017

ÍNDICES DE ACTIVIDADE FÍSICA EM ALUNOS QUE PRATICAM PATINAGEM NO CONTEXTO ESCOLAR.


BREVE INTRODUÇÃO

O presente estudo mediu os Índices de Actividade Física (IAF) dos alunos praticantes de Patinagem (sobre rodas) no âmbito do Desporto Escolar.
Os objectivos deste estudo foram os seguintes: (1) Caracterizar o Índice de Actividade Física em Patinadores Escolares; (2) - Verificar a diferença dos Índices de Actividade Física dos Praticantes de Patinagem Escolar em função da prática desportiva extra-escola, do sexo, do tempo de prática, da idade e do ano e nível de escolaridade.
A amostra foi constituída por alunos praticantes de Patinagem no âmbito do Desporto Escolar, com idades compreendidas entre os 10 e os 13 anos de idade, pertencentes a escolas do Distrito do Porto, da Região Norte de Portugal.
A metodologia usada foi descritiva, obtendo-se assim valores sob a forma de como a prática de Patinagem sobre rodas no âmbito do Desporto Escolar influencia os Índices de Actividade Física (IAF).
Os procedimentos estatísticos utilizados foram a análise das medidas de tendência central e de dispersão: média e desvio padrão; as provas de diferencia entre grupos: T de Student e ANOVA; Regressão Linear. O nível de significância foi mantido em 5% e o software estatístico utilizado foi o SPSS.

ALGUMAS CONCLUSÕES

Quando se compararam os resultados obtidos relativamente ao sexo, tudo indica que o Índice de Actividade Física (IAF) não varia significativamente. No entanto poderá existir uma tendência positiva, tendo em conta a significância de p = 0,079 ser um valor próximo de p < ou = 0,05 (significativo). Embora o sexo masculino apresente valores ligeiramente superiores aos do sexo feminino, estes resultados não são estatisticamente significativos. Assim, não se verifica a nossa Hipótese 1 (H1) - Existem diferenças nos IAF segundo o sexo entre os Patinadores Escolares.

Os resultados obtidos relativamente à idade indicam não existir qualquer influência significativa com o Índice de Actividade Física (IAF) dos Patinadores Escolares. Assim sendo não se verifica a nossa Hipótese 2 (H2) - O aumento da idade nos Patinadores Escolares diminui o IAF.

Quanto ao nível de escolaridade e ao ano de escolaridade não foram obtidos quaisquer resultados estatisticamente significativos com o Índice de Actividade Física dos Patinadores Escolares, o que assim comprovam as nossas Hipóteses 3 e 4 (H3) - Não existem diferenças no IAF segundo o Nível de Escolaridade entre os Patinadores Escolares. (H4) - O Ano de Escolaridade não influencia os IAF entre os Patinadores Escolares.

Pelos resultados obtidos (para a variável pratica desporto extra-escola), comprova-se que as modalidades praticadas pelos participantes extra-escola não aumentam significativamente o Índice de Actividade Física dos Patinadores Escolares, o que nos leva a afirmar que não se verifica a nossa Hipótese 5 (H5) - A Prática Desportiva aumenta o IAF nos alunos praticantes de Patinagem Escolar.

O facto de ser considerado pratica de desporto extra-escola como uma actividade devidamente organizada e orientada, pode indicar uma tendência para que a actividade física não organizada apresente frequências de participação mais elevadas, podendo influenciar os Índices de Actividade Física (IAF).

O tempo de prática de patinagem escolar aumenta o Índice de Actividade Física, o que indica que quanto mais prolongada e contínua for a prática desta modalidade no âmbito do Desporto Escolar, maior é o Índice de Actividade Física dos seus praticantes. Desta forma, verifica-se a nossa Hipótese 6 (H6) - O Tempo de Prática de Patinagem Escolar aumenta o IAF dos alunos praticantes, verificando-se um maior IAF nos alunos que praticam Patinagem Escolar há mais tempo.

