sexta-feira, 26 de maio de 2017

HÓQUEI EM PATINS - COMO FILMAR UM JOGO – DICAS E RECOMENDAÇÕES

Texto retirado de Video Observer Blog - AQUI

Especificações da câmara
Em primeiro lugar, recomendamos vivamente uma câmara HD. Porquê? Porque permite ter uma resolução (o tamanho do vídeo, digamos) de 720p ou 1080p. Esta resolução vai permitir ter uma melhor qualidade de imagem e desta forma,  uma melhor compreensão das acções no campo. É fundamental ter um vídeo de qualidade, e estas questões têm de ser pensadas e tratadas a priori, dado que depois de filmar não é possível aumentar a resolução, apenas diminuí-la. Assim, uma definição HD (720p ou 1080p) é a mais indicada para obter um vídeo de qualidade, e praticamente todos os monitores transmitem em HD. Filmar em HD permite-lhe levar a análise de jogo um passo à frente. 

Ângulo e posição da câmara
Quando filma o jogo precisa de estar preparado para o fazer de diferentes maneiras de acordo com as suas necessidades. Se quiser uma análise táctica de uma equipa ou uma análise individual para scouting é necessariamente diferente – se estiver a fazer uma análise táctica precisa de estar numa posição mais alta (ângulo aberto) comparando com uma análise individual em que precisa de estar numa posição mais baixa no campo  (ângulo fechado).  

Ângulo aberto
Maior área coberta no campo; Menor necessidade de bascular a câmara para seguir a jogada; Visão mais alargada da jogada; Zoom requer menos ajuste; Melhor percepção táctica; Melhor percepção da decisão colectiva.

Ângulo fechado
Foco numa área do campo menor; Maior necessidade de bascular a câmara para seguir a jogada; Maior foco no centro da jogada; Zoom requer mais ajuste; Melhor percepção da técnica; Melhor percepção da decisão do jogador.

De acordo com a posição que escolhe para gravar o jogo – central, lateral ou atrás da baliza – é importante perceber que cada uma tem os seus prós e contras.  

Posição central
Percepção igual de ambas as metades do campo; Mais fácil bascular a câmara para seguir a jogada; Melhor controlo do zoom.

Posição lateral
Um dos lados tem a filmagem de lado, o lado contrário vê-se o jogo mais de costas; Uma das metades do campo tem melhor visão, a outra metade precisa de mais Zoom; Precisa de maior controlo do zoom quando a bola está no lado contrário.

Posição atrás da baliza
Melhor percepção da largura; Profundidade mais difícil de perceber; Precisa de maior controlo do zoom quando a bola está no lado contrário.

Análise táctica (ângulo aberto) 
- Precisa de estar numa posição mais alta e central para poder filmar o maior número de jogadores possível – isto permite perceber melhor o comportamento colectivo;
- Permite uma basculação mais reduzida, o que melhora a qualidade da filmagem;
- Como a câmara está tão afastada é mais difícil perceber os detalhes técnicos do jogador;
- Zoom in/out – é importante fazer zoom quando a bola está no lado contrário da câmara, mas mantendo a noção de que o ângulo tem de ser aberto e não fechado.

Análise individual (ângulo fechado) 
- Uma posição mais baixa permite uma melhor percepção do detalhe técnico do jogador para melhor entender a sua interacção com o que o rodeia;
- Esta posição não permite uma perspectiva colectiva, também importante para perceber o comportamento do jogador;
- A basculação e o zoom in/out é mais difícil de controlar e manter fluído.

 

Dicas


Tripé
Para fazer uma boa basculação é importante ter um bom tripé, com peso suficiente para suportar as condições de filmagem. Pode adicionar algum peso ao tripé numa das pernas ou na coluna central para dar mais equilíbrio e amortecer as vibrações. Uma boa pega com um bom sistema para apertar ajuda a controlar a tensão. Deve ser criada alguma tensão para que não se mova demasiado a câmara, mas deve ser uma tensão suave o suficiente para ser fácil perceber a continuidade da jogada.

Controlo da filmagem 
Para dar um salto qualitativo na sua filmagem deve em primeiro lugar acompanhar o jogo pelo monitor LCD. É difícil manter o foco, especialmente quando há emoções envolvidas. É importante ser o mais profissional possível para que a análise pós jogo seja a mais acertada possível.

Espaço morto
Outro aspecto a ter em atenção é o “espaço morto”, que significa excesso de campo sem jogadores. Para evitar o espaço morto deve orientar a câmara na direcção do ataque para captar mais jogadores e mais aspectos para analisar.
  
