domingo, 25 de junho de 2017

FORMAÇÃO GERAL PARA TREINADORES DE HÓQUEI EM PATINS


Deixamos aqui no blog THP, algumas formações gerais que se irão realizar nos próximos tempos e que poderão ser do interesse dos treinadores de hóquei em patins. Cliquem na imagem para aumentar a visualização.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

DE VOLTA À FORMAÇÃO DO JOVEM PRATICANTE DE HÓQUEI EM PATINS

Foto retirada de http://sticadas.blogspot.pt/

Estamos carentes de estudos na nossa modalidade. Quando procuramos ou quando comparamos o que existe de estudos do hóquei em patins e de outras modalidades as diferenças são abismais. Este é um caminho que devemos começar a trilhar e a dar relevo. Neste âmbito, penso que podemos fazer muito e temos a vantagem de sermos uma modalidade praticada sobre rodas e onde o manuseamento da bola é realizada com um objeto.
Deixando este aparte, focamo-nos na formação do jovem praticante. Faz-me confusão os atletas que passam diretamente da aprendizagem da patinagem para a competição de hóquei em patins.
Pergunto-me pela iniciação ao hóquei em patins? É parte fundamental em todo este processo, penso eu. Relembramos que a Patinagem é a “mãe” de várias modalidades, depois os que seguem o hóquei em patins, deverão ter igualmente treinos de iniciação ao hóquei em patins. Todos sabemos que patinar sem stick é uma coisa e com stick e bola é outra.
É altura de darmos um passo em frente e ver este caminho. Alguns clubes já o fazem, mas são muitos mais os que não o fazem.
Neste âmbito é necessário “arranjar” espaço físico e planeamento de treino para a iniciação ao hóquei em patins. Ficam agora algumas sugestões sobre a forma como alguns conteúdos devem estar planeados ou serem abordados neste tipo de treino:

- Deixar os jovens praticantes realizarem várias experiências que realizam nos treinos de patinagem mas com stick e bola;

- Trabalhar a condução de bola, passe/receção e manuseamento do stick com e sem bola é importante. Mais importante é não esquecer que temos um lado direito e um lado esquerdo;

- Não realizar treinos tácticos coletivos. Está fora de questão. Optar por treinos técnicos e treinos onde já se poderá inserir a tática individual mediante a evolução do jovem praticante;

- Deixar os atletas experimentarem várias posições, sem definir posições. Não é fácil, mas é possível. E sim, todos devem experimentar ser guarda redes;

- Utilizar situações simplificadas. Ou seja, o jovem praticante ver primeiro como ele se insere no jogo e não inserir o jogo no jovem praticante;

- Situações de superioridade e igualdade numérica não são para aqui chamadas. Treino individualizado e direcionado para…;

- Exercícios com colegas, só em situações estáticas ou dinâmicas de trabalho de passe/receção, por exemplo;

- Exercícios que potencializam as capacidades coordenativas do jovem praticante, bem como o crescente gosto pela modalidade são muito importantes;

- Definir claramente quais são as competências que o jovem praticante deve ter claramente assimiladas antes de integrar uma equipa de “pré competição”. Demorem o tempo que demorar, deixar que o jovem atleta diga que está pronto. É fulcral ter isto bem explicando junto dos pais;

- Não criar exercícios com respostas já dadas. Criar as dificuldades e deixar que sejam os jovens praticantes a darem as respostas ou solucionarem os problemas que lhes criamos ao nível dos exercícios do treino;

- Ter a noção que os projetos deste âmbito não podem ser iguais em todos os clubes. Não nos podemos limitar a “copiar”. O que resulta no clube A, pode não resultar no clube B;

- Sempre que possível, ter referências como por exemplo jogadores da equipa sénior do clube a participar nesses treinos;

- Não sei se já referi, mas nunca é demais relembrar, deixar os atletas darem respostas e tomarem decisões;

- Para finalizar, não esquecer que é neste tipo de treinos que se começa a realizar o trabalho mental com os jovens praticantes.


FONTE: Opinião de Hélder Antunes