A verificação do tempo de prática de Patinagem Escolar efectuou-se em meses e de acordo com os resultados obtidos tudo indica que o aumento de 1 mês ao tempo de prática de Patinagem Escolar, implica o aumento de 0,081 pontos no Índice de Actividade Física, logo, vai também de encontro à bibliografia analisada e existente que aponta para as vantagens da prática de Patinagem.

Tendo em consideração os benefícios da Actividade Física no aumento da qualidade de vida e as vantagens da prática de Patinagem sobre rodas, nomeadamente a sua enorme importância para a melhoria do equilíbrio e demais importantes capacidades na formação geral da criança e do adolescente, justifica-se plenamente a inserção da prática da Patinagem sobre rodas no plano de formação das crianças e adolescentes, nomeadamente no âmbito escolar.

Um dos problemas dos modos de vida da actualidade é a inactividade das nossas crianças e jovens. Children no longer ride their bikesprograms in the country are shifting to fitness based programs. Vários estudos têm mostrado that children who participate in regular physical activity are more likely to continue que as crianças que possuem Actividade Física regular são mais propensas a continuar or resume exercise as adults. a exercer os mesmos hábitos em adultos. Muitos destes hábitos irão durar uma vida inteira. A prática da Patinagem sobre rodas poderá ser uma forma de incentivar as crianças de jovens a adquirirem esses hábitos de Actividade FísicaFor these.

Pelos resultados deste estudo em que se verificou uma influência significativamente positiva entre o tempo de prática de Patinagem e os Índices de Actividade Física de alunos entre 10 e 13 anos de idade praticantes de Patinagem sobre rodas no âmbito do desporto escolar, indica-se a prática deste desporto como um excelentecomponent of the fitness based program. componente da base do programa desportivo de crianças e jovens. Inline skating is a highly effective method of aerobic activity.A Patinagem sobre rodas, para além de ser uma modalidade atractiva e que está na moda, é um método altamente eficaz de actividade aeróbica.

Resumidamente, explanamos de seguida as principais conclusões do nosso estudo:
(1) Os Patinadores Escolares no âmbito do Desporto Escolar possuem um IAF superior aos alunos que não praticam Patinagem, quando comparados com outros estudos;
(2) Os sujeitos do sexo masculino apresentam valores ligeiramente superiores ao sexo feminino no IAF, mas estes resultados não são estatisticamente significativos no nosso estudo;
(3) A idade dos Patinadores Escolares também não tem uma influência significativa no IAF;
(4) O nível de escolaridade, o ano de escolaridade, a prática desportiva extra-escola e as horas de prática semanal de patinagem escolar não influenciam o IAF;
(5) O tempo de prática dos Patinadores Escolares influencia significativamente o IAF. O aumento de 1 mês no tempo de prática de patinagem escolar aumenta em 0,081 pontos o IAF.


FONTE: Hélder Antunes, 2011, in Mestrado de Investigação em Atividade Física, Desporto e Saúde 

NOTA: Texto da publicação não respeita o novo acordo ortográfico

domingo, 25 de junho de 2017

FORMAÇÃO GERAL PARA TREINADORES DE HÓQUEI EM PATINS


Deixamos aqui no blog THP, algumas formações gerais que se irão realizar nos próximos tempos e que poderão ser do interesse dos treinadores de hóquei em patins. Cliquem na imagem para aumentar a visualização.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

DE VOLTA À FORMAÇÃO DO JOVEM PRATICANTE DE HÓQUEI EM PATINS

Foto retirada de http://sticadas.blogspot.pt/

Estamos carentes de estudos na nossa modalidade. Quando procuramos ou quando comparamos o que existe de estudos do hóquei em patins e de outras modalidades as diferenças são abismais. Este é um caminho que devemos começar a trilhar e a dar relevo. Neste âmbito, penso que podemos fazer muito e temos a vantagem de sermos uma modalidade praticada sobre rodas e onde o manuseamento da bola é realizada com um objeto.
Deixando este aparte, focamo-nos na formação do jovem praticante. Faz-me confusão os atletas que passam diretamente da aprendizagem da patinagem para a competição de hóquei em patins.
Pergunto-me pela iniciação ao hóquei em patins? É parte fundamental em todo este processo, penso eu. Relembramos que a Patinagem é a “mãe” de várias modalidades, depois os que seguem o hóquei em patins, deverão ter igualmente treinos de iniciação ao hóquei em patins. Todos sabemos que patinar sem stick é uma coisa e com stick e bola é outra.
É altura de darmos um passo em frente e ver este caminho. Alguns clubes já o fazem, mas são muitos mais os que não o fazem.
Neste âmbito é necessário “arranjar” espaço físico e planeamento de treino para a iniciação ao hóquei em patins. Ficam agora algumas sugestões sobre a forma como alguns conteúdos devem estar planeados ou serem abordados neste tipo de treino:

- Deixar os jovens praticantes realizarem várias experiências que realizam nos treinos de patinagem mas com stick e bola;

- Trabalhar a condução de bola, passe/receção e manuseamento do stick com e sem bola é importante. Mais importante é não esquecer que temos um lado direito e um lado esquerdo;

- Não realizar treinos tácticos coletivos. Está fora de questão. Optar por treinos técnicos e treinos onde já se poderá inserir a tática individual mediante a evolução do jovem praticante;

- Deixar os atletas experimentarem várias posições, sem definir posições. Não é fácil, mas é possível. E sim, todos devem experimentar ser guarda redes;

- Utilizar situações simplificadas. Ou seja, o jovem praticante ver primeiro como ele se insere no jogo e não inserir o jogo no jovem praticante;

- Situações de superioridade e igualdade numérica não são para aqui chamadas. Treino individualizado e direcionado para…;

- Exercícios com colegas, só em situações estáticas ou dinâmicas de trabalho de passe/receção, por exemplo;

- Exercícios que potencializam as capacidades coordenativas do jovem praticante, bem como o crescente gosto pela modalidade são muito importantes;

- Definir claramente quais são as competências que o jovem praticante deve ter claramente assimiladas antes de integrar uma equipa de “pré competição”. Demorem o tempo que demorar, deixar que o jovem atleta diga que está pronto. É fulcral ter isto bem explicando junto dos pais;

- Não criar exercícios com respostas já dadas. Criar as dificuldades e deixar que sejam os jovens praticantes a darem as respostas ou solucionarem os problemas que lhes criamos ao nível dos exercícios do treino;

- Ter a noção que os projetos deste âmbito não podem ser iguais em todos os clubes. Não nos podemos limitar a “copiar”. O que resulta no clube A, pode não resultar no clube B;

- Sempre que possível, ter referências como por exemplo jogadores da equipa sénior do clube a participar nesses treinos;

- Não sei se já referi, mas nunca é demais relembrar, deixar os atletas darem respostas e tomarem decisões;

- Para finalizar, não esquecer que é neste tipo de treinos que se começa a realizar o trabalho mental com os jovens praticantes.


FONTE: Opinião de Hélder Antunes

sexta-feira, 26 de maio de 2017

HÓQUEI EM PATINS - COMO FILMAR UM JOGO – DICAS E RECOMENDAÇÕES

Texto retirado de Video Observer Blog - AQUI

Especificações da câmara
Em primeiro lugar, recomendamos vivamente uma câmara HD. Porquê? Porque permite ter uma resolução (o tamanho do vídeo, digamos) de 720p ou 1080p. Esta resolução vai permitir ter uma melhor qualidade de imagem e desta forma,  uma melhor compreensão das acções no campo. É fundamental ter um vídeo de qualidade, e estas questões têm de ser pensadas e tratadas a priori, dado que depois de filmar não é possível aumentar a resolução, apenas diminuí-la. Assim, uma definição HD (720p ou 1080p) é a mais indicada para obter um vídeo de qualidade, e praticamente todos os monitores transmitem em HD. Filmar em HD permite-lhe levar a análise de jogo um passo à frente. 

Ângulo e posição da câmara
Quando filma o jogo precisa de estar preparado para o fazer de diferentes maneiras de acordo com as suas necessidades. Se quiser uma análise táctica de uma equipa ou uma análise individual para scouting é necessariamente diferente – se estiver a fazer uma análise táctica precisa de estar numa posição mais alta (ângulo aberto) comparando com uma análise individual em que precisa de estar numa posição mais baixa no campo  (ângulo fechado).  