Prever as acções seguintes e a direcção do ataque
Para fazer um acompanhamento suave da jogada, quem filma o jogo deve prever o próximo passo de acordo com o que está a acontecer. Isto vai permitir o controlo da filmagem.  

Bola no meio
Tente também evitar filmar demasiado para lá da linha lateral e mantenha a câmara a filmar o campo, o máximo possível.
Lembre-se também, a bola é o centro a maior parte das vezes. 

Como na maioria das coisas, a prática leva à perfeição. Tenha isso em mente e não se preocupe com os erros. Tente apenas continuar em frente e procurar sempre melhorar. 

FONTE: Video Observer Blog in http://blog.videobserver.com/como-filmar-um-jogo-especificacoes-da-camara-angulo-e-posicao/?lang=pt-pt


quarta-feira, 17 de maio de 2017

OS MELHORES EXERCÍCIOS PARA OS JOVENS ATLETAS DE HÓQUEI EM PATINS


Ao longo dos últimos tempos temos acesso a um interminável número de exercícios para os treinos do jovem praticante de hóquei em patins. Exercícios de vários quadrantes e com vários objetivos.
Temos exercícios padronizados, exercícios adaptados à realidade de cada jovem praticante e exercícios que visam um melhoramento coletivo da equipa onde está inserido o jovem praticante de hóquei em patins.
Independentemente de tudo isso, em nosso entender há uma lacuna em muitos desses exercícios. Chamamos-lhe lacuna, mas não temos a certeza se esse é o termo correto a aplicar. Lacuna que em nosso entender, independentemente do objetivo do exercício ou dos exercícios, está diretamente relacionada com o facto desses mesmos exercícios aplicados darem sempre uma resposta prévia ao jovem atleta e limitarem aquilo que o atleta nos “pode dar”.
Ou seja, aplicam-se os exercícios, mas antes mesmo do jovem praticante o executar, já se está a dar a resposta desse mesmo exercício ao atleta. Não se deixa o jovem atleta quase pensar e decidir perante os obstáculos que se lhe colocam.
Pensamos que os melhores exercícios são aqueles que colocam “obstáculos” aos jovens atletas e que os “obrigam” a dar uma resposta ou solução ao treinador. A partir dessa resposta do jovem atleta, o treinador “molda” o exercício em conformidade com os objetivos que pretende atingir, sem nunca “bloquear” a “resposta” do jovem atleta. Normalmente a resposta do atleta é um medidor da sua própria evolução.
Em nosso entender, esses são os melhores exercícios que podemos dar aos jovens praticantes de hóquei em patins. O treinador coloca o exercício, explica sucintamente o que pretende e antes de dar respostas aos atletas e padronizar essas mesmas respostas, aguarda pelas respostas dos próprios atletas.
Esta forma de planear e atuar no treino por parte do treinador, será sempre a melhor forma de fazer os seus atletas evoluírem na modalidade. À medida que os atletas vão dando essas respostas, cabe ao treinador colocar novas dificuldades e voltar à aguardar pelas novas respostas dos atletas.
Para quem estava à espera que dispuséssemos uma panóplia de exercícios de hóquei em patins para os jovens atletas de hóquei em patins (gratuitamente), fizemos mais, dispomos a melhor forma de conseguirem os melhores exercícios para os vossos atletas, em nossa opinião.


Opinião pessoal de Hélder Antunes

quinta-feira, 11 de maio de 2017

FORMAÇÃO CREDITADA PARA TREINADORES DE HÓQUEI EM PATINS

Clicar sobre a imagem para inscrições

A Treinadores de Portugal promove nos dias 3 e 4 de Junho de 2017 em Gondomar o 6º Congresso Treinadores de Língua Portuguesa com o lema Treinadores no mundo.
Pretenderemos que este Congresso vá ao encontro dos Treinadores de todas as modalidades e, nesse sentido, optámos por um modelo misto: por um lado, conferências plenárias com temáticas generalistas e por outro, workshops por modalidade com componentes teóricas e práticas.
As conferências plenárias terão lugar nos dias 3 e 4 de Junho de manhã no Pavilhão Multiusos de Gondomar.


O 6º Congresso de Treinadores será creditado com 2,2 UC (unidades de crédito) para efeitos da formação contínua de treinadores para a obtenção de créditos para a TPTD sendo 1,2UC na componente geral (6h) e 1UC na componente específica.

MAIS INFORMAÇÕES AQUI


ARTICULAÇÃO DESPORTIVA ENTRE ESCOLAS E CLUBES

Integrado na Semana do Desporto realiza-se no dia 20 de maio, das 9h30 às 17h30, no Pavilhão Multiusos de Odivelas, o Fórum "Articulação Desportiva entre Escolas e Clubes". Um encontro destinados, entre outro aspetos, a debater a relação entre desporto escolar e movimento associativo, perceber o contributo de clubes e escolas para a formação desportiva dos jovens e promover a prática desportiva no contexto familiar.