Ângulo aberto
Maior área coberta no campo; Menor necessidade de bascular a câmara para seguir a jogada; Visão mais alargada da jogada; Zoom requer menos ajuste; Melhor percepção táctica; Melhor percepção da decisão colectiva.

Ângulo fechado
Foco numa área do campo menor; Maior necessidade de bascular a câmara para seguir a jogada; Maior foco no centro da jogada; Zoom requer mais ajuste; Melhor percepção da técnica; Melhor percepção da decisão do jogador.

De acordo com a posição que escolhe para gravar o jogo – central, lateral ou atrás da baliza – é importante perceber que cada uma tem os seus prós e contras.  

Posição central
Percepção igual de ambas as metades do campo; Mais fácil bascular a câmara para seguir a jogada; Melhor controlo do zoom.

Posição lateral
Um dos lados tem a filmagem de lado, o lado contrário vê-se o jogo mais de costas; Uma das metades do campo tem melhor visão, a outra metade precisa de mais Zoom; Precisa de maior controlo do zoom quando a bola está no lado contrário.

Posição atrás da baliza
Melhor percepção da largura; Profundidade mais difícil de perceber; Precisa de maior controlo do zoom quando a bola está no lado contrário.

Análise táctica (ângulo aberto) 
- Precisa de estar numa posição mais alta e central para poder filmar o maior número de jogadores possível – isto permite perceber melhor o comportamento colectivo;
- Permite uma basculação mais reduzida, o que melhora a qualidade da filmagem;
- Como a câmara está tão afastada é mais difícil perceber os detalhes técnicos do jogador;
- Zoom in/out – é importante fazer zoom quando a bola está no lado contrário da câmara, mas mantendo a noção de que o ângulo tem de ser aberto e não fechado.

Análise individual (ângulo fechado) 
- Uma posição mais baixa permite uma melhor percepção do detalhe técnico do jogador para melhor entender a sua interacção com o que o rodeia;
- Esta posição não permite uma perspectiva colectiva, também importante para perceber o comportamento do jogador;
- A basculação e o zoom in/out é mais difícil de controlar e manter fluído.

 

Dicas


Tripé
Para fazer uma boa basculação é importante ter um bom tripé, com peso suficiente para suportar as condições de filmagem. Pode adicionar algum peso ao tripé numa das pernas ou na coluna central para dar mais equilíbrio e amortecer as vibrações. Uma boa pega com um bom sistema para apertar ajuda a controlar a tensão. Deve ser criada alguma tensão para que não se mova demasiado a câmara, mas deve ser uma tensão suave o suficiente para ser fácil perceber a continuidade da jogada.

Controlo da filmagem 
Para dar um salto qualitativo na sua filmagem deve em primeiro lugar acompanhar o jogo pelo monitor LCD. É difícil manter o foco, especialmente quando há emoções envolvidas. É importante ser o mais profissional possível para que a análise pós jogo seja a mais acertada possível.

Espaço morto
Outro aspecto a ter em atenção é o “espaço morto”, que significa excesso de campo sem jogadores. Para evitar o espaço morto deve orientar a câmara na direcção do ataque para captar mais jogadores e mais aspectos para analisar.
  
Prever as acções seguintes e a direcção do ataque
Para fazer um acompanhamento suave da jogada, quem filma o jogo deve prever o próximo passo de acordo com o que está a acontecer. Isto vai permitir o controlo da filmagem.  

Bola no meio
Tente também evitar filmar demasiado para lá da linha lateral e mantenha a câmara a filmar o campo, o máximo possível.
Lembre-se também, a bola é o centro a maior parte das vezes. 

Como na maioria das coisas, a prática leva à perfeição. Tenha isso em mente e não se preocupe com os erros. Tente apenas continuar em frente e procurar sempre melhorar. 

FONTE: Video Observer Blog in http://blog.videobserver.com/como-filmar-um-jogo-especificacoes-da-camara-angulo-e-posicao/?lang=pt-pt