Este Fórum é uma ação creditada pelo IPDJ com 1.2 UC's - componente geral e pelo CENFORES para efeitos de Formação Contínua de Professores - 6 horas.
Em caso de dupla creditação IPDJ/Formação Contínua de Professores, após preencher o formulário com uma das opções, contacte para o email formacao@edugep.pt Inscreva-se aqui: http://goo.gl/JzBHWv

quarta-feira, 3 de maio de 2017

PELA DEFESA DO TREINADOR DE HÓQUEI EM PATINS - FORMAÇÕES CREDITADAS


Pela defesa do treinador de hóquei em patins, no que concerne às formações creditadas, publicamos um texto que nos chegou, onde todos os treinadores podem copiar e fazer chegar ao Provedor de Justiça, através de uma queixa online (basta clicar na imagem acima e seguir os passos). Os interessados devem colocar os seus dados, podendo ou não pedir sigilo sobre os mesmos e transcrever o texto abaixo na descrição da queixa. A entidade sobre a qual recai a queixa é o IPDJ.

TEXTO

O quadro legal atual para revalidação do Título Profissional de Treinador de Desporto (TPTD), Lei n.º 40/2012 de 28 de agosto e portaria n.º 326/2013 de 1 de novembro, estipula que a revalidação do TPTD tem uma validade de cinco anos e que para renovar o referido título são necessários a realização de 10 créditos em formação creditada pelo IPDJ (Instituto Português da Juventude e Desporto).
No caso concreto da modalidade de hóquei em patins, a qual possuo TPTD, as dificuldades são enormes para a realização e concretização das referidas formações creditadas, pelos seguintes motivos:
- Escassez de formações específicas da modalidade;
- Custos das formações;
- Disposição geográfica das formações que surgem.
O hóquei em patins (e outras modalidades similares) é uma modalidade que tem um elevado número de treinadores não profissionais. Muitos treinadores deixarão de revalidar o seu TPTD devido aos custos e despesas inerentes para realizar as formações creditadas. A médio prazo, a modalidade poderá sofrer sérias consequências, fruto da legislação em vigor.
Penso que a atual legislação poderá violar princípios de igualdade, tendo em conta os seguintes motivos:
- A formação ao ser creditada e obrigatória pela lei em vigor e pelo IPDJ, deveria ser gratuita. Há entidades a praticar preços exorbitantes, fazendo com que muitos treinadores não possam suportar as referidas despesas. Entendo que possa existir um valor mínimo a ser pago para despesas de realização das referidas formações, mas nunca preços exorbitantes que mais parecem ser uma forma de negócio para algumas entidades;
- Os treinadores ao pagarem e ao realizarem os seus cursos de treinadores validados pelas respetivas federações já realizam um enorme esforço financeiro e logístico, que muitas vezes não tem qualquer retorno. Logo, sendo do interesse de todos a formação ativa de treinadores (a qual concordo), os moldes em que a mesma está legislada não salvaguarda os treinadores não profissionais e que no caso do hóquei em patins são uma grande “fatia” dos treinadores;
- Outro motivo onde há desigualdade de aplicação é que a lei em vigor não diferencia treinadores no ativo de treinadores em inatividade. Ou seja, um treinador que esteja cinco anos a trabalhar no “terreno” tem de realizar exatamente o mesmo número de créditos que um treinador que não exerça durante cinco anos. Penso que não faz sentido. A experiência e o trabalho de campo devem também ser eles reconhecidos como forma de formação ativa. Faria todo o sentido, um treinador no ativo ter de realizar menos créditos que um treinador inativo, onde por cada época desportiva de atividade fossem contabilizados por exemplo um ou dois créditos. Perante a lei todos os treinadores estão no mesmo pé de igualdade, quer sejam ativos ou inativos na sua modalidade. Esta situação cria uma desigualdade. Veja-se o exemplo dos professores, onde os professores que não estão no ativo vão perdendo prioridades para efeitos de concurso;
- Por último, é o facto das formações creditadas (nomeadamente as formações especificas da modalidade) quando são realizadas, não são distribuídas de forma equitativa pelo país, obrigando por vezes os treinadores a realizarem centenas de quilómetros e a suportarem os custos das deslocações. Penso que deveria existir uma obrigatoriedade mínima de formações creditadas por distrito e por ano civil.
Após o exposto, penso existir motivos para que haja uma reformulação do enquadramento legal que sustenta a atual lei em vigor para a revalidação do TPTD.
Grato desde já pela atenção dada,

FONTE: Leitor do blog